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8.5.19

Hábitos de inverno para continuar durante a primavera/verão


Quando o verão acaba , nós falamos sempre dos hábitos que queremos continuar no inverno: passar mais tempo ao ar livre, beber mais água, fazer mais planos... No entanto, quando a primavera chega, nós estamos tão ansiosos para deixar o inverno para trás que raramente consideramos continuar as rotinas que praticávamos durante esta estação.

Muitas vezes, o inverno é um período caracterizado pelos planos mais calmos e pelo descanso nas mantinhas... Porque não trazer isso para os meses mais quentes? 


1. Aproveitar ao máximo o bom tempo: Se o S.Pedro colaborar, no verão temos dias de sol aos montes, algo que acabamos por desvalorizar passado uma ou duas semanas de bom tempo. Comparemos com o inverno em que, se as pessoas apanham uma hora de raios de sol, correm logo para as ruas. Por isso, aproveitemos este bom tempo para passar muitas horas ao ar livre, marcar cafezinhos no final do trabalho ou enfiarmo-nos na piscina (caso esteja muito calor).

2. Comer sopa: Não sou a maior fã de sopa, apenas como porque é a única forma de consumir uma grande variedade de legumes sem dar por ela. No inverno, comer sopa parece muito fácil, mas no verão parece estranho, comer algo tão quente. Um truque que eu uso para continuar a beneficiar de todos os nutrientes que uma boa sopa proporciona é comê-la à noite. Se não vos fizer confusão comer sopa em dias de calor, sempre podem fazê-lo na hora do almoço, antes de ir para a praia, por ser uma refeição mais levezinha e prática.

3. Dias de pijama: Uma coisa impressionante que me acontece todos os anos é que, mal a primavera chega, a minha agenda enche-se de planos. Sim, eu sei que disse acima para aproveitarmos ao máximo o bom tempo, mas também não exageremos. Como introvertida, preciso de tempo a sós para recarregar energias, e não é por agora os dias serem mais longos e bonitos que essa necessidade, de repente, muda. E isto não é apenas válido para os introvertidos, todas as pessoas deviam fazê-lo.Acho que é bastante saudável continuarmos ter tempo a sós, sem ter que sair do pijama, para pormos as nossas séries em dia, ler um bom livro ou simplesmente estar a descansar no sofá.

4. Banhos relaxantes: Toda a gente tenta despachar ao máximo os banhos durante a primavera/verão, porque água quente em dias quentes parece ser um pesadelo não é? Por acaso, para mim não é, fun fact about me, eu só consigo tomar banho de água quente. Mas se não são como eu, sempre podem deixar esta rotina para a noite, e aproveitar para a tornarem mais relaxante, como se tivessem num spa.


Que hábitos de inverno pretendem continuar no verão?

19.10.18

3 hábitos de beleza que adotei recentemente

3 novos hábitos de beleza que adotei recentemente

Já há uns séculos que não falávamos de beleza aqui no blog, pois não? A beleza, a maquilhagem e afins também fazem parte dos meus interesses, mas raramente são abordados por aqui porque ainda é uma área que eu não explorei a fundo, apesar dos inúmeros workshops relativos a este mundo a que já fui. Na maior parte das vezes, deixo esta temática para quem realmente percebe dela (cá entre nós, eu estou a tentar não roubar o trabalho à Maria Vaidosa, se eu me começasse a debruçar sobre isto ela ia de vela heheheh).

A minha rotina de beleza é muito prática e simples - de forma a que eu possa encaixá-la bem no meu horário apertado e aliá-la a outros interesses. Dou sempre mais foco aos cuidados de pele do que a maquilhagem. A maquilhagem, para mim, é apenas um extra, um bónus que me deixa mais bonita, a verdadeira beleza tem que ser natural e é nisso que eu invisto sempre mais. Desde o início do ano (o civil, não o letivo, orientemo-nos por esse para variar um pouco) que tenho adotado novos hábitos de beleza que estão a valer o seu investimento.


1. Usar máscara facial: No início da minha parceria com a Mary Kay, conheci um dos meus produtos favoritos da marca de sempre, a máscara de carvão. Desde de aí que o comecei a usar a máscara de carvão regularmente, mas só agora é que estabeleci a disciplina para fazê-lo todos os sábados ou domingos. Além de me fazer sentir chique (mesmo que por fora pareça cimento versão humana), tem deixado a minha pele muito menos oleosa.

