"". Life of Cherry: carta !-- Javascript Resumo Automático de Postagens-->
Mostrar mensagens com a etiqueta carta. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta carta. Mostrar todas as mensagens

6.12.17

Uma carta para a minha prima, no seu 25º aniversário

Uma carta para a minha prima, no seu 25º aniversário

Quem já segue o meu blog há algum tempo, sabe que eu nutro um grande carinho pela minha prima. Sou filha única, mas ela é como se fosse uma irmã para mim. Somos muito próximas desde pequenas, partilhamos tudo e somos praticamente inseparáveis. Hoje ela faz 25 anos. Os nossos blogs não são um diário pessoal ( embora às vezes dê essa sensação), mas também acabam por retratar um pouco aquilo que é a nossa vida e aquilo/quem que é importante para nós. O " Life of Cherry" é feito das minhas opiniões e perspetivas sobre tudo, mas também é feito da minha vida e das pessoas de quem gosto, por isso não poderia deixar  passar esta data especial sem dedicar esta publicação à minha prima e eternizar estas palavras:


" Neste dia, há precisamente 25 anos, tu nasceste ( WOW, dá para acreditar? Estás a ficar velha priminha heheheh). Há precisamente 25 anos atrás o mundo ficou mais alegre, mais barulhento ( porque tu não sabes falar baixo, é impressionante!), mas sobretudo mais feliz. Bem, pelo menos é o que eu imagino, porque eu só te cheguei a conhecer 4 anos e meio mais tarde. Não sei o que seria a minha vida sem ti, porque já estás nela desde que eu nasci e, sinceramente, não quereria que fosse de outra maneira.

Há uns anos atrás, nunca imaginei que me viesses a inspirar tanto. Eu era como se fosse a tua irmazinha mais nova irritante, e tu eras a irmã mais velha que se estava sempre a meter comigo ( e, para ser honesta, ainda o és). Mas agora que sou mais velha e tenho mais maturidade é que me apercebi da sorte que tenho por te ter.

A qualidade que eu mais admiro em ti é que tu és inexoravelmente genuína. Acho que nunca desejaste ser alguém que não tu própria. Eu na adolescência fui tão diferente de ti, muito caladinha, insegura e sem saber quem eu era. Mas tu foste sempre tão alegre, tão confiante e tão social, e eu admiro-te por isso. Acho que é das melhores qualidades que uma pessoa pode ter, nunca percas isso. Parece que és uma luz e que atrais as pessoas e és a alma das festas (também o oposto de mim). Tens um forte sentido de liderança, um bom sentido de humor e consegues animar a malta toda em 10 segundos se for preciso. Sou completamente o oposto de ti, sou ( bastante) mais introvertida, mas se eu hoje sou mais alegre e mais confiante, em parte devo-te a ti.

És a única pessoa que me consegue dar-me cabo dos nervos num minuto e pôr-me a rir histericamente no minuto a seguir. Obrigada pelas inúmeras sessões fotográficas que fizemos só para encontrar a foto de perfil perfeita. Obrigada pelas vezes em que me deixaste ir ao teu roupeiro quando eu não encontrava nada perfeita para usar no meu. Obrigada por me atualizares sempre com todas as coscuvilhices familiares do momento. Obrigada por te juntares a mim para irritarmos todos os outros familiares. Obrigada por seres a melhor consultora de moda e de beleza. Obrigada por seres a minha companheira de viagens. Obrigada por me teres ajudado sempre que eu precisava. Obrigada por me teres feito rir até me doer a barriga quando tudo aquilo que eu queria era chorar por a vida ser lixada. Obrigada por seres a minha irmã emprestada e a minha melhor amiga.

Estou muito feliz por ti. Não só por ser o teu aniversário e por termos uma festa ( e uma viagem marcada para assinalar a data!), mas por tudo o que já alcançaste. És uma mulher de 25 anos divertida, uma eterna criança ( nunca percas toda essa alegria!), inteligente, confiante e com um coração de ouro. Acredito que irás chegar muito longe. 

Muitos parabéns, prima branquelas. Adoro-te."

24.7.17

#BeautyBeyondSize: Carta para o meu corpo


Querido Corpo,

Durante grande parte da minha vida, eu e tu tivemos uma relação difícil. Durante grande parte da minha vida, eu não te amei como devia, não te valorizei nem apreciei. Fiz, disse e pