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22.10.17

7 benefícios surpreendentes de falar com estranhos


As nossas mães sempre nos disseram para não falar com estranhos, e foi um bom conselho, pelas mais variadas razões. No entanto, isto foi algo que ficou preso nas nossas mentes em adultos, e é algo que ainda causa medo e desconforto. No nosso caminho para a escola ou para o trabalho, cruzámo-nos com estranhos, muitas vezes sentamo-nos lado a lado deles no autocarro, mas evitamos ao máximo o contacto visual e escondemo-nos atrás dos nossos smartphones.

Eu, com o meu nível de timidez inicial, sofro bastante desse mal. Costumo ter vergonha e receio de falar com pessoas desconhecidas mas, ultimamente, tenho tentado contrariar essa tendência. Já costumo falar com estranhos ( principalmente nos autocarros da UM, que são o melhor local para conhecer pessoas) mas, ultimamente, tenho tentado ser eu a iniciar uma conversa, porque normalmente são os outros que a iniciam.

Falar com pessoas desconhecidas pode ser perigoso, é certo, mas depende muito do local e do momento. Porém, a verdade é que, por detrás dos nossos telemóveis, do desconforto e do medo, existe um mundo de oportunidades.  Existem benefícios escondidos que nós só descobrimos se ganharmos coragem em falar com estranhos.


1. O tempo passa mais depressa: Quando me matriculei na UM, eu fui logo no primeiro dia, o que significa que a fila era enorme. Se não tivesse conhecido umas raparigas de outro curso, teria sido uma seca ter que estar tanto tempo na fila. Estive um total de 3 horas à espera, mas passou muito mais depressa, porque tive todo o tempo a falar com elas. Esperar em filas ou ter que andar de autocarro pode ser muito aborrecido. Conversar com um estranho pode fazer com que o tempo passe mais depressa. E o melhor é que nem precisas de voltar a falar para essa pessoa. Por isso, se as  coisas correrem mal, não tens de preocupar. Até ficas com uma história engraçada para contar aos teus amigos.

2. Expande a tua visão do mundo: Normalmente, nós escolhemos aproximar-nos das pessoas que têm gostos e visões do mundo semelhantes à nossa. Os nossos amigos e familiares costumam ser muito parecidos connosco. Quando não falamos com estranhos, a nossa visão do mundo acaba por ser um pouco limitada, na medida em que só conhecemos a realidade em que vivemos. No entanto, quando falamos com desconhecidos, entramos em contacto com realidades, com formas de pensar e opiniões diferentes da nossa. Podemos não concordar com estas, mas é bom saber que estas existem. Dá-nos uma visão daquilo que realmente é o mundo e do que se passa à nossa volta.

3. Melhoras as tuas competências sociais: Falar com estranhos pode melhorar muito as tuas competências sociais, principalmente duas, fazer questões e saber ouvir. Quando interagimos com os outros, temos tendência a falar muito de nós próprios, e esquecemo-nos de fazer perguntas aos outros. E não vale a pena mentir, é algo que mesmo as pessoas com boas capacidades de comunicação têm tendência a fazer, insconscientemente. Uma boa conversa consiste em saber fazer as perguntas certas, falar nos momentos certos,  ouvir de forma ativa e aprender com isso. 

4. Podes animar o dia de alguém: Uma das melhores coisas de falar com estranhos é que nunca sabes se poderás estar a fazer a diferença no dia de alguém. Às vezes, um elogio ou até um simples sorriso é o que basta.

5. Pode inspirar-te e dar-te ideias: Comentários sobre a atualidade, desabafos ou uma simples conversa de ocasião podem inspirar-te, dar-te soluções para velhos problemas ou mesmo ideias que vão pôr a tua criatividade a trabalhar.

6. Pode ser um boost de confiança: Se és tímido(a) ( como eu, quando não tenho confiança com as pessoas), falar com estranhos pode parecer um grande desafio. Mas na verdade, é exatamente disso mesmo que precisas. Vai ajudar-te a ultrapassar as tuas inseguranças e pode melhor muito a tua autoestima.

