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25.3.18

Os problemas que eu tenho com casas de banho públicas

 Os problemas que eu tenho com casas de banho públicas

Eu odeio casas de banho públicas. Eu usa-as porque passo muito tempo fora de casa, tem que ser, mas eu desprezo-as mesmo. E, juntando ao facto de eu ter uma bexiga pequena, eu já conheci todo o tipo de casas de banho, desde aquelas todas XPTO dos restaurantes chiques até às mais nojentas de sítios que provavelmente não eram limpos há anos. Por isso, acho que me posso considerar uma expert em casas de banho públicas, e estes são os problemas comuns que eu enfrento em todas.


1. Não tem sítios para pousar a mala: Eu acho que em 2018 todas as casas de banho já deviam ter um compartimento próprio para nós, senhoras, pousarmos a mala. Isso devia ser um direito, não um privilégio de quem frequenta as casas de banho mais chiques. Já não me agrada a ideia de estar numa casa de banho pública, e ainda tenho que pousar a mala no chão para trazer germes de toda a gente como recordação? Porquê?

2. O som que fazes ao fazer xixi: Ok, a culpa aqui não é propriamente das casas de banho, se calhar é mais um problema meu (ou de mais pessoas, digam-me que não sou a única). Eu não suporto a ideia que saibam que estou a fazer xixi. Sabem quando a casa de banho está toda em silêncio, só está uma pessoa a ver-se ao espelho e, de repente, começam a fazer xixi e ouve-se? Que pesadelo! Eu sei que é estranho pensar nisto, porque toda a gente sabe para que é que as casas de banho são feitas, e sabe o que estamos a fazer lá dentro, mas o meu cérebro recusa-se a admitir que TODAS as pessoas sabem disso, simplesmente recusa-se a compreender esse facto.

3. Toda a gente sabe quando estás com o período: E por falar em sons, sabem aquele barulho que fazem quando tiram um penso higiénico? Deixa-me louca! Tu já te sentes uma merda e depois ainda tens que lidar com a ideia de que toda a gente na casa de banho sabe que estás com o período. Mais uma vez, toda a gente sabe que as mulheres têm menstruação, mas eu quero passar pela dor sozinha, pode ser? Para que é que inventam pensos higiénicos discretos que não se notam nas calças se depois toda a gente na casa de banho descobre que estou com o período assim que retiro o maldito penso?!

4. Parece que nunca existe papel higiénico: Na faculdade, todos os dias eu deparo-me com casas de banho sem papel higiénico. São 9 horas de uma segunda-feira e JÁ ACABOU?!  É impressionante, mal metem lá papel higiénico ele acaba mais depressa que o chocolate na minha casa. Eu já nem conto com o papel higiénico, levo logo lenços de papel.

5. São nojentas: Mesmo aquelas que são mais limpas não deixam de ser nojentas, pelo simples facto de toda a gente se sentar nas mesmas sanitas. Eu nem me sento, e depois tenho que arranjar uma posição para fazer xixi sem me sentar, e mais parece que estou no ginásio a aguentar-me numa posição difícil até que o PT mande parar.


E vocês? Quais são os problemas que têm com casas de banho públicas?

8.2.18

As grandes adversidades dos chats de grupo

 As grandes adversidades dos chats de grupo

Ah, chats de grupo.... É uma coisa que já existe na minha vida há algum tempo, mas só agora é que decidiu começar a aparecer numa quantidade assustadora. Agora, parece que a malta usa chats de grupo para tudo. Trabalho de grupo? Chat de grupo. Ida ao cinema? Chat de grupo. Alguém está a pedir aquelas fotos que tirámos numa festa? Chat de grupo. O grande problema no meio disto tudo é que depois todos esses chats de grupo acabam por continuar ativos para outras funções, com os nomes mais aleatórios conforme o humor das pessoas (às vezes, até chegam a ter nomes como " ALBERTINA MARIA, RESPONDE") e, quando dás conta, estás para aí em 20 chats ao mesmo tempo, o que não é lá muito bom para a saúde do telemóvel, porque tanta notificação acaba por bloqueá-lo.

Não me interpretem mal, eu gosto de chats de grupo. É uma forma fácil de comunicarmos com todos os nossos amigos sem termos que estar a servir de pombo-correio a dizer "Olha, a Marta pediu-me para te dizer isto..." e sem estar a falar com 3 amigos por três redes sociais diferentes ao mesmo tempo. Mas falar por chats de grupo tem muito que se lhe diga. Diria que é quase uma arte. Por vezes, é um verdadeiro desafio, e para superá-lo temos que lidar com algumas adversidades.


1. O teu chat de grupo só está a bombar quando não podes responder: Quando estás em aulas, numa reunião, num jantar ou numa festa é que toda a gente se lembra de falar, é impressionante. Mas quando podes e realmente queres falar com alguém, está tudo às moscas.

2. Quando finalmente tens tempo para ler tudo, tentar fazê-lo é cansativo: Como é que esta conversa se tornou mais longa que a Bíblia?!

3. Pedes um resumo, mas dizem-te para não seres preguiçoso/a e leres tudo: E depois és julgado(a) porque perdeste apenas UMA informação. Quê, queriam que lesse na íntegra as 250 mensagens?!

4. Se ficas offline por uma hora, quando voltas a ligar o telemóvel este não pára de apitar: 125 notificações?!

5. Teres um número ridículo de notificações no telemóvel: Mas não, não é por seres popular, é só por estares num chat de grupo, ninguém quer saber de ti na verdade.

6. Fazer planos é mais difícil do que resolver equações matemáticas: Após se terem passado 3 séculos e terem finalmente decidido aonde queriam ir, primeiro que consigam decidir uma hora é um Deus que me ajude. É preciso ali todo um cálculo mental para encontrar uma hora que dê para toda a gente.

7. Por isso, já nem te dás ao trabalho de ler logo: Os planos, provavelmente, ainda mudam.

8. As pessoas ficam mesmo ofendidas se não responderes a tudo: Estúpido do Messenger e do seu aviso de lido.

9. Mas tu também ficas ofendido se ninguém te responder: Eu falei malta, porque é que está tudo a ignorar-me?!

10. A galeria de fotos do teu telemóvel está cheia de fotos: Fotos das coisas e da vida das outras pessoas, que tu provavelmente não queres saber, vais eliminar, e agradecias que não fossem parar ao telemóvel.

11. Distraem-te das tuas tarefas: Eu devia estar a estudar, mas estão a mandar fotos de gatinhos tão fofos!

12. Quando o grupo todo está a falar sobre um assunto que tu não percebes: E tu sentes-te excluído.

13. Quando estás à espera de uma mensagem importante de alguém e vês uma notificação: Mas afinal é só a Joaquina do chat de grupo a mostrar o seu novo verniz.

14. Quando duas pessoas começam a conversar uma com a outra: Sabem que existem aqui  MAIS PESSOAS? Vão conversar para outro sítio.

15. Quando estás num chat de grupo grande e existem  2 ou 3 conversas a ocorrer ao mesmo tempo: Podem parar todos e concentrar-se?

16. Quando os teus amigos começam a fazer planos e tu estás fora da tua cidade: Divirtam-se sem mim...

17. Quando alguém te manda uma mensagem fora do grupo de chat, tu achas que vai ser algo em grande e muito secreto (por que outro motivo te mandariam mensagem privada?): Mas vais a ver e é só uma mensagem a perguntar-te qual é o trabalho de casa para a próxima aula.

18. Quando estás a tentar debater um assunto muito importante e até filosófico: Mas a malta do teu grupo só consegue brincar e não para de mandar gifs... Há temas que não dão para ser discutidos em chats de grupo.

19. Quando te adicionam a outro chat de grupo: Mais um, eu não aguento... tirem-me daqui!

20. Mas se criassem um sem te adicionarem: Criaram um grupo sem me adicionar?! Those bitches!


E vocês? Estão em chats de grupo? Quais são os problemas que enfrentam?

1.2.18

10 problemas infantis que ainda tens na vida adulta

10 problemas infantis que ainda tens na vida adulta

Quando somos crianças, o mundo é um lugar muito grande, assustador, e tudo parece demasiado difícil para nós, que somos tão frágeis. Passamos por imensos desafios, como comer um prato de vegetais quando tudo o que queríamos era brincar, fazer um grupo de amigos na escola ou termos que nos deitar cedo quando queríamos ler outra história. A infância nem sempre foi só alegria, e nós esperávamos que a vida de adulto fosse mais simples.

