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7.12.17

20 questões que deves perguntar aos teus pais enquanto podes


À medida que semanas, meses e anos vão passando, perdemos várias oportunidades de conversar com os nossos pais. Muitas vezes, estamos estão atarefados com as nossas rotinas diárias, que nos esquecemos de ouvi-los, o que é uma pena, porque eles têm tantos conhecimentos e experiências para nos transmitir. Infelizmente, muitos filhos deixam os pais morrer sem lhes perguntar coisas que sempre quiseram saber sobre eles, sem os conhecer bem o suficiente.

Portanto, para quê desperdiçar tempo? Porque não perguntar-lhes aquilo que sempre quisemos saber? Porque não perguntar-lhes os acontecimentos e escolhas que definiram as suas vidas, os seus sonhos quando tinham a nossa ideia, aquilo que mais se arrependem na vida? É certo que não é garantido que tenhamos resposta às nossas perguntas ( depende muito do tipo de relação que temos com os nós pais, além de eles quererem manter a sua privacidade) mas vale a pena tentar.  Aqui ficam algumas sugestões de perguntas que podem fazer e, com sorte, obterem alguma resposta.


1. Conta-me a história do meu nascimento.

2. Que tipo de mãe/pai achavas que ias ser?

3. Querias ter mais filhos?

4. Qual era o teu pior medo antes de ter filhos?

5. Como é que foi a tua infância?

6. Como é que eras no Secundário?

7. Como é que os teus pais te descreviam?

8. Como é que era a tua relação com os teus irmãos?

9. Eras bom aluno/a na escola?

10. Qual era a segunda escolha para o meu nome?

11. Qual foi a melhor viagem que já fizeste?

12. Qual é a coisa que mais te arrependes na vida?

13. Como é que conheceste a minha mãe/pai?

14. Como foi o vosso casamento?

15. O que é que gostarias de ter aprendido mais cedo?

16. Qual é a tradição familiar de que mais gostas?

17. O que estavas a fazer quando tinhas a minha idade?

18. Como é que ser pai/mãe mudou a tua vida?

19. O que é que te fez querer ser pai/mãe?

20. O que é que gostavas mesmo de me perguntar, mas nunca perguntaste?


E vocês? Que perguntas gostavam de fazer aos vossos pais?

23.11.17

10 frases que os filhos dizem aos pais ( e que os magoam)

10 frases que os filhos dizem aos pais ( e que os magoam)

Há uns tempos atrás escrevi um post sobre 10 coisas que os pais dizem aos filhos (e que lhes destrói a autoestima), e a Joana do blog Twice Joaninha sugeriu-me fazer o post inverso. Achei uma sugestão bastante interessante porque, realmente, educar não deve ser uma tarefa nada fácil, e isso deve-se em grande parte ao facto de nós, filhos, também não sermos fáceis de aturar.

Os pais dizem muitas coisas que não sentem no calor do momento, mas os filhos não ficam atrás. Na verdade, devido à imaturidade e falta de experiência de vida e relacionamentos, ainda dizem coisas piores. Estas são algumas frases que, provavelmente, todos nós já dissemos em algum momento das nossas vidas ( eu, infelizmente, já disse algumas, e arrependo-me bastante), numa discussão ou briga, de forma leviana e sem pensar, e que podem magoar imenso os nossos pais.


1. Eu odeio-te: Não só é infantil da tua parte dizer isto, como pode magoar mesmo os teus pais, levando-os a acreditar que o próprio filho, pelo qual se esforçaram tanto, não gosta deles.O ódio é uma palavra muito forte. Para dizer isso é preciso não se gostar muito, mas muito de uma pessoa, e quero acreditar que isso raramente se aplica aos pais. Mesmo aqueles que foram menos carinhosos e deram menos atenção aos filhos não merecem essas palavras. Podes estar aborrecido ou chateado com eles, mas não os odeias. Como é que podemos odiar as pessoas que nos deram tudo?

2. Porque é que me tiveram?: No calor do momento nem temos noção, mas fazer esta pergunta é mesmo estúpido. Os nossos pais tiveram-nos porque quiseram e, até mesmo nos casos em que foi uma gravidez não planeada, continuam a amar-nos. Mesmo com todas as birras, chatices, problemas e todas as mudanças da dinâmica familiar, tu continuas a ser filho(a) deles e eles continuam a gostar de ti.

3. Tu não gostas de mim:  Educar já é extremamente complicado, por isso os pais não precisam de ter ainda a pressão de provar aos filhos que gostam deles. Além disso, a prova do amor deles já está em todos os atos pequenos do quotidiano que frequentemente desvalorizamos.

