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20.11.17

10 mitos sobre a vacinação

10 mitos sobre a vacinação

A vacinação é a maior conquista da medicina e da saúde pública de todos os tempos. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, evita a morte de 2 a 3 milhões de pessoas por ano, em todo o mundo. Porém, a memória é curta, e as novas gerações já não se recordam das doenças horríveis, evitadas agora pela vacinação, que desfiguravam e matavam pessoas no tempo dos nossos avós.

Por isso, agora muitas doenças estão a voltar a surgir, e estão a morrer crianças sem necessidade. Lembram-se do surto de sarampo em Portugal, que aconteceu no início deste ano? Poderia ter sido evitado se não existissem pais a recusarem-se a vacinar os seus filhos.

Recentemente, numa das minhas cadeiras da faculdade, estudei este tema, e fiquei a pensar nas ideias erradas que muita gente, mesmo com elevados níveis de escolaridade, têm. Quero sempre acreditar que as pessoas informam-se sempre antes de tomar decisões importantes como vacinar os filhos ou vacinarem-se, mas depois leio coisas como estas e já não tenho tanta certeza. A verdade é que, apesar de toda a informação disponível hoje em dia, os movimentos antivacinação estão a ganhar cada vez mais dimensão. Acho que é importante sensibilizar a população, e desfazer alguns mitos para que, na hora de irem ao centro de saúde, tomarem decisões mais conscientes.


1. As doenças começaram a diminuir antes das vacinas, devido às melhores condições de higiene: Obviamente que ter boas condições sanitárias ( água potável, saneamento básico, controlo da cadeia alimentar...) contribuiu imenso para o controlo de muitas doenças infecciosas, nomeadamente aqueles que estão relacionados com a qualidade da água. Porém, isso não evita a circulação dos microorganismos causadores. Só a vacinação em larga escala consegue evitar as doenças alvo da vacinação.

2. As vacinas têm imensos efeitos secundários, que podem levar à morte: As vacinas, antes de irem para o mercado, são alvo de imensos estudos, análises e ensaios clínicos pelo que, quando são disponibilizadas para a população, são extremamente seguras. Comparadas com os medicamentos em geral, são ainda mais seguras. Além disso, o risco de uma criança ter uma reação adversa a uma vacina é muito inferior ao risco de uma complicação grave da doença que essa vacina previne.

3. Gastar tempo e dinheiro com vacinas para doenças que já não existem é um bocado idiota: As doenças evitáveis pela vacinação estão controladas e são cada vez mais raras. No entanto, salvo a varíola ( que já foi erradicada, e cuja vacina já é dispensável), todas as outras doenças ainda podem surgir ( mesmo em Portugal,onde têm pouca expressão). Principalmente, quando uma pessoa não protegida pela vacinação viaja para outros sítios onde certas doenças ainda não estão controladas e/ou se contactar com pessoas provenientes dessas regiões.

4. É melhor ter a doença do que vacinar com vírus atenuados: A doença causa imunidade, mas pode levar a complicações desastrosas ou até mesmo à morte. Por outro lado, a vacina desenvolve essa mesma imunidade, mas sem as complicações que a doença acarreta. Sim, é como se tivéssemos a introduzir um vírus no organismo, mas que foi atenuado através de passagens sucessivas em meios de cultura celulares.

5.  As vacinas têm mercúrio, que pode fazer muito mal à saúde: As vacinas contém, de facto, mercúrio ( mais precisamente um composto, o tiomersal, que é um conservante do princípio ativo), mas em doses demasiado pequenas para constituírem risco para a saúde.

6.Ter gripe é uma coisa normal e, além disso, a vacina é fraca: A gripe pode ser algo leve que passa, mas também pode ser mesmo muito grave. Em alguns casos, pode levar a uma série de complicações, como pneumonia, sobretudo em idosos com a imunidade diminuída e a abortos ou partos prematuros no caso das grávidas.

8. A administração simultânea de vacinas pode sobrecarregar o sistema imunitário: A administração simultânea de várias vacinas não aumenta o as reações adversas, dado que a imunidade que cada uma estimula é independente. Além disso, no dia a dia, a imunidade dos bebés e das crianças já é estimulada por inúmeros vírus e bactérias com as quais elas contactam. O objetivo de administrar várias vacinas juntas é diminuir o número de "picadas", contribuindo para uma humanização e melhor adesão aos esquemas vacinais.