Porém, quando chegámos à idade adulta, vemos que nada é como esperávamos. A vida é muito mais difícil do que aquilo que pensávamos, temos muitos mais desafios e responsabilidades, contudo alguns destes desafios parecem-nos familiares. São, pois, problemas infantis que estamos a enfrentar outra vez em adultos.


1. Desejares que as pessoas gostem de ti: Quando és criança, desejas desesperadamente que toda a gente goste de ti. Fazes de tudo para agradar aos teus pais, fazes de tudo para teres amigos e até contas a quantas festas de aniversário vais ou és convidado(a) (digam-me que não era a única que fazia isto). Em adultos, ainda desejamos que as pessoas gostem de nós. Ansiamos a aceitação dos nossos amigos, professores e colegas de trabalho, mesmo que não o admitamos.

2. Desejares todos os brinquedos novos: Embora a definição de " brinquedo" tenha mudado ao longo dos anos, tu ainda queres tudo aquilo que é novo e atual.

3. Ficar a ler um livro muito depois da tua hora de dormir: Já não tens que estar com uma lanterninha a ler o livro às escondidas dos teus pais, mas o que é certo é que ainda te deitas tarde à conta da história cativante de um livro.

4. Ficar nervoso(a) para o primeiro dia de escola (ou de trabalho): Eu sinto que, por muitos primeiros dias de escola que eu tenha, ficarei sempre nervosa. Já ando no 3º ano de faculdade, e nada mudou. Acho que é normal sentirmos sempre um nervosinho miudinho no primeiro dia de qualquer coisa, que passa quando nos adaptamos.

5. Ir a algum lado sozinho(a) às vezes é um bocado solitário: Em crianças, obviamente que não gostamos de andar sozinhos, porque somos demasiado frágeis e o mundo está cheio de perigos para nós. Mas, de vez em quando, essa sensação ainda existe quando somos adultos, ainda temos sentimos que somos demasiado frágeis para explorar o mundo sozinhos.

6. Comer vegetais ainda é uma chatice, às vezes: Porque é que chocolate e batatas fritas não podem ser considerados saudáveis?

7. Comer demasiado doces: Porque uma pessoa, às vezes, tem que repor os níveis de açúcar.

8. Usar batom vermelho e borrar tudo: Todas as crianças passam pela fase de querer imitar a mãe e mexer-lhe na maquilhagem. E, digamos, que a experiência a maior parte das vezes não acaba bem. Acabam a parecer uns palhaços, com o batom borratado pela cara toda. Hoje em dia, ainda te preocupas em aplicar o batom corretamente,  este não acabar fora dos lábios ou nos dentes e, de tempos a tempos, ainda acabas a parecer um palhaço na mesma. 

9. Tu ainda queres esquecer as responsabilidades todas e ir à Disneyland: Porque a vida é demasiado dura, e todos nós merecíamos uma escapela da realidade, de vez em quando (além disso, ninguém é velho demais para ir à Disneyland!).

10. Ainda te preocupas se os teus pais estão mesmo bem: Porque, quer queiras admitir ou não, eles ainda são muito importantes para ti.


E vocês? Quais são os problemas infantis que ainda enfrentam em adultos?

1.1.18

3 alturas em que fugir dos problemas é a melhor solução

 3 alturas em que fugir dos problemas é a melhor solução

Fugir dos problemas é, geralmente, um mau conselho. Mas é precisamente esse conselho que eu vos vou dar no primeiro dia do ano e não, eu não enlouqueci.

Fugir dos problemas não é uma boa estratégia, na maior parte das vezes. A melhor estratégia é tentar pensar neles de uma forma racional e encontrar uma solução. Porém, por vezes, existem problemas que, pelos mais diversos motivos, não dão para ser resolvidos, pelo menos naquele momento, pelo que o melhor é mesmo fugir deles. Obviamente, que é preciso saber distinguir esses problemas dos outros, porque a tendência para fugir de todos é muito grande, mas existem 3 alturas em que ignorar os problemas é completamente aceitável.


1. Quando estás bloqueado(a): Se estás há horas a trabalhar na mesma coisa, mas não estás a progredir nada, o melhor que tens a fazer é parar. Provavelmente, estás cansado(a), demasiado distraído(a) ou não estás inspirado(a), por isso tentar fazer algo é chover no molhado. Vai arejar a cabeça, passear um bocadinho, ver um filme, ou dormir. Vais recuperar energia e, quando deres conta, estás pronto(a) para trabalhar outra vez e resolver o problema que te anda a atormentar no teu trabalho.

2. Quando é literalmente impossível: Às vezes, o teu problema simplesmente não pode ser resolvido. Ou porque está fora do teu controlo ou porque já é tarde demais para o resolver, ou porque precisas de esperar para o resolver. Qual quer que seja o cenário, precisas de te acalmar esquecê-lo, pelo menos de momento.

3. Quando nem sequer é um problema ainda: Eu percebo, eu também sofro muito por antecedência. Na verdade, todos nós stressamos com coisas que ainda não aconteceram em várias alturas das nossas vidas. Mas até que ponto essa preocupação com o futuro é saudável? És uma daquelas pessoas que fica a noite inteira acordada a pensar nas mil e uma maneiras como a reunião do dia a seguir pode correr mal? Preocupares-te com coisas que ainda não aconteceram e que muito menos são problemas ( pelo menos, no presente), é desnecessário e impede-te de seres feliz e produtivo(a) no presente. Nestas situações, por muito difícil que seja, tu precisas de esquecer essas preocupações.


E vocês? Quais são as situações em que acham que é aceitável fugir aos problemas?

2.11.17

10 problemas que só quem é Hufflepuff percebe

 10 problemas que só quem é Hufflepuff percebe

Num mundo em que toda a gente quer ser Gryffindor como o Harry Potter, Slytherin como o Draco Malfoy, ou Ravenclaw como a Luna Lovegood, ser Hufflepuff não é uma escolha popular. As pessoas, desvalorizam, frequentemente, esta casa, o que é estúpido porque, sem querer puxar a brasa para a minha sardinha, temos as melhores qualidades de todas as casas ( Ainda têm dúvidas? Leiam este post).

Por pertencermos a uma casa pouco popular, e por termos também uma personalidade característica, há certos problemas com os quais nós temos que lidar. Mas que, apesar de tudo, não nos deitam abaixos, nós continuamos positivos como sempre.


1. As pessoas pensam que a tua casa são " as sobras": As pessoas pensam que a tua casa não presta, que só vão para lá pessoas que não se encaixam em mais nenhuma. Estão a brincar comigo? Nós somos os mais amigáveis, trabalhadores e, sobretudo, o mais leais, que é o que muita gente não é hoje em dia.

2. Quando alguém te está a contar uma história aborrecida, mas és demasiado amigável para interromper: Estás a morrer de tédio, estás com pressa para ir para uma aula, mas ainda assim não tens coragem de interromper a pessoa, porque isso seria muito rude da tua parte.

3. Amarelo e preto não combina com nada: A sério, eu sinto-me uma abelha se andar por aí com amarelo e preto. Não é que eu não goste das cores da minha casa, mas a mim, com a minha pele pálida, não me fica particularmente bem.

4. Quando os teus amigos dizem " espero que um dia, se tiver filhos, eles não sejam Hufflepuffs": Mas qual é o vosso problema com a minha casa? Além disso, deixem os vossos filhos seguirem a vida que escolherem.

5. Quando dizem que a tua casa não presta, começas a enumerar os grandes Hufflepuffs: Temos a Tonks, o Cedric Greggory, Newt Scamander... Preciso de continuar?!

7. As pessoas subestimam a tua inteligência: Lá por ser muito simpática não quer dizer que eu seja burra, ok?

8. As pessoas abusam da tua generosidade e pedem-te muitos favores: Eu sou uma boa amiga e generosa, mas não abusem, não sou vossa criada!

9. As pessoas nem sempre acreditam nos teus elogios: Muitas vezes, pensam que estás a mentir só para ser simpática, porque estás sempre a dizer coisas positivas.

10. Acreditas sempre no melhor das pessoas: E esqueces-te que nem toda a gente é como tu e merece segundas oportunidades.


Hufflepuffs por aí? Quais são os problemas que costumam ter?