4. Tu nunca me apoias: Obviamente que existem pais que ( infelizmente) não apoiam os sonhos dos filhos, mas quero acreditar que a maior parte os apoia incondicionalmente. Se os teus pais parecem não te apoiar, existe um grande probabilidade de tu estares a fazer uma escolha errada e, portanto, eles não concordarem com esta. Portanto, em vez de acusares os teus pais que não te estão a apoiar, para um pouco e pensa nas tuas escolhas. Se ainda assim sentires que estás a tomar a decisão certa, apenas comunica-lhes essa decisão, sem dramas, e sem frases destas.

5. Eu não quero passar o meu tempo contigo: Para algumas pessoas, isto até é capaz de ser verdade. Acredito que hajam pais que não sejam lá muita boa companhia, podendo até ser influências tóxicas. Contudo, muitas são as vezes em que nós dizemos isto da boca para fora, sem realmente o sentir, levando os nossos pais a acreditarem erradamente que já não têm um lugar na nossa vida.

6. Quem me dera que não fossem os meus pais: Acho que isto é das coisas mais cruéis que se podem dizer aos pais. E, no entanto, acho que a maior parte de nós já o disse, numa discussão mais feia ou depois de termos recebido um grande castigo. Os nossos pais esforçaram-se tanto para poupar para nós, para que nada nos faltasse e para que tivéssemos uma boa educação. Se ainda assim achas que não tens os melhores pais do mundo, basta olhares para alguns amigos teus que tenham pais divorciados e ver que o cenário não é tão favorável.

7. Tu gostas mais do meu irmão/irmã do que de mim: É muito injusto dizeres isto aos teus pais, da mesma maneira que é injusto dizeres isto a um amigo teu. Todos nós somos diferentes, e temos personalidades diferentes pelo que, obviamente, que os teus pais não vão gostar de ti e do teu irmão/irmã da mesma maneira. Mas isso não significa que gostem menos de ti. Significa que te amam na mesma, te aceitam como tu és, único(a) e que se relacionam contigo da melhor forma que podem tendo em conta a tua personalidade e feito.

8. Porque é que não me ensinaram isto?: Mais uma vez, os teus pais fizeram o melhor que puderam. Cuidaram de ti desde criança, asseguraram-te as tuas necessidades básicas e educaram-te da melhor forma. Mas eles também são seres humanos como tu, e podem ter falhado em alguns aspetos. Contudo, suspeito que a maior parte das vezes em que os nós dizemos isto é porque fizemos uma escolha que correu mal. Muito provavelmente os nossos pais já nos tinham avisado, mas nós não quisemos ouvir. Os nossos pais podem ensinar-nos o correto e o errado, mas cabe-nos a nós fazer uma maturação desses conceitos na nossa cabeça e colocá-los em prática.

9. Quem me dera que estivessem mortos: Isto não só é horrível dizer aos pais, como a qualquer pessoa. Desejar a morte a alguém é  bastante insensível e terrível. Há crianças que não têm pais. Por muito irritantes que os teus sejam, agradece por ainda teres uns.

10. És feio(a)/gordo(a)...: Isto é mais uma coisa que não se deve dizer nem aos pais nem a ninguém. Mas sobretudo aos nossos pais, pois é muito mau estar a desrespeitar alguém que se esforçou tanto para nos educar e para nos dar tudo aquilo que temos hoje.

13.11.17

10 frases que os pais dizem aos filhos ( e que destroem a sua autoestima)

10 frases que os pais dizem aos filhos ( e que destroem a sua autoestima)

 Eu não tenho filhos, mas não é preciso tê-los para saber que há formas erradas de educar crianças. E, infelizmente, é o que mais se vê hoje em dia. Basta olhar em volta num supermercado, na rua ou no centro comercial, para ver logo os pais a agirem de forma incorreta com as crianças.

Eu sei que educar crianças não deve ser fácil. Deve ser mesmo esgotante lidar com as noites mal dormidas, com os choros, com as birras, com as asneiras que elas fazem... Sei que, com o cansaço, o nervosismo e a exaustão diz-se muito coisa que não se sente realmente. Contudo, o efeito destas palavras, a partir do momento em que são ditas, fica fora do nosso controlo, e pode causar muito impacto na vida de uma criança, pelo que é preciso ter cuidado com aquilo que se diz.


1. Não chores: São apenas crianças, que devem sentir-se livres para expressar as suas emoções ao pé das pessoas em quem mais confiam, os seus pais. As crianças têm a mesma capacidade emocional que os adultos têm, apenas não conseguem acalmar-se da mesma maneira que nós, pelo que precisam do apoio dos pais para isso.