2. Fazer exfoliação labial: Vou ser sincera e chocar as bloggers de beleza que passem por este cantinho: eu nunca faço exfoliação corporal. Se devia? Só me traria benefícios, mas não me apetece acrescentar mais uma tarefa à minha rotina diária de beleza. Abro uma pequena exceção para a exfoliação labial, sobretudo agora que veio o frio, altura em que os meus lábios ficam mais secos. Aliado ao batom de cieiro, é uma ótima forma de manter os meus lábios suaves. Estou a usar este da Mary Kay, com uma embalagem muito pequena e fofa, prática para andar na mala e fazer uma exfoliação em qualquer lugar (é só aplicar o produto nos lábios com movimentos circulares e depois retirar com água). Não se assustem com o preço, o esfoliante dura imenso tempo. 

3. Usar tónico de limpeza: Antes de usar um tónico de limpeza, eu usava aqueles géis de limpeza que são muito pastosos e muito morosos para retirar com água. Dava por mim a saltar este processo por ser tão chatinho. Recentemente, decidi substituir esse gel por um tónico de limpeza. Que maravilha, muito mais simples e rápido! É só pegar num disco de algodão, passar pela face toda e já está, deixando ainda a minha carinha laroca fresquinha. Eu estou a usar este da Nivea, que é aquele que, a meu ver, tem uma melhor relação qualidade-preço. 


E vocês? Adoram algum hábito de beleza novo recentemente?

5.7.18

Como o meu blog mudou os meus hábitos de leitura

 Como o meu blog mudou os meus hábitos de leitura

Os meus hábitos de leitura sofreram mudanças interessantes ao longo dos meus anos blogosféricos. Apesar de o meu blog não ser exlusivamente um book blog, ser um pouco de tudo, acabei por, ao longo do tempo, escrever imenso sobre livros porque não tenho muitos amigos offline que sejam leitores ávidos, por isso senti necessidade de partilhar este interesse com outros pessoas.

Quando estamos inseridos numa comunidade que partilha os mesmos interesses que nós, é natural que a nossa dedicação a esses interesses aumente. Contudo, eu só me apercebi do quanto surpreendentes são as mudanças nos meus hábitos de leitura quando acabei de escrever esta publicação.


1. Eu leio (ainda) mais livros: Eu sempre li imenso, mas eu comecei a ler muitos mais livros desde que criei o meu blog. Embora ter um blog e ler outros blogs nos "roube" muito tempo, é bastante difícil não ler mais quando muitos dos blogs que seguimos fazem reviews de livros (especialmente se são bloggers em que confiamos imenso e que fazem reviews incríveis!). Desde que estou na blogosfera que me sinto mais entusiasmada para ler cada vez mais. 

2. Eu leio mais livros novos do que o que costumava ler: Não me perguntem porquê mas, quando era mais nova, eu tinha a panca de ler apenas livros que já tinham sido lançados há mais de dois anos. Gostava sempre de deixar passar toda a euforia à volta do livro para poder formar a minha própria opinião. Mas na blogosfera a euforia pelos livros recém-lançados é ainda maior, pelo que é difícil resistir e eu acabo por ceder à tentação de ler as histórias de que toda a gente fala. 

3. A minha lista de livros por ler é muito maior: Antes de ter um blog, a minha lista de livros era composta, basicamente, por títulos que via em livrarias e que me soavam bem. Isto resultava em uma lista relativamente pequena, em que eu facilmente conseguia ler tudo antes de procurar novas leituras. Atualmente, com o blog e o Goodreads à mistura (descobri o site através da blogosfera), a minha lista de livros é praticamente infinita. O que por um lado é mau porque nunca consigo ler tudo aquilo que desejo mas, por outro lado, estou sempre entretida com alguma história.

4. Eu leio mais YA: Durante a minha adolescência, eu nunca li muitos livros YA. Até acho que, tirando um ou dois livros, passei diretamente dos livros infantis para livros adultos (particularmente romances, o que é que querem, gosto de uma boa história de amor). No entanto, na blogosfera o género YA é bastante adorado e também eu me acabei por apaixonar por este género. Olhando para trás agora, sinto-me estúpida por não me ter rendido a este género mais cedo. Ai, se lhe tivesse dado uma oportunidade...