13.10.17

15 problemas de que só quem tem sempre que fazer xixi entende

 15 problemas de que só quem tem sempre que fazer xixi entende

Se és o tipo de pessoa que consegue aguentar uma hora sem fazer xixi, considera-te sortudo(a), porque há quem não consiga. É o meu caso.

Desde há muito tempo que eu tenho uma necessidade de fazer xixi durante o tempo todo. Eu atribuo isto ao facto de beber muita água, porque eu bebo mesmo muita ( e quando digo muita, é tanta que até os médicos me perguntam como é que eu consigo). Eu antes pensava que a minha constante necessidade de fazer xixi se devia ao facto de ter uma bexiga pequena, mas agora sei que isso é um mito ( a não ser que esta tenha sido reduzida devido a uma cirurgia ou a um cancro, ninguém tem uma bexiga pequena).

Se és do tipo de pessoas que tem necessidade de esvaziar a bexiga constantemente, então certamente sabes o quanto isto pode afetar o dia a dia e, sobretudo, deves identificar-te com, pelo menos, algumas destas coisas.


1. Em primeiro lugar, tu tens sempre que fazer xixi: Mesmo que não tenhas bebido muito, tu tens que fazer sempre xixi. Sempre, não há descanso!

2. Tu sabes que beber café, chá, refrigerantes ou cerveja piora: Mas bebes na mesma.

3. Muitas vezes, fazes xixi por prevenção: Porque tens um teste de 3 horas a seguir, uma reunião importante ou vais para um sítio sem casas de banho. Mas mesmo que não tenhas nada disto, muitas vezes fazes isto na mesma, porque " E se sou raptado(a) e o raptor não me deixa fazer xixi?".

4. Tu sabes todos os spots de fazer xixi na tua cidade: Sabes de cor todas as casas de banho da tua cidade porque já estiveste em todas umas 500 vezes, pelo menos.

5. Quando vais viajar, panicas por não saberes aonde são as casas de banho: Enquanto os outros estão a aproveitar as férias, tu estás a stressar porque não sabes aonde são as casas de banho. E começas a stressar mesmo antes de ter vontade de ir.

6. As longas filas na casa de banho são um inferno: Juro que se não fosse tão chique ia para trás de uma árvore aliviar a bexiga.

7. Os teus amigos fartam-se de gozar com isto: " A tua bexiga é mesmo pequena", " já vais outra vez à casa de banho e ainda agora foste..." e, " tens que andar com uma fralda" são algumas coisas que ouves no teu dia a dia.

8. Já te perguntaste se beber menos água ajuda: Mas não faz a mínima diferença.

9. Qualquer conversa sobre xixi dá-te vontade de ir fazer xixi: Imagina o problema que eu tenho quando falo sobre isso nas aulas que tenho em Enfermagem.

10. Se alguém vai fazer xixi, tu também vais: Solidariedade, claro, não é por causa da minha bexiga nem nada...

11. Apesar de tudo, consegues aguentar-te imenso tempo sem ir à casa de banho: Porque já tiveste que o fazer muitas vezes, é a história da tua vida.

12. Muitas das decisões da tua vida envolvem isto: " Devo fazer xixi antes ou depois da hora do almoço" ou " Logo depois de sair do trabalho ou só quando chegar a casa?".

13. Longas viagens de carro ou de autocarro dão-te ansiedade:  Dão-te tanta, mas tanta, que tu até preferias ir de avião.

14. Ficas genuinamente preocupado(a) com os teus amigos que quase nunca fazem xixi: Quando os teus amigos não vão à casa de banho há muitas horas, tu começas a ficar preocupado(a). " Será que está a ficar doente? Se calhar devia fazer uns exames médicos para ver..."

15. Tens sempre que ir à casa de banho mesmo antes de dormir: Se não o fazes, tens dificuldades em adormecer.


E vocês? Também andam sempre atrás das casas de banho?

4.10.17

10 problemas de ser uma rapariga e ter uma caligrafia feia


Eu não pretendo generalizar mas, normalmente, as raparigas têm uma letra mais bonita e perfeita do que a dos rapazes ( e digo que não quero generalizar, porque já conheci rapazes com uma caligrafia ainda mais perfeita do que a de muitas raparigas). Por isso, quando és uma rapariga e tens uma caligrafia feia, és muito julgada por isso, e passas por uma série de problemas.

Eu sempre tive uma caligrafia feia. Já tentei de tudo, escrever mais devagar, treinar em cadernos da primária, mas volto sempre à minha escrita rápida e desleixada. Se calhar não me dediquei o suficiente, pode ser que um dia me dedique realmente a melhorar a minha letra, mas por agora tenho outras prioridades e, como universitária, prefiro escrever depressa do que perfeito e devagar. Entretanto, tal como todas as raparigas que têm caligrafia feia, eu passo por alguns problemas como este.


1. Estás constantemente a ser julgada por professores: Se tu és uma rapariga e tens caligrafia feia, podes ter a certeza que irás ser muito julgada por escreveres assim. Já tive múltiplos professores a querer falar comigo para discutir o quanto estão preocupados com o meu tipo de letra, no Básico e no Secundário ouvia sempre comentários como " a caligrafia das raparigas costuma ser bonita" ou " devias melhorar a tua letra" sempre que me entregavam testes ou trabalhos. Basicamente, sofres bullying dos professores se tens letra feia.

2. Preferes entregar trabalhos escritos a computador do que escritos à mão: Porque assim não levas com os comentários acima, e não perdes pontos por causa do professor não perceber a tua letra. O bom da faculdade é que 90% dos trabalhos são para ser entregues a computador.

3. Tentas convencer as pessoas que o teu tipo de letra é único: A maior parte do tempo em que estás com pessoas que não gostam da tua letra é passado a tentares convencê-las o quão única é a tua letra, e o quão chique é a maneira como fases um S ou um R. Na maior parte das vezes, são tentativas falhadas.

4. Emprestar apontamentos aos outros é uma má experiência ( e não é por seres egoísta): Quando os outros te pedem apontamentos, tu emprestas sempre, um pouco receosa, porque já sabes que eles não perceber nadinha da tua letra. Às vezes, até já os avisas de antemão que eles poderão não ser capazes de ler nada do que está lá escrito.

5. Tu estás convencida que teres uma caligrafia feia significa que és mais inteligente: E passas a vida a ler artigos do género " As pessoas com má caligrafia são as mais inteligentes, de acordo com estudo x" para te continuares a convencer disso mesmo.  Também te convences que a tua letra é feia porque pensas muito depressa, logo escreves muito depressa e não tens tempo para mariquices com as letras.

6. Estás sempre à procura de alguém com uma letra mais feia que a tua: E teres amigos cuja caligrafia parece uma obra de arte não ajuda nada. Então, estás sempre à procura de alguém, principalmente uma rapariga, que seja pior que tu a escrever.

7. Preencher documentos oficiais é uma tortura: Como é que é suposto o meu nome todo caber num retângulo tão pequeno? Preencher documentos oficiais faz-me doer as mãos e o cérebro!

8. Tentar escrever devagar e direito para ti é extremamente difícil: Eu até conseguiria fazer uma letra bonita, mas para isso eu teria que escrever extremamente devagar, e não tenho vida para isso!

9. Se os quizzes que dizem qual é a tua personalidade baseada na tua caligrafia são verdade... : Tu estás tramada, mesmo! Isso significa que nós, raparigas com letra feia, não temos remédio, nem futuro, somos uma desgraça!

10. Graças a Deus que existe tecnologia: Ou graças a quem quer que tenha contribuído para isso. Assim, posso escrever mails, sms e posts no blog sem ninguém julgar a minha letra.


Raparigas por aí? Também têm uma caligrafia feia ou têm uma perfeita?

6.6.17

5 problemas comuns resolvidos ao possuir menos coisas


Todos nós temos problemas e preocupações na nossa vida, mas e se vos dissesse que metade desses problemas poderiam ser resolvidos se possuíssem menos coisas? É verdade!

Há uns dias atrás, dei por mim a pensar nisso. Cheguei à conclusão que a sociedade, atualmente, é mais stressada não só por causa das exigências extra que temos hoje em dia no trabalho e a nível social, mas também por causa de todas as coisas desnecessárias que possuímos. Antigamente, as pessoas eram menos stressadas porque viviam uma vida mais simples, com menos bens materiais.