9. As grávidas não podem ser vacinadas: As grávidas podem ser vacinadas, mas apenas com vacinas com vírus inativado. Todas as vacinas com vírus vivos atenuados, como a VASPR ( que é a vacina contra o sarampo, parotidite e e rubéola) ,  e BCG,  não devem ser administradas

10. A vacina causa autismo: O autismo é uma doença em que a idade do diagnóstico coincide, geralmente, com a idade de administração das vacinas. Em 1988, surgiu um estudo que inquietou muitas pessoas, por considerar uma possível relação entre a vacina VASPR e o autismo. Contudo, acabou-se por provar que não existi autor deste estudo foi obrigado a deixar de exercer Medicina, por graves irregularidades metodológicas e conflitos de interesses provados juridicamente. Apesar da coincidência temporal, não existe qualquer relação entre a vacinação e o autismo.

E vocês? Acreditavam em algum destes mitos? 

26.10.17

5 mitos sobre autenticidade

 5 mitos sobre autenticidade

Numa sociedade que vive cada vez mais das aparências, a palavra "autenticidade" tem surgido no vocabulário das pessoas e está a tornar-se rapidamente numa espécie de moda, para contrariar a tendência das vidas perfeitas que muita gente tenta fingir que tem nas redes sociais. Consequentemente, surgiram diversos mitos sobre aquilo que realmente significa ser autêntico.

Na blogosfera (e na Internet em geral), a autenticidade é uma questão que surge frequentemente. Muitas são as vezes em que se questiona a honestidade de x pessoa, por não estar a partilhar este ou aquele aspeto da sua vida. Parece que todos têm uma opinião acerca daquilo que é ser-se autêntico. Como, por vezes, existem tantas definições para um mesmo conceito, é mais fácil dizer aquilo que não é. Portanto, aqui estão 5 mitos sobre a autenticidade.


1. Autenticidade não é dizer tudo aquilo que nos vem à cabeça: Um dos maiores mitos sobre a autenticidade é que, para sermos autênticos, temos que ser  honestos o tempo todo, e dizer sempre tudo aquilo que nos vem à cabeça. Embora ser autêntico signifique sermos reais e fiéis a nós mesmos, mesmo em alturas desafiantes, não significa que tenhamos que dizer sempre tudo aquilo em que pensamos. Aliás, isso nem sequer é saudável, e ninguém o consegue fazer. Expressarmos as nossas  opiniões sem considerar a dos outros nem considerar o local e o momento em que o estamos a fazer é insensível e, sinceramente, um bocado tolo. Ao falarmos ou criarmos conteúdo, temos que ser  honestos, mas ao mesmo tempo criar empatia e espaço para a opinião dos outros.

2. Autenticidade não é agirmos da mesma forma em todo o lado: Muita gente pensa que, para sermos autênticos, temos que agir exatamente da mesma maneira em todas as situações. Tanto pensam assim que depois acabam por chamar "falsos" a quem se recusa a comportar dessa forma.  A verdade é que ninguém age da mesma maneira em todo o lado. Agimos de maneira diferente no trabalho, com os amigos, com a família... Somos a mesma pessoa, mas escolhemos mostrar versões diferentes de nós mesmos para melhor nos adequarmos ao momento e ao local onde estamos inseridos. Isso não significa que não sejamos autênticos, significa que nos estamos adaptar apenas às situações que nos aparecem à frente.

3. Autenticidade não é partilhar tudo com toda a gente: Isto é algo que afeta muitas pessoas, principalmente youtubers e bloggers, que trabalham diretamente na partilha de conteúdo. Quantas vezes não vimos já um blogger/youtuber a ser acusado de falso, só porque não partilhou x facto acerca da sua vida? Nós não precisamos de partilhar todos os detalhes íntimos da nossa vida só para mostramos que somos autênticos. Aliás, até pode ser bastante perigoso para nós fazermos isso, porque estamos a dar informações demasiado pessoais a pessoas com quem não desenvolvemos relações suficientemente íntimas para isso. Todos nós temos que saber estabelecer limites saudáveis daquilo que queremos e não queremos partilhar, e isso não faz de nós pessoas menos autênticas, até faz de nós mais, porque estamos a ser prudentes.