2. Quem me dera que fosses mais como o teu irmão: Porque é que fazem isto às pobres das crianças? Nada é pior para uma criança do que se sentir inferior a outra pessoa. Isto vai fazer com que ela crie ressentimento em relação aos seus familiares. Cada criança é especial e única à sua maneira, pelo que devemos valorizar as suas qualidades e incentivá-las a melhorar os seus pontos fracos.

3. Estás bem, isso não é nada: Para nós, pode ser um simples arranhão, mas para as crianças pode ser a experiência mais dolorosa do mundo. Não devemos exagerar a situação, devemos apenas a limitarmo-nos a tratar da ferida e a dizer que vai melhorar.

4. Nunca consegues fazer nada bem: Ninguém gosta de ouvir isto, nem os adultos, quanto mais as crianças. Eu acho que isto é a pior coisa que se pode dizer aos filhos. Eu sei que muitas vezes os pais dizem isto da boca para fora, porque estão enervados por o filho ter partido algo ou feito alguma asneira, mas pensem muito bem antes de falar.

5. Eu também te odeio: Todos nós, quando somos crianças, já dissemos aos nossos pais que os odiávamos. Mas nessa altura, nós nem sequer compreendíamos o impacto das nossas palavras. Por outro lado, se os nossos pais descessem aos mesmo nível e dissessem isto, nós acreditaríamos. Por isso, acho que a resposta mais correta aqui é " eu gosto de ti na mesma".

6. Tu envergonhas-me: Muitas crianças têm tendência para gritar, saltar em público e fazer as cenas embaraçosas mais random. Mas calma gente, são crianças. Em vez de lhe dizerem isto, expliquem-lhe a forma como deve se comportar na rua. Ou, simplesmente, ofereçam-lhe mais atenção. Às vezes, as crianças fazem isto porque não recebem atenção em casa.

8. És feio(a)/gordo(a)/estúpido(a): Os filhos, quando são pequenos, acreditam em tudo o que os pais dizem. São a fonte mais fiável de informação e o centro das atenções dos filhos, e eles fazem tudo para os agradar. Dizer palavras como esta pode destruir a autoestima de uma criança, além de poderem ficar anos na cabeça dela, mesmo quando já é adulta.

9. Eu prometo: A não ser que cumpram mesmo a promessa, não façam isto. Vejo muitos pais a fazer promessas à toa aos filhos, sabendo logo de antemão que não as conseguem cumprir, e depois quebram a relação de confiança que têm com eles. Em vez de dizerem " eu prometo" digam antes " eu vou tentar".

10. Eu espero que tenhas filhos como tu: Eu percebo o que querem dizer com isto, e que não o dizem por mal, mas a criança pode interpretar como " eu estou a odiar educar-te".

18.9.17

10 clichés que os nossos pais nos disseram ( e que nós odiámos)

10 clichés que os nossos pais nos disseram ( e que nós odiámos)

A vida é dura quando somos novos. Tudo aquilo que nós queremos é viver de acordo com as nossas regras mas, frequentemente, estamos sob o olhar atento dos nossos pais.

Todos nós já as ouvimos. Aquelas frases irritantes que os nossos pais já nos disseram pelo menos uma vez nas nossas vidas. Às vezes, até mais vezes do que aquelas que gostaríamos de ouvir. Sim, sabemos que estão a tentar educar-nos da melhor forma mas, still, estas frases irritam! Todos os pais educam os filhos de forma diferente, mas todos eles já disseram estes clichés. E, sejamos sinceros, já nos apeteceu dar respostas sarcásticas a estas frases.


1. Eu sou o/a pai/mãe, tu és o/a filho/a: Muito obrigada por me relembrarem a árvore genealógica da minha família. Já me tinha esquecido dela! Mas geralmente isso é mais uma desculpa usada quando o elemento mais velho cuida  do mais novo, e faz disso uma forma de o controlar.

2. Eu nunca fiz isso quando era criança: Pois, mas no teu tempo também não existia o Facebook nem a Playstation, portanto não venhas para aqui comparar as coisas. Os tempos mudaram.

3. Porque eu disse que não: Eu pedi uma explicação, e isso não é uma explicação. Isso deixa uma pessoa louca!

4. Nós sabemos aquilo que é melhor para mim: Eu sei, eu sei, vocês têm mais experiência de vida do que eu, e acreditem que eu valorizo a vossa opinião. Mas, por muito que as vossas experiências tenham sido semelhantes às minhas, vocês não são eu, por isso, a palavra final é minha, ok?