Existem muitos problemas complexos que não têm solução facilmente, mas existem outros, como estes que vou referir a seguir, que seriam facilmente resolvidos se possuíssemos menos coisas.


1. " Não tenho dinheiro suficiente/ Tenho muitas dívidas." : A solução mais simples para este problema é gastar menos. Óbvio que nem sempre isso é possível, há gastos como na saúde que não dão para controlar, mas tenho a sensação que, muitas vezes, as pessoas não têm noção daquilo que é essencial e daquilo que é acessório, gastando por isso, o que não devem nem têm.

2. " O dia só tem 24 horas, não chega para tudo." :  As pessoas ficariam surpreendidas com o tempo extra que conseguiriam se se livrassem da tralha desnecessária que possuem. Se pensarmos bem, se não tivermos cuidado com as coisas, estas em vez de nos pouparem tempo passam a consumir-nos tempo. Passamos imenso tempo a cuidar daquilo que posssuímos, desde limpar, arrumar, até tratar de seguros (no caso das coisas mais caras) ... Se nos livrarmos de metade da tralha, teremos muito mais tempo para ser produtivos, para conviver com aqueles que amamos e, no geral, para apreciar a vida.

3. "Há sempre tanto que limpar/ A casa nunca mais fica limpa!": Queres uma solução para isso? Possuir menos coisas. Resulta sempre! Uma vez queixei-me à minha mãe que o meu quarto demorava anos à arrumar, e ela disse-me para meter menos "bonequinhos" na secretária e mesas de cabeceira ahahah ( eu tinha muitos objetos decorativos).

4. " Não sei o que vestir!": Nós, mulheres, temos tendência a achar que roupa nunca é demais, e que nós nunca temos o suficiente. Embora seja bom ter um roupeiro variado para fazermos vários looks, roupa a mais torna as nossas manhãs ainda mais difíceis, e acabamos por não saber o que vestir. Por isso, em vez de teres um roupeiro cheio de roupa, em que metade dela passa de moda dentro de um ano, escolhe peças que realmente gostes e que sejam o teu estilo, para não te fartares destas tão cedo.

5. " Estou muito stressado/a!": Cada objeto novo que possuímos adiciona uma preocupação extra às nossas vida. Cada objeto necessita sempre de ser limpo, arrumado e de manutenção, além de precauções para não ser roubado. Não é por acaso que as pessoas mais ricas são, frequentemente, as mais preocupadas e stressadas. Ter objetos bons facilita a nossa vida, mas é preciso ter cuidado, porque demasiados objetos podem ter o efeito contrário.


Lê também: 5 benefícios psicológicos da arrumação.

23.4.17

Como te aceitares melhor a ti próprio/a


Tal como já tinha prometido, aqui está um post que espero que ajude muita gente. Depois de refletirmos sobre o motivo pelo qual muita gente não se consegue aceitar a elas mesmas, hoje achei importante falarmos sobre as maneiras de ultrapassarmos isso.

Como já partilhei aqui no blog, durante muitos anos, a autoaceitação foi uma batalha dura que travei e que continuo a travar todos os dias, apesar de agora ser uma pessoa muito mais confiante do que antes. Por isso, compreendo perfeitamente aquilo que outras pessoas poderão estar a passar.

Compreendo perfeitamente o que é olharmo-nos ao espelho e não gostarmos daquilo que vemos. O que é sentir que só fazemos asneiras. O que é sentir que há sempre alguém melhor do que nós. Porém, isto não é a realidade, todos estes pensamentos não passam disso, de pensamentos, pensamentos autodestrutivos que resultam de uma imagem negativa que nós criámos de nós mesmos.

Aceitarmo-nos a nós mesmos é muito difícil, sobretudo quando nos agarramos a estes pensamentos negativos e a expetativas irrealistas. O caminho para a autoaceitação é um caminho sinuoso, longo e muito difícil de percorrer.

As boas notícias é que é realmente possível aceitarmo-nos a nós mesmos. Se és uma pessoa que está a ter dificuldades com isso, este post é para ti. Não é uma receita 100% eficaz que te levará a um resultado certo, atenção, porém, se juntares a estas dicas uma boa dose de força de vontade e perseverança, certamente que, um dia, conseguirás atingir o teu objetivo, e serás uma pessoa muito mai ssegura de si mesma.


1. Escreve uma lista das tuas qualidades: A primeira coisa que tens que fazer para contrariares os teus pensamentos negativos e até autodestrutivos é escreveres uma lista com as tuas qualidades. Eu sei, eu sei, ao início não irá ser fácil, só te irás lembrar dos teus defeitos, mas continua a insistir  e verás que, passado algum tempo, te irás conseguir lembrar de algumas qualidades. Pensa em todas as situações em que já foste elogiado/a mas ignoraste, pensa nas boas ações que já fizeste, pensa nas coisas para as quais tens jeito, por mais pequenas que sejam ( nem que seja ter jeito para cuidar do jardim da tua casa)... Faz disto um hábito. Escreve uma lista assim todos os dias.Verás que, quantas mais listas escreveres, mais fácil será identificar as tuas qualidades, e mais fácil será identificá-las e, consequentemente, mais confiante te sentirás.

2. Aceita os teus defeitos: Ninguém é perfeito, não somos robots, portanto todos nós temos defeitos. Aceita-os, tenta mudá-los se possível, mas se tal não for possível, aceita o facto de que terás que viver com estes e que terás de arranjar uma forma de lidar com estes.  Aceita o facto de nem sempre dizeres o que é mais correto, de cometeres erros, de dizeres coisas quem nem fazem sentido, fazer coisas que também não fazem sentido... Todos nós temos as nossas falhas, por isso, não vale a pena fingir que somos deuses só com qualidades.

3. Esquece a perfeição: Tal como já disse, ninguém é perfeito. Portanto, se estás à espera de ser perfeito/a para só depois te aceitares e amares a ti próprio/a, então nunca gostarás de ti. Em vez de procurares a perfeição, procura ser melhor e dar o melhor de ti em tudo, a cada dia que passa. Tenta esforçar-te ao máximo e fazer o melhor que podes. Os resultados nunca serão perfeitos, mas serão melhores do que nunca tentar nada.

4. Para de viver segundo as expectativas dos outros: Hoje em dia, é muito fácil cair nesta armadilha. Estamos constantemente sujeitos à pressão de corresponder às expetativas dos nossos pais, conseguir viver segundo os padrões da sociedade, do nosso grupo de amigos,... Queremos tanto agradar a toda a gente que nos esquecemos do mais importante, que é agradar a nós próprios, e é por isso que somos tão infelizes e inseguros. Eu sei que é mais fácil falar do que fazer, mas pára de tentar viver a vida que os outros querem para ti. Tu aí não estarás a viver, estarás apenas a existir. A vida é tua, e tu tens o direito de fazer dela aquilo que quiseres.

5. Para de procurar a aprovação dos outros: A grande dificuldade em aprendermos a aceitarmo-nos a nós próprios é que nós costumamos basear a nossa autoaceitação na opinião que os outros têm de nós, o que é completamente errado. Nós não precisamos que os outros nos digam que somos bonitos para acharmos isso, nós não precisamos que nos digam que somos talentosos para acharmos que somos. O que os outros acham ou não acham de ti não te define, aliás, eles não têm nada a ver com aquilo que és ou deixas de ser. Demorei anos a perceber isto, mas agora é claro como a água. Não precisas da aprovação de ninguém para seres ou fazeres aquilo que queres. A única pessoa que te está a impedir és tu.

6. Não cries cronogramas imaginários para a tua vida: Esta foi uma das grandes dificuldades que eu senti, quando era mais nova. Existe um conograma clássico que muita gente segue: infantário, básico, primeiro namorado, secundário, universidade, festas, encontros, emprego, casamento, filhos,... Durante muitos anos, acreditei que, se não seguisse este padrão, não seria feliz, e a minha vida teria sido em vão. Durante muito tempo martirizei-me por, por exemplo, por nunca ter tido um namorado. A verdade é que nem todos temos que seguir este padrão, aliás, muitas vezes a vida troca-nos as voltas, o que nos impossibilita isso. Além disso, nem todos temos os mesmos sonhos, logo nem todos faremos as mesmas escolhas e seguiremos o mesmo caminho. Por isso, pára de criar cronogramas imaginários na tua cabeça, aceita o facto que certas coisas acontecerão quando tiverem que acontecer, e que não tens que fazer tudo o que os outros fazem. Se ainda não tens namorado, aproveita o melhor que ser solteiro/a te pode oferecer, e tem fé que um dia encontrarás alguém. Se não conseguiste entrar na universidade, continua a estudar e vais ver que vais conseguir ( e se a universidade não for para ti, não tem problema). Faz aquilo que está certo para ti e agarra as oportunidades quando estas surgem.

7. Pensa nos teus erros não como um fracasso, mas sim como um processo de aprendizagem: Há uns tempos atrás, escrevi um post sobre isto, que é muito útil se fores aquilo tipo de pessoa que ainda acha que errar é uma vergonha. No entanto, errar não é algo de que te devas envergonhar, é uma oportunidade para aprenderes, para seres melhor, e para tentares mais arduamente ou de forma mais inteligente. Pensa que todos os erros que estás a cometer agora contribuirão, de alguma forma, para te fazer evoluir e para te tornar numa pessoa melhor.

8. Não te compares aos outros: Não conseguirás aceitar-te a ti próprio/a se achares que os outros são mais bonitos/inteligentes/fixes do que tu. Se te tiveres sempre a comparar aos outros, acharás sempre que és inferior, e não conseguirás ver o que realmente há de bom em ti. Todos nós somos diferentes e belos à nossa maneira. Pode parecer um cliché, mas é a mais pura das verdades. Se fôssemos todos iguais, o mundo seria um lugar muito mais aborrecido. As nossas diferenças são aquilo que nos tornam interessantes.

9. Passa tempo sozinho: Passar tempo sozinho/a é uma oportunidade de fazeres aquilo que gostas ( como ler ou ouvir música), de relaxares, etc, mas sobretudo de refletires melhor sobre ti próprio/a, sobre aquilo que achas que és e aquilo que realmente és. É, portanto, uma oportunidade de, aos poucos, ires cosntruindo uma imagem mais positiva de ti próprio/a e de trabalhares na tua autoconfiança.

10. Perdoa-te: Os arrependimentos do nosso passado impedem-nos de nos aceitarmos em pleno. Perdoa-te, aceita os erros que cometeste e as situações que correram mal, e segue em frente. Não podes mudar o teu passado, mas podes mudar o presente e o futuro, e é nisso que te tens de concentrar.


E vocês? Já tiveram que aprender a aceitarem-se a vocês mesmos? Que conselhos dariam às pessoas que estão a passar agora pelo mesmo?

15.4.17

10 razões pelas quais a auto aceitação é tão difícil


( Pequeno aviso: Amanhã  e na segunda, não haverão posts. Estarei com a minha família a aproveitar  a Páscoa. O blog volta ao ativo dia 18 de abril. Até lá, desejo-vos uma boa Páscoa, com muitos doces e boa companhia).


Uma das perguntas mais recebo frequentemente é como ultrapassar as nossas inseguranças/aceitarmo-nos a nós próprios. Ao início, eu respondia às pessoas individualmente, por mensagem mas, dado a frequência com que recebo este tipo de perguntas, pensei em fazer uma série de posts sobre o assunto, sendo este, portanto, o primeiro de muitos.

Primeiro de tudo, o que é a auto aceitação? A auto aceitação é aceitarmo-nos a nós próprios, com todas as nossas qualidades e defeitos, sem julgamentos. Nem sempre é fácil, e nem sempre todos nós o conseguimos.

Sentes-te inseguro/a quando olhas aos espelho? Estás sempre a pensar nos teus defeitos em vez de pensares nas tuas qualidades? Achas que nunca és bom/boa o suficiente? Sentes vergonha de partilhar os teus interesses? Há uns anos atrás, também me sentia assim. Foram precisos anos e anos de muita luta para conseguir, finalmente, aceitar-me e gostar de mim. Ainda hoje, é uma batalha que travo todos os dias, porém, com o tempo, tudo torna-se mais fácil.

A auto aceitação é, portanto, um caminho longo a percorrer, uma batalha difícil de travar, que exige muito esforço, treino e dedicação. Aceitarmo-nos tal como somos é, por vezes, extremamente difícil, por causa das razões que vou falar a seguir.

Aviso, desde já que, à primeira vista, este post irá parecer muito negativo, e vai parecer que estou a reforçar ainda mais as inseguranças das pessoas. No entanto, penso que, antes de falar, futuramente, em outros posts sobre a minha experiência pessoal e como aceitarmo-nos a nós próprios, é importante falar nas razões pelas quais este processo é tão difícil. Uma vez identificadas essas razões, será muitos mais fácil de ultrapassar as inseguranças e receios.


1. Tu pensas que tudo é tua culpa: Tu culpas-te por tudo aquilo que aconteceu na tua vida, especialmente eventos que ocorreram no início desta, sobre os quais não tinhas nenhum controlo. Por exemplo, podes culpar-te do divórcio dos teus pais. Por vezes, é muito difícil libertarmo-nos dessa culpa, e percebermos que não podemos controlar tudo.

2. Tens que enfrentar expetativas irrealistas e injustas: Se és uma pessoa introvertida, é provável que, neste momento, te estejas a confrontar com a realidade de uma sociedade cheia de extrovertidos. Na verdade, ser extrovertido não nos torna melhores do que ninguém, é só um traço demasiado valorizado, infelizmente. Também poderás estar a confrontar-te com as expetativas dos teus pais, que querem que tenhas um certo tipo de vida e que te tornes um certo tipo de pessoa quase obrigatoriamente. Lidar com expetativas como estas pode ser bastante avassalador, tanto que nos esquecemos daquilo que realmente queremos para nós.

3. Tu achas que não és bom/boa o suficiente: Começaste por te sentir "deslocado/a" na tua infância, e assim continuaste pela tua vida adulta. Existiram pessoas na tua vida que te fizeram acreditar que não és bom/boa o suficiente, e ouviste isso tantas vezes que começaste a acreditar também. Quebrar este padrão de pensamento negativo é uma tarefa complicada, no entanto, com muito esforço, é possível reverter a situação.

4. Pões condições na tua auto aceitação: Tu acreditas que só vais conseguir aceitares-te completamente quando atingires x objetivo ou tiveres x coisa, como boas notas, um namorado, um certo número de amigos  e/ou um bom emprego. A parte mais difícil deste mau hábito é que as tuas condições estão sempre a mudar ao longo dos anos, o que adia a tua auto aceitação.

5. Sentires-te fora do controlo deixa-te inseguro/a: Quando, por exemplo, terminas um relacionamento ou perdes um emprego, uma das coisas mais difíceis com que tens de lidar é o sentimento de que perdeste controlo sobre a tua vida. Sentes-te frustrado/a porque o teu esforço e desejos não foram suficientes para impedir que isso acontecesse. Quando te encontras numa situação destas, achas sempre que foste a causa de determinado acontecimento, e és tu que tens que mudar para não voltar a acontecer o mesmo, o que nem sempre é verdadeiro.

6. Estás a tentar viver de acordo com as normas sociais: Estás a tentar a viver a vida que a sociedade diz que é suposto viveres, o que significa ir para um curso dito bom na universidade, ter um bom emprego, casar, ter filhos., etc, o que nem sempre esse é o caminho de toda a gente. Infelizmente, a sociedade criou padrões, na minha opinião, estúpidos, que faz com que as pessoas que não se encaixam nesses padrões se sintam inseguras e inferiores.

7. Não tens um círculo social que te conforte e apoie: É muito difícil sentires-te confiante quando a tua família, namorado/a ou amigos te estão constantemente a deitar abaixo. Por vezes, nós estabelecemos inconscientemente relações com pessoas reforçam os nossos pensamentos negativos sobre nós próprios. Sair destas relações tóxicas é uma grande luta que exige muito esforço, principalmente quando não nos achamos merecedores de mais.

8. É mais fácil esquecer as tuas qualidades, e concentrares-te no que é negativo: Quando desenvolvemos um padrão de pensamento negativo, é muito mais fácil concentrares-te nos teus defeitos do que nas tuas qualidades, mesmo que, neste momento, sejas incrivelmente bom/boa em algo. A pior parte deste tipo de pensamento é que estes se reforçam a eles próprios. Por exemplo, se acreditas que não és bom/boa a fazer amigos nem te sais bem em situações sociais, é muito provável que evites este tipo de situações, o que só vai piorar as coisas.

