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27.2.19

5 pequenos desejos de infância que não se concretizaram

5 desejos de infância que não se concretizaram

Nem sempre temos tudo aquilo que queremos, não é verdade? Como diz uma das minhas frases favoritas de " A Culpa é das Estrelas", " o mundo não é uma fábrica de realizar desejos".  Ainda assim, isso não nos impede de sonhar, que é algo que fazemos muito, principalmente quando somos crianças.

Sou muito grata pela minha infância. Foi uma infância muito feliz e muitos dos sonhos que tive naquela altura realizaram-se. Contudo existiram outros (mini) desejos que nunca se concretizaram. Alguns que ainda moram dentro de mim, outros que já não desejo mais.


1. Neve no dia de natal: Imagino que este este desejo seja comum a muitas crianças.  Crescemos a ver filmes de natal onde, magicamente, começa a nevar no dia de natal.  Infelizmente, tal nunca aconteceu na minha zona (a culpa é do aquecimento global). Mas ainda hoje não desisti deste sonho, olho sempre pela janela na véspera de natal, só naquela,  não vá mesmo acontecer.

2. Ter uma casa na árvore: Outra coisa que eu via nos filmes (dá para perceber que eu via muitos filmes, não é?) e que, portanto, também queria. Também era outra coisa improvável. Como é que eu iria morar numa casa de árvore se eu nem tinha sítio para a construir? (moro num apartamento, para os mais esquecidos).

3. Ter uma casa de bonecas: De todos os meus desejos de infância, este é aquele que estava bem lá no topo. Sempre quis ter uma casa de bonecas, aquelas com um aspeto mais vintage, com muitas coisinhas miniatura lá dentro (a minha panca por miniaturas vem daqui). Porém, na altura esse tipo de casas brincar eram caríssimas, não era preciso vender um rim, era preciso vender os orgãos todos para comprar um brinquedo assim pelo que os meus pais, obviamente, não me compraram. O mais perto que tive de uma casa de bonecas foi uma cozinha da Barbie muito fofinha, cujos fogões acendiam e o forno fazia barulho, e com todo o tipo de comida dentro do frigorífico (em miniatura, para meu encanto!). Um prémio de consolação, pela minha persistência (ou falta de noção) ao pedir sempre o mesmo.

4. Ser rica e famosa: Durante grande parte da minha infância, eu sempre me imaginei a ser uma pessoa famosa/reconhecida por algo que fizesse e, consequentemente, muito rica também. Eu me imaginei muitas vezes a ser uma grande estrela de cinema ou uma cantora, e ter um monte de fãs. Hoje em dia, eu dispensaria a parte de ser famosa (deve ser horrível não ter privacidade nenhuma e ser perseguida por paparazzis a toda a hora), mas aceitaria a parte de ser rica de bom grado hehehe.

5. Ir à Disneyland Paris: Quando somos crianças procuramos magia em todo o lado, e haverá lugar mais mágico no mundo do que a Dinseyland? Este é um desejo que ainda quero concretizar, e não penso que vá ser uma experiência menos mágica por ir lá em adulta. Afinal, "nós nunca somos demasiado velhos para a Disney".


Quais eram os desejos que tinham quando eram crianças que nunca conseguiram concretizar?

15.12.18

Os brinquedos que marcaram a minha infância


Durante esta época natalícia, fico sempre nostálgica ao folhear os catálogos de supermercados  que agora se enchem de coisas para a pequenada e ao passear pelos corredores repletos de brinquedos. Divirto-me imenso a ver aqueles que não existiam no meu tempo, aqueles que já existiam na minha altura (há brinquedos que são eternos clássicos!) e aqueles que escolheria se ainda fosse criança. 

Fui uma criança bastante afortunada em relação a brinquedos. Tive uma variedade deles, de todos os feitios ( incluindo os ditos "brinquedos para meninos"). Além dos meus, ainda brinquei com muitos dos meus primos, o que fazia com que eu ainda tivesse mais ao meu alcance. Eu adorava-os na altura, mas só agora, em adulta, é que descobri realmente o quanto alguns me marcaram.

(Perdoem-me por algumas imagens terem má qualidade, mas é para avivar mais a memória se necessário).

1. Legos: Confesso que nunca tive criatividade nem habilidade para montar coisas fantásticas com legos. Ficava frustrada por tentar montar uma casa e só conseguir fazer o chão e algumas paredes. Mas, ainda assim, entretinha-me durante horas a juntar pecinhas e a montá-las.


2. Tamagochi: Por volta do meu 3º ano, o Tamagochi virou moda e todas as raparigas da escola tinham um, portanto óbvio que eu também quis um. Lembro-me de estar nas aulas, e de estarem sempre tamagochis a apitarem (os bichinhos passavam a vida com fome, os safados!). Morriam muito facilmente, o que era lixado, porque quando morriam tinha que comprar um tamagochi novo. Na verdade, não era preciso fazer isso, eu é que perdia sempre o plástico que ligava aquilo, e depois não me adiantava nada enfiar coisas lá para dentro que aquilo não ligava. Os meus pais até se davam ao trabalho de cortar plásticos para imitar o do Tamagochi e evitar comprar outro, mas os chineses são mesmo espertos, aquilo não cedia a essas manhosices.


3. Polly Pocket: A rapariga mais pequena do mundo na casa mais pequena do mundo. Imediatamente após a abertura desta pequena caixa fofinha, perdíamos a Polly para sempre, mas que era amada era.


4. Trolls: Este bonecos nus e esquisitos não tinham nenhuma função, mas a cara deles era engraçada, portanto eu gostava deles. Cheguei a fingir que eram escovas de barbear, e ia brincar para a casa de banho com o meu pai enquanto ele se barbeava.


