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quarta-feira, 21 de junho de 2017

Haverá algum "factor tempo" que determine o sucesso de um blogger?


Não sei se já repararam, mas a maior parte dos bloggers bem sucedidos em Portugal criaram os seus blogs quando eram muito novos, e andavam no Secundário ou na faculdade. Há uns tempos atrás reparei nisso, quando estava a ler o blog  Moda e Beleza, um dos poucos blogs de moda que leio regularmente, e que sigo há anos. A autora criou o seu blog quando andava no Secundário, e agora está quase a terminar a licenciatura ( e só não é já licenciada porque, há uns anos, mudou de curso). O que começou por ser um blog pequeno que publicava looks inspirados na série Morangos com Açúcar, agora é um blog de sucesso, que já ganhou inúmeros prémios e foi destacado várias vezes na imprensa.

Isto não se trata de nenhuma coincidência, nem deriva do facto de entre os 15 e os 25 anos estarmos no auge da nossa beleza. A verdade é que, na nossa adolescência, por muito tempo que percamos na escola e por muito que tenhamos que estudar, temos imenso tempo livre. Sei disto, porque, embora ainda seja estudante, já tive uma amostra do que é o mundo de trabalho, como estagiária de Enfermagem, e sei que, quando temos um emprego, o tempo é muito mais escasso. Por muito que os nossos horários sejam muito rígidos na escola/faculdade, acreditem que num emprego é muito pior.

Daí muitos bloggers agora bem sucedidos serem-no porque começaram os seus blogs quando ainda eram estudantes. Nessa altura, ainda tinham imenso tempo livre, para escrever posts, planificar, idealizar, bem como para se relacionarem com outros bloggers e publicitarem o seu blog. Além disso, certamente que tinham mais disponibilidade para ir a encontros de bloggers, para irem a eventos organizados por marcas e para estabelecer parcerias.

Quem começa o seu blog já nos seus 30 anos, quando já tem um emprego, família e muitas mais responsabilidades, certamente que já sente dificuldades em mantê-lo e fazer com que este tenha sucesso. As horas no trabalho, por vezes, são muitas ( muitas pessoas trabalham 12 horas) e, quando finalmente chegam a casa, ao anoitecer, já não há paciência para escrever ou publicar algo, já só fazem o jantar, vêem televisão e vão dormir. Ir a encontros de bloggers, workshops ou eventos também é bastante difícil, uma vez que trabalha-se de segunda a sábado, com um horário fixo, que não permite faltar com a mesma leveza a que se faltaria a uma tarde de aulas na faculdade. Quem trabalha por turnos, como os enfermeiros, ainda tem margem de manobra para trocar turnos e ir aos eventos mas, ainda assim, é complicado.

Pensar em tudo isto fez-me questionar se haverá mesmo algum "fator tempo" que determine o sucesso de um blogger. Mas depois cheguei a esta conclusão: não existe nenhum "fator tempo" que determine o sucesso de um blogger, da mesma forma que não há nenhuma fórmula mágica para o sucesso de um blog. Este "fator tempo" trata-se apenas de uma mera vantagem, tal como ter uma câmara fotográfica toda XPTO. Muitos bloggers não têm uma câmara toda XPTO, e tiram na mesma fotos lindíssimas. Por isso, também é verdadeiro existirem bloggers que se estrearam já nos seus 30 anos e que, em poucos anos, conseguiram tanto sucesso como a geração mais nova ( é o caso de muitos blogs familiares).

A verdade é que o sucesso de um blog ( se é que se pode generalizar a definição de "sucesso" que, na realidade, é bastante abstrata e varia de pessoa para pessoa) depende de vários factores, e não apenas da idade em que se cria um blog. Depende da nossa dedicação, talento, criatividade, paixão, persistência, força de vontade e, também, muita, mas muita sorte. Podemos ter o blog mais criativo e com conteúdo mais interessante que os outros, mas ainda assim não termos visibilidade, porque a Internet é enorme e é difícil ver tudo. Podemos reunir todos os fatores necessários e, ainda assim, falharmos em ser conhecidos.