9. Tens vergonha de partilhar os teus gostos, objetivos ou sonhos: Tens vergonha de partilhar os teus interesses, porque achas que são demasiado estúpidos ou parvos, e tens medo de seres gozado/a. Pensas que só assim as pessoas se relacionarão contigo. A verdade é que isto acaba por prejudicar as tuas relações porque, não partilhando os teus interesses, as pessoas não se conseguem identificar contigo, pensam que não tens personalidade, e acabam por não se ligar a ti.

10. A auto aceitação é algo que exige muita prática: Quebrar padrões de insegurança e pensamento negativos que duraram anos não é algo que se consiga de um dia para o outro. É algo que existe muito treino, empenho e dedicação. Terás que contrariar os teus pensamentos negativos todos os dias, acreditar que és bom/boa o suficiente e acreditar nas tuas qualidades/capacidades. Durante muitos anos, continuarás a sentir inseguro/a ( na verdade, poderás continuar sempre, mas todos nós temos as nossas inseguranças), mas um dia serás capaz de olhar-te ao espelho e aceitares a pessoa que és.


E vocês? Identificaram-se com alguns destes pontos? Já batalharam ou estão a batalhar contra as vossas inseguranças?

9.3.17

Como lidar com um professor não gosta de ti


Todos nós já nos fartamos de ouvir os professores a dizer que não têm alunos favoritos, que gostam de todos de igual forma mas, sejamos sinceros, todos sabemos que isso não é verdade. Os professores são seres humanos, tal como nós, portanto é normal que não consigam ser completamente imparciais, pelo que irão ter sempre alunos que gostam mais e alunos que gostam menos.

Acontece que, às vezes, calha de um professor não gostar de ti.  Pode ter razões para isso mas, por vezes, é sem razão nenhuma. E isso é chato, porque esse professor pode dificultar-te a vida e, na pior das hipóteses, prejudicar a tua nota.

Em toda a minha vida escolar, sempre fui o tipo de aluna que era automaticamente adorada pelos professores. Só conheci dois professores que não gostavam de mim. E em ambos os casos, sem razão aparente. Sempre fui boa aluna, empenhada e bem comportada, portanto esses professores não tinham nenhum motivo para me detestar. No entanto, detestavam. Felizmente, com a ajuda dos meus pais e ao seguir estas dicas, consegui dar a volta à situação.


1. Não lhes dês razões para te detestarem: Em primeiro lugar, se um professor, sem nenhum motivo aparente, já não gosta de ti, não lhes dês motivos para te detestarem ainda mais. Isto significa que tens que estar com a tua melhor postura todo o tempo, tens que ser bem comportado/a, educado/a, fazer sempre os trabalhos de casa e estudar muito para essa disciplina. Se tiveres a fazer tudo bem, e ainda assim o teu professor te odiar, não és tu que estás errado/a.

2. Faz mais do que aquilo que te compete: Tens que ter em mente que, ao estares na lista negra de um professor, terás que te esforçar mais do que os teus colegas. Participa mais, faz mais trabalho que os teus trabalhos de casa, oferece-te para ajudar o professor a apagar o quadro, por exemplo, ou a tirar fotocópias.

3. Não aceites uma nota que sabes que não mereces: Se te esforçaste e estudaste imenso para a disciplina, as notas dos teus testes mostram isso e, ainda assim, no final do período/semestre tens má nota, simplesmente por causa dos sentimentos negativos que o teu professor tem em relação a ti, não a aceites. Tens que falar se sentes que mereces uma nota melhor. Podes falar com o teu professor ou com alguém superior, embora eu sugira que fales com o teu professor primeiro, porque este poderá ficar zangado se fores falar logo com outra entidade.

4. Fala com os teus pais: Os nossos pais costumam ser bons conselheiros, porque são mais velhos que nós, têm mais experiência de vida, por isso, na maior parte das vezes, sabem o que fazer. Se sentes que estás numa situação mesmo injusta, fala com os teus pais. Explica-lhes toda a história, calmamente, sem exageros, apenas a verdade. Se, por acaso, fizeste uma vez algo errado que fez com que o teu professor não gostasse de ti, conta também isso aos pais. Os teus pais não te podem ajudar se não souberem de todos os factos, bons ou maus. Às vezes, uma boa conversa resolve tudo, mas se ainda assim precisares de ajuda, pede aos teus pais para falar com o teu professor.

5. Tenta não falar muito sobre isso na escola: É aceitável e até correto desabafares com os teus familiares e alguns amigos teus, mas não espalhes o teu problema pela escola inteira. Isso só te irá trazer mais problemas.

6. Marca uma reunião privada com o teu professor: Se sentes que as coisas estão a ficar fora do controlo, marca uma reunião privada com o teu professor para falares sobre o problema. Não faças confrontações diretas do tipo " Porque é que o professor me odeia?". Aborda a questão de maneira mais subtil como " esta disciplina é muito importante para mim, quero mesmo tirar boa nota, e só que quero certificar que não estou a ser prejudicada de nenhuma forma". Mostra que és um aluno/a a sério e que respeitas o teu professor e, talvez, este mude de ideias em relação a ti.

7. Fala com alguém superior, caso nada resulte: Caso nenhuma destas dicas tenha resultado, fala com alguém superior, como um coordenador ou mesmo o diretor da escola. Se sentes que estás a ser tratado/a de maneira injusta, tens que fazer isto, por muito que te custe. Não importa se isto vai deixar o teu professor zangado, ou se chega aos ouvidos dos teus colegas e és visto como "queixinhas", tens é que resolver a situação, pois o teu sucesso escolar depende disso. Se estás a ser prejudicado/a por razões injustas, tens o direito de te defender e lutar pelos teus direitos.


E vocês? Já tiveram um professor que não gostasse de vocês? Como é que lidaram com a situação?

17.2.17

15 problemas que só raparigas com cabelo encaracolado é que percebem


Sempre tive cabelo encaracolado. Ao início odiava, tentava a todo o custo que este fosse liso mas, como é óbvio, nunca consegui isso. Durante anos tive este complexo com o meu cabelo, mas agora confesso que o adoro ( embora ainda gostasse de tê-lo liso de vez em quando).

No entanto, lá por adorar não quer dizer que não tenha trabalho com este. Porque, na verdade, tenho muito! As pessoas que têm cabelo liso dizem sempre às raparigas com cabelo encaracolado que adoravam ter caracóis, porém não sabem metade da trabalheira e dos problemas que passamos para manter os caracóis. E, garanto-vos, que estes 15 pontos são apenas uma amostra!


1. Dias de chuva são do pior.

2. Quando estás no cinema ou no aula, e alguém diz que não consegue ver por causa do teu cabelo.

3. As pessoas perguntam-te porque é que não escovas o cabelo todos os dias, e tu apetece-te gritar " se eu escová-lo sem ser no banho, este fica palha!"

4. Quando tentas alisar o cabelo, mas acabas por parecer uma vassoura.

5. Acordar de manhã com cabelo encaracolado é como um Kinder Surpresa: nunca sabes o que vais ter.

6. O teu cabelo nunca fica igual duas vezes.

7. De alguma forma, acabas sempre com cabelo na tua cara, nos teus olhos e na tua boca.

8. Quando decides pôr o teu cabelo num totó, não há volta a dar, este fica sempre marcado.

9. Anyway, nunca ficas bem com totós, há sempre algum fio de cabelo solto que estraga tudo.

10. Tu e as tuas amigas que também têm cabelo encaracolado acabam sempre numa discussão sobre qual o melhor produto.

11. As pessoas estão sempre a querer brincar com o teu cabelo. É verdade! Se há coisa que aprendi, é que há quatro coisas aonde as pessoas querem mexer: barrigas de grávida, bochechas de bebés, mamas grandes e em caracóis no cabelo.

12. Capacetes são o teu pior inimigo.

13. Quando estás encostado a alguém, e essa pessoa queixa-se o que o teu cabelo lhes está a fazer comichão.

14. Tens medo de cortar o teu cabelo curto demais, e ele ficar todo "erguido", literalmente.

15. Encontrar um cabeleireiro que te corte o cabelo sem arruiná-lo é quase como encontrar uma agulha num palheiro ( felizmente, eu encontrei há já muito tempo a cabeleireira perfeita para mim!)