5. Action Men: Eu nunca tive um Ken, portanto este era o Ken das minhas Barbies. Quando os meus primos não estavam a ver, eu roubava-o e casava-o com as minhas Barbies. Coitado do moço, queria mais ação e via-se obrigado assentar com uma mulher que só pensava na sua beleza. A vida é difícil, até para os bonecos...



6. Barbie: E por falar em Barbie, obviamente que ela não podia faltar nesta lista. A famosa rapariga que criou expetativas irrealísticas em relação ao corpo (extremamente magra mas, ainda assim, tinha mamas e rabo, está certo...), cabelo e maquilhagem. Eu sempre soube que ela não era como as mulheres reais, mas ainda assim diverti-me muito a brincar com ela.


7. Lousa mágica: Eu adorava esta lousa porque ficava sempre bastante intrigada com o modo como ela funcionava e adorava o som que esta fazia quando rolava aquela pecinha pequena para limpar tudo.
8. Monopólio: Os jogos de tabuleiro também fizeram parte da minha infância, e o Monopólio foi o que mais se destacou. Um jogo que foi o meu primeiro contacto com os conceitos de investir e de poupar. Faz parte da minha wishlist de Natal e, ao espreitar sorrateiramente as prendas que já estão debaixo da árvore (talvez as tenha apalpado, não confirmo nem desminto), suspeito que um familiar meu já  realizou o meu desejo.  



9. Aquaplay: Ah, o grande clássico Aquaplay! Quem teve este brinquedo teve uma infância muito feliz! Era um brinquedinho com água dentro de uma cápsula plástica (no shit, Sherlock) e tinha uns botões em baixo que criavam pressão na água.  Era o que me entretinha em viagens, distraía-me imenso e evitava que eu enjoasse. 


10. Nenucos: Passei muitas horas a fingir que eram os meus filhos, e até lhes cheguei a vestir roupas de quando eu era bebé. Só não lhes comprei roupas na Chico porque, graças a Deus, a minha mãe não deixou, caso contrário hoje estaríamos falidos.



Quais foram os brinquedos que marcaram a vossa infância?


11.9.18

O 11 de Setembro foi uma das minhas primeiras memórias de infância


Toda a gente se lembra do dia 11 de setembro de 2001. Toda a gente sabe perfeitamente o que estava a fazer no dia em que as famosas Torres Gémeas de Nova Iorque se desmoronaram, levando consigo milhares de vidas inocentes. 

Eu tinha 4 anos de idade. Não me lembro de muita coisa dessa altura, como é natural, ainda era muito novinha. Mas lembro-me perfeitamente do final da manhã de 11 de setembro de 2001. Pode muito bem ter sido a minha primeira memória da qual me recordo. 

Era hora de almoço aqui em Portugal. Eu estava a brincar no chão da cozinha, perto da televisão, enquanto a minha mãe estava a acabar de cozinhar e os meu pai a chegar do trabalho. De repente, calho de olhar para o que está a dar na TV e aquilo que vejo chama-me à atenção: duas torres em chamas. Eu não sabia que aquelas eram as famosas Torres Gémeas nem sequer onde eram, mas aquela visão deixou-me automaticamente horrorizada. Comecei a questionar os meus pais, a perguntar o que estava a acontecer, mas eles pareciam estar tão chocados como eu. Como poderiam eles explicar aquilo a uma criança, se nem os adultos compreendiam? Quando, mais tarde, a primeira torre colapsou, eu comecei a chorar. 

Ao longo do dia, eu já não me lembro de todos os momentos com tanta exatidão. Apenas sei que foi tudo uma grande confusão na minha cabeça. Os canais de televisão estavam sempre a passar imagens das Torres Gémeas a cair, porém eu não percebia que eram repetições, pelo que pensava que eram mais torres a cair. Os meus pais tentavam explicar-me que aquilo eram repetições, que o pior já tinha acontecido de manhã, mas eu continuava a chorar. Eu achava que o mundo estava a acabar.  A certa altura, acho que os meus pais tiveram que me levar para o meu quarto para eu não ver mais nenhuma imagem que estava a passar na televisão nem para fazer mais perguntas que eles não saberiam responder. 

Eu não estava errada de todo. O mundo acabou naquele dia. Não no sentido em que uma criança de 4 anos imagina que acaba, obviamente, mas como todos nós o conhecíamos. O mundo passou a ser um lugar cruel, e os atentados passaram a acontecer cada vez em maior número.  Na minha visão infantil, eu descobri que os vilões da vida real não envenenavam apenas maçãs ou faziam raparigas adolescentes adormecer por tempo indefinido. Os vilões da vida real mandavam abaixo prédios sem se importarem com as pessoas que estavam lá dentro. O mundo já não me parecia o lugar feliz e seguro que eu imaginava. Senti que, a qualquer momento, um avião também podia atravessar a minha casa.

Tal como eu, muitas crianças perderam um bocado da sua inocência naquele dia. As que tiveram o azar de morar mais perto do local da tragédia e com familiares no World Trade Center perderam muito mais que isso. Nenhuma criança devia ter que assistir a uma atrocidade tão grande como esta. Assim como não devia ter que testemunhar outras atrocidades que se praticam atualmente. Devíamos estar a criar um mundo mais seguro para as crianças, em que elas não tivessem que ficar fechadas em casa porque não é perigoso brincar na rua, em que pudessem confiar na bondade dos outros,  em que pudessem acreditar que o bem vai prevalecer sempre sobre o mal. Mas não, estamos demasiado ocupados  em odiarmo-nos uns aos outros para nos preocuparmos com estes princípios e com as futuras gerações.