E vocês? Qual a vossa opinião sobre o assunto? Acham que este "fator tempo" existe?
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terça-feira, 20 de junho de 2017

Porque é que " Thirteen Reasons Why" não precisa de uma 2º temporada


Ok, antes que me matem ou eu perca seguidores, eu prometo que este é o último post que faço sobre esta série que deu muita polémica este ano. Achei só importante eu falar do motivo pelo qual não concordo que haja uma 2º temporada desta série ( aviso já que poderão haver uns ligeiros spoilers, por isso, quem não viu a série, pelo sim pelo não, é melhor não lerem).

Apesar de eu ser da opinião que " Thirteen Reasons Why" promove o suicídio em vez de o combater, eu gostei de ver a série. Até gostei da história ( apesar dos defeitos que enumerei aqui e aqui). A certa altura, tive é que me abstrair e concentrar-me no facto de ser ficção. Gostei também da prestação dos atores, e da banda sonora maravilhosa. Contudo, não acho que esta série precise de uma 2º temporada. Aliás, eu acho que muitas séries ficariam melhor se tivessem apenas uma temporada. Muitas vezes, acrescentar uma segunda temporada parece mais uma tentativa de ganhar mais dinheiro e fama do que propriamente de dar continuidade a uma história. Mas isso já dava assunto para outro post, por isso vou explicar porque é que eu acho que esta série só precisa de uma temporada.


1. A história da Hannah acabou: Já ouvimos todas as cassetes, e estas foram sempre o centro da história. Além disso, a Hannah foi sempre a personagem principal durante toda a série, pelo que não faria sentido uma segunda temporada sem ela. É certo que a poderão incluir na 2º temporada, mas deduzo eu que seja na memória das outras personagens, mais em segundo plano, pelo que não faria sentido. Portanto, a não ser que, de alguma forma, a Hannah afinal esteja viva ( o que também não faria sentido, porque esta série passaria do tema suicídio a ser uma série sobre psicopatas), mais vale deixar tudo como está.

2. O desfecho da história está muito bem como está: Ok, é óbvio que a série terminou com muitas questões por responder, nomeadamente o que é que os pais de Hannah decidem fazer com as cassetes, se o Alex cometeu suicídio ou não,... No entanto, no final do dia, nós não precisamos mesmo destas respostas. Sabemos que, eventualmente, o Clay irá ficar bem, que os pais irão aprender a sobreviver com a dor da perda da filha, muito provavelmente as cassetes vão ser divulgadas e vai ser feita justiça... Podemos deixar o final assim, um pouco em aberto, para estimular a imaginação? Parece que, hoje em dia, os produtores/realizadores têm medo de deixar finais em aberto.

3. Mais problemas irão começar a parecer irrealistas: Para haver uma 2º temporada, suponho que queiram explorar outros problemas das personagens que não ficaram bem desenvolvidos na 1º temporada. No entanto, aquilo que eu me pergunto é quantos problemas e conflitos pode ter uma simples escola secundária? É que, a certa altura, começa a ser um pouco irrealista e difícil de acreditar que tanta coisa aconteça numa mesma escola.

4. O livro nunca teve sequelas: Sendo esta uma série baseada num livro, e sendo que este nunca teve sequelas, porque motivo então vão fazer outra temporada? Vão se basear em quê? Não sei até que ponto o autor do livro vai achar muita piada à situação. É que poderão estar a estragar uma história que estava bem como estava.

5. Há histórias que só precisam de uma temporada: Eu gosto muito de ver séries, mas se há coisa que me irrita é ver certas séries terem 10, 11, 12 temporadas quando, na verdade, só precisavam de ter uma. Este é um drama sobre suicídio. Se continuarem a fazer mais temporadas, passará a ser um drama sobre crimes, roubos ou sabe-se lá mais o quê. Se querem explorar outras personagens, peguem nelas e façam uma série diferente, complementar a esta.


E vocês? Gostariam de ver uma 2º temporada desta série, ou não acham necessário?
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segunda-feira, 19 de junho de 2017

7 coisas da vida que podiam ser como no "The Sims"


Tal como já devem ter percebido aqui e aqui, o "The Sims" é um dos meus videojogos de sempre. Joguei tanto na minha infância, na casa da minha prima, e agora tenho " The Sims 2: Super Collection" no meu Mac ( que comprei em promoção, apenas por 15 euros, com quase todas as expansões). É um dos melhores jogos de simulação de sempre, em que podemos criar aquilo que quisermos.