7. Podes conhecer uma pessoa incrível: Uma das coisas mais engraçadas da vida é que nunca sabemos quem se irá cruzar connosco. Nunca se sabe se a pessoa que está ao teu lado no autocarro ou a passear o cão na vizinhança te abrirá portas para o teu emprego de sonho, se tornará no teu melhor amigo ou mesmo na tua paixão. Só sabes se arriscares.


E vocês? Têm por hábito falar com estranhos? Partilhem nos comentários as vossas histórias.

21.10.17

O que eu que aprendi ao publicar no blog todos os dias

O que eu que aprendi ao publicar no blog todos os dias

A pergunta que mais me fazem é " Como é que consegues publicar todos os dias?". Até as pessoas que estão fora deste universo blogosférico me perguntam isso. Tanto que eu já fiz dois posts acerca do tema, aqui e aqui. As pessoas acham que é muito difícil publicar todos os dias mas, na verdade, não é assim tão difícil.

Eu não estou para aqui a gabar-me por escrever todos os dias , nem vou incentivar ninguém a fazê-lo. Até porque eu comecei a publicar diariamente de uma forma acidental. Ter um blog, para mim, é viciante. Quanto mais escrevo, mais ideias tenho. E ao escrever tantos posts( às vezes num mesmo dia) acabei por tomar a decisão de distribuí-los pelos dias em vez de estar a publicá-los todos no mesmo dia. Desta forma, tenho o blog sempre ativo, mesmo nos dias em que não tenho inspiração.

Já ando neste ritmo de publicações há quase três anos ( isto porque, nos primeiros meses do "Life of Cherry", eu não escrevia tão regularmente como agora), e durante este tempo aprendi coisas interessantes não só sobre a blogosfera, como sobre mim. E, já que vocês parecem sempre tão interessados neste tema, pensei em partilhar algumas coisas que aprendi com vocês. 


1. Quanto mais escreves, mais ideias tens: Tal como já disse acima, quanto mais posts escreves, mais ideias para posts tens. Muitas pessoas questionam-me, frequentemente, "não tens medo que chegues a um certo ponto e que já não tenhas mais nada para falar?". Quando comecei a publicar com esta frequência, sim, tinha medo. Pensava sempre que iria chegar a uma altura em que as minhas ideias se esgotariam, e que eu começaria a falhar dias. No entanto, aqui estou eu, a publicar todos os dias, sem falhar nenhum dia ( muito excecionalmente, não publico num dia ou outro, mas isso é mais por imposições da vida do que falta de ideias). A verdade é que, quanto mais escrevemos, mais ideias temos. Muitas vezes, estou a escrever uma publicação e dou por mim a ter ideias para mais duas ou três. Isto pode soar a mentira, mas acontece mesmo. É uma questão de prática. O nosso cérebro habitua-se a gerar ideias que, a certa altura, é quase intuitivo. 

2. Requer muito planeamento e organização: Publicar todos os dias não é tão difícil como parece mas, obviamente, que exige planeamento e organização. Ter criado um calendário editorial foi a melhor coisa que fiz pelo meu blog. É lá que distribuo os posts pelos dias, aponto os dias em que os posts de rubricas devem ser publicados, e ainda aponto lembretes para me lembrar de parcerias e colaborações. Ajuda-me a ter tudo organizado, e a decidir aquilo que quero publicar em cada dia.

3. Há sempre tempo para escrever: Por vezes, com a escola/faculdade/trabalho, a vida social, a família e toda a agitação do quotidiano, parece que não há tempo para escrever. Mas a verdade é que há sempre tempo para escrever, é uma questão de organização e de prioridades. Há sempre maneira de arranjar um "furinho" aqui e ali, seja de manhã, à hora do almoço, ao final da tarde ou antes de ir para a cama. Pessoalmente, eu aproveito sempre as manhãs dos meus fins de semana para escrever.