4. A autenticidade não é uma competição: Nas redes sociais, parece que andam todos em competição, e julgar-se uns aos outros e a ver quem é a pessoa mais autêntica. Isto não é nenhum concurso nem há nenhum prémio para a pessoa mais autêntica. Ser autêntico é sermos verdadeiros connosco mesmo e sermos fiéis aos nossos próprios valores, portanto não podemos estar aí a avaliar qual é a melhor versão de autenticidade. 

5. A autenticidade não é um destino: Ser-se autêntico(a) não é uma meta que se possa alcançar. É uma forma de ser e de estar que, por vezes, exige um longo processo de auto-descoberta para se chegar lá, e que depende também das decisões e atitudes que vamos tomando ao longo do caminho. No entanto,  o facto de muitas vezes ser um processo não é mau, até é bom, porque significa que, independentemente do que quer que tenha acontecido no passado, temos a possibilidade de criar um futuro mais autêntico para nós, e nunca é tarde demais para sermos nós próprios.


Que mitos sobre a autenticidade já ouviram?

27.2.17

5 mitos comuns sobre professores


Não sei se já contei aqui no blog ou não, mas o meu pai é professor numa escola primária. Desde pequena que olho para os professores com mais respeito do que os meus colegas porque eu, melhor do que ninguém, por ter um pai professor, percebo aquilo que esta profissão exige.

Já alguma vez desejaram ser professores para ter as mesmas férias de verão grandes que tinham em crianças? Já desejaram ser professores para trabalhar só das 9 às 15 horas? Bem, a realidade não é bem assim.

Eu acho que muitas pessoas não compreendem o quão duro pode ser ser-se professor. Muitas pessoas não compreendem a dedicação que a profissão exige, o trabalho duro que exige nem a paciência enorme que é preciso ter. Por isso, hoje decidi falar de alguns mitos sobre professores que muitas pessoas pensam que são verdade.


1. Os professores têm horários muito mais fáceis: Muitos alunos já caíram, provavelmente, no erro de pensar " Que sorte que o meu professor tem! Dá aulas das 9 horas às 15 horas, mas depois está livre para fazer o que quiser!" Na verdade, não é bem assim. Muitos professores chegam mais cedo à escola para tratar de documentos, saem da escola mais tarde, corrigem os trabalhos de casa ou testes dos alunos à noite, vão a reuniões, escrevem atas das ditas reuniões... Existe muito trabalho que ocorre fora dos horários que as pessoas não se apercebem.

2. Os professores têm férias de verão enormes, como os alunos, sem trabalho: Se querem ter férias de verão de dois meses, ser professor não é a profissão certa para vocês. Toda a gente cai no erro de pensar que as férias dos professores começam ao mesmo tempo que as férias dos alunos, porém isso não acontece. Depois do fim das aulas, muitos professores ainda têm muito trabalho para fazer, muitos relatórios para fazer, notas para lançar, reuniões,...  Só para terem uma noção, as aulas do meu pai acabam em Junho, mas as férias dele só começam na segunda semana de agosto e, na primeira semana de setembro, volta logo ao trabalho. Se eu acho ridículo esta carga de trabalho toda? Sim, existem muitos relatórios completamente desnecessários, mas que enfim, são exigidos e têm que ser feitos.

3. Os professores são responsáveis pela educação dos filhos: O meu pai costuma dizer ( e com muita razão), que a função dele é ensinar as crianças, não educar. A educação é uma tarefa que cabe aos pais, ao contrário do que muitos pensam nos dias de hoje. Muitos pais pensam que é só ter os filhos, metê-los na escola, e esperar que saiam de lá extremamente cultos, bem educados, a saber dizer " obrigada" e "por favor". Na escola só se aprendem matérias, a educação e as boas maneiras têm que vir de casa. O meu pai já viu, infelizmente, muitas crianças que foram para a escola sem educação nenhuma, que até eram muito inteligentes, mas não se sabiam comportar, porque os pais nunca lhes exigiram tal coisa. Quem é sofre as consequências? São os professores, que têm de saber lidar com turmas cada vez mais barulhentas e mal comportadas.