Aquilo que também é muito giro neste jogo é que podemos ser aquilo que quisermos, e fazer coisas que, na realidade, seriam impossíveis. Há tanta coisa que seria um absurdo acontecer na realidade mas que, às vezes, até dava jeito. Estas são algumas dessas coisas.


1. Ficavas rico a escrever múltiplas vezes "motherlode": Eu acho que nunca joguei Sims sem usar este código ( mentira, joguei uma vez, mas rapidamente me aborreci). Se eu sou pobre na vida real, deixem-me ser, ao menos, rica no jogo, ok? Bem, às vezes, bem que dava jeito ter este código, principalmente quando queres comprar aqueles sapatos lindos mas caríssimos, ou quando queres viajar pelo mundo mas não tens dinheiro para isso.

2. Arranjavas um namorado facilmente: Nos Sims, clicas em falar 5 vezes, abraçar mais umas 5, depois fazer flirt outras 5 e, pumba, aqui tens um namorado. Na vida real, conheces o gajo durante meses, saem, riem, falam ao telefone durante horas, e ainda assim és friendzoned.

3. Era fácil fazer amigos: Ainda mais fácil que arranjar namorado! Clicam em conversar e contar piadas para aí umas 10 vezes, e já fizeram logo um amigo. Se fosse assim na vida real, eu seria extremamente popular.

4. Era muito fácil subir numa carreira: Ah, queres ser médico/a? Nos Sims, jogas ali um pouco de xadrez e já está. Na vida real, estudas arduamente durante 12 anos e, ainda assim, nem entrar em Medicina consegues.

5. Educar putos era canja: Como educar uma criança nos Sims? Em bebé, ensinas o puto a andar, a falar e a fazer chichi no penico. Em criança, mandas-o para a escola e certificas-te que faz os trabalhos de casa. Não há maneira nenhuma da criança se tornar num adolescente rebelde se fizeres isto tudo. Na realidade, fazes isto tudo e muito mais, e ainda assim ganhas um adolescente rebelde que bebe até cair e tem um piercing no nariz.

6. Mudavas de roupa num instante: No inverno, dá-me tanta preguiça despir a roupa e vestir o pijama, com tanto frio. Dava jeito poder girar e estar logo vestida, como no " The Sims".

7. Podias morrer quando quisesses: Porque ou bebias uma poção ou negociavas com a Morte.


E vocês? Já jogaram " The Sims"? Quais são as coisas do jogo que gostavam de ter/fazer na vida real?

(Foto: Quirky Cookery)

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domingo, 18 de junho de 2017

10 razões para escreveres posts em lista


Eu tornei-me muito conhecida na blogosfera pelas minhas listas e, quer acreditem ou não, foi de forma acidental. Comecei a escrever em listas porque me divertia imenso a fazê-las, é algo que sempre adorei fazer e, antes de criar um blog, já fazia listas de mil e uma coisas, por isso, porque não fazê-lo também no blog? Com o passar do tempo, fui-me apercebendo que eu não era a única a divertir-me com listas, os meus leitores também se divertiam imenso a lê-las. Assim, percebi que as listas eram muitos boas, não só para o meu blog, mas também para os outros blogs.

Por isso, hoje eu, a viciada em listas, venho aqui convencer outros blogs a fazerem o mesmo que eu. Porquê? Leiam as razões e descubram.


1. Todos nós estamos familiarizados com estas: Todos nós fazemos listas, uns mais do que outros, mas todos nós fazemos. Até os mais desorganizados fazem. Todos nós o fazemos para manter a vida em ordem. Fazemos listas de compras para o supermercado, listas de coisas que queremos levar na mala para as férias, lista das tarefas que temos de fazer para um trabalho... Por isso, quando fazes posts em lista, as pessoas facilmente se identificam com este tipo de organização.

