"". Life of Cherry: medos !-- Javascript Resumo Automático de Postagens-->
Mostrar mensagens com a etiqueta medos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta medos. Mostrar todas as mensagens

1.6.17

5 medos estúpidos que tinha em criança


Como hoje é dia da criança e depois de escrever sobre coisas que parece que toda a gente sabe fazer menos eu, decidi perder o resto da minha dignidade, e escrever sobre os medos estúpidos que fizeram parte da minha infância.

Para além dos medos normais da infância, como medo do escuro e medo de me perder no supermercado, eu tinha mais alguns medos que eram, no mínimo, estranhos, e um bocado estúpidos. Depois de lerem este post, vão chegar à conclusão que eu era uma croma, o que eu não nego, mas ao menos ganhei com estes medos histórias engraçadas para partilhar.


1. Do Ronald do McDonald`s: Quando era criança, de cada vez que ia comer ao McDonald´s, os meus pais tinham que me levar para a entrada oposta à do boneco Ronald, caso contrário eu recusava-me a entrar lá! Eu gritava de cada vez que via uma estátua do Ronald! Por incrível que pareça, eu não tinha medo de palhaços, só tinha medo do Ronald, porque não o achava simpático como as outras crianças achavam, achava que ele tinha uma cara assustadora.

2. Da areia: Não estou a gozar, é mesmo verdade! E vocês agora perguntam " se tinhas medo da areia, logo nunca brincaste nela nem fizeste castelos, e perdeste a tua infância...". Não, não se preocupem, este medo só durou até aos meus 4 anos, depois ainda usufruí muito das brincadeiras na areia. Mas até essa idade, eu odiava pôr os pés na areia, achava-a nojenta! Os meus pais tinham que me levar ao colo para a praia e pôr-me sentada numa toalha enorme o tempo todo ahahahah!

3. Das algas do mar: Eu ficava aterrorizada quando as algas colavam-se às minhas pernas no mar. Gritava que nem uma louca, tanto que, uma vez, um nadador salvador achava que me estava a afogar ( ahahahah, não me orgulho, mas é mesmo verdade). Confesso que agora, apesar de já não ter medo, evito ao máximo ir para uma zona do mar com muitas algas, porque acho nojento.

4. Medo do Mário do " Super Mario 64": Já estou a imaginar leitores meus a rirem-se agora com a minha tamanha tolice em criança. Eu se não nascesse tinha que ser inventada! Eu não tinha medo do Mário dos jogos das consolas como Gameboy, eu tinha medo do Mário em 3D do jogo " Super Mario 64", da Nintendo 64, que era uma consola que os meus primos tinham na altura. Por incrível que pareça, eu também jogava o jogo. "Mas como?", perguntam vocês. Eu só tinha medo do Mário de frente, se visse a cara dele. Se só visse as costas dele, era tranquilo. Como devem imaginar, os meus primos aproveitavam-se da situação para virar o Mário de frente sempre que podiam, para me assustar, e chantageavam-me a fazer tudo o que eles queriam, caso contrário metiam o Mário de frente. Os meus primos eram terríveis...

5. De fazer o pino: Penso que este seja o medo mais comum nas crianças desta lista, but still, é um pouco estúpido. Eu odiava fazer o pino. Achava que se me virasse de pernas para o ar, o sangue ia todo para a cabeça, e esta iria explodir. Mais uma vez, como os meus primos são terríveis ahahahah, aproveitavam-se e ameaçavam-me sempre virarem-me de cabeça para baixo se não lhes obedecesse. Um dos meus primos não só ameaçava, como estava sempre a fazê-lo. Fez isso tantas vezes que, eventualmente, eu acabei por perder o medo, e virar-me ao contrário passou a ser forma de me cumprimentar. Hoje em dia, às vezes ainda me vira ao contrário por brincadeira.


Agora que já me humilhei, é a vossa vez ( ou pensavam que era só eu a humilhar-me? Iam ter uma sorte...) Quais eram os medos estúpidos que tinham em crianças?

1.8.16

Medos que eu tinha antes de começar um blog ( e como os ultrapassei)


Quase todos os leitores de blogs já desejaram em algum momento criar um. Mas depois, uma série de medos assombra-lhes a mente, e essa ideia cai rapidamente por terra, caindo no esquecimento.

Alguns seguidores seguem bloggers com o mesmo nível de fascínio com que seguem uma grande celebridade, como a Kendall Jenner. Mas, na verdade, os bloggers são pessoas completamente normais, estranhas, com manias esquisitas, ora engraçados ora rabugentos, tal como todos nós. É muito fácil lermos um blog e iludirmo-nos com a ideia que a vida dessa pessoa é perfeita, quando esta pode estar a passar pelos mesmos problemas que nós.

Eu também já tive todos esses pensamentos e receios. Há quase dois anos atrás, eu tive que me confrontar com uma série de medos antes de criar o meu blog, e hoje conto-vos quais eram esses medos e como os ultrapassei, na esperança de poder ajudar uma pessoa que ambiciona ser blogger, mas que está com medo.