" Once upon a time there was Humanity, but now there is only the name left" (Desconhecido)

8.3.18

Os meus snacks favoritos de infância

Os meus snacks favoritos de infância

Há uns dias atrás estava a ver um vídeo de uma youtuber que estava a experimentar os seus snacks de infância, e deu-me tanta mas tanta nostalgia, que pensei que seria giro escrever uma publicação sobre os meus favoritos. Bem sei que não é a mesma coisa que ver um vídeo, não me vêem a provar nem as minhas reações, mas apeteceu-me escrever na mesma. Para estarmos em pé de igualdade (eu sou muito vossa amiga), eu nem sequer comprei nenhum dos snacks que vou referir e alguns já não como  há anos, mas lembro-me perfeitamente do sabor de todos (a maneira como o nosso cérebro funciona é bastante engraçada).

Aquilo que eu achei mais engraçado enquanto escrevia este post é que a maior parte das gulosices que fizeram parte da minha infância não me marcaram pelo sabor em si, mas sim pelas memórias que lhes estão associadas. Recordar cada um destes snacks fez-me sentir uma criança outra vez.

É provável que nesta lista não estejam alguns dos famosos snacks das crianças da minha geração, mas isso é porque eu era uma criança muito esquisita (para ser sincera, ainda sou esquisita com a comida), tão esquisita que até o era nos doces. Mas bem, estes eram os meus favoritos.


1. Danoninhos: Os danoninhos dispensam apresentações. Acho que todas as crianças comiam estes iogurtes. O melhor mesmo era no verão, quando estes iogurtes viam com colheres que espetávamos, metíamos no congelador e tornavam-se gelados.

2. Chupa Chups: Estes eram os chupas que eu pedia aos meus pais de cada vez que saíamos de um café ou restaurante.

3. Sugus: Estes eram os rebuçados que o meu tio trazia sempre para mim e para os meus primos.  De cada vez que ele dizia " vou ao café e já volto", já sabíamos que iríamos receber a nossa embalagem de Sugus. Acho que essa antecipação era melhor do que os próprios rebuçados. 


4. Iogurte com cereais Nesquik: Eu nunca comi leite com cereais. Nunca gostei muito de leite. Portanto, este iogurte era a minha versão alternativa a uma taça de leite com cereais. Teria comido isto todas as manhãs se mo tivessem permitido.

5. Gomas de ursinhos: Eu nunca fui uma criança muito fã de gomas (gostava mais de chocolate), mas era viciada em gomas de ursinhos. Ao início, tinha sempre uma crise existencial por ter de comer ursinhos tão fofinhos, mas passava-me quando sentia a goma a desfazer-se na boca com o açúcar todo por cima.


6. Mini Milk: A malta mais nova provavelmente não sabe o que é, porque a Olá já tirou há algum tempo este gelado do seu cartaz mas, como podem ver na imagem, eram gelados de leite num pauzinho. Os adultos pediam gelados Magnum e as crianças pediam Mini Milk. Era o nosso " Magnum".


9. Epá: Este ainda existe, e continua a ser muito famoso entre as crianças. Vem sempre com umas pastilhas elásticas no fundo, que não me deixavam comer quando era pequena, com medo que me engasgasse, que e tinha que dar aos meus primos mais velhos (um minuto de silêncio por esses tempos duros).



8. Ovo Kinder: Eu acho que gostava mais da surpresa que o ovo continha do que do próprio chocolate que a revestia (e acreditem, eu gosto muito de chocolate!). Mas só os miúdos que nasceram nos anos 90 é que sabem a struggle que era tentar abrir aquela embalagem amarela. E tentar montar o brinquedo, com aquelas peças pequenas todas? Não era fácil ser-se uma criança de 6 anos naquela altura. Hoje em dia, as surpresa já vêm montadas e as embalagens que vêm dentro dos ovos são fáceis de abrir. Sinceramente, os miúdos hoje em dia não sabem o que é a vida!


9. Tic Tac: Estas eram aquelas caixinhas de rebuçados que todos nós usávamos para fingir que tomávamos medicamentos ou que nos drogávamos com estes (já a sabíamos toda em pequenos!). Eu não gostava dos clássicos de mentol, mas comia muito dos de laranja. Passaram anos fora do mercado, mas há cerca de dois anos o Pingo Doce voltou a comercializá-las. 


10. Kinder Delice: Sabem a publicidade do Ferrero Rocher, em que a senhora espera que seja desperadamente inverno para poder comer os bonbons? Era eu, só que em vez de Ferrero Rocher aquilo que eu queria era Kinder Delice. Ainda me hão-de explicar essa história destas marcas só comercializarem durante o inverno, porque eu sofri muito quando era criança por não poder comer Kinder Delice no verão. Anyway, este foi o snack que eu mais comi durante toda a minha infância. Gostava tanto deste chocolate que até me compravam um pack de doze para eu ter em casa e poder comer mais vezes, sem ter que ir a um café buscá-los.

E vocês? Que snacks fizeram parte da vossa infância?

2.10.17

10 coisas que eu odiava em criança mas que agora adoro

 10 coisas que eu odiava em criança mas que agora adoro

Quando eu olho para trás, para os tempos em que ainda era criança, há sempre três coisas que me ocorrem na cabeça. A primeira é " Eu era uma croma!", a segunda é " Quem me dera poder voltar a ser criança..." e a terceira é " Espera, como assim eu não gostava daquilo?".  É verdadeiramente impressionante a quantidade de coisas que eu odiava em criança mas que agora adoro, e estes são apenas alguns exemplos.


1. Receber dinheiro como presente: Quando eu era criança, eu só queria receber brinquedos como presentes de aniversário ou de natal. Por isso, ficava mesmo irritada quando recebia dinheiro porque, para além de não poder ir às compras sozinha para começar, era obrigada a pô-lo na poupança. Hoje, adoro receber dinheiro, e dá imenso jeito quando se anda na faculdade, onde se tem sempre muitos gastos, além de também dar jeito para comprar livros ou maquilhagem.