2. São fáceis de ler: Tenho reparado que os meus posts em lista têm muitas mais visualizações do que os meus posts em "texto corrido". Talvez seja porque eu escrevo melhor listas do que textos ( aqui na blogosfera quase que já sou conhecida como a rapariga das listas xD), mas também pode ser porque este tipo de posts são muito mais fáceis de ler, uma vez que as ideias estão organizadas em tópicos. Também tenho constatado que algumas pessoas têm preguiça de ler posts com texto "corrido" ( o que acaba por ser mau, perdem muito bom conteúdo), por acharem que têm muitas linhas, e quando se lhes apresenta um post em lista, parece que este é mais pequeno, pelo que já  lêem.

3. São muito populares: Os posts em lista são muito populares, não só no meu blog, mas pela blogosfera inteira. A maior parte dos posts mais populares de blogs inclui posts em lista, que usualmente começam com algum número como " 10 razões para...".

4. São mais partilhados: Os posts deste género são muito mais partilhados. Alguma vez viste nas redes sociais a partilharem um post com a descrição " o 5 é tão eu!", e tu leste o post só para ver o que o 5 era? Tenho a certeza que já fizeste isso pelo menos uma vez.

5. São mais organizados e sucintas: Fazer listas é uma forma muito mais organizada e sucinta de partilhares as tuas ideias e pensamentos em relação a algo. Além de que ajuda os teus leitores a perceberem mais facilmente aonde tu queres chegar com as tuas ideias.

6. São mais memoráveis: Além de organizados, este género de posts também são mais memoráveis. Vêem o que eu estou a fazer com este post? Cada ponto tem uma frase que sumariza aquilo que eu vou dizer a seguir. Assim, as pessoas lembrar-se-ão facilmente do conteúdo de cada ponto.

7. Os teus leitores sabem aquilo que obtêm com o teu post: Muitos leitores não gostam de estar na expetativa de saber aquilo que vão ler ou adivinhar durante quanto tempo terão que ler o teu post. Gostam logo de saber aquilo que obtêm com o teu post ( como, por exemplo, dicas para estudar melhor) e quantos pontos tem, para saber durante quanto tempo estarão a ler.

8. As listas ajudam os leitores a escolher uma área de interesse: Que atire a primeira pedra quem nunca saltou pontos de uma lista minha, e leu apenas aqueles pontos que lhe interessava? Vá, podem admitir, eu própria já o fiz em outros blogs ( embora, normalmente, tenha sempre curiosidade de ler tudo). Isto acontece muito em posts de sugestões como " 5 livros que deves ler" e a um leitor, por exemplo, pode não lhe interessar livros de aventura, pelo que só vai ler os pontos que não incluem esses livros. Percebem onde quero chegar? As listas são os únicos posts em que é possível não ler tudo e, ainda assim, compreender aquilo que um blogger quer transmitir.

9. São bons para o SEO: Os posts deste tipo obtêm rankings muito melhores nos motores de busca do Google, pela organização, popularidade e maior possibilidade de partilha.

10. São desafiantes: Se tu escreves " x maneiras de obter y" vais pôr as pessoas, inevitavelmente, a pensar. "Será que são essas as únicas maneiras de obter isso?" ou "Não te escaparam outros pontos?" são algumas das coisas que poderão passar na cabeça dos teus leitores, e que podem iniciar um debate interessante nos comentários.


Bloggers aí desse lado? Também escrevem posts em lista? Quais é são as vantagens, para vocês, deste tipo de posts?

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sábado, 17 de junho de 2017

7 coisas que deviam mudar nos lares de idosos


Sendo eu aluna do 2 º ano de Enfermagem, já tive oportunidade de estagiar em muitos sítios e de, portanto, ver muitas realidades diferentes. Já estagiei em sítios que adorei, outros que gostei, outros que não gostei muito e outros que odiei, mas todos eles contribuíram imenso para a minha aprendizagem ( quanto mais não seja aquilo que não quero ser enquanto futura enfermeira).

Este ano, um dos sítios em que estagiei foi em lares de idosos. E, apesar de ter gostado, houve algumas coisas que me chocaram. Fiquei chocada por ver as condições de alguns lares de idosos. Não vou dizer quais, para respeitar a privacidade das respetivas instituições, mas custou-me imenso ver algumas coisas que vi.  Eu sei que não é assim em todos os lares porque, antes de estagiar, já tive oportunidade de visitar alguns lares de idosos. Porém, deviam existir condições mínimas em todos os estabelecimentos deste género, e não só naqueles que são " para os ricos".

