(Atenção: Esta publicação contém spoilers. Se não viram ou leram " To All The Boys I Loved Before", não leiam esta publicação.)
"To All The Boys I Loved Before" é a melhor comédia romântica adolescente que eu já vi nos últimos tempos. Eu não consigo parar de ver o filme, estou obcecada! Está a gerar uma hype enorme, e obviamente que eu não ia ficar calada, também quero dar a minha opinião.
Tenho uma unpopular opinion para dar nesta publicação: eu gostei mais da versão cinematográfica de "To All The Boys I Loved Before". Eu sei, é chocante, sobretudo tendo em conta que eu sou uma devoradora de livros, e passo a vida a reclamar com as adaptações cinematográficas! Eu sei que muitos de vocês não irão concordar comigo mas, para mim, este superou o livro, por diversas razões. A Margot é bem menos irritante, a Kitty é um pouco mais velha (o que faz com que ela seja ainda mais engraçada e não seja tão infantil), a dinâmica familiar é melhor (por exemplo, a Kitty revela as cartas por simpatia em vez de ser por vingança)... Houve coisas que me agradaram menos, como o facto de terem mudado algumas partes da história que ficaram um pouco confusas, e o facto de o Josh ter sido praticamente ignorado (não lhe deram mesmo atenção nenhuma, coitado do moço). No entanto, no geral, o filme ganha para mim.
A alteração que eu gostei mais foi, sem dúvida, o Peter Kavinsky do filme. Apaixonei-me completamente por ele! E vamos aqui a uma confissão que vai chocar muitos fãs da história: eu não gostei muito do Peter do livro. Eu estava a ler o livro e a pensar " é suposto eu gostar dele?". Ele não me conquistou, nadinha. Tanto que eu era #teamJosh até perceber que não era esse o rumo do enredo. Só nas últimas páginas é que eu começo a sentir algo pelo Peter. Eu li imensas reviews a dizer o quão adoraram o Peter literário, e eu simplesmente não me consigo identificar. Estas são as razões pelas quais eu gostei mais do Peter Kavinsky (dizer o nome dele é tão sexy) cinematográfico do que a sua versão literária.
(Nota: Eu meti muitas imagens nesta publicação. Isto é para verem o meu grau de obsessão com o Peter. Ai, o que eu não dava para ser a Lara Jean...)
(Nota 2: Esta publicação é baseada apenas no primeiro livro. Esqueçam o resto da triologia, que não é para aqui chamada. Ok, agora vou parar com as notas antes que as considerem irritantes)
1. Nota-se logo desde o início que ele gosta da Lara Jean: Ok, isto se calhar pode ter a haver com o facto de o livro ser narrado na perspetiva da Lara Jean e ela não se aperceber disso. Mas a sensação com que eu fiquei é que o Peter não queria saber dela para nada no início. Já no filme, nota-se que há logo ali uma atração desde o início. Logo numa das primeiras cenas, nota-se que o Peter tem imensa vontade de elogiar as botas da Lara, mas não o faz por causa da namorada. E na cena do contrato, já repararam o quanto feliz ele estava por alinhar naquilo tudo? O Peter Kavinsky do filme sabia o que estava a fazer desde o início, trust me.
2. Ele é mais fofo: Acho que vou ter malta a odiar-me depois disto (se é que não me odeiam já só pelo título deste post), mas aqui vai na mesma. Eu achei o Peter do livro um bocado idiota. Sim, os comentários sarcásticos dele eram engraçados, mas houve alturas em que ele foi tão idiota que juro que se ele fosse uma pessoa real eu batia-lhe! Às vezes, respondia torto à Lara Jean, não lhe mandava muitos mensagens nem lhe respondia às dela, chegava sempre atrasado, cancelava planos à última da hora...Tal como já disse, eu só comecei a gostar mesmo do Peter do livro nos últimos capítulos. Já com o Peter do filme, eu apaixonei-me por ele desde o início. Ele está sempre a brincar e a dizer coisas fofas. Na cena da aula de Ed. Física, ele em vez de estar preocupado consigo próprio, a esclarecer que não comia a última fatia de pizza nem tinha doenças transmissíveis, recusou educamente "Agradeço-te mas nunca acontecerá" (e, de alguma forma misteriosa, consegue dizê-lo de forma amorosa!). A sensação que me dá é que o Peter do filme aproveita todas as oportunidades para mimar a Lara Jean de alguma forma (ele nem sequer protesta por dar boleia à Kitty!) e o Peter literário só faz isso de vez em quando, quando se lembra.
3. As cartas que ele lhe escreveu eram muito mais sentimentais: Os bilhetinhos que o Peter do livro mandava eram praticamente falsos, só para enganar a Gen. O máximo de simpatia que havia eram coisas como "Bom Trabalho, Lara Jean" ou "Eu vou chegar a tempo amanhã". Já os bilhetinhos do filme eram muito mais amorosos, como " Hoje todos ficaram tão impressionados com a tua apresentação, especialmente eu. Eu adoro ter uma namorada falsa esperta", "É tão fixe como podemos falar de coisas sérias" e " Estavas tão bonita hoje". Ele não precisava de escrever estas coisas, ninguém as ia ver, porém ele escreveu na mesma. Isto sim, são mesmo cartas de amor!
4. A cena do jacuzzi é muito mais romântica: A cena do jacuzzi do filme, para mim, foi muito mais romântica. O Peter aqui mostrou-se muito mais seguro em relação aos seus sentimentos, disse mesmo "Eu queria que te sentasses ao meu lado..." em vez de dizer "É susposto sentares-te ao meu lado, o que é que as pessoas vão pensar?". Ele não disse um "Gosto de ti" direto, porém transmitiu-o de uma forma muito mais clara e convincente ao dizer "Se eu atravessei a cidade toda para arranjar aqueles iogurtes de que tanto gostas, isso significa que....". Meus amigos, ações falam mais alto que palavras (e melhor, ações sem ter medo de admiti-las depois)!
5. Ele não hesitou em defendê-la quando ela foi humilhada publicamente: Eu tenho em consideração que nesta parte da história alteraram um bocado no guião. Ainda assim, o Peter literário também podia ter defendido a Lara Jean com garra, mas não o fez. Já o Peter cinematográfico não hesitou em defendê-la e fazer ali uma cena no meio do corredor. Não foi apenas um "Ah, isso é mentira, não não fizemos sexo" pouco convicente, foi um "Toda a gente, oiçam, não têm nada a ver com isto, mas não aconteceu nada entre mim e a Lara Jean no jacuzzi. Se ouvir alguém a falar da cena do jacuzzi ou da Lara Jean, levam uma coça!" Tudo bem, ele fez-lo na mesma a mando dela, mas ao menos foi muito mais convincente.
5. O final é ainda melhor: Eu também gostei do final do livro, a Lara Jean a acabar como começar, a escrever uma carta que, desta vez, seria mesmo entregue. Mas fiquei um bocado com uma sensação de vazio e impaciente, porque só saberíamos a reação do Peter no "PS: I Still Love You", o próximo da saga. Já no filme, ainda temos oportunidade de ver isso, e adoro a comparação que a Lara Jean fez do encontro dela com o Peter com história que leu, o facto de também ter encontrado o seu amor num campo, só que este era um campo de Lacrosse.
Já viram ou leram "To All The Boys I Loved before? Preferem o Peter literário ou cinematográfico?


