4. "Aqueles que não sabem fazer, ensinam": Existe um mito que me revolta particularmente, que é as pessoas acharem que os professores só ensinam porque não conseguiram ter sucesso em mais nenhuma profissão. Para se ser professor é preciso estudar muito e saber-se muito. Muitos tiram licenciaturas, mestrados, doutoramentos, pós-graduações, e estão continuamente a estudar e a ir a formações. Ser professor exige que se esteja sempre a estudar,  que se esteja atualizado sobre os novos programas curriculares ( que estão sempre a sofrer mudanças) e, sobretudo, que se esteja sempre a inventar novas estratégias para que diferentes alunos aprendam.

5. Todos os professores são extrovertidos: Este era um mito em que eu própria acreditava, até porque o meu pai parecia sempre tão extrovertido a dar aulas a crianças. Sempre vi os professores como pessoas muito confiantes, seguras de si mesmas, que eram capazes de passar horas a falar para grupos de pessoas sem se sentirem intimidados. Só mais tarde é que percebi, através de confidências de professores meus, que eles também sentiam um nervoso miudinho antes de começarem uma aula. Outra das coisas que percebi foi que nem todos os professores são extrovertidos, também há professores introvertidos, ao contrário daquilo em que eu acreditava. Uma vez, uma professora minha confessou-me que, na verdade, era uma pessoa bastante introvertida, que gostava de passar muito tempo sozinha e que, apesar de gostar muito de ensinar, por vezes achava cansativo ter que passar o dia todo a falar para pessoas. Como vêem, nem todos os professores são extrovertidos porque, afinal de contas, estes também são pessoas, que têm uma vida e uma personalidade fora das paredes de uma escola.


No final do dia, não há dois professores iguais. Infelizmente, os professores ainda não têm o reconhecimento que merecem em Portugal. Os professores mereciam muito mais respeito por parte da sociedade porque, afinal, são eles a base do resto das profissões, são eles que contribuem para a formação e para o futuro dos nossos jovens.

E vocês? Acreditavam em algum destes mitos?

11.11.16

5 mitos sobre os idosos em que provavelmente tu acreditavas


No início do semestre do meu 2º ano de Enfermagem, dei uma matéria muito interessante, Psicologia do Adulto e do Idoso, e numa das aulas aprendemos alguns mitos sobre os idosos. Foi, de facto, uma aula muito interessante porque, pelos vistos, muitos de nós têm uma ideia errada acerca dos idosos e do processo de envelhecimento, temos muitas crenças que, na verdade não passam de mitos. Por isso, dando os créditos ao meu professor, achei interessante partilhar com vocês algumas das coisas que aprendi.


1. A maioria dos idosos não têm desejo ou capacidade para atividade sexual:  Ao contrário do estereótipo que a sociedade criou, a sexualidade continua a ser importante na vida dos idosos. Embora de maneira diferente, obviamente, as pessoas mais velhas continuam a ter desejos e a ter uma vida sexual, tirando uma minoria que tem limitações físicas e mentais mais significativas. É importante realçar que a sexualidade não se resume só a um processo biológico, também tem a ver com expressar os sentimentos e amor pela outra pessoa.

2. Muitos idosos têm dificuldade em adaptar-se à mudança: Na verdade, existem muitos idosos que se adaptam bem à mudança ( por exemplo, até há idosos a aprender a trabalhar com computadores e que criam redes sociais). Na maioria dos casos, a falta de capacidade de certas pessoas mais velhas adaptarem-se à mudança não ter a ver com a idade, mas sim com traços de personalidade. Jovens adultos que não lidem bem com mudanças tendem a continuar assim quando forem mais velhos.

3. Os problemas físicos são as primeiras limitações dos idosos: Muitos idosos não têm nenhum tipo de limitações físicas, aliás, muitos até praticam exercício físico, como andar de bicicleta, correr,... As primeiras limitações dos idosos têm a ver precisamente com estereótipos e imagem que a sociedade tem deles. Por exemplo, há sempre muito preconceito em relação a idosos que decidem ir para a universidade ou que decidem continuar a conduzir.

4. A inteligência diminui à medida que envelhecemos: Na maior parte dos casos, isto é um mito. A maior parte dos idosos continuam com as suas capacidades intelectuais intactas ou até melhoradas. Contudo, existem sempre casos em que há declínio da inteligência, sobretudo devido a problemas mentais.