5. Tornei-me numa leitora mais crítica: Ok, eu não sei se isto também tem a ver com o facto de, ao longo de toda a minha vida, eu já ter lido imensos livros, pelo que já começo a detetar um certo padrão em alguns e, como tal, torno-me mais exigente. Mas acredito que também tem a ver com o facto de eu escrever reviews, o que me obriga a organizar os meus pensamentos de forma mais clara e explicar bem aquilo que gosto e não gosto em determinada história.


Bloggers aí desse lado? Os vossos hábitos de leitura mudaram desde que criaram o vosso blog? De que forma?

16.12.17

5 formas inconscientes de encorajar hábitos alimentares poucos saudáveis durante o natal

5 formas inconscientes de encorajar hábitos alimentares poucos saudáveis durante o natal

Durante a época natalícia e o Ano Novo, são muitos os comportamentos pouco saudáveis que as pessoas têm. Porém, alguns destes comportamentos, apesar de parecerem inofensivos, podem incentivar outras pessoas a ter hábitos alimentares pouco saudáveis ou mesmo a terem uma pior relação com o seu próprio corpo, além de poderem piorar a recuperação de quem está a sofrer de algum tipo de distúrbio alimentar.

Estas são algumas formas através das quais, não intencionalmente, encorajamos os outros a adquirir hábitos alimentares pouco saudáveis.


1. Encorajar uma pessoa que já está cheia a comer mais: "Come só mais uma fatia deste bolo", " espera até provares os outros bolos", " Estás pronto/a para a segunda ronda?". Embora estas frases possam parecer muito simpáticas e convidativas, estão a incentivar-nos a ignorar os sinais do nosso próprio corpo. Embora não nos devamos sentir mal por comer demais de vez em quando ( todos nós temos direito às nossas indulgências), incentivar este comportamento é completamente diferente. Além disso, o natal não significa comer até mais não. Embora o natal também envolva tradições gastronómicas, nem tudo gira à volta da comida. É possível comer de forma consciente, dando mais importância a fatores internos do que externos e, mesmo assim, apreciar esta época.

2. Tornar a comida uma obrigação social: Outra das razões que levam as pessoas a comer mesmo depois de estar cheias é por obrigação social/moral. Quando participamos numa atividade de grupo, como é o caso dos jantares de natal, sentimos frequentemente necessidade de mostrar apreciação e agradecimento por quem fez os bolos todos, os que nos leva a comer mesmo não tendo fome e/ou sem nos apetecer. Isto é uma expetativa injusta para colocar nas pessoas, principalmente se elas estiverem numa dieta ou tiverem alguma condição de saúde que agrave com a ingestão de certos alimentos. Lá por não estarmos a comer o mesmo que as outras pessoas não quer dizer que não estejamos a socializar com elas.

3. Reclamar sobre o quanto comeram demais: Muitas pessoas, após terem exagerado na comida durante a época natalícia, sentem-se enojadas em relação ao seu próprio corpo e reclamam sobre o quanto comeram. Este tipo de conversas pode parecer inofensivo ( até porque todos nós caímos na tentação de abusar de vez em quando), mas se estas conversas ocorrerem perto de pessoas que se sentem inseguras em relação ao seu corpo, pode aumentar ainda mais as suas inseguranças. Por exemplo, se uma pessoa que se sente mal com o seu corpo comeu o mesmo que tu, e tu fazes um comentário assim, ela vai sentir-se ainda mais culpada do que o que já se costuma sentir. Expressar vergonha ou arrependimento de comer demais pode passar a mensagem que é algo negativo, imoral, quando na verdade é apenas um comportamento pouco saudável mas que, apesar disso, não deve ter conotações morais.

4. Comentar o que as outras pessoas comeram e/ou o seu corpo: Entre cumprimentos e elogios sobre a perda/ganho de peso, comentários sobre a aparência de uma pessoa ou avaliar o que as outras pessoas estão a comer ( especialmente se sofrerem de algum distúrbio alimentar), o jantares de natal podem ser stressantes. Elogiar a aparência das pessoas não tem mal nenhum, mas é melhor manter os comentários sobre ganhos/perda de peso para nós próprios se não conhecemos bem a pessoa ou se temos conhecimento que ela está a sofrer ou a recuperar de algum distúrbio alimentar. Perder/ganhar peso pode ser bom do nosso ponto de vista, mas pode ser mau no ponto de vista da outra pessoa. Outra coisa que eu não acho muito correto é comentar o que as outras pessoas estão a comer, como se o jantar fosse uma espécie de avaliação de quem come menos/mais. Cada um come aquilo que quer, e não tem de ser julgado por isso.

5. Falar de "fazer dieta" depois da época festiva: Em primeiro lugar, o "fazer dieta" é algo que não existe. A dieta são os nossos hábitos alimentares, uma rotina que criamos, permanente, e que não dura apenas duas semanas. O termo mais correto para nos referirmos a uma mudança de hábitos alimentares é reeducação alimentar. Continuando, a resolução de Ano Novo mais comum é " perder peso". Todos os anos é a mesma coisa, as pessoas abusam no Natal e Ano Novo, e depois começam dietas malucas em janeiro. Isto cria ideias erradas sobre o que são hábitos de vida saudáveis, principalmente nos jovens.

27.9.17

7 hábitos alimentares dos universitários ( que não são normais em adultos)

 7 hábitos alimentares dos universitários ( que não são normais em adultos)

Quando entras para a Universidade, tudo muda. O ambiente, os amigos, o novo sistema de semestres e de avaliação, para muitos até a cidade. Mas existem muitas outras coisas que mudam, que nem nos apercebemos. E uma delas são os hábitos alimentares.

Na universidade, muitos universitários desenvolvem certos hábitos alimentares, que só se apercebem que não são normais quando acabam a licenciatura. Estes aqui são alguns exemplos.


1. Comer com pessoas da tua faixa etária: Nos teus anos na faculdade, estás sempre habituado a almoçar com o mesmo grupo de pessoas, que são todas da tua idade ou de uma faixa etária parecida. Porém, quando entras no mercado de trabalho, almoças com pessoas com idades, muitas vezes, bastante diferentes da tua ( 10, 20 ou até 30 anos mais velhos que tu) pelo que, ao início, vai parecer um grande choque. Eu ainda sou universitária, mas já tive esse embate. Quando fui estagiar para lares de idosos ou centros de saúde, tive que almoçar com pessoas que não eram, de todo, da minha faixa etária, já eram adultas, com emprego, alguns casados e com filhos. Porém, depressa consegui acompanhar as conversas que se desenrolavam à mesa e encontrei interesses comuns com eles.

2. Esqueceres-te de comer e/ou passares horas sem comer: Nunca fiz esta, porque se há coisa com que não brinco é com a minha saúde. Além disso, não consigo estudar ou fazer algo produtivo com fome. Porém, muitos estudantes fazem isto. Esquecem-se de comer e passam horas sem comer por causa de maratonas de estudo, de aulas de 3 horas ou de saídas noturnas.

3. Não há moderação naquilo que comes: Quando entras na faculdade, muitas vezes vais passar fome. Ou porque passas horas sem comer, ou porque não há dinheiro para mais. Mas quando te apanham num sítio em que há comida em abundância, vais ter tentação de abusar.  Enquanto universitários, todos nós já caímos nesta tentação, pelo menos uma vez. Vão existir jantares de curso com comida buffet, um amigo que faz uma grande festa com uma grande variedade de comida... Até a maldita da cantina tem um sistema que nos permite abusar da comida, se quisermos ( encher os pratos mais do que deveríamos, pôr fruta, pão ou doces nos bolsos...).

4. Não cozinhares para ti próprio/a: Ou porque ainda vives na casa dos teus pais, ou porque deixas os teus colegas cozinharem por ti, ou porque não te apetece cozinhar num dia e mandas vir comida de fora. Há sempre os universitários que se safam da cozinha. Porém, em adultos não se irão safar desta.

5. Comer a mesma coisa, todos os dias: Quando se tem um orçamento apertado, acaba-se por ter à escolha um pobre número de ementas possíveis. A ementa de muitos universitários varia apenas entre massa com atum e atum com massa.

6. Fazer estranhas e infelizes combinações de comida: Quando as reservas do frigorífico e de snacks estão acabar, alguns estudantes universitárias fazem combinações muito bizarras. Às vezes, calha de ser um prato com a mistura mais improvável mas melhor de sempre, outras vezes o prato transforma-se numa completa tragédia.

7. Comer a horas estranhas: Existem universitários que comem às horas mais estranhas. São capazes de almoçar às 18  h da tarde ( a essa hora é almoçar tarde ou jantar cedo ahahah?) depois de uma maratona de estudo, ou de comer batatas fritas às 6 h da manhã no McDonalds.


Universitários por aí? Têm algum destes hábitos alimentares?