5. Tens a certeza que te esforçaste mesmo? : Não, não me esforcei. Eu reprovei no teste por diversão. Eu preenchi de propósito todas as perguntas com a resposta errada para lixar o meu futuro e para vocês reclamarem comigo.

6. Tu não és o filho/a que eduquei: Quem me educou então? Algum fantasma que está aqui?

7. Enquanto viveres sob o meu teto... : Aonde é que é suposto viver então? No orfanato? Debaixo da ponte? É que eu ainda sou novo/a demais para arranjar um emprego, ainda ando na escola.

8. Se todos os teus amigos se atirassem de uma ponte, tu também te atiravas? : Obviamente que não, não sou nenhuma idiota!

9. Quando tiveres filhos vais compreender: Quem te disse que vou ter filhos, para começar?

10. Não estou zangado/a contigo, só estou desiludido/a: Esta é daquelas que faz mesmo doer o coração. É que nem comento!


E vocês? Já ouviram algumas destes clichés? Que clichés ouviram?

10.9.17

10 coisas que os pais dizem quando vais para a Universidade

 10 coisas que os pais dizem quando vais para a Universidade

Amanhã, para muitos caloiros neste país, começa uma nova aventura, a vida universitária. E embarcar nesta aventura significa deixar para trás muita coisa, incluindo os próprios pais.

Neste momento, se és um caloiro/a, já tomaste quase todos os passos necessários para entrares na Universidade. Já te sabes em que faculdade ficaste, já fizeste as tuas comprinhas, já fizeste as malas, já andaste a ver casas... Só falta mesmo entrar na Universidade. Mas antes de entrares nesta nova etapa, os teus pais irão dizer-te, certamente, algumas destas coisas.


1. Estamos orgulhosos de ti: Uma das poucas vezes em que os meus pais disseram me isto foi há 2 anos, na noite em que saíram os resultados das candidaturas de acesso ao Ensino Superior. Entrar num curso é o primeiro passo para te tornares num adulto bem sucedido o que deixa, obviamente, os teus pais orgulhosos.

2. Estuda muito: O Secundário já acabou e as tuas notas daí já estão definidas. Contudo, a Universidade é uma oportunidade para começares de novo, e estudares mais e melhor. Aproveita a oportunidade que tens de tirar um curso para trabalhares muito e ter sucesso.

3. Come saudável: Os pais já sabem as peças que têm em casa, por isso, este é dos primeiros conselhos que eles dão. Isto porque dá na cabeça de muitos jovens a ideia maluca de comer fast-food durante o primeiro mês, o que não é, de todo, saudável. Mas, felizmente, é uma fase que passa.

4. Não andes sozinho/a de noite: É muito provável que também oiças este conselho, mas não deixa de ser um bom conselho a seguir, não só na Universidade, como durante toda a vida. As barbaridades que se fazem a pessoas que andam sozinhas à noite são mesmo terríveis!

5. Liga-nos sempre que puderes: Para o caso de ires para outra cidade, vai ser difícil para os teus pais adaptarem-se a essa realidade. Estão habituados a ter-te sempre por perto, a falar contigo e, de repente, estás a quilómetros de distância. Pode parecer chata agora a ideia de lhes estares a ligar frequentemente mas garanto-te que vai ser bom não só para eles, como também para matar as saudades que tu terás.

6. Poupa o dinheiro: A última coisa que os teus pais querem é que gastes o dinheiro todo de um mês logo na primeira semana. Poupar significa que não poderás jantar fora todos os dias nem andar por aí a gastar dinheiro em cervejas e a bebê-la como se esta fosse água.

7. Mantém a casa arrumada: Os teus pais gostam sempre de ti, mas garanto-te que o teu colega não te vai adorar se tornares a vossa casa no caos total!

8. Garante sempre a tua segurança: O que significa tomares boas decisões e não te meteres em sarilhos, basicamente.

9. Sê tu próprio/a: Não só nesta etapa da tua vida, mas como em todas. O segredo para fazer amigos e, sobretudo, para ser feliz é sermos nós próprios. É um conselho que nunca será velho demais para praticar.

10. Nós adoramos-te: Os teus pais poderão estar longe de ti, mas amar-te-ão sempre.


Caloiros por aí? Os vossos pais já vos disseram isto? E os universitários aí desse lado? Ouviram isto na vossa altura? Partilhem nos comentários.


Boa sorte a todos os caloiros que vão iniciar amanhã uma nova etapa :).