5. A dor é um processo natural do envelhecimento: A dor não é uma parte do envelhecimento, é sinal de doença. Muitas pessoas, quando envelhecem, começam a ter dores e ignoram-nas porque pensam " ah, eu já sou velho" e podem estar a desenvolver alguma doença que, se fosse detectada precocemente, poderia ter solução. A dor é um sinal que o nosso organismo nos envia quando algo está mal, portanto nunca a devemos desvalorizar, independentemente da nossa idade, devemos estar sempre atentos.


E vocês? Acreditavam em algum destes mitos?

26.10.16

5 mitos sobre o sono


Atualmente, apesar de toda a informação disponível, em livros, Internet ou televisão, são ainda muitas as pessoas que desvalorizam o sono e que acreditam em vários dos mitos que vou falar hoje.

Não sou nenhuma especialista em sono, nem perto disso, mas já tive várias aulas no meu curso de Enfermagem sobre este tema e, nessas aulas, tive oportunidade de descobrir que algumas crenças populares sobre o sono não são verdadeiras. E hoje vou desmistificar algumas dessas crenças.


1. O álcool ajuda a dormir melhor: Muitas pessoas têm o hábito de beber um copo de vinho um pouco antes de ir para a cama, para conseguirem " dormir melhor". O álcool, de facto, ajuda a adormecer mais depressa, porque é um sedativo natural. No entanto, este impede de atingires o ciclo REM, que é a fase mais profunda do sono ( e a que, normalmente, descansa mais o cérebro), o que faz que tenhas um sono leve e muito menos reparador.

2. O meu corpo vai ajustar-se a horários irregulares de sono: O nosso corpo tem  ciclos circadianos, espécies de "relógios biológicos", que acompanham as 24 horas do nosso dia. Por exemplo, a variação da temperatura é um ciclo circadiano do nosso corpo, não temos a mesma temperatura todo o dia, de manhã a temperatura é mais elevada para acordarmos e à noite é mais baixa para dormirmos.O que acontece quando temos um emprego com turnos rotativos ( ou seja, num dia trabalhamos de tarde, e no outro à noite, por exemplo), é que o nosso corpo nunca se irá ajustar aos vários turnos, porque fica confuso, fica  " a pensar" porque motivo não está a dormir quando todo o organismo lhe envia sinais que é o que deveria estar a fazer.  O nosso organismo tem um horário tal como nós que, quando não respeitado, pode causar grandes distúrbios de sono ( mesmo quando nós achamos que já estamos habituados a rotinas de sono irregulares). No caso de turnos fixos, como uma pessoa que trabalhe todos os dias à noite, aí sim, o organismo irá começar a adaptar-se e considerar o dia "noite" ( claro que, pessoas que trabalhem de noite têm que criar sinais artificialmente para o corpo saber que é hora de dormir, como sair do trabalho com óculos de sol para a luz não despertar, diminuir a luz em casa, vestir o pijama e fechar as persianas como se fosse noite....) Acho que irei abordar isto de maneira mais aprofundada, porque este tema é muito interessante.

3. Durmo 5 horas por noite nos dias de semana, mas ao fim de semana compenso e durmo 12 horas: Infelizmente, não é assim que o nosso organismo funciona. Na verdade, não há um débito de sono, isso é claramente um mito inventado por pessoas que se sentem culpadas por dormir pouco durante a semana. Não é possível compensar o sono. A única coisa que é possível fazer é esquecer as noites que foram mal dormidas, dormir bem nas noites seguintes, e tentar dormir 8 horas sempre ( mesmo em dias de trabalho).

4. As pessoas mais idosas não precisam de dormir tanto: Esta é uma crença bastante popular. Todos nós conhecemos pessoas idosas que nunca dormem mais do que 4 ou 5 horas. No entanto, isso não têm a ver com o facto de só precisarem de dormir essas horas, tem a ver com o facto de, frequentemente, irem desenvolvendo distúrbios de sono à medida que envelhecem. Na verdade, uma vez atingida a idade adulta, o número de horas que precisamos será sempre o mesmo.