29.4.17

Como os meus hábitos saudáveis estão a mudar a minha vida


Quando somos novos, não valorizamos a nossa saúde. Achamos que temos muitos anos pela frente, tantos que até parece que somos imortais, portanto não temos cuidado nenhum com a nossa saúde, nem preocupação se somos saudáveis ou não. Os erros que cometemos só se fazem sentir quando somos mais velhos, e é nessa altura que nos arrependemos de metade do que fazemos. Só quando perdemos a nossa saúde, é que percebemos o quanto importante esta é.

Sempre fui uma pessoa relativamente saudável, porém também tive a minha dose de erros. Erros que continuei a cometer até ver o meu corpo a começar a reagir. Aí fiquei mais alerta para este, percebi que não seria nova para sempre, pelo que devia começar a preocupar-me com a minha saúde e em desenvolver hábitos de vida saudáveis, não só para ter mais energia e bem-estar, mas também para prevenir doenças e ter uma melhor qualidade de vida.

Desenvolver hábitos de vida saudável não se trata apenas de perder peso, de ver quem é a mais magra, como muitas pessoas acham hoje em dia. Trata-se de desenvolver hábitos que promovam a nossa saúde, o nosso bem-estar, e que promovam uma melhor relação com o nosso corpo.

Ao longo do tempo, tenho vindo a desenvolver novos hábitos saudáveis que mudaram completamente a forma como eu vivo a minha vida e como eu me sinto em relação a mim e ao meu corpo. E é incrível verificar o quanto eu mudei ao longo do tempo, física e mentalmente. Hoje partilho com vocês algumas das mudanças que, lentamente, estão a mudar a minha vida.


Comida


Até ao final do meu secundário, eu nunca tive uma relação saudável com a comida. Quando era mais nova, até aos meus 13 anos, eu nunca tinha fome, saltava refeições, e comia pouco. Por volta dos meus 14 anos, com o aparecimento da minha menstruação e todo um conjunto de mudanças corporais que me foram transformando numa mulher, comecei a ganhar muito apetite e a comer porcarias. Só para terem noção, eu lanchava todos os dias um croissant com manteiga e um Ice Tea de limão no intervalo da manhã. Continuei a alimentar-me desta forma até chegar aos 17 anos, altura em que o meu metabolismo mudou, e ganhei quase 5 quilos num curto espaço de tempo. Felizmente, a minha prima nutricionista, na altura estudante de nutrição, fez-me um plano alimentar, adequado às minhas necessidades, que me fez recuperar o meu peso normal, e que até hoje mantenho. Não passo fome, e posso comer gulosices de vez em quando. Com esta experiência, percebi que a comida saudável é igualmente saborosa, e que não precisamos de nos privar para sermos saudáveis e termos o nosso peso ideal. O segredo de uma relação saudável com a comida está na moderação. Uma guloseima ou outra não fazem mal, desde que sejam em moderação e de vez em quando.

Outra das coisas que mudei com esta dieta foi a quantidade de refrigerantes que bebia. Quando era mais nova, eu bebia refrigerantes como se fosse água, era impressionante! Bebia ao lanche, ao almoço, ao jantar,... Basicamente, eu só não bebia ao pequeno-almoço! Quando comecei a reduzir nos refrigerantes, notei logo diferença na minha energia e até na minha pele. Beber muito água melhorou significativamente a minha pele, a minha energia, e até os problemas de enxaquecas com que me debato há anos (apesar de ainda sofrer de enxaquecas, estou muito melhor!).

É incrível como a nossa alimentação afeta diretamente a nossa saúde, o nosso bem-estar, a nossa energia e até o nosso humor. Só percebi isto quando adquiri hábitos mais saudáveis. É incrível como existem certos alimentos que melhoram a nossa pele, outros melhoram a nossa concentração... É como se fossem fármacos, só que naturais!


Exercício físico


Apesar de nunca ter gostado das aulas de Ed. Física ( como expliquei aqui), sempre fui uma pessoa muito ativa. Em criança, saltei muito à corda, corri, brinquei às escondidas, andei muito de bicicleta,... No entanto, quando cheguei à adolescência, parte disto se perdeu. Com o aumento da pressão escolar, passei muitos dos meus dias fechada em casa, a estudar todo o dia sentada, sem sequer dar um passeio pelo quarteirão. Quando não estava a estudar ia ao cinema ou almoçava com as minhas amigas, mas desleixava-me na atividade física. Quando ganhei peso abruptamente aos 17 anos, parte da minha mudança de hábitos também incluiu fazer mais exercício físico. Comecei a andar mais, a usar as escadas em vez do elevador, e a andar numa bicicleta estática quatro vezes por semana ou todos os dias, conforme o tempo. Além de ter perdido peso, reparei que fiquei com muita mais energia, menos ansiedade e mais concentrada. 