Não estou a fazer este post para criticar. Aliás, respeito imenso o trabalho que os profissionais lá fazem, e quero realçar que isto não é uma crítica para eles. Isto é um post para sensibilizar as pessoas sobre as condições em que vivem alguns idosos e para que, talvez, alguém com mais poder leia isto e faça algo. A minha orientadora de estágio diz que somos o futuro da profissão, por isso é o nosso papel sermos a onda da mudança, incentivar a mudança, nem que os resultados que consigamos com isso sejam pequenos ( mas pequenos passos acabam por contribuir para algo maior). Por isso, esta é a minha parte nessa onda da mudança.


1. Estabelecimentos com condições melhores: Num dos sítios que estagiei, as condições eram, sinceramente, horríveis! O estabelecimento não fora, inicialmente, feito para aquele propósito, o que explica a ausência de certas divisões. Os quartos eram demasiado pequenos para o número de doentes que tinha ( chegavam a ter 4 doentes num quarto bastante estreitinho em que, para fazermos as camas, tínhamos que nos encostar às paredes). Não existia ar condicionado, o que é algo grave ( estagiei lá em dias de muito calor, e foi mesmo terrível, o ar estava abafado, imagino que para os idosos, alguns mais dependentes, tenha sido muito mau). Eu sei que o financiamento e os recursos de algumas instituições não é muito mas, fogo, o Estado ou as câmaras municipais ( ou lá quem trata disso) não podiam parar de gastar tanto dinheiro em coisas fúteis como festas e cerimónias formais, e dar mais algum dinheiro a estas instituições?

2. Mais auxiliares: Se há coisa que me enerva em Portugal é que há tanta gente no desemprego, enquanto outras estão a fazer o trabalho de duas ou três pessoas porque as entidades superiores se recusam a gastar mais dinheiro em contratar pessoal. Num lar de idosos onde estagiei, existiam 3 enfermeiros para 20 doentes. Cada uma ficava com x doentes, e faziam tudo sozinhas, desde dar banhos no leito, posicionar e transferir ( é de realçar que alguns idosos pesavam mais de 90 kg). Muita força tinham que ter aquelas mulheres! Não consigo imaginar o alívio que elas devem sentir de cada vez que vão para lá estagiários dar uma ajuda extra.

3. Um enfermeiro disponível 8 horas por dia: Eu sei que em alguns sítios isto já acontece mas, na maior parte dos lares, os enfermeiros só vão de 2 ou de 3 em 3 dias, e estão lá apenas 2 horas. Ora, muitos idosos exigem cuidados e atenção permanente dos enfermeiros, porque têm feridas, sondas nasogástricas, entre outras coisas, que é da competência dos enfermeiros tratar. No entanto, as auxiliares lá têm que se desenrascar e fazer o melhor que podem. Não peço para estar lá um enfermeiro permanente ( porque tal também era demasiado, não era preciso tanto) mas, pelo menos, durante o dia, que é quando os doentes estão acordados e têm mais necessidades.

4. Mais luvas e desinfetantes: Fez-me uma impressão tremenda ver que, em certos lares de idosos, se reutilizavam luvas de doente para doente, e até de quarto para quarto. Mais impressão ainda me fez ver que não se encontrava um desinfetante ou sabão nas casas de banho. Isto é um enorme risco, não só para os próprios profissionais, mas sobretudo para os utentes, que são muitos suscetíveis a infeções. Compreendo que queiram poupar dinheiro em material, mas há coisas onde nunca se deve poupar. É que isto nem sequer é poupar, porque depois acabam por gastar muito mais dinheiro em tratamentos e antibióticos para tratar as infeções.

5. Panos em vez de esponjas descartáveis: Esta até me faz doer o coração! Reutilizar panos com que se lavam as pessoas é a pior coisa que se pode fazer para a saúde destas. Não é por acaso que, nos hospitais, quase tudo é descartável, para diminuir as infeções ao máximo. Bem sei que não é culpa de quem lá trabalha, mais uma vez cabia a entidades superiores fazer uma sensibilização sobre os perigos que isto traz para a saúde e disponibilizar mais recursos.