2. Receber roupa como presente: Assim como não gostava de receber dinheiro como presente, também não gostava de receber roupa. Era uma desilusão para mim de cada vez que algum tio/tia me dava um embrulho, e de lá saía um pijama ou uma camisola. Agora recebo de bom grado roupas. Quantas mais peças de roupa melhor, mais looks dão para fazer.

3. Beber café: Quando eu era criança, odiava o saber a café. Achava que aquilo era muito amargo. Nem sequer gostava do cheiro. Porém, de alguma forma misteriosa, quando cheguei aos meus 16 anos, eu comecei a gostar de café e a bebê-lo regularmente. Agora, era o meu vício até à relativamente pouco tempo, quando tive de deixar de beber por causa dos meus problemas de estômago.

4. Beber chá: Assim como não gostava de café, também não gostava de chá. Basicamente, quando era criança, o que eu queria mesmo era beber refrigerantes. Tudo o que não fosse refrigerante eu odiava ( felizmente, eu era uma criança saudável, porque a minha mãe controlava o consumo dessas bebidas). O chá enjoava-me, e odiava quando ficava doente e me obrigavam a beber isso. Hoje, não só eu já não ligo muito a refrigerantes, como adoro beber chá, principalmente chá de camomila, para relaxar e me aquecer no inverno.

5. Ver o telejornal ou ler notícias: Antigamente, eu ficava aborrecida de morte quando tinha que estar com os meus pais a ver o telejornal. Suponho que seja assim com todas as crianças uma vez que, nessas idades, não percebemos nada de assuntos sobre política ou sobre a atualidade. Agora, costumo sempre ver um pouco do telejornal depois do jantar e, quando não é possível ver na televisão, mantenho-me a par de tudo nas redes sociais.

6. Fazer compras no supermercado: Se há sítio onde eu odiava entrar em criança era no supermercado. Além de ter muito medo de me perder, aborrecia-me ter que estar no supermercado meia hora, à espera que os meus pais comprassem tudo aquilo que precisavam. Nem a ideia de poder escolher um doce ou um chocolate para levar me animava. Hoje em dia, não só adoro fazer compras no supermercado, como muitas vezes sou eu que fico encarregue de fazer a lista de compras e de abastecer a casa.

7. Ir para a cama cedo: Acho que este ponto não é só eu, acho que todas as crianças odeiam ir para a cama cedo. Quando somos novos, andamos sempre com a pica toda, e a última coisa que nos apetece à noite é ir dormir. Queremos brincar mais, ver um filme, ligar aos amigos... Quando chegamos a adultos, porém, são 22 horas, estamos a tentar ver TV, mas os nossos olhos já nos traem ahahahah. Em nova, eu não dormia mesmo nada, ficava acordada até tarde a ver filmes ou a ler, mas agora deito-me sempre cedo, às 23 h e acordo às 7 h, mesmo nas férias. O dia parece muito maior quando nos deitamos e acordamos cedo, na minha opinião.

8. Tomar banho: Nem imaginam o quanto eu odiava tomar banho quando tinha 4 anos. Quase que era preciso amarrar-me e atirar-me para a banheira ahahahah. Eu tinha medo à água, pensava que me ia afogar ( eu era um croma em criança, já deu para perceber). Agora que cresci, além de perceber que tomar banho é essencial para a minha higiene e saúde, é um momento em que relaxo, penso na vida e até faço brainstorming. O banho é um lugar incrível para ter ideias. As ideias dos melhores posts que já escrevi para o blog surgiram precisamente neste momento de higiene.

9. Coisas sem açúcar: Quando era nova, se algum alimento não tinha açúcar, eu já não o queria. Agora, alimentos sem açúcar ou pobres em açúcar são aliados no estilo de vida saudável que tento manter.

10. Ficar sozinha em casa: Nenhuma criança gosta de ficar sozinha em casa. Além de ser aborrecido não ter com quem brincar ou falar, é assustador. Temos medo que entre algum ladrão, que apareça um monstro, ou que os nossos pais nunca mais voltem. Porém, em adultos até agradecemos. Pelo menos, eu agradeço. Gosto de ficar sozinha em casa de vez em quando, para poder recuperar energias, relaxar ou estudar sem ninguém a interromper-me.


E vocês? O que é que odiavam quando eram crianças e agora adoram?

1.7.17

7 poderes que tinha em criança que ainda gostava de ter


É engraçado como, quando somos crianças, só queremos tornarmo-nos adultos e fazer aquilo que não nos é permitido fazer. Porém, não valorizamos coisas tão simples, coisas que tomamos por garantido, e que por um dia mais tarde, quando crescemos, não temos.

Ao contrário daquilo que pensávamos na nossa infância, em crianças temos poderes, capacidades que os adultos não têm. Achámos que só os adultos é que tinham poderes mas, afinal, nós também tínhamos, só que eram diferentes. Estes são alguns poderes que tive em criança e que ainda gostava de ter.


1. Não ter que andar com soutien: Por muito que tenha mamas pequenas e tenha mais liberdade de usar ou não soutien do que outras raparigas, fico sempre muito melhor quando uso. Contudo, quando estou em casa, não uso, e gostava de andar sempre assim, como quando era criança.

2. Adormecer no sofá ( ou fingir): E ter alguém a levar-me ao colo para a cama. Agora, se me acontecesse de adormecer no sofá ( o que raramente acontece, só durmo no meu quarto e se estiver escuro), acordaria no mesmo lugar, com umas valentes dores nas costas.

3. Dizer sempre a verdade: E ninguém me levar a mal, porque era uma criança.

4. Ganhar uma doce recompensa de cada vez que me saía bem em algo: Agora dizem que que não faço mais do que aquilo que é minha obrigação ( o que é verdade, mas não posso ter um pouco de reconhecimento?).

5. Acreditar que as amizades durariam para sempre: Mas, infelizmente, em adultos, temos que nos confrontar com a dura realidade de que nem todas as amizades duram, e nem sempre há algo que possamos fazer.