4. Aumenta (mesmo) muito as tuas visualizações:  Aquilo que eu tenho constatado é que quanto mais publicas mais visitas tens. Isto porque as pessoas adoram visitar blogs cujo conteúdo está continuamente atualizado. Uma vez, uma leitora minha disse-me que adorava visitar o meu blog porque publicava algo novo todos os dias e, todos os dias, ela podia ler "o post do dia". E, como leitora, é isso que eu adoro ver nos meus blogs favoritos, poder visitá-los sempre ao final do dia ( que é quando, normalmente, eu leio publicações), e ver sempre algo novo à espera de ser lido.

5. É viciante: A blogosfera consegue ser viciante. Quanto mais escreves, mais vontade tens de escrever e chegas a um certo ponto que até é difícil convenceres-te a ti próprio(a) a parar, nem que seja por um ou dois dias. Para mim, é mesmo viciante publicar todos os dias. Dá-me prazer e, ao mesmo tempo, um orgulho enorme, ver o meu blog com conteúdo novo continuamente, o que acaba por fazer com que este esteja continuamente a crescer e a evoluir. 

6. Os teus leitores não se importam se tu falhares um dia ou dois: Isto tem um pouco a ver com o ponto anterior. A certa altura, eu comecei a ficar tão habituada a escrever diariamente, que me sentia bastante culpada quando me tinha que ausentar por um ou por dois dias. No entanto, aquilo que eu aprendi a maior parte dos teus leitores não dão pela tua falta se te ausentares só por esse período de tempo( até porque , porque é muito curto, e muitas pessoas não lêem blogs diariamente, lêem quando calha). Só a partir de uma semana ou de duas é que começam a notar a tua ausência. Estas mini ausências podem fazer a diferença nas tuas estatísticas, e claro que ninguém gosta de ver as estatísticas a passarem de um número alto para um baixo ou quase nulo. Porém, a longo prazo, aquilo que importa são os seguidores fiéis que tens, porque as estatísticas acabas sempre por recuperá-las ao manter a consistência.

7. Por vezes, é um pouco alucinante: Embora eu esteja sempre a defender que não é tão difícil como as pessoas pensam, sim, admito que publicar todos dias, por vezes, é um ritmo um pouco alucinante. É um ritmo non-stop. Mal acabas de escrever um post, tens que começar logo a pensar em escrever outro, para conseguires manter o ritmo. Grande parte do teu tempo livre é dedicado à produção de conteúdo, o que deixa muito pouco espaço para outras tarefas que tens que fazer como blogger, e como ser humano. Mas esta pressão é algo que se consegue ultrapassar se formos organizados e planearmos bem as coisas. Neste momento, eu não sinto esta pressão, eu escrevo frequentemente, publico diariamente, e consigo arranjar na mesma tempo para fazer muitas outras coisas. 


Bloggers por aí? Também publicam diariamente? O que é que aprenderam com isso?

20.10.17

15 coisas que podes pôr na primeira página de um caderno novo

15 coisas que podes pôr na primeira página de um caderno novo

Há muita gente que não sabe o que raio fazer com um caderno branco. Eu sei disso por experiência própria, e porque o post "15 coisas diferentes que podes fazer com um  caderno branco" é o mais lido de sempre ( sim, conseguiu passar à frente do post " Tenho 20 anos e nunca estive numa relação amorosa", que também é um dos mais vistos de sempre). Então quando é para escrever na primeira página num caderno, aí nem se fala!

Eu tenho sempre dificuldades em começar a escrever na primeira página de um caderno. Embora já o tenha feito mais vezes do que aquelas que consigo contar, quero sempre que seja algo especial, algo que me faça começar o caderno com o pé direito. Se isto também te acontece a ti, aqui estão algumas ideias de coisas que podes pôr na primeira página do teu caderno para começares em grande.