5. Algumas pessoas conseguem estar bem com poucas horas de sono: Há pessoas que anunciam a toda a gente, muito orgulhosamente, que só precisam de 4 ou 5 horas de sono para se sentirem bem. De acordo com estudos realizados, apenas 2% da população mundial precisa de menos de 6 horas de sono. O resto precisa de 7 a 9 horas de sono, em idade adulta. Mesmo que não te sintas cansado/a nem tenhas sono com 5 horas de sono, o teu cérebro não funciona tão bem, e certamente reages de forma mais lenta aos estímulos, quando reagirias mais rápido se tivesses tido as horas de sono necessárias. O motivo pelo qual não tens sono com 5 horas de sono, mas o teu cérebro não está completamente funcional, é por que temos dois tipos de ciclos de sono, NREM e REM ( acho que são estes os nomes, corrijam-me se tiver errada). O primeiro ciclo, NREM, ocorre nas primeiras horas de sono, e é o que faz com que o nosso corpo recupere energia. O segundo ciclo, REM, é o que "descansa" o nosso cérebro. O que acontece quando dormimos apenas 5 horas, é que completamos o primeiro ciclo, mas ficamos a meio do segundo, o que significa que temos o corpo descansado, mas a nossa cabeça não está.


E vocês? Também acreditavam nestes mitos?

Ler também: Como dormir melhor .

22.8.16

5 mitos sobre a comida ( de acordo com o nutricionista Pedro Carvalho)


Ultimamente, graças à minha prima nutricionista, tenho desenvolvido um grande interesse por Nutrição. Desde que o meu metabolismo deu uma volta de 180 graus no meu 12º ano, e decidiu que a partir daí eu iria engordar, tenho bastante interesse em como me manter saudável e ao mesmo tempo continuar a obter prazer através da comida.

Recentemente,  li um livro que a minha prima me emprestou, " Os Mitos que Comemos", do nutricionista Pedro Carvalho. E hoje partilho alguns dos mitos que desvendei com este. Todos os mitos que vou referir aqui estão escritos no livro, não sou eu que afirmo que o são, apenas os partilho com vocês.


1. Uma bebida energética equivale a cinco ou seis cafés: Fiquei bastante surpreendida quando li no livro que isto era um mito. De facto, eu acreditava mesmo que uma bebida energética equivalia a 5 ou seis cafés, senão mais! De acordo com o nutricionista Pedro Carvalho, uma bebida energética só equivale a um café. O perigo destas bebidas não reside, portanto, na cafeína, mas sim nos ingredientes que estas contêm.

2. Não se deve beber água às refeições: Eu nunca cheguei a acreditar neste mito, mas há quem acredite. " Ai, a água dificulta a digestão, põe uma pessoa inchada..." e mais mil uma razões para não beber água às refeições. O autor esclareceu tudo e afirma que sim, pode-se beber água às refeições, e em qualquer altura do dia, o importante é mantermo-nos hidratados.

3. Os legumes cozidos perdem todos os nutrientes: Este mito pode ser verdade, depende das situações. Segundo o nutricionista, existem vários alimentos que perdem as vitaminas quando aquecidos, contudo também existem muitos que , ao elevar-se a sua temperatura, consegue-se aumentar a biodisponibilidade de outros compostos e, por consequência, a sua capacidade antioxidante. São alimentos com quantidades abundantes de carotenos, como cenoura, tomate, batata doce, pimento ou couve-galega.

4. Os testes de intolerância alimentar são mesmo eficazes: Lamento informar os fãs deste tipo de testes que, segundo este livro, os testes de intolerância alimentar são uma mentira muito bem contada. A razão pela qual este tipo de testes ganhou tanta popularidade foi porque, hoje em dia, as pessoas já não acham os " métodos tradicionais de emagrecer" suficientemente eficazes, pelo que recorrem a estas consultas para saber quais são os alimentos que estão na causa do seu excesso de peso e mal estar. Na verdade, os testes de intolerância alimentar são inúteis. Normalmente, estes testes detetam intolerâncias precisamente nos alimentos que mais gostamos! E porquê? Os anticorpos medidos por estes testes são produzidos pelo nosso sistema imunitário como forma de reconhecimento às proteínas que normalmente ingerimos.

5. Os suplementos vitamínicos "abrem "o apetite: De acordo com o autor, não existe nenhum mecanismo fisiológico que justifique  efeito positivo dos suplementos vitamínicos no aumento do apetite.  Não existem estudos suficientes que suportem esta afirmação, pelo que a resolução do problema da falta de apetite deve passar por outro tipo de comportamentos e alteração de hábitos, que não envolvam a toma de suplementos.