6. Cortinas para privacidade: Há quem desvalorize as cortinas entre as camas. " Cortinas, que mariquice, mesmo manias de enfermeiros." No entanto, este simples objeto é de uma enorme importância na privacidade dos doentes e idosos que residem nestes estabelecimentos. O que é que acontece quando não há cortinas? Acontece que, na hora de dar banhos de leito e trocar fraldas, andam os outros elementos de um mesmo quarto a ver o outro nu. É por isso que as cortinas são muito importante. Quanto mais não seja, um idoso dá-lhe uma de " estou zangado com o vizinho, e não me apetece estar a levar com a cara dele", e fecha a cortina.

7. Mais atividades de entretenimento: Eu sei que já existem muitos lares em que fazem atividades de entretenimento, vão lá voluntários conviver e fazer joguinhos com os idosos, em alguns sítios até vão atores e cantores... Porém, ainda existem muitos lares de idosos onde isso não acontece. Nestas instituições, os idosos passam imensas horas sentados ou deitados, a dormir ou a ver televisão, porque não há absolutamente mais nada para fazer. Que alegria que eles tiveram connosco, alunos,  quando passávamos as horas mortas do nosso estágio a falar e a jogar muitos jogos com eles. Acho que faz imensa falta mais atividades para alegrar e estimular estas pessoas que, em tempos, já foram muito ativas.


E vocês? Já tiveram alguma experiência em lares de idosos? O que acham que devia mudar?
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sexta-feira, 16 de junho de 2017

Como te sentires mais confiante com maquilhagem


Comecei a maquilhar-me aos 15 anos. Ao início, por afirmação, por querer ser "fixe e popular" como as outras raparigas. Mas rapidamente me apercebi que essa não era uma boa razão para me maquilhar, e que estar a experimentar mil e uma técnicas que não dominava num esforço de me sentir mais incluída só estava a fazer com que eu parecesse uma "palhaça". Por isso, recomecei devagarinho, pelos básicos e, sobretudo, comecei a maquilhar-me porque realmente gostava e por mim própria, para me sentir mais bonita.

A maquilhagem pode ser algo bastante intimidante para algumas pessoas ( eu incluída). Existem tantos produtos, pincéis e técnicas diferentes que, por vezes, se torna bastante difícil de aprender e de escolher aquilo que melhor nos assenta.

A parte boa no meio disto tudo é que existem vários meios para aprenderes ( blogs, youtube, workshops) e, com estas dicas, decerto que ganharás mais confiança na hora de te arranjares ao espelho.


1. Quanto mais praticares melhor serás: A melhor maneira de seres boa numa coisa é praticando. O melhor conselho que já recebi na vida foi " pratica muito até se tornar natural para ti". E no campo da beleza isso também se aplica. Se não estás familiarizada com determinada técnica, treina até à exaustão e, eventualmente, sentirás-te mais segura quando usares esse técnica na tua rotina diária.

2. Simplicidade é beleza: Muitas raparigas, quando se iniciam no mundo da maquilhagem, têm tendência a experimentar mil e uma coisas, e querer andar logo maquilhadas como se fossem profissionais, o que nem sempre acaba bem, muitas vezes acabam por parecer " palhaças". Se não tens muita experiência em maquilhagem, o melhor é começar pelos básicos, como base e rímel e, à medida que vais ganhando confiança, vais te aventurando noutras técnicas. Porém, não precisas de usar maquilhagem elaborada para te sentires confiante. Eu já me maquilho desde os meus 15 anos, e continuo a optar sempre pelo básico ( base e rímel) no meu dia a dia.

3. Maquilha-te para ti própria: Maquilha-te pelas razões certas, ou seja, para ti própria. Não te maquilhes para agradar a um homem, para agradar às amigas ou para causar boas impressões. Não  irás sentir-te feliz se te maquilhares só por estas razões. A primeira razão pela qual te deves maquilhar é por ti própria, porque gostas e porque isso te faz sentir mais confiante. O resto vem como bónus.