1. Escreve o objetivo do caderno ( por exemplo, caso seja um caderno para a escola, escreve o nome da disciplina. Eu faço muito isto nos meus da faculdade).

2. Escreve a tua citação favorita ( também faço isto nos meus cadernos da faculdade, para dar aquela motivação).

3. Escreve os objetivos para o teu ano.

4. Escreve uma página sobre ti ( daquelas que aparecem nas agendas, com o teu nome, e-mail, e outros factos sobre ti, como a tua cor de olhos, a tua altura,...).

5. Escreve a lista de qualidades/hábitos que queres ganhar.

6. Coloca uma fotografia de ti ou algo de que gostes.

7. Escreve uma carta para o teu " eu futuro", para leres quando acabares o caderno.

8. Deixa-a em branco para escreveres uma espécie de índice quando acabares de preencher o caderno.

9. Escreve um resumo da tua situação atual ( onde vives, o teu emprego...).

10. Escreve uma lista com informações úteis ( por exemplo, números de telefone, e-mails...)

11. A data em que começaste e terminaste o caderno.

12. Faz uma lista dos países que queres visitar.

13. Cria uma legenda do código de cores que vais usar ao longo do caderno.

14. Escreve o teu poema ou letra da tua canção favorita. 

15. Deixa-o em branco ( não precisas de o preencher obrigatoriamente, por vezes até fica mais bonito assim).


E vocês? O que é que costumam colocar na primeira página dos  vossos cadernos?

19.10.17

5 coisas que os extrovertidos admiram secretamente nos introvertidos


Tal como admiti uma vez aqui, eu sou uma pessoa introvertida. Sou assim desde que me lembro. Já fui mais, é certo, agora até consigo comportar-me como uma extrovertida, principalmente se tiver à beira dos meus amigos ( eles que o digam, que é que me aturam ahahahah) Porém, ainda sou assim.

Durante muitos anos, debati-me bastante com o facto de eu ser introvertida. Perguntava-me porque é que eu não conseguia ser como os outros, mais social, mais animada, mais faladora. Sentia-me mal comigo própria por ser tão caladinha e gostar de passar tempo sozinha. Só agora, passado tanto tempo, é que aceitei isto como algo que faz parte da minha personalidade, e que não é um defeito, às vezes, até pode ser uma qualidade.

Eu já expliquei isto uma vez no mesmo post que referi acima, mas volto a realçar que ser introvertido e ser tímido são coisas diferentes. Ser tímido é ter medo e/ou sentir-se desconfortável com interações sociais, enquanto que ser introvertido é necessitar apenas de mais tempo sozinho do que os outros para repor as energias.  Eu não tenho ansiedade social, apenas não preciso de estar a socializar constantemente. Eu não tenho medo de exposição, apenas não necessito de ser o centro das atenções. Eu não tenho falta de confiança, eu sou sossegadamente confiante.

Os introvertidos têm um tipo de confiança subtil, da qual ninguém fala. Na verdade, muitos extrovertidos até invejam um pouco essa confiança interior. Muitos podem não admiti-lo, mas é verdade.


1. Eles vêem-te como alguém confiante o suficiente para não precisar de ser o centro das atenções: Os extrovertidos vêm-te como alguém que não precisa de ser constantemente o centro das atenções nem a alma da festa. Vêm-te como alguém confiante o suficiente para fazer aquilo que tem a fazer, fora das luzes da ribalta.

2. Vêem-te como alguém confiante o suficiente para ouvir primeiro: Vêm-te como alguém que, em vez de se pôr a tagarelar, ouve primeiro. E ser bom ouvinte é uma das melhores qualidades que uma pessoa pode ter.

3. A serenidade e calma faz com que te destaques da multidão: Ironicamente, o facto de seres uma pessoa muito sossegado(a) faz com que te destaques da multidão. A tua forma de ser transmite que não tens necessidade de imitar o que as outras pessoas fazem, que fazes aquilo que queres e tens confiança nisso.