E vocês? Têm cabelo encaracolado? Também passam por algum destes problemas? Que problemas têm com o vosso cabelo?

3.11.16

Planear demasiado pode estar a tirar o divertimento do teu tempo livre


Vivemos cada vez mais num mundo cheio de compromissos, agendas ocupadas e prazos restritos. E, para além dos compromissos de trabalho, ainda existem compras para serem feitas, idas ao supermercado, uma casa para arrumar, família e uma toda vida social para manter. E, no meio disto tudo, nem sempre é fácil arranjar tempo para descontrair e para nos divertirmos.

Com uma agenda tão ocupada, as coisas que realmente nos deveriam entusiasmar começam a parecer " obrigações". Que atire a primeira pedra quem nunca rejeitou uma saída à noite com os amigos numa sexta-feira, porque teria que se arranjar ( e maquilhar, no casos das mulheres), teria que combinar horas, local e transporte para lá chegar, e preferiu ficar em casa de pijama a ver a televisão. Eu já.

Isto não acontece por sermos desleixados ou por sermos más pessoas. De acordo com um estudo publicado pelo Journal of Marketing Research  ( não, eu não virei agora uma intelectual, vi uma notícia no facebook a falar sobre este estudo), "  Ao planear várias atividades de tempo livre, as outrora atividades divertidas deixam de o ser, precisamente por terem sido planeadas".

Sou a favor que devemos planear e ser organizados, porque assim certificamo-nos que não nos esquecemos de nada importante e não stressamos tanto. Porém, há coisas que não deveriam ser planeadas tanto ao pormenor, como é o caso dos tempos livres. Os tempos livres são alturas em que nos devemos sentir mais descontraídos, mais relaxados, em que nos podemos divertir mais e, embora considere que devemos planear coisas para os nossos tempos livres ( porque, se não planearmos, acabámos por passar o dia todo no sofá a ver programas quem nem nos interessam), planear em excesso pode ser igualmente mau, porque tira a diversão toda à coisa.

Combinar atividades com amigos como idas ao cinema, a festas, discotecas, ou mesmo passeios pelo centro comercial podem parecer " obrigações" em vez de diversão porque, por vezes, não é fácil juntar todos os amigos no mesmo sítio ( no meu caso, é muito difícil juntar o meu grupo de amigos do secundário, porque estamos todos em faculdades diferentes, em cidades diferentes, e até chega a ser stressante encontrar um dia e uma hora que dê para todos), ou porque planeamos demasiado e com demasiada antecedência. Embora planear com antecedência aumente a antecipação, também pode tirar alguma diversão.

Como solucionar isto? Limitem o número de saídas por semana, façam planos apenas do necessário, reservem mais tempo livre sem terem rigorosamente nada planeado e, muito importante, deixem espaço para planos espontâneos ( que são os que sabem sempre melhor!).


E vocês? Já se depararam com este problema?

28.5.16

Problemas de quem tem pouca capacidade de síntese


É oficial: sou uma pessoa com pouca capacidade de síntese. Comecei a fazer o meu relatório de estagio há um dia e já fiz 5 páginas. O grande problema é que este só pode ter, no máximo 10 páginas, e ainda falta fazer a introdução e conclusão, reflexão sobre o estágio, responder a uns mil resultados de aprendizagem... Não sei como é que eu vou conseguir fazer isto tudo em apenas 10 páginas.

Gosto muito de escrever. Gosto, muito, muito mesmo! O que, na maior parte das vezes, é uma qualidade, transforma-se num defeito em situações em que me são impostos limites/ palavras/ páginas ( como é o caso do meu relatório de estágio).

Durante todo o meu percurso escolar, na disciplina de Português, enquanto muitos se queixavam que X palavras era muito para escrever, eu queixava-me que eram precisas muitas mais palavras para escrever o que eu queria escrever. Muitas vezes, eu perdia quase 15 minutos de um teste a  cortar palavras, para poder cumprir o limite imposto e não me descerem a nota. Cada vez que tinha que cortar partes das minhas composições, ficava frustrada porque sabia que o resultado final não iria ser o mesmo, que não iria ficar um texto tão espetacular como ficaria se os professores não impusessem limites de palavras. Os professores adoravam as minhas composições na mesma, mas tenho a certeza que ainda teriam adorado mais se as lessem na sua versão completa.

Apesar de estar num curso de ciências, a minha cabeça não funciona da mesma maneira que funciona a dos outros alunos. Os alunos de ciências, tipicamente, são mais objectivos, mais sucintos e explicam numa frase o que outras pessoas( como eu) explicariam num texto. Eu, como também tenho uma queda para as Letras, sou mais subjectiva, para mim nada é preto ou branco, há uma infinidade de tonalidades diferentes no meio destas duas cores. Além disso, não vejo as palavras como  um mero instrumento de comunicação: gosto de brincar com elas, fazer trocadilhos, enfeitar um texto com elas, como se de elementos decorativos se tratassem. E quando eu as uso para este fim, acabo ultrapassar os limites impostos. Quando não é por estas razões, é por estar tão absorta naquilo que estou a escrever que esqueço-me por completo das horas e da extensão do texto.

Esta minha falta de capacidade para resumir as coisas até se nota no meu blog. Às vezes, estou tão entusiasmada com um post,  que escrevo, escrevo, escrevo e, quando dou conta, está enorme. Tento cortar partes, mas por vezes não o faço porque estragaria a essência do post. Leitores meu já me disseram que faço posts muito grandes mas, apesar de tudo, lêem-nos à mesma, porque adoram aquilo que eu escrevo ( cada vez que recebo estas mensagens fico tão "awww", obrigada a essas pessoas).

Ter pouca capacidade de síntese tem os seus prós e contras. É mau se tivermos a tentar escrever um relatório ou artigo para um jornal/revista com normas formais a cumprir mas,  por outro lado, é bom se estivermos a escrever um livro.


E aí desse lado? Alguns de vocês tem pouca capacidade de síntese?


13.5.16

Problemas de uma pessoa que sofre de procrastinação


Ultimamente tenho constatado que ando a procrastinar muito ( como já confessei aqui), o que na faculdade pode ter resultados catastróficos. Pensando bem sempre fui assim, mas agora está a piorar muito.

Sempre fui boa aluna, modéstias à parte. Os meus pais nunca tiveram problemas comigo, porque eu sempre tive sucesso escolar. Mas a ideia que as pessoas têm de um bom aluno é de que este é organizado, tem sempre a secretária arrumada, é participativo nas aulas e tem sempre um estudo contínuo. É mais ou menos esse o estereótipo de bom aluno. Isso não é bem verdade, nem todos os bons alunos se encaixam nesse estereótipo, e eu só a prova viva disso.

Vocês devem estar a pensar " Ah, esta gaja deve ser um crânio então... Deve ser daqueles tipos de alunos irritantes que não estudam nada e tiram altas notas..." Também não sou assim ( e sim, também me irritam esse tipo de alunos). Sempre estudei muito, é verdade, mas também sempre fui muito desorganizada e procrastinadora. Até ao 9º ano, eu nem sequer estudava assim tanto: estava atenta nas aulas, fazia os trabalhos de casa, e de resto pouco mais fazia, até passava os fim de semanas a ver filmes ( nos bons tempos em que a TVI e a SIC transmitiam filmes em vez dos programas "pimba" que agora transmitem), a minha secretária era uma desarrumação total, e eu perdia metade do meu tempo a encontrar os meus apontamentos. No entanto, sempre tive métodos de estudo básicos bem desenvolvidos: tirar apontamentos nas aulas, fazer esquemas e resumos em casa, memorizar a matéria... Tirando a minha desorganização e procrastinação, até que me safava bem.

 Só a partir do 9º ano, quando as matérias começaram a ficar realmente difíceis e os exames estavam à porta, é que eu comecei a estudar decentemente. No Básico, fui sempre uma aluna de 4 e 5 , mas os meus professores diziam sempre que se eu estudasse mais seria ainda melhor ( se bem que se me perguntarem agora se eu estou arrependida de não ter estudado mais no Básico, eu diria que não estou, porque metade do que aprendemos não serviu para nada).

O Secundário foi a época da minha vida escolar em que eu estudei mais e em que houve menos procrastinação. Só no 12º ano, ano em que a minha média estava praticamente feita, é que fui mais preguiçosa, e vi séries, filmes, li blogs e escrevi no meu, até olhei para paredes...