Se querem saber mais mitos sobre a alimentação, leiam o livro " Os Mitos que Comemos", é muito bom.

E vocês? Já conheciam estes mitos?

22.7.16

5 mitos que as pessoas têm em relação ao protetor solar


Chegou a altura do ano em que muitas pessoas fazem uma pausa do trabalho, e finalmente tem as suas merecidas férias. A praia continua a ser o destino predileto da maioria dos portugueses, o que é bastante vantajoso até, porque o que não falta em Portugal são praias.

Desde o início do verão, que têm existido campanhas, publicidades e notícias sobre o quão importante é o protetor solar. Contudo, muitas pessoas ainda têm ideias pré-concebidas sobre estes cremes, o que as leva a cometer numerosos erros na praia e não só. Nem imaginam os erros que eu vi nas pessoas, quando fui para a praia há uns dias. Muitas pessoas sabem os erros que estão a cometer ( e ainda assim continuam a fazê-los, estúpida teimosia humana...), mas outros ainda acreditam em alguns mitos que vou enumerar a seguir.


1. Acharem que ter pele escura os torna imunes ao cancro de pele: E por isso não é necessário comprar protetor solar, que desperdício, não preciso dele. Errado, errado, errado! Os raios do sol são perigosos para toda a gente, por isso TODA a gente, sejam de Inglaterra ou de África, deve aplicar protetor solar. Não só para prevenir o cancro da pele, mas também para prevenir o envelhecimento precoce e o aparecimento de sinais e acne.

2. Se tiver protetor solar, óculos de sol e chapéu, posso estar na mesma ao sol às 14 horas: Meus caros amigos, não há protetor solar, óculos ou chapéu que vos proteja do sol nas horas de maior calor. Nestas horas ( entre as 11/12 h e as 16/17 horas), os raios UV e os raios do sol em geral estão muito mais fortes. Portanto, deixem a praia descansar nessas horas e arranjem outras atividades que não sejam estar ao sol.

3. Se puser protetor solar, posso usar óleo a seguir: Se há coisa que mais me faz impressão na praia é ver pessoas besuntadas de óleo estendidas ao sol, literalmente a queimarem-se, como um bolo já queimado no forno. E, pior do que isso, acham que se puserem protetor solar antes, podem pôr óleo que já não correm o risco de se queimarem. Qual não é o espanto delas quando se apercebem que se queimam na mesma! Os químicos que os óleos de bebé ( que as pessoas usam para outras funções) e mesmo os óleos específicos para o efeito têm entram em conflito com a composição dos protetores solares, tornando-o ineficazes. Por isso, a não serem que têm a intenção deliberada de estragar a vossa pele, esqueçam lá os óleos!

4. Só preciso de protetor solar na praia: Mas quê, só há sol na praia? Claro que não, por isso devem usar na mesma protetor solar. No verão, é de extrema importância porem protetor solar em todo o corpo mal saiam de casa porque, embora possam não estar diretamente expostos aos sol, vão sempre apanhando um pouco na viagem de carro ou de autocarro, nos passeios, nas tardes de compras...

5. Se usar um protetor solar com muito fator solar elevado não bronzeio: Parece que quase toda a gente tem a mesma ideia, que está de tal maneira "enterrada" no cérebro das pessoas, que parece que ganharam aversão aos protetores solares 50, até se afastam deles mal o vêm. Vou fazer um resumo muito rapidinho do que é um fator solar de proteção. Todos nós temos um tempo máximo que nos aguentamos ao sol sem protetor solar, antes de nos queimarmos. Para pessoas com pele mais escura, esse tempo pode ser de 40 minutos, para pessoas de pele mais clara, esse tempo pode ser apenas 10 minutos. Por exemplo, vamos pegar na pessoa com pele mais clara. Se usar um protetor solar de fator 50, significa que poderá estar 500 minutos ao sol, antes de se queimar. Embora seja mais aconselhado protetores solares com fator solar mais elevado para pessoas com pele clara, e pessoas com pele escura possam usar um fator solar mais baixo, nada impede que uma pessoa de pele escura possa usar um fator 50 e que bronzeie na mesma. Os protetores  solares aumentam o tempo de exposição ao sol, não tiram bronzeado.


E vocês? Acreditavam em alguns destes mitos?