4. Vêem-te como alguém seguro(a) o suficiente para passar tempo sozinho(a): Vêem-te como alguém que não sente necessidade de estar 24 horas por dia à beira de pessoas, que consegue passar tempo sozinho(a), com os seus pensamentos, sem sentir ansiedade ou nervosismo.

5. Vêem-te como alguém seguro(a) o suficiente para ter apenas alguns amigos: Vêem-te como alguém que não precisa de ser o(a) mais popular, que está bem apenas com um grupo de amigos pequeno mas fiel.


Extrovertidos aí desse lado? É verdade? O que é que admiram nos introvertidos?

18.10.17

7 conversas estranhas que as mulheres têm nas casas de banho

7 conversas estranhas que as mulheres têm nas casas de banho

Quando pensamos na casa de banho, pensamos que é um sítio muito estranho para se ter conversas mas, na verdade, é aqui que muitas mulheres partilham os seus segredos, fazem coisas embaraçosas, retocam a maquilhagem, ... E é aqui que também muitas de nós têm algumas conversas estranhas que os homens não fazem a mínima ideia que nós temos. Enquanto que, fora da casa de banho, estamos, muitas vezes, em competição umas com as outras, dentro destas somos solidárias e apoiamo-nos mutuamente, de uma forma estranha, mas que ainda assim não deve ser desvalorizada. Aqui estão algumas conversas estranhas que nós, mulheres, temos neste local.


1. A conversa " Alguém tem papel?": Quantas vezes entras na casa de banho, sentas-te na sanita, e só depois é que te apercebes que não tens papel? Esta é uma das muitas razões pelas quais nós, mulheres, não vamos sozinhas à casa de banho. Porém, se cometermos o erro de irmos sozinhas, é um tópico de conversa embaraçoso que começamos com estranhos. Pedir um lenço a uma mulher que não conhecemos ou pedir a uma amiga é a forma número 1 como nós criamos ou fortalecemos relações na casa de banho.

2. A conversa " Alguém tem um tampão ou penso higiénico?":  Outra conversa que envolve pedir ajuda na área da higiene é pedir ou gritar ( dependendo do momento do dia e local) um tampão ou penso higiénico. De certeza que já nos aconteceu a todas sermos apanhadas de surpresa pela menstruação e não estarmos preparadas para esta. Nestas alturas de desespero, quando uma mulher te oferece um tampão ou um penso higiénico, a tua gratidão é imensurável.

3 A conversa " Adoro o(a)  teu/tua ( inserir peça de roupa/ colar/pulseira...): Esta conversa ocorre em qualquer sítio mas, sobretudo, na casa de banho. Não sei bem o que é, mas há qualquer coisa nas casas de banho que põe todas as mulheres a darem elogios umas às outras. É à roupa, à maquilhagem, ao novo penteado, é aos brincos... Pode ser qualquer coisa mesmo! Melhor do que isso, se formos sortudas, a rapariga que elogiamos diz-nos em que loja em que comprou, para nós podermos comprar lá também.

4. A conversa " Tens algo em ti...": É, muitas vezes, neste local exclusivo a mulheres, a nossa última oportunidade de dizer a uma amiga que tem algo na t-shirt dela, que a base está mal espalhada, ou que uma parte do vestido está presa nas cuecas. É uma conversa embaraçosa, mas que é sempre recebida com alívio e gratidão, e que nos faz sentir umas boas samaritanas.

5. A conversa " Boys Suck": Este é aquele tipo de diálogo que podemos ter com qualquer mulher, mesmo que desconhecida. Acontece sobretudo à noite, num bar ou numa discoteca, em que nos começamos a lamentar do ex ou dos gajos que andam a lixar-nos a vida. Se acontece de encontramos outra rapariga que também está a passar por um mau bocado com homens então, cuidado, não se aproximem, porque a conversa pode tornar-se num debate bem aceso acerca do quanto os homens são horríveis!