6. Comer porcarias sem me sentir culpada: Sem saber as calorias que estava a consumir e, sobretudo, sem engordar.

7. Pedir ajuda e recebê-la sempre: E agora, no mundo dos adultos, muitas vezes dizem " desenrasca-te".


E vocês? Que poderes tinham em crianças e ainda gostavam de ter?

1.6.17

5 medos estúpidos que tinha em criança


Como hoje é dia da criança e depois de escrever sobre coisas que parece que toda a gente sabe fazer menos eu, decidi perder o resto da minha dignidade, e escrever sobre os medos estúpidos que fizeram parte da minha infância.

Para além dos medos normais da infância, como medo do escuro e medo de me perder no supermercado, eu tinha mais alguns medos que eram, no mínimo, estranhos, e um bocado estúpidos. Depois de lerem este post, vão chegar à conclusão que eu era uma croma, o que eu não nego, mas ao menos ganhei com estes medos histórias engraçadas para partilhar.


1. Do Ronald do McDonald`s: Quando era criança, de cada vez que ia comer ao McDonald´s, os meus pais tinham que me levar para a entrada oposta à do boneco Ronald, caso contrário eu recusava-me a entrar lá! Eu gritava de cada vez que via uma estátua do Ronald! Por incrível que pareça, eu não tinha medo de palhaços, só tinha medo do Ronald, porque não o achava simpático como as outras crianças achavam, achava que ele tinha uma cara assustadora.

2. Da areia: Não estou a gozar, é mesmo verdade! E vocês agora perguntam " se tinhas medo da areia, logo nunca brincaste nela nem fizeste castelos, e perdeste a tua infância...". Não, não se preocupem, este medo só durou até aos meus 4 anos, depois ainda usufruí muito das brincadeiras na areia. Mas até essa idade, eu odiava pôr os pés na areia, achava-a nojenta! Os meus pais tinham que me levar ao colo para a praia e pôr-me sentada numa toalha enorme o tempo todo ahahahah!

3. Das algas do mar: Eu ficava aterrorizada quando as algas colavam-se às minhas pernas no mar. Gritava que nem uma louca, tanto que, uma vez, um nadador salvador achava que me estava a afogar ( ahahahah, não me orgulho, mas é mesmo verdade). Confesso que agora, apesar de já não ter medo, evito ao máximo ir para uma zona do mar com muitas algas, porque acho nojento.

4. Medo do Mário do " Super Mario 64": Já estou a imaginar leitores meus a rirem-se agora com a minha tamanha tolice em criança. Eu se não nascesse tinha que ser inventada! Eu não tinha medo do Mário dos jogos das consolas como Gameboy, eu tinha medo do Mário em 3D do jogo " Super Mario 64", da Nintendo 64, que era uma consola que os meus primos tinham na altura. Por incrível que pareça, eu também jogava o jogo. "Mas como?", perguntam vocês. Eu só tinha medo do Mário de frente, se visse a cara dele. Se só visse as costas dele, era tranquilo. Como devem imaginar, os meus primos aproveitavam-se da situação para virar o Mário de frente sempre que podiam, para me assustar, e chantageavam-me a fazer tudo o que eles queriam, caso contrário metiam o Mário de frente. Os meus primos eram terríveis...

5. De fazer o pino: Penso que este seja o medo mais comum nas crianças desta lista, but still, é um pouco estúpido. Eu odiava fazer o pino. Achava que se me virasse de pernas para o ar, o sangue ia todo para a cabeça, e esta iria explodir. Mais uma vez, como os meus primos são terríveis ahahahah, aproveitavam-se e ameaçavam-me sempre virarem-me de cabeça para baixo se não lhes obedecesse. Um dos meus primos não só ameaçava, como estava sempre a fazê-lo. Fez isso tantas vezes que, eventualmente, eu acabei por perder o medo, e virar-me ao contrário passou a ser forma de me cumprimentar. Hoje em dia, às vezes ainda me vira ao contrário por brincadeira.


Agora que já me humilhei, é a vossa vez ( ou pensavam que era só eu a humilhar-me? Iam ter uma sorte...) Quais eram os medos estúpidos que tinham em crianças?

18.5.17

10 coisas que tomamos por garantido quando somos crianças


Por muito que aproveitemos a nossa infância, ninguém a valoriza mesmo até crescer. Só aí é que temos a verdadeira noção do quanto esta foi boa.

A maior parte das crianças toma muitas coisas por garantido, que acham que vão ter toda a vida. Eu não fui exceção. Estava sempre morta por ser adulta mas agora, sejamos sinceros, a vida adulta não é assim tão espetacular, por vezes, é uma merda. Não é que não goste de ser adulta, já realizei tantos sonhos e já vivi tantos momentos bons. Porém, às vezes sinto saudades da minha infância, e das coisas que tomei por garantido e que agora não tenho.


1. Levantares-te de manhã e não te sentires cansado/a: Quando somos crianças, parece que a nossa energia nunca se esgota! Quando era criança, levantava-me às 6 h, cheia de energia, pronta para ver desenhos animados. Agora acordo às 7 h e, apesar de dormir as horas necessárias, sinto-me cansada a maior parte das vezes.

2. Poder comer aquilo que quisesses: Ainda me lembro do tempo em que tinha um metabolismo fantástico, que me permitia comer todas as porcarias que queria sem engordar. Agora, apesar de não engordar assim tão facilmente comparativamente com outras pessoas, tenho que ter mais cuidado com as calorias que ingiro, o que, por vezes, é uma seca!

3. Não ter responsabilidades: Sejamos sinceros, as responsabilidades que tínhamos em crianças eram muito pequenas comparadas com as que temos agora. Ir para a cama cedo, obedecer aos nossos pais,... Agora cada vez temos mais responsabilidades e, às vezes, torna-se um pouco overwhelming.