O truque para se sentirem motivados a fazer exercício físico é encontrarem algo que gostem de fazer. Não se sentirão motivados se tiverem a fazer algo que odeiam. Hoje em dia, existem imensas atividades interessantes, desde hidroginástica, zumba... Se não gostarem mesmo de exercício físico, arranjem distrações. Eu, por exemplo, quando ando na minha bicicleta estática, ouço música para me motivar. Além disso, não precisam de optar pelas atividades físicas tradicionais. Tudo conta como exercício físico, desde dançar, subir e descer escadas, ir a pé para o trabalho em vez de ir de carro...O importante é arranjarem forma de encaixar um pouco de exercício físico todos os dias.

Pele


Quando entrei na adolescência, não tinha borbulhas nenhumas. Causava inveja a muitas raparigas, porque tinha literalmente pele de bebé, perfeitinha ( só era um pouco seca, mas não era nada que um creme hidratante não resolvesse). Só quando cheguei ao secundário, é que comecei a ter muitas borbulhas. Ao início eram apenas pequeninas, que se escondiam facilmente com o cabelo. Porém, quando comecei a ter borbulhas enormes no meio da cara, soube que tinha que tomar a pílula. Acabei por tomar a Diane 35, assim meio  pressionada pela minha mãe e pela minha prima que também tomava ( eu sei, eu sei, devia ter ido a uma médica primeiro, enfim, não volto a cometer o mesmo erro). O que acontece é que o que funciona com umas não funciona com outras. E eu não me dei nada bem com aquela pílula. Apesar de me ter deixado a pele linda e sem borbulhas, dava-me enxaquecas terríveis e piorou  os meus sintomas menstruais, pelo que, passado um ano, deixei-a de tomar. Não me surgiram borbulhas até ao ano seguinte, ano em que a minha cara voltou a ser invadida por estas. Fui a uma dermatologista, que me aconselhou a voltar a tomar pílula. Ainda estava traumatizada da outra que tomei, pelo que ia recusar logo, mas depois a dermatologista, ao perceber a minha hesitação, receitou-me uma menos forte, junto com estes cremes, o que fez milagres na minha pele! Agora estou sem borbulhas, com a pele limpinha e bem hidratada e, até agora, tenho me dado bastante bem com a pílula.


E vocês? Que hábitos saudáveis estão a mudar a vossa vida?

19.3.17

5 hábitos que formam uma família feliz


Todas as famílias são ocupadas à sua maneira. Todos nós estamos sempre a tentar gerir a nossa vida social da melhor forma possível, dividindo o tempo entre familiares, amigos, namorados e colegas de trabalho. Nem sempre é fácil e nem sempre somos bem sucedidos nesta tarefa.

É muito fácil perdermo-nos no caos que pode ser o nosso dia a dia e, hoje em dia, quando nos falta tempo para algo, quase sempre cortamos tempo na família, o que é injusto porque, afinal, a família é o bem mais precioso que temos, e das poucas pessoas que estarão sempre ao nosso lado, aconteça o que acontecer.

Tenho sorte em poder dizer que tenho uma família muito unida. Somos todos muito diferentes uns dos outros, discutimos frequentemente  (mas sempre de forma saudável), mas apoiamo-nos sempre mutuamente em todas as situações. Tenho sorte em poder dizer que, quando me vejo aflita com alguma situação, tenho logo pelo menos duas ou três pessoas a quem recorrer. Falando da minha família mais próxima ( os meus pais), fico feliz por saber que,  numa época de tantos divórcios, eles continuam juntos apesar de todas as dificuldades e, juntos, como uma família, já criámos muitas memórias felizes.

Baseado na minha educação e opinião, estes são os 5 hábitos que eu considero que formam uma família feliz.


1. Tomam o pequeno-almoço juntos: Os dias começam a ficar ocupados à medida que as horas passam, por isso, a minha família acorda sempre cedo, para nos certificarmos que comemos juntos sem engolir a comida. Infelizmente, é um hábito que nem toda a gente tem. Muita gente nem toma pequeno-almoço, quanto mais tomá-lo com a família.