6. A conversa " Terapeuta de Casa de Banho":  E por falar em homens, a casa de banho feminina serve, frequentemente, de consultório amoroso. Se já foste aquela rapariga a chorar no meio da casa de banho, ou se já ajudaste uma assim, certamente que sabes disso. Às vezes, a única coisa que nós precisamos é desabafar com alguém, e não melhor sítio do que numa casa de banho, um sítio livre de homens e de desgostos amorosos ( a menos que sejas lésbica, nesse caso tenta não te cruzar com a filha da mãe que te partiu o coração).

7. A conversa " És tão linda!": Meus caros amigos esta é, muito provavelmente, a conversa mais típica, mais girly, mais fofinha e mais parola que vão ouvir numa casa de banho de mulheres. Dizermos umas às outras o quão bonita nós achamos que ela é acontece a toda a hora, em todos os locais, mas não deixa de ser um elogio que recebemos de bom grado e que, normalmente, é seguido de " não, tu és mais bonita do que eu" ou " Não sou nada comparada contigo. Tu devias ser modelo com esse corpo".


Mulheres por aí? Que tipo de conversas têm nas casas de banho?

Lê também: 10 coisas que as mulheres fazem mas não admitem.

17.10.17

E se descobrem o meu blog?


Se há coisas que todos os bloggers, anónimos ou não, têm em comum é o medo dos seus blog serem lidos por pessoas que os conhecem. A ideia de estarmos a ser lidos por pessoas que nos conhecem, que convivem connosco no dia a dia, que estudam ou trabalham connosco é simplesmente demasiado constrangedora para nós. Fazemos sempre um filme na nossa cabeça: " E se gozam comigo por ter um blog?", " E se gozam comigo por escrever sobre isto ou aquilo?", " E se isto denigre a minha imagem e ,a partir de agora, passo a ser alvo de piada?", " E se nunca mais me levam a sério no meu emprego?" A lista de cenários trágicos que nos passa pela cabeça é longa e, seu eu continuasse, não saíamos daqui hoje.

Eu era mais uma das bloggers que tinha este medo irracional de ser lida por amigos e/ou pessoas conhecidas. Uma vez até escrevi um tweet a dizer que, se a minha turma toda da faculdade ( que tem cerca de 100 alunos) lesse o meu blog, eu provavelmente morria de vergonha ahahah. Eu já devia ter aprendido a não desafiar assim a vida mas, como sou teimosa e não aprendi, aconteceu mesmo.

Recentemente, a minha turma descobriu o meu blog. Antes que eu me habituasse à ideia de ser lida pelos amigos, já estava a ser lida pela turma inteira. Pelo pouco que sei ( porque os espertinhos dos meus colegas não me disseram nada), uma rapariga soube, foi partilhando e, em pouco tempo, toda a gente sabia. As turmas universitárias são muito grandes, meus amigos,  mas as notícias "bombásticas" espalham-se depressa. E digo " bombástica" porque acho que ninguém estava a contar que uma rapariga tão calma e calada como eu na realidade escrevesse tanto online.

Olhando para trás, agora que o choque inicial já passou, até foi bastante engraçado ver a reação das pessoas mas, sobretudo, ver o quanto exagerada a minha foi. Como a Inês sempre disse, "os dramas e os filmes que fazemos por causa do nosso blog, estão quase sempre na nossa cabeça". A maior parte das vezes, o feedback que recebemos é bastante positivo, o que acaba por provar que todos os nossos receios foram desnecessários. Mesmo que a reação inicial das pessoas seja " que escândalo!", isso passa-lhes. Passado alguns dias, as pessoas já nem sequer se lembram disso, já não falam sobre isso, já não ligam nem mandam mensagens por causa de posts, e nós continuamos a escrever como sempre fizemos. No momento em que estou a escrever este post, provavelmente metade da minha turma já nem me lê ( e se me lêem, olá coleguinhas). Eu cá continuarei a escrever como sempre fiz.