17.8.17

5 coisas que os teus pais não te podem ensinar


Apesar de serem um bocadinho protetores demais para o meu gosto, sinto-me uma sortuda por ter sido crescido com os meus pais. Nunca deixaram que me faltasse nada, educaram-me, puseram-me em boas escolas e apoiaram-me em tudo aquilo que precisava. Mais importante que tudo, ensinaram-me inúmeras lições de vida que nunca irei esquecer.

Apesar de todos os ensinamentos que os nossos pais nos dão, há coisas que só conseguimos aprender por nós próprios. Há algumas lições que só aprendemos quando somos obrigados a enfrentar a vida sozinhos.

1. Descobrir o nosso emprego de sonho: Por muito que muitos pais me queiram contradizer, a verdade mais simples e pura é esta, são os filhos que descobrem aquilo que querem ser. Podem pô-los em boas escolas, fazer com que estudem, tentar chantageá-los e obrigá-los até a ir por um certo caminho mas, quando alguém tem um sonho, irá fazer tudo para o realizar, custe o que custar. Portanto, já chega de criar adultos frustrados que estão nos empregos errados, deixem seguir o que eles querem.

2. Quem amar: Os teus pais bem que te podem aconselhar este/a ou aquele/a homem/mulher, mas só tu poderás decidir com quem vale a pena construir uma vida. Nunca deixes que ninguém, nem mesmo os teus pais, decida por quem te deves apaixonar.

3. Quem tu realmente és:  Os pais caem sempre na tentação de idealizar os seus filhos, de imaginar aquilo em que se vão tornar. Consequentemente, os filhos sentem-se pressionados a corresponder a essas expetativas. A melhor pessoa que nós podemos ser é nós próprios. Descobrir quem realmente somos é um caminho longo e difícil de percorrer, mas que vale muito mais a pena do que usar uma máscara.

4. Como lidar com a dor: Quando somos crianças, conhecemos a dor física, de um arranhão, de uma queda de bicicleta e pouco mais. Todavia, quando somos adultos ( ou mais cedo, infelizmente), confrontamosno-nos com a dor emocional, que é tão ou mais dolorosa que a dor física. Ninguém nos ensinou a lidar com esta, nem mesmo os nossos pais. Temos que ser nós próprios a descobrir como tentar superá-la ou, pelo menos, torná-la mais suportável.

5. Como te amares a ti próprio/a: Tal como descobrir quem realmente somos, descobrir como nos amarmos a nós mesmos é uma tarefa solitária. Não é nada fácil, muitas vezes parece que estamos em guerra com nós mesmos, mas no fim, se o conseguirmos, faz tudo valer a pena. Antes de aprendermos a amar os outros, devemos aprender a amarmos e respeitarmo-nos a nós próprios, pois só assim seremos felizes e seremos capazes de amar os outros.

É vocês? Quais são as lições que acham que os vossos pais não vos podem ensinar?

4.5.17

10 mentiras que todos nós já dissemos aos nossos pais


Vamos admitir, todos nós já mentimos, pelo menos, uma vez aos nossos pais. E quem disser que não, ou é muito mentiroso, ou então tem  pais completamente desinteressados que permitem  tudo.

Todos nós já contamos algumas destas mentirinhas pequenas. Isso não faz de nós maus filhos, às vezes, é preciso mentir um pouco para eles não se preocuparem ( ou simplesmente para evitar um sermão ahahahah).


1. Já estou a pé há muito tempo: Na verdade, só estou a pé há 15 minutos, mas tenho uma rotina matinal mesmo muito rápida.

2. Eu estudei o fim de semana inteiro: Supostamente, devia estar a estudar, mas acabei por fazer uma maratona de filmes, e agora estou a panicar, a ver como estudo tudo em uma hora.

3. Desculpa, não ouvi o meu telemóvel: Estava a ver televisão, não me apetecia interromper aquilo que estava a ver, nem me apetecia levantar o rabo do sofá para ir buscar o telemóvel.

4. Não estou a mandar mensagens a ninguém: Só estou aqui a mandar uma disfarçadamente, mas tu não irás saber, porque graças a Deus existem passwords.

5. Sim, eu lembro-me dela: Não faço a mínima ideia quem ela é, nem lembro da existência dessa prima.

6. Nahh, não estou assim tão pobre: Só tenho 1 euro na minha conta bancária, nem sequer dá para levantar, mas estou à espera que milagrosamente adivinhes e me dês mesada mais cedo.

7. Sim, o meu quarto está arrumado: Se ignorarmos a roupa que está no chão, o monte de papéis que estão na secretária e a cama por fazer, o meu quarto até está arrumado.

8. Sim, eu ontem à noite deitei-me cedo: Isso ia mesmo acontecer, mas fiquei tão interessado/a num livro, que tive que lê-lo até ao fim para saber o final, e acabei por deitar-me às 2h da manhã.