4. Visitas de estudo: Que saudades das visitas de estudo! Quando recebia na escola um papel para os meus pais assinarem, eu ficava logo entusiasmada, porque 90 % das vezes isso significava uma visita de estudo. Conheci tantos sítios graças a viagens organizadas pela escola.

5. O quão fácil era fazer amigos: É muito mais fácil fazer amigos quando somos pequenos. O meu processo de fazer amizades na primária era, literalmente, brincar com uma criança 1 minuto e depois perguntar " queres ser minha amiga?", e estava feito. Agora, era muito estranho se eu me virasse para algum estranho na rua e fizesse isso ahahahah. Falando a sério, é mais difícil fazer amigos em adultos, porque parece que há muito mais distanciamento, e cada vez mais as pessoas são " cada um por si". Ainda assim, não é impossível, eu fiz imensas amizades incríveis depois da minha infância.

6. Ler apenas por prazer: Não me interpretem mal, eu sou uma viciada em livros. Mas gosto de ler por prazer, e não porque é um livro de leitura obrigatória para um exame. Tenho saudades dos tempos em que lia apenas por prazer, e não tinha montes de powerpoints para ler para uma frequência.

7. Não te teres que te preocupar em fazer planos ou em saídas às sextas à noite: Quando és criança, tudo é decidido por ti, incluindo saídas e planos. Por um lado, era mau, porque não podias escolher para onde querias ir, por outro era bom, porque não tinhas que ser tu a fazer planos de forma a que agradasse a toda a gente, não tinha que organizar festas nem gerir o dinheiro gasto nestas... A tua única função era divertires-te.

8. O teu coração ainda não tinha sido partido: O amor tem o seu lado bonito, obviamente, mas também tem o seu lado duro, que é quando ficas de coração partido. Em criança, ainda não tinhas o coração partido, o mais perto que tiveste de um desgosto amoroso foi um rapaz/rapariga  ter posto uma cruzinha no "não", no bilhete que dizia " Queres namorar comigo?".

9. As pessoas não tinham grandes expectativas em ti: As únicas coisas que tinhas que fazer era seres bem comportado/a e bem sucecido/a na escola, e as pessoas já ficavam satisfeitas. Agora, esperam demasiado de ti em todos os contextos, no trabalho, no contexto económico, amoroso, familiar...

10. Estares seguro/a e ter fé em tudo: Quando és criança, tens fé em tudo, na tua família, amigos, casa e futuro. Sentes-te seguro/a na tua casa e protegido/a pelos pais. Quando cresces, parece que a maior parte dessa segurança se desvanece. Começas a perceber que o mundo é um lugar confuso e perigoso, que nem tudo é tão certo como tu pensavas e, sobretudo, que os teus pais nem sempre te poderão proteger e/ou consolar, haverá coisas que terás que ultrapassar sozinho/a.


E vocês? O que é que tomaram por garantido quando eram crianças?

3.1.17

5 tradições da minha infância das quais eu tenho saudades


Tenho orgulho de dizer que tive uma infância muito feliz, recheada de bons momentos e boas pessoas. São tantas as memórias que tenho, que eram preciso mais de 10 posts para eu vos contar tudo. No entanto, hoje fico-me apenas por este.

Todos nós temos tradições que mantemos até aos dias de hoje. Outras tradições acabam por perder-se no tempo. Estas foram as tradições que eu tive durante a minha infância, e das quais tenho saudades. Podem parecer coisas simples e banais, mas tiveram muito significado para mim.


1. Comer jesuítas depois da missa de Domingo: Quando era mais nova, ia todos os domingos de manhã à missa com o meu pai ( fizemos isto, muito provavelmente, até aos meus 11/12 anos). No fim da missa, o meu pai leva-me sempre a uma pastelaria para me comprar um jesuíta ( eu escolhia sempre um jesuíta, apesar da pastelaria ter mil e um bolos diferentes. Acho que já aí tinha a necessidade de manter certos hábitos...), e passeávamos um pouco pelo centro da cidade antes de voltar para casa. Embora não tenha particularmente saudades das missas em si (eram uma seca, sinceramente. Não sou uma católica praticante, do tipo ir todos os domingos à missa, sou da opinião que o que importa é a nossa fé e o tentarmos ser melhores a cada dia que passa), contudo, tenho saudades destes momentos partilhados com o meu pai.

2. Tardes de cinema na primária: Na primária, as aula de quinta feira, ao final do dia, era reservada para ver um filme, sem ser alusivo à matéria, totalmente à nossa escolha. Todos nós levávamos as nossas cassetes de casa ( e, mais tarde, DVDs), cada um mostrava à turma o que trouxe, e depois todos votávamos no filme que queríamos ver. O filme mais votado era o que era visto pela turma. Depois de escolhido o mesmo, íamos todos para a sala de vídeo da nossa escola, sentávamo-nos de forma descontraída nas cadeiras, e relaxávamos um pouco. Acho que este momento lúdico, em que não se está a ser avaliado, faz falta às crianças da primária atualmente que são, desde cedo, sujeitas a métodos de ensino e de avaliação rígidos.

3. Um mês de férias em Esposende: Na minha infância, todos os verões, no mês de Julho, a minha família alugava um apartamento/casa em Esposende, e íamos para lá todos, passar um mês de férias lá. De manhã, íamos para a piscina comum dos apartamentos onde estávamos ou, quando alugávamos uma casa, passeávamos por Esposende. De tarde, íamos sempre para a praia, e ficávamos lá até ao pôr do sol, com exceção da minha mãe e de uma tia minha, que saíam mais cedo para fazer o jantar. Foi uma tradição familiar que se foi perdendo, com o passar dos anos, à medida que os meus primos foram crescendo, e ocupando-se com a sua vida académica e, mais tarde, profissional, e os restantes elementos da família foram ficando mais ocupados com os meus avós, que ficaram doentes. Nos anos seguintes, íamos sempre eu, a minha prima e a minha tia, de vez em quando, de carro para lá, e voltávamos no mesmo dia.