4. As tendências não ficam bem a toda a gente: Lá por algo é popular não quer dizer que tenhas que fazê-lo. Se toda a gente está a usar laranja nos lábios, mas a ti não te fica bem, não o uses. Não tens que fazer o que todas as pessoas fazem. Acima de tudo, tens que usar aquilo que gostas e que te fica bem. Claro que podes experimentar novas tendências, mas não te forces a usar nada de que não gostes, porque isso tira a diversão ao processo de te maquilhares.

5. Não deixes que a tua confiança dependa da maquilhagem: É certo que a maquilhagem ajuda imenso a aumentar a autoestima e confiança de uma mulher. No entanto, nunca deixes que a tua confiança dependa disso. Deves ver a maquilhagem como um boost de confiança, algo que ajuda, e não como uma muleta sem a qual não podes sair de casa. Mais importante que tudo, deves gostar de ti mesma tal como és, sem maquilhagem.

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quinta-feira, 15 de junho de 2017

5 alimentos "saudáveis" que, na verdade, engordam


Às vezes, os nossos esforços para fazer escolhas saudáveis podem levar-nos a escolher alimentos mais calóricos ou não tão saudáveis. Apesar de toda a informação que existe nos dias de hoje, caímos sempre em alguns erros, que nos levam, muitas vezes, a engordar.

Tendo crescido numa família predominantemente da área da saúde, tendo uma prima nutricionista, e estando eu própria num curso de saúde, fui aprendendo, aos poucos e poucos, a fazer escolhas mais saudáveis e que, ao mesmo tempo, evitassem que engordasse.

Existem certos alimentos que, aparentemente, parecem muito saudáveis, mas na realidade não o são ( ou são pouco). Nesta lista, falo de alguns dos alimentos que são constantemente confundidos como escolhas saudáveis ( embora alguns destes erros fossem facilmente evitados se as pessoas lessem os rótulos). Obviamente, não estou a dizer para eliminarem da vossa dieta estes alimentos, estou apenas para dizer para terem cuidado e não se deixarem enganar.


1. Barras energéticas: Toda a gente cai que nem um patinho nesta! Apesar das publicidades entitularem as barrinhas energéticas de "lanche saudável energético", estas nem são lá muito saudáveis e, sinceramente, não matam muito a fome ( pelo menos, falo por mim). Na verdade, grande parte destas barras têm 200 calorias e cerca de 20 gramas de açúcar, para não falar dos químicos que estas contêm. Mesmo aquelas que têm menos calorias ( como as de 100 calorias) continuam a ter muitos gramas de açúcar.

2. Saladas com molhos: As saladas são muito saudáveis, de facto, mas é preciso ter cuidado com o que se coloca nestas. Os molhos são algo que as pessoas costumam colocar e é o que, normalmente, torna a saladas menos saudáveis e muito mais calóricas.

3. Sushi: Aparentemente, o sushi parece uma comida muito saudável. Leve e com poucos temperos, quem é que desconfiaria? A verdade é que o sushi não é nada mais nada menos do que peixe enrolado com arroz e poucos legumes. Duvido que as pessoas se satisfaçam com apenas 2 ou 3 peças, têm tendência a comer sempre mais, o que acaba por engordar.

4. Sumos naturais embalados: Outra coisa que está muito na moda são os sumos naturais embalados. As pessoas lêem na embalagem " 100% natural" ou " sem conservantes", e já acham que aquilo é muito saudável. A verdade é que estes sumos embalados têm muitos químicos, muito açúcar e, em certos caso, podem ter mais calorias do que refrigerantes. É preferível sermos nós próprios a fazer sumo natural em casa,..

5. Fruta desidratada: Agora vê-se muito no supermercado embalagens a dizer " maçã desidratada", " ananás desidratado" ou, basicamente, quase qualquer fruta que possam imaginar. A verdade é que estes snacks são mais calóricos do que se fosse fruta no seu estado normal. A fruta desidratada é sujeita a processos de ressecamento e exposição ao calor, ou seja, todos os componentes da fruta ( vitaminas, açúcares, fibra...) ficam mais densos e mais compactos o que, por sua vez, significa mais calorias. Por isso, é sempre preferível comer fruta no seu estado natural.


E vocês? Pensavam que algum destes alimentos era uma escolha saudável? Que outros alimentos parecem saudáveis mais não o são?
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