9. Hoje as aulas correram bem: Não sei, deve ter sido uma boa aula,hoje preferi ficar no bar com os amigos a falar.

10. Sim, eu sei bem o que quero ser quando for adulto/a: Quero ser milionário/a, é o que quero ser!


E vocês? Já disseram algumas destas mentiras? Que mentiras contaram aos vossos pais?

20.4.17

10 vantagens de ter crescido com pais rígidos


Como filha única, era quase inevitável ter pais superprotetores e rígidos. Talvez rígidos não seja a palavra ideal, soa a pessoas más, coisa que os meus pais nunca foram, sempre me ofereceram muito amor e carinho. Diria que foram muito exigentes comigo, e eu não podia fazer propriamente tudo o que me apetecia.

Foram muitas as vezes na minha infância em que desejei ter aquele tipo de pais relaxados, que deixavam os filhos deitarem-se às horas que queriam, comer porcarias na cama e sair quando quisessem. Porém, apesar de ainda desejar que os meus pais fossem um pouco menos rígidos, estou grata por ter tido a educação que tive, pois deu-me muitas qualidades e competências que me serão muito úteis na minha vida adulta.


1. Aprendi autodisciplina deste nova: Crescer com pais rígidos faz com que desenvolvas autodisciplina logo desde criança. E, a longo prazo, foi uma competência que já me safou em muitos aspetos da minha vida. Foi preciso autodisciplina para não me distrair e estudar para os exames nacionais do secundário, foi preciso ser disciplinada para ir às aulas da universidade em vez de ficar no café a falar, foi preciso disciplina para saber parar de comer numa festa cheia de doces bons... É, muito provavelmente, uma das melhores competências que ganhei com os meus pais.

2. Desistir nunca foi uma opção: Na minha casa, desistir nunca foi uma opção. Podia chorar a dizer que não conseguia fazer determinado teste, mas os meus pais obrigavam-me a fazê-lo na mesma. Eles instalaram em mim mesma um medo saudável de ser preguiçosa, pelo que sempre dei  100 % de mim em tudo a que me comprometi.

3. Presto muita atenção aos mais pequenos detalhes: Apesar de ser um pouco distraída ( e de ainda ser repreendida pela minha mãe por causa disso), eu considero-me uma boa observadora. Isto deve-se ao facto de todas as vezes em que a minha mãe me chamou para fazer melhor a cama, para apanhar algo do chão, ou para ajeitar uma moldura que ficou demasiado virada para a direita ( sim, a minha mãe é muito perfecionista). Apesar de, na altura, ser chato ter que estar a fazer tudo direitinho até ao mais ínfimo pormenor, agora estou grata por isto, porque esta qualidade já me impediu, por exemplo, de mandar mails para pessoas importantes com erros.

4. Sou boa a poupar dinheiro: Os meus pais nunca foram aquele tipo de pais que me davam dinheiro sempre que eu pedia. Eu tinha x dinheiro, semanalmente, que era merecido ( através do meu bom comportamento, sucesso escolar e realização de tarefas domésticas), e qualquer ação má que eu tivesse era suficiente para ficar sem semanada durante algum tempo. Isto incutiu em mim mesma um sentido de responsabilidade, de perceber que o dinheiro não nasce nas árvores, que é preciso trabalharmos para o receber e, quando o recebemos, não o devemos gastar " à balda", temos que saber poupá-lo e gastá-lo conforme as nossas necessidades.

5. Pensar demais está na minha natureza ( mas pode ser uma qualidade): Sou uma pessoa que pensa demais por natureza. Não posso dizer que isto seja culpa dos meus pais, porque acho que é algo que sempre fez parte da minha personalidade, mas diria que os meus pais amplificaram esta característica minha. No entanto, penso que pensar demais, apesar de ser extremamente irritante, por vezes, torna-se uma qualidade. Em vez de me "atirar de cabeça" para as coisas, penso conscientemente nos prós e contras de cada situação, e reflito sempre sobre os meus comportamentos, o meu desempenho e as minhas atitudes, aquilo que posso melhorar,... Basicamente, pensar demais também me ajuda a refletir melhor sobre mim mesma, o que acaba por ser bom.

6. Tenho uma boa postura: Ainda hoje, quando estou sentada num auditório da minha faculdade, consigo ouvir a voz da minha mãe na minha cabeça " Mete as costas direitas", pelo que me endireito logo ahahahah xD. A verdade é que uma boa postura não é importante só para a tua saúde, mas também para a tua autoconfiança e para transmitires a mensagem correta aos outros.