4. Festa popular no final do verão: Aqui na terra da minha avó, todos os anos, no início de setembro, realiza-se uma festa popular, com tudo aquilo a que estas festas têm direito, farturas, carróseis, feiras, música popular e muita boa disposição. Estão a ver as festas que fazem para assinalar o final do verão, nas discotecas e nas praias? Este era a minha festa de final de verão, na minha infância. Para mim, era aquilo que marcava o fim das minhas " férias grandes". Ia às noites todas, com a minha mãe, os meus primos, e os meus avós. Andava nos carrósseis, comia uma fartura, comprava brinquedos nas barraquinhas, via o rancho e os concertos de música popular. Foi assim todos os anos até muito recentemente, quando o meu avô teve o segundo AVC. A partir daí, nunca mais ninguém quis ir, porque era uma festa onde o meu avó adorava ir, e sentimos que perdeu o seu significado, por ele já não poder ir connosco ( uma vez que está debilitado fisicamente para tal).

5. Tardes de sábado com pizza e filmes: Quando eu e os meus primos eramos mais novos, livres de responsabilidades e preocupações académicas e/ou profissionais, os nossos sábados não eram passados com a cabeça nos livros. Eram passados na casa da minha tia, em modo sessão de cinema, num tempo em que a SIC e a TVI passavam muitos filmes. A meio da tarde, aquecíamos uma pizza comprada no supermercado e que bem que sabia! Com o passar do tempo, foi um hábito que se foi perdendo, porque entretanto os meus primos entraram para a universidade e tinham muito que estudar, eu entrei para o secundário e agora para a faculdade, e agora eles trabalham. Portanto, já não nos podemos juntar assim tantas vezes como dantes mas, ainda assim, no verão, aproveitámos para fazer uma ou outra  tarde assim.


E vocês? Quais são as tradições da vossa infância das quais têm saudades?

15.11.16

5 videojogos que marcaram a minha infância


Ultimamente, tenho andado muito nostálgica, tenho andado com a sensação de que já nada era como antes, que antigamente era tudo muito melhor... Sim, eu sei, já pareço uma velha a falar, e acreditam que quando eu passo por jovens de 12 anos na rua, já penso " miúdos, que chatos..." ? É verdade! Estou mesmo a ficar velha e a pensar como uma!

Anyway, uma das coisas que sinto saudades na minha infância são os videojogos dos anos 90 e de 2000 a 2004 ( porque sim, as raparigas também gostam de videojogos). Hoje em dia, os jogos já não são o que eram, gira tudo à volta de aplicações de jogos nos telemóveis, cujos gráficos não são nada de espetacular ( porque dá muito trabalho meter jogos 3D em telemóveis e tablets) e cujo os níveis não oferecem grande dificuldade. Existem, aplicações de jogos muito divertidas e algumas até incríveis, mas não é o mesmo do que aqueles que eu vou referir a seguir. Provavelmente, isto deve ser o meu lado nostálgico a falar, mas é esta a minha opinião.

Adiante, hoje vou falar-vos de 5 videojogos que marcaram a minha infância.


1. Super Mario 64: Não, não estou a falar da versão da nintendo DS. Eu e os meus primos chegámos a jogar mesmo a primeira versão do Super Mario 64, na Nintendo 64, uma das primeiras consolas de jogos da Nintendo. Ainda hoje a temos, aquilo é uma raridade! Um dos primeiros jogos que eu joguei na minha infância foi o clássico Super Mario, e o primeiro contacto que tive com este foi nesta consola. Posteriormente, é que comecei a jogar Super Mario Bros na minha Gameboy. Na minha opinião, este foi um dos melhores jogos criados até hoje.




2. Mario Kart: Este foi, provavelmente, dos poucos jogos de corridas que eu joguei em criança. A única razão pela qual eu jogava este era porque dava para atirar bananas, bombas ou sabe-se lá mais o quê aos adversários ( cá entre nós, se eu não atirasse coisas aos outros, perdia sempre ahahahah). Era estúpido e maluco, e era exatamente isso o que o tornava divertido.



3. Banjo Kazooie: Tenho a impressão que este jogo não é tão conhecido como o "Super Mario 64", mas é do mesmo género. Em vez de colecionar estrelas para abrir-se portas, colecionam-se peças de puzzle para abrir novos mundos. É mesmo muito parecido com o Super Mario em termos de jogabilidade, também tem que se passar vários desafios, matar coisas pelo caminho, matar um grande "monstro no final" ( neste caso, era uma bruxa). Gostei particularmente deste jogo da minha infância, porque tinha mundos mais encantados, músicas espetaculares, uma história e personagens engraçadas e, como devem calcular, isso atrai mais uma menina do que o jogo do Super Mario, que é assim uma personagem mais para o "macho", cujo jogo tinha uma história menos clara e centrava-se mais na ação. Não estou aqui a insultar o grande clássico que o jogo foi, porque eu própria joguei e adorei, só estou a dizer que o "Banjo Kazooie" era um jogo com o qual as raparigas se identificavam mais.




4. Snake: Ok, eu sei que isto não é um videojogo, é mais um jogo que existia em todos os telemóveis, mas não pude deixar de o referir, porque esteve muito presente na minha infância. Eu nunca tive o famoso Nokia 3310, mas a minha mãe teve-o, por isso eu passava-a a vida a pedir-lho emprestado para poder jogar "Snake" e a minha cobrinha ter a maior cauda possível.





5. The Sims 2: Como já devem ter percebido, sou tão viciada no jogo " The Sims", que até já fiz um post sobre este. A primeira vez que joguei este jogo foi com o "The Sims 2", na verdade nunca joguei o primeiro de todos. Acho o jogo " The Sims" um dos melhores jogos de simulação de sempre, e o 2 é a melhor versão do jogo, dentro das que já existem, talvez por ter sido o primeiro que joguei, me dar muita nostalgia e me despertar muitas memórias da minha infância com os meus primos ( por exemplo, eu e a minha prima tínhamos uma horário em que dizia em que horas é que cada uma jogava, só para verem o grau do nosso vício ahahahah). Tenho tantas saudades deste jogo que estou a pensar comprar " The Sims 2: The Ultimate Collection", que existe na AppStore do Macbook Air, com o jogo base e todas as expansões, por apenas 30 euros ( quando era criança, só o jogo base custava 60 euros, fora as expansões, que custavam 30 euros cada).



E vocês? Jogaram alguns deste jogos na vossa infância?

23.10.16

Lições da nossa infância para lidar com o stress e o trabalho ( e que nos esquecemos)


Não sei se já referi aqui no blog ou não, mas eu sou uma pessoa muito stressada. Na verdade, não é algo que seja do presente, sempre fui assim. Sempre tive bastante ansiedade quando enfrentava mudanças, quando tinha testes, quando ia para um sítio onde não conhecia ninguém,... Em criança, já conhecia muito bem o que era ter stress e o que era a ansiedade, sempre foi algo que teve presente no meu dia a dia, e sempre sofri muito com isso.

Sou muito stressada desde criança, mas também desde cedo soube criar mecanimos para combater o stress e a ansiedade em relação ao meu trabalho ( a escola) e os meus deveres em geral. Os meus pais ensinaram-me coisas maravilhosas e criaram métodos para eu ser mais organizada e menos ansiosa, e hoje só lhes posso agradecer por isso.

Já se sentiram de tal maneira stressados que desejaram que as coisas pudessem voltar a ser simples como em crianças? Felizmente, isso é possível. Sim, leram bem, é mesmo possível, mas para isso têm que se lembrar das coisas que faziam em crianças e adaptar isso no vosso quotidiano. Como o fazer? É o que vamos ver hoje.


1. Faz os teus trabalhos de casa e só depois é que vais brincar: Quando éramos crianças, os nossos pais forçavam-nos a trabalhar, a fazer todos os trabalhos de casa, e só depois é que nos deixavam brincar. Às vezes, fazíamos birrinhas para ir brincar primeiro, e o resultado é que a nossa hora de descanso era adiada. O que é certo é que este método de educação realmente funcionava, os trabalhos ficavam sempre feitos a horas, e tínhamos muito mais tempo livre. Porque é que perdemos este hábito em adultos? Não vamos mentir, muitos de nós já chegaram a casa do trabalho/faculdade e foram lanchar primeiro, ver televisão, fazer outras mil e uma coisas, até finalmente pegar no trabalho que tinha de ser feito. Devíamos lembrar-nos da nossa infância, e despachar o trabalho primeiro, para ficar com mais tempo livre. Mesmo fazendo todos os trabalhos primeiro, nunca ficaremos com tanto tempo livre como quando erámos mais novos, obviamente, mas ao menos temos mais um bocadinho de tempo para descansar.

2. Limita o teu tempo nos ecrãs: Quando éramos mais novos, muitos de nós tínhamos tempo contado para estar no computador ou televisão antes de os nossos pais nos obrigarem a largar estes ecrãs. No meu caso, eu só podia estar uma hora a ver televisão ou no computador, depois tinha que fazer um intervalo, no mínimo, de 15 minutos, mas normalmente era obrigada a estar mais tempo longe dos ecrãs, entretida com outra coisa qualquer que não com tecnologias. Ainda hoje é algo que continuo a fazer, não só por força do hábito, mas também para prevenir as minhas enxaquecas que também são causadas por tempo excessivo a olhar para ecrãs. No entanto, sei que muita gente largou este hábito assim que entrou na vida adulta, principalmente agora que temos as redes sociais, e em que estamos cada vez mais dependentes do telemóvel. Compreendo que muitas pessoas têm empregos que implicam passar horas e horas em frente ao computador, mas se puderem fazer uma pausa de 10 min do computador por cada hora, já seria muito bom.

3. Aprender é divertido: Quando somos pequenos, todos nós adoramos ir para a escola aprender coisas novas. Infelizmente, é algo que se perde à medida que vamos crescendo, também porque a pressão, a exigência e a quantidade de coisas que temos para estudar vai aumentando. No entanto, devemos tentar pôr essa pressão de lado e apreciar mais aquilo que estamos a estudar, porque aprender é das melhores coisas que podemos fazer por nós, para evoluirmos, sermos melhores ou simplesmente ter mais cultura.

4. Brincar fora é bom para ti: Em crianças, muitas vezes éramos obrigados a largar as tecnologias e os brinquedos, para ir brincar lá para fora e socializar com crianças. Quando somos adultos, parece que é algo que se perde, estamos mais fechados em casa, e muitas vezes só saímos para ir trabalhar. Já pensaste na última vez que praticaste algum desporto, saíste com os amigos, ou simplesmente deste um passeio pelo quarteirão? Se respondeste "não"a todas estas perguntas , começa a fazer algumas destas coisas, lembra-te dos conselhos da tua mãe quando eras mais novo/a.

5. Tudo vai ficar bem: Era muito mais fácil pensar assim na nossa infância, quando não tínhamos tantos problemas, mas ainda se aplica. Temos que ter fé em que tudo vai acabar por se resolver que, por vezes, é preciso percorrer caminhos mais longos para chegar onde queremos chegar mas, no final, tudo vai valer a pena.


Quais são as lições de infância que vocês ainda hoje aplicam no vosso dia a dia?