Por isso, se és um daqueles bloggers que tem medo de ser lido por familiares, amigos ou pessoas conhecidas, larga esses receios. As coisas são sempre dez vezes piores na nossa cabeça. Na realidade, as coisas nunca são assim tão más. Não precisas de andar aí a gritar às pessoas " hey, tenho um blog, sigam", mas também não precisas de andar a escondê-lo. Existem, obviamente, muitas razões para não querer divulgar um blog ou para o mesmo ser anónimo ( e ter um blog anónimo é tão válido coo ter um público), mas se tens vontade de partilhar o teu blog, partilha. Quem sabe, se não ganharás mais seguidores. Quem sabe, se o teu grupo de amigos não se torna no teu clube de fãs ( como é o caso do meu grupo de amigas, que apoiaram logo que souberam e que estão tão ou mais entusiasmadas do que eu. Obrigada mais uma vez, meninas). Ou, simplesmente, a reação das pessoas torna-se numa história engraçada. Qualquer que seja o cenário, nunca será igual aos filmes que fazes na tua cabeça. Porque, afinal, ter um blog não é vergonha nenhuma. É apenas um passatempo ou um projeto, como qualquer outro. Por isso, porque não partilhar?

(Foto: Amber McNaught)

16.10.17

Parem de destruir o nosso país!



Nunca, em 20 anos de existência, pensei assistir a tamanha tragédia. Ontem vi logo que algo de muito errado se passava quando, por volta do final da tarde, o céu ficou de uma cor estranhamente alaranjada, começou a escurecer, e o cheiro a fumo e a queimado tornou-se de tal forma forte que, mesmo com as janelas e portas fechadas, alastrou-se rapidamente pela casa toda. Se eu nem sequer estava numa zona próxima de incêndios e senti isto, nem quero imaginar o terror que se viveu nos locais que estavam a ser devastadas pelo fogo. Durante todo o tempo estive em segurança, mas não deixei de sentir medo e horror ao constatar que à minha volta estava tudo em chamas. 

Acreditei, sinceramente, que depois da tragédia de Pedógrão tivessem aprendido a lição. Achei que a devastação, o desespero, a agonia das pessoas, as mortes, os lamentos serviriam para alguma coisa. Mas, pelos vistos, bastaram apenas quatro meses para voltar a repetir os erros do passado. 

Existem vidas perdidas, famílias destruídas, pessoas sem casa, quilómetros de património florestal perdidos e que vão demorar anos a ser recuperados. E ainda há quem encare isto de forma leviana. O primeiro-ministro afirma " que situações destas se irão repetir", a ministra da Administração Interna não quer saber, preferia ir de férias. Há quem aproveite para fazer campanha e comece a culpar os governos anteriores. E, no meio disto tudo, ninguém faz nada. 

Perdi a paciência. Apetece-me gritar " IDE TODOS À MERDA". Não quero saber de discussões políticas, se a culpa é deste governo ou do anterior, se este ou aquele se devia demitir... Se em vez de estarem aí a apontarem o dedo, fizessem realmente alguma coisa, nada disto teria acontecido. As vossas condolências, palavras de solidariedade, promessas e abracinhos aos cidadãos não vão trazer de volta aquilo que se perdeu. Parem de encarar isto como algo normal, inevitável, que irá acontecer muitas vezes nos próximos anos. Por amor de Deus, Portugal está todo a arder!

O terrorismo tem mil caras. Aquilo que aconteceu em Portugal não foi apenas fruto das alterações climatéricas. Foi fruto da crueldade do ser humano, de pessoas doentias que retiram prazer dos incêndios e do sofrimento que estes causam. Pessoas mais cruéis que estas são aquelas com poder para impedir isto, mas estão demasiado absortas nas suas vidas e nos seus próprios interesses para fazer alguma coisa.