7. Domino a arte de ser persuasiva: Convencer os meus pais a deixarem-me fazer o que quer que seja não é tarefa fácil. Queres sair à noite? Bora lá elaborar uma lista de argumentos, um powerpoint e uma lista das amigas que vão e os seus respetivos números de telefone. Queres um novo telemóvel? É bom que tenhas uma boa razão para isso. Portanto, como devem imaginar, anos e anos disto deram-me boas capacidades de argumentação e de convencer pessoas a deixarem-me fazer algo.

8. Aprendi a escolher as minhas batalhas: Como devem calcular, nunca fui aquele tipo de pessoa que podia sair dois dias seguidos. Se saía na sexta, já não saía no sábado. Como resultado, tive que aprender a escolher as minhas batalhas. Se queria sair, não ia pedir aquela saia linda que vi no mesmo dia. Aprendi que nem sempre podemos ter tudo aquilo que queremos, pelo que temos de ser seletivos e perceber aquilo que realmente queremos e aquilo que nem precisamos tanto.

9. Encorajaram-me a trabalhar mais do que o necessário para entrar numa boa universidade: E, finalmente, estou agora a usufruir de uma boa experiência universitária, após anos de trabalho árduo.

10. Apesar de serem duros comigo, também me apoiam bastante: Já perdi a conta ao número de sacrifícios que os meus pais fizeram por mim. Já perdi a conta às vezes que o meu pai me foi buscar à escola, só para eu não perder tempo para estudar. Já perdi a conta às vezes que foi, à noite, tirar-me fotocópias para eu estudar. Já perdi a conta às vezes que a minha mãe me fazia companhia à hora do almoço, quando eu andava no Básico, para eu não ter que passar duas horas sozinha. Os meus pais sacrificaram imensa coisa por mim, e acho que nunca serei capaz de lhes retribuir. Estou muito grata por tudo aquilo que me deram e fizeram por mim. Foi graças a eles que eu sou aquilo que sou hoje e que cheguei onde cheguei.


E vocês, cresceram com pais rígidos? Que vantagens acham que tiveram? Contem-me tudo nos comentários?

17.8.16

Vantagens de (ainda) viver com os pais


Como sabem, eu estudo na universidade da minha própria cidade, o que se revelou ser uma desilusão, porque não tenho tanta liberdade nem ganho tanta experiência de vida, como os meus colegas que estudam noutras cidades. No entanto, sei reconhecer as vantagens de ainda morar com os meus pais.

Atualmente, e mais do que nunca, cada vez mais jovens entre os 18 e os 30 anos se encontram ainda a viver na casa dos pais. Cada vez mais se tem tornado uma situação normal e comum. Vivemos tempos difíceis, e muitas pessoas não têm condições económicas para sair da casa dos pais ( mas, quanto a mim, espero poder sair de casa no final do curso, preciso dessa liberdade).

Por muito chato e limitante que viver na casa dos pais possa ser, existem algumas vantagens que não teríamos de outra forma.


1. Não tens que pagar renda ou contas: Esta é, sem dúvida, das melhores vantagens. Não tens que te preocupar com a renda ou o aluguer da casa, nem tens que te preocupar em pagar contas de água, luz e gás. Se és daquelas pessoas que já trabalha, esta é uma oportunidade para não gastares nadinha do teu salário e juntares dinheiro para o teu futuro.

2. Boa comida: Por muito bem que cozinhemos, ou por muito boa que seja a comida da cantina/restaurantes, não há comida tão boa como a que a nossa mãe faz.

3. Não precisas de lidar com colegas de quarto desarrumados: A não ser que te tenha saído a sorte grande, se fores para uma residência ou casa universitária, vão-te calhar colegas desarrumados, que saiem à noite e chegam de madrugada ( para não falar do barulho que fazem ao chegar).... Na casa dos teus pais, está sempre tudo arrumadinho e direitinho, quanto mais não seja por a tua mãe te mandar fazê-lo, mas ao menos não existem terceiros a desarrumar tudo o que tu limpas.

4. Sentes-te em casa: Não há sítio mais confortável no mundo do que a casa onde nós crescemos. Por muito que nos sintamos confortáveis na residência universitária ou no nosso novo apartamento, a casa onde nós crescemos será sempre a nossa casa.

5. Tens tempo para descobrir qual é o teu próximo passo: Como não tens a pressão de pôr a comida na mesa e de pagar as contas, tem mais tempo para pensares seriamente sobre o teu futuro, sem tomares decisões precipitadas. Quando te sentires pronto/a, aí sim, poderás sair de casa dos teus pais de consciência tranquila, porque sabes que fizeste aquilo que era mais certo para ti.