Como já devem ter percebido, sempre fui uma procrastinadora por natureza. Porém, por alguma razão misteriosa que descoheço, acabo sempre por me safar e ser incrivelmente bem sucedida em tudo aquilo que faço, inclusive tirar sempre boas notas ( ou quase sempre, vá, Física e Química não era o meu forte no Secundário).

 A intenção inicial deste post era culpar a universidade pela minha procrastinação, mas acabei por perceber a meio da escrita deste que o problema afinal já vem de trás. Mas agora está a piorar cada vez mais, e tenho receio que isto um dia me prejudique a nível académico.

Já tentei mil e uma coisas para acabar com a minha procrastinação. Já li 127739 artigos e posts de blogs portugueses e internacionais sobre " Como combater a procrastinação?", " 10 coisas a fazer para acabar a procrastinação?"e outros posts/artigos com títulos semelhantes... A razão porque nunca terem visto  um dos famosos posts meus em lista para acabar com a procrastinação é porque eu ainda não descobri como acabar com esta. Quando descobrir, prometo que faço um post, mas a mim parece-me que já não tenho remédio, que isto já passou de um simples mau hábito a doença crónica.

De todas as vezes que procrastino, passado algum tempo começo a "panicar" com a quantidade de matéria que tenho para estudar , estudo dia e noite que nem uma louca e prometo a mim mesma que, se tirar boas notas, não volto a deixar acumular tudo. Todavia, tiro boas notas e volto a fazer o mesmo. Torna-se um ciclo vicioso difícil de quebrar. E creio que, mesmo que recebesse algumas más notas, eu não ia conseguir quebrar o ciclo, porque iria ficar mais desmotivada.

Não quero que fiquem agora a pensar que tiro sempre boas notas por milagres, ou porque secalhar até copio. Não, também não é assim. Tenho consciência que já fui pior, já fui mais desorganizada como já contei anteriormente. Agora, tenho sempre a minha secretária bem organizada, todos os meus resumos bem organizadinhos e arquivados em capas separadas, enfim sou bastante mais organizada. No entanto, acho que o meu principal problema é que, à medida que o ano letivo avança, vou sempre perdendo desmotivação e vou estudando cada vez menos. Chego sempre a uma fase que até contar moscas é mais interessante do que estudar.

A faculdade, por si só, já é bastante difícil, quanto mais para uma pessoa procrastinadora. Por isso, queria mesmo acabar com este mau hábito, pois se isto piorar, pode se tornar muito autodestrutivo. Portanto, se alguém tiver sugestões que acham que me possam ajudar ( e ajudar aqueles que se identificam com a minha situação), eu ficaria bastante agradecida.

Alguém aqui sofre do mesmo problema? Que sugestões têm para combater a procrastinação?

2.4.16

15 problemas que só quem tem a pele muito pálida compreende.


Eu tenho a pele muito, mas muito clara. E quando digo muito clara, quero dizer mesmo branca que nem papel! Quando era mais nova, sofria muito com esta característica física minha, tinha baixa autoestima e, por isso, as pessoas acabavam por se aproveitar e gozar comigo. Hoje em dia, não tenho complexos nenhuns com a minha pele branca, até gosto bastante dela ( dá me um ar invulgar, diferente) mas ainda assim às vezes chateio-me com algumas coisas que as pessoas me dizem.

Não há nada de errado em ter a pele muito pálida. Eu até acho bastante bonito. No entanto, quem tem a pele muito clara certamente já passou por, pelo menos, um dos problemas que vou referir a seguir.


1. As pessoas perguntam-te frequentemente " Tens anemia?": Se recebesse 1 euro por cada vez que já me perguntaram isto, neste momento estaria a escrever este post numa penthouse de Nova Iorque. A sério, não se pergunta isso às pessoas, nunca façam isso! Não, eu não tenho anemia, mas mesmo que tivesse esta não seria a forma correta de abordar o assunto.

2. Assustas as crianças pequenas: As crianças ou pensam que és um fantasma ou que és um vampiro, portanto fogem de ti. Se bem que é mais provável que pensem que és um fantasma, uma vez que hoje em dia ser vampiro é atraente e já não assusta ( à conta de filmes como "Twilight" ou a série " The Vampire Diaries", esta última mil vezes melhor). Por acaso, só me aconteceu isto uma vez, as crianças normalmente gostam de mim.

3. Fotografias com flash são um problema: A tua cara desaparece completamente, de tão translúcida que fica. Eu tiro sempre fotografias sem flash, não dá mesmo para tirar com flash, fico horrível se o fizer.

4. Usar roupa preta é chique nas outras pessoas, mas se fores tu a usares, ficas a parecer uma gótica: Se uma rapariga normal usar um vestido preto, ela arrasa, mas se fores tu a usar esse mesmo vestido, ficas a parecer uma gótica. Por isso, evitas usar preto o máximo possível, a não ser que tenhas algum acessório como um colar ou maquilhagem com cores vivas que equilibre a coisa.

5. Se tiveres cabelo castanho/ preto, já ficas automaticamente a aparecer gótica: A genética não me ajudou muito neste aspeto, porque fiquei com a pele pálida da minha mãe e com o cabelo castanho e olhos castanhos do meu pai. Podia ter ficado também com o cabelo e os olhos claros da minha mãe, mas não, tive que ficar com esta combinação meia gótica.

6. Usar roupa branca é um problema: Não amigos, isto não é a minha pele, é a minha blusa branca! Por vezes, é difícil as outras pessoas perceberem onde é que começa uma blusa/T-shirt branca e onde está a tua pele.

7. Arranjar uma base que se corresponda ao teu tão de pele é um problema: Ou a base fica demasiado escura ou demasiado clara, ou ainda ficas com a pele laranja. Encontrar uma base para uma pele pálida pode ser um verdadeiro problema. Após anos de maratonas à procura de bases, finalmente encontrei uma (esta) que se adequa a mim!

8. Uma ida à praia é extremamente cara: Tens que comprar protetor solar 50+ que tens de aplicar quase de 5 em 5 minutos ( e ainda assim te vais queimar e vais ter que comprar um creme para curar as queimaduras), tens que comprar um chapéu de abas largas para proteger a cabeça do sol, tens que levar óculos de sol, tens que comprar um guarda-sol para estares à sombra enquanto os teus amigos se bronzeam,... Gastas uma fortuna com apenas uma ida à praia!

9. Os dias de sol em que não te queimas são um milagre: É quase melhor do que ganhares o euromilhões.

10. Quando coras, ficas mesmo muito vermelha, e todas as pessoas notam: Não há maneira de esconderes a tua vergonha/embaraço em relação a alguma coisa, as pessoas notam logo. Ficas do tipo " não olhem para mim!".

11. As pessoas vão questionar as tuas escolhas de vida: "Tu estás sempre em casa? Porque é que não sais de casa e vais apanhar sol? Vai à praia..." Não, eu não bronzeio, não percebem, a minha pele não bronzeia, só se queima, deixem-me em paz!

12. Se os teus amigos vão para um sítio com sol, tu tens que os abandonar: Desculpem, sou (quase) alérgica ao sol. Já me aconteceu de ter que pedir aos meus amigos para irmos para um sítio com sombra e eles perguntavam-me " Mas tu és vampira? Se apanhares sol ficas em cinzas e morres?".

13. As pessoas adoram comparar o braço delas com o teu: E dizem sempre " Olha para isto. Que diferença! Eu comparado/a contigo sou muito moreno/a!". As pessoas passam a vida a fazer-me isto.

14. Os autobronzeadores não resultam contigo: Ficas super, super laranja. Usar autobronzeadores simplesmente não é uma opção!

15. Rezas para que a pele pálida volte a estar na moda: Secretamente, sempre quiseste viver no século XVIII, no tempo em que todas as mulheres não apanhavam sol para não se bronzearem, usavam pó-de-arroz para ficar mais pálidas, e quem era muito moreno significa que era de uma classe social mais baixa que trabalhava no campo. Não podemos voltar ao tempo em que ter pele muito clara significava estar na moda?


E isto é apenas uma amostra daquilo que nós, pessoas muito muito pálidas, enfrentamos.


Também tens a pele muito clara? Quais são os problemas que já tiveste de enfrentar?


(Foto: da Vogue)