2. Comem todas as refeições possíveis juntos: Na minha família, nem sempre é possível almoçarmos juntos, ou porque eu estou na faculdade, ou porque estou a estagiar. Porém, jantamos sempre juntos, à mesa, sem televisão nem outras distrações. Acho que este momento em família é importante, quase sagrado, nem que estejamos apenas a comer calados, a fazer companhia uns aos outros. Chocam-me amigas minhas que contam que jantam cada um no seu canto, um no quarto, outro na sala,...

3. Têm algum tempo para eles próprios: Passar tempo com a família é muito bom, mas também é bom passarmos tempo sozinhos de vez em quando. Na verdade, até é bastante saudável, todos nós precisamos de passar tempo sozinhos para relaxar e organizar as ideias ( lê: 10 benefícios de passar tempo sozinho/a). Todos nós precisamos de um escape, algo que nos faça "desligar" da realidade. Respeitar o espaço pessoal de cada um é a chave para uma família feliz.

4. Falam uns com os outros: Conversas abertas e sinceras são essenciais para o bom funcionamento de uma família. Discutir problemas, preocupações, sonhos, objetivos e expectativas é fundamental para um melhor relacionamento entre todos. Grande parte dos problemas entre familiares resulta da falta de comunicação.

5. Têm tradições: As tradições familiares são memórias que nos acompanham para o resto da vida, e que terão sempre um lugar especial no nosso coração. As tradições podem significar ir à missa todos os domingos e comer um pastel de nata no final, podem significar as habituais férias na casa de praia que têm ou ir ao cinema todos os sábados. O importante é criarem pelo menos uma tradição que vos identifique, e que seja mais uma "desculpa" para passarem mais tempo juntos.


E vocês? Quais são os hábitos que acham que formam uma família feliz?

18.6.16

O que não deves fazer num dia mau


Todos nós temos dias maus, dias que parecem começar logo da maneira errada, em que tudo corre mal, e acabamo-nos por sentir inúteis, falhados, cansados e deprimidos. Mas, tal como a frase inglesa "Its just a bad day, not a bad life" ( É apenas um dia mau, não uma vida má) o diz, estes dias acabam sempre por serem ultrapassados, embora muitas vezes não o pareça.

Quando estamos num " dia não" é muito difícil pensar racionalmente e deixamo-nos,muitas vezes, levar pelas nossas emoções, o que nos leva  a fazer as coisas que vou enumerar a seguir.

Por isso, se tiveres a ter um dia mau e sentires-te em baixo, não faças mesmo estas coisas.


1. Focar-te no problema e não na solução: É algo que faço com muita frequência ( por ser um pouco pessimista) e que quero corrigir. Aquilo que te está a atormentar deve ser resolvido, e não guardado para sempre na tua memória. Deves procurar encontrar a solução para o teu problema em vez de pensares em " porque raio tive que ter este problema?".

2. Estares sempre a queixar-te do(s) teu(s) problema(s): Embora desabafares sobre os teus problemas com quem confias possa fazer-te bem, estar sempre a falar sobre os teus problemas pode irritar os teus amigos e familiares e, pior, afastá-los. Além disso, não é saudável estares sempre a falar dos teus problemas, acabas por ficar mais deprimido/a do que já estás.

3. Sentires-te mal por te sentires mal: Tentar ser feliz o tempo todo é um objetivo impossível, ninguém consegue fazer isso. Todos nós estamos tristes de vez em quando, e temos todo o direito de estar assim. Em vez de te sentires mal por estares assim, permite-te sentires esses sentimentos negativos durante um (curto) período de tempo, e depois tenta compreender a causa desses sentimentos.

4. Renderes-te à fome emocional: Um pouco de chocolate num dia mau não faz mal a ninguém, mas deixares-te levar demais pela tua tristeza e começar a devorar toda a comida que te aparece à frente não é a melhor maneira de lidar com os problemas. Além de prejudicar significativamente a tua saúde, só vai fazer com que te sintas pior contigo próprio/a.

5. Trancares-te em algum lado: Quando estás a ter um dia mau não deves ficar em casa ou presa no teu local de trabalho, o melhor que tens a fazer é sair à rua, caminhar/passear e apanhar um pouco de ar fresco.


E vocês? Faziam algumas destas coisas?