E vocês? Na vossa opinião, quais são as vantagens de se viver na casa dos pais?


12.6.16

Coisas que só quem tem com pais super protetores compreende


( Mãe, Pai, se um dia lerem este post, fiquem a saber que eu  adoro-vos, apesar de me terem sempre protegido demasiado).

Como já devem saber ao ler o blog, eu tenho pais super protetores. Mesmo super protetores. O termo correto seria " pais controladores", mas prefiro usar o termo "protetores", porque acredito que estão a fazer isto para o meu bem e, lá no fundo, gostam muito de mim.

Mas compreender a razão pela qual os meus pais me controlam demasiado não significa que eu concorde com o método de educação deles. Muitas vezes, ao longo da minha infância e adolescência, teria sido mais proveitoso para o meu desenvolvimento se me tivessem dado mais liberdade e me deixassem cair vezes sem conta, no sentido figurativo e literal. Se me tivessem dado mais liberdade, talvez eu agora não sofresse do Síndrome de Timidez Inicial soubesse desenrascar-me melhor em tudo na vida ( bem, agora estou a tentar recuperar o tempo perdido e aprender a fazer as coisas, nomeadamente cozinhar).

Infelizmente ainda estou na casa dos meus pais e tenho que lidar com as ordens deles, mas este post é para todos aqueles que cresceram numa casa com pais assim.


1. És sempre a primeira pessoa dos teus amigos a sair de uma saída/ festa.

2. Pedir permissão para sair à noite implica um pedido com 40 horas de antecedência, um powerpoint a acompanhar, o número de telemóvel de 3 das pessoas que vão sair contigo, e um contrato escrito e assinado por ti, em que prometes nunca beber, nem uma gota que seja de nenhum tipo de bebida alcóolica.

3. Por isso, sempre que os teus amigos fazem planos para sair mais tarde num determinado dia, tu já sabes que não vais poder ir, porque não tens as 40 horas necessárias para convencer os teus pais, por isso ias levar com um "não" garantido.

4. Tiveste sempre que esperar que eles tivessem de bom humor para lhes pedir o que quer que seja.

5. Eles criticam-te sempre, mesmo quando tu fazes tudo bem.

6. Tens  sempre escolher entre sair na sexta-feira à noite ou no sábado à noite, porque os teus pais nunca na vida te deixam sair duas noites seguidas.

7. Mentes sempre tudo ( ou quase tudo, vá), a toda a hora.

8.  As conversas ao jantar com os pais são sempre sobre a vida escolar, nunca sobre a vida social ou amorosa. Para os teus pais, tu não tens vida social, só tens vida escolar e ponto.

9. Tens sempre que ter cuidado com as piadas que contavas aos teus pais, porque ou eles riem-se espontaneamente, ou acabam por a dar-te um sermão de 2 horas e pôr-te de castigo.

10. Tens que estar sempre a mandar sms e a telefonar aos teus pais quando estás fora de casa, nem que seja ir ao supermercado e voltar, e se não atendes UMA chamada eles, eles assumem automaticamente que tu foste raptada, morta ou estás metida na droga com os teus amigos ( que eles acham que sempre foram más influências.

11. Os teus pais decidem tudo o que tu vestes. E quando eras tu a escolher a tua roupa, eles dizem que a saia é demasiado curta, ou a camisola é demasiado decotada.

12. Os teus pais começam logo a fazer filmes quando tu fazias amizade com um rapaz, mesmo que tu não tenhas nenhum interesse romântico nele. Mas para os teus pais, tu só podes ter amigas, e fazer amizades com rapazes é um mito, para eles os rapazes querem é  ir para a cama contigo.

13. Os teus amigos dizem-te sempre que não adicionam os pais nas redes sociais para estes não verem o que eles fazem, mas o que os teus amigos não sabem é que os teus pais usam mesmo a conta das tuas redes sociais, e tu não tens nenhuma maneira dos impedir, porque caso eliminasses as contas, ele tiravam-te o telemóvel e o computador.

14. Os teus amigos muitas vezes acham  que tu estás a inventar desculpas para não sair com eles, porque ninguém tem pais assim tão controladores. Os teus amigos claramente nunca conheceram os teus pais.

15. Os teus sonhos de ser rebelde envolvem apenas fazer planos espontâneos e ter um T1 a teu gosto.


Alguém tem pais superprotetores? Identificam-se com estes pontos?

PS: Todos os comentários serão respondidos amanhã. Peço desculpa por não responder hoje, mas o estágio está a encher-me de trabalhos para entregar.