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26.10.17

5 mitos sobre autenticidade

 5 mitos sobre autenticidade

Numa sociedade que vive cada vez mais das aparências, a palavra "autenticidade" tem surgido no vocabulário das pessoas e está a tornar-se rapidamente numa espécie de moda, para contrariar a tendência das vidas perfeitas que muita gente tenta fingir que tem nas redes sociais. Consequentemente, surgiram diversos mitos sobre aquilo que realmente significa ser autêntico.

Na blogosfera (e na Internet em geral), a autenticidade é uma questão que surge frequentemente. Muitas são as vezes em que se questiona a honestidade de x pessoa, por não estar a partilhar este ou aquele aspeto da sua vida. Parece que todos têm uma opinião acerca daquilo que é ser-se autêntico. Como, por vezes, existem tantas definições para um mesmo conceito, é mais fácil dizer aquilo que não é. Portanto, aqui estão 5 mitos sobre a autenticidade.


1. Autenticidade não é dizer tudo aquilo que nos vem à cabeça: Um dos maiores mitos sobre a autenticidade é que, para sermos autênticos, temos que ser  honestos o tempo todo, e dizer sempre tudo aquilo que nos vem à cabeça. Embora ser autêntico signifique sermos reais e fiéis a nós mesmos, mesmo em alturas desafiantes, não significa que tenhamos que dizer sempre tudo aquilo em que pensamos. Aliás, isso nem sequer é saudável, e ninguém o consegue fazer. Expressarmos as nossas  opiniões sem considerar a dos outros nem considerar o local e o momento em que o estamos a fazer é insensível e, sinceramente, um bocado tolo. Ao falarmos ou criarmos conteúdo, temos que ser  honestos, mas ao mesmo tempo criar empatia e espaço para a opinião dos outros.

2. Autenticidade não é agirmos da mesma forma em todo o lado: Muita gente pensa que, para sermos autênticos, temos que agir exatamente da mesma maneira em todas as situações. Tanto pensam assim que depois acabam por chamar "falsos" a quem se recusa a comportar dessa forma.  A verdade é que ninguém age da mesma maneira em todo o lado. Agimos de maneira diferente no trabalho, com os amigos, com a família... Somos a mesma pessoa, mas escolhemos mostrar versões diferentes de nós mesmos para melhor nos adequarmos ao momento e ao local onde estamos inseridos. Isso não significa que não sejamos autênticos, significa que nos estamos adaptar apenas às situações que nos aparecem à frente.

3. Autenticidade não é partilhar tudo com toda a gente: Isto é algo que afeta muitas pessoas, principalmente youtubers e bloggers, que trabalham diretamente na partilha de conteúdo. Quantas vezes não vimos já um blogger/youtuber a ser acusado de falso, só porque não partilhou x facto acerca da sua vida? Nós não precisamos de partilhar todos os detalhes íntimos da nossa vida só para mostramos que somos autênticos. Aliás, até pode ser bastante perigoso para nós fazermos isso, porque estamos a dar informações demasiado pessoais a pessoas com quem não desenvolvemos relações suficientemente íntimas para isso. Todos nós temos que saber estabelecer limites saudáveis daquilo que queremos e não queremos partilhar, e isso não faz de nós pessoas menos autênticas, até faz de nós mais, porque estamos a ser prudentes.

4. A autenticidade não é uma competição: Nas redes sociais, parece que andam todos em competição, e julgar-se uns aos outros e a ver quem é a pessoa mais autêntica. Isto não é nenhum concurso nem há nenhum prémio para a pessoa mais autêntica. Ser autêntico é sermos verdadeiros connosco mesmo e sermos fiéis aos nossos próprios valores, portanto não podemos estar aí a avaliar qual é a melhor versão de autenticidade. 

5. A autenticidade não é um destino: Ser-se autêntico(a) não é uma meta que se possa alcançar. É uma forma de ser e de estar que, por vezes, exige um longo processo de auto-descoberta para se chegar lá, e que depende também das decisões e atitudes que vamos tomando ao longo do caminho. No entanto,  o facto de muitas vezes ser um processo não é mau, até é bom, porque significa que, independentemente do que quer que tenha acontecido no passado, temos a possibilidade de criar um futuro mais autêntico para nós, e nunca é tarde demais para sermos nós próprios.


Que mitos sobre a autenticidade já ouviram?