1. Eu não sei começar um blog: Antes de sequer ter pensado na ideia de ter o meu próprio blog, eu já tinha lido mil e um posts em não sei quantos blogs diferentes sobre " Como começar um blog" mas, ainda assim, a dúvida persistia. Há tantas coisas que temos que ter em consideração quando começamos um blog, o nome, o design, a plataforma que queremos, o tipo de letra... Pode chegar a ser uma verdadeira dor de cabeça ter de tomar todas estas decisões! Como é que ultrapassei isto? Parei de pensar demasiado e pus mãos à obra! Simples. Fui me concentrando nos problemas à medida que eles foram aparecendo, e assim o blog se foi formando. Querem saber uma coisa que vos pode servir de consolo? Quase ninguém vai ler o vosso blog durante os primeiros meses da sua existência, o que não é mau de todo, porque assim podem fazer as mudanças  no vosso blog que forem precisas , sem ninguém notar. O meu conselho, é que simplesmente comecem o blog, sem pensar muito, foquem-se nos problemas à medida que vão aparecendo, não sofram por antecedência.

2. Eu não tenho nada interessante para dizer: Esta é a desculpa que a maior parte das pessoas dão quando alguém lhes pergunta " Porque não começas um blog?". Não tenho nada de interessante para dizer", " A minha vida é demasiado aborrecida!" , " Não escrevo bem o suficiente", e poderia continuar com a lista, mas não continuo, porque esta seria enorme. Eu também tinha estes medos. Sempre escrevi muito desde os seis anos, em diários, cadernos, e até cheguei a escrever pequenos contos. Mas ninguém lia o que eu escrevia, a não ser os meus familiares, muito ocasionalmente. Por isso, quando me surgiu a ideia de criar um blog, fiquei receosa. Comecei o meu blog, apesar de tudo, mas não me arriscava muito, escrevia uma ou duas frases sobre o meu dia, random things, ou partilhava um vídeo, e ficava-me por aí. Com o passar do tempo, fui arriscando mais, afinal porque não? Quase ninguém me lia, era anónima, e o blog era meu, o que tinha a perder afinal? A partir do momento em que parei de pensar e deixei que os meus dedos corressem livremente pelo teclado do meu computador, a partir do momento em que depositei todo o meu coração nos meus posts, sem receios, comecei a ter mais e mais leitores. Por isso, parem de pensar e escrevam com todo o coração. Podem não ser bons a escrever no início, mas com a prática vão ficando cada vez melhores.

3. Não tenho tempo para escrever num blog: Durante muito tempo esta questão reinou na minha cabeça. " Terei tempo para escrever no blog quando as aulas começarem?". Era fim de agosto, e não me restava muito tempo antes do ano letivo recomeçar. Eventualmente, decidi que iria encontrar uma maneira de conciliar as duas coisas. Afinal, existem pessoas que andam na natação, no ballet ou no basquetebol em pleno tempo de aulas, porque não haveria de conseguir eu também conciliar o blog? Escrever no blog seria a minha atividade extracurricular. Muita gente usa esta desculpa para não criar um blog, mas a verdade é que, se gostam mesmo de uma coisa, arranjarão tempo no vosso horário já sobrecarregado para ela, nem que para isso reservem apenas algumas horas por semana. Graças à paixão que tenho pelo meu blog e ao meu esforço de organização, não só consigo atualizar o meu blog em tempo de aulas, como consigo publicar posts todos os dias ( ou quase, há um dia ou outro que falho).

4. Já há muitos blogs ( e o meu blog vai ser ofuscado pelos outros): Este também era um medo meu. Criei o meu blog numa altura em que a blogosfera já estava cheia de blogs, e novos blogs estavam a aparecer a cada dia que passava ( que saudades desses tempos, a blogosfera agora está muito parada...). Fiz estas perguntas a mim mesma várias vezes " Terei lugar numa blogosfera já cheia de gente? Será que conseguirei competir com os grandes blogs?" Em primeiro lugar, deixem-me dizer-vos uma coisa. A blogosfera não é uma competição. Eu achava que sim antes de entrar, mas agora sei que não. Há lugar na blogosfera para todos, é preciso é haver persistência, paixão pela escrita e uma forte capacidade de adaptação a mudanças ( a blogosfera está continuamente a sofrer ondas de mudança, apesar de isso só ser visível a longo prazo, quando comparamos a blogosfera de 2008 com a de 2016, por exemplo). E quanto a " tentar apanhar" os grandes blogs, não precisam disso, é o mais importante terem um grupo pequeno de seguidores fiéis, que adoram genuinamente tudo o que vocês escrevem, do que um grupo grande de seguidores,  que só o são porque participaram em passatempos e giveaways do vosso blog , e não têm o mínimo interesse naquilo que escrevem.

5. Eu comecei um blog e ninguém o lê: Quando comecei o blog, este era o meu grande medo, que ninguém me lesse e eu estivesse a fazer figura de pateta. O que eu não sabia ( e como já disse no ponto 1) é que ninguém lê o nosso blog nos primeiros meses de existência deste, é algo que é perfeitamente normal. A não ser que sejamos celebridades a nível nacional ou internacional, ou façamos posts para lá de geniais, ninguém nos vai ler durante meses. Quando me apercebi disso, sosseguei um bocado e, quase dois anos depois, tenho um número considerável de leitores e visitas ( há quem ache pouco, mas para mim 170 seguidores e 200 visitas diárias é muito).


Bloggers por aí? Quais são os receios que tiveram antes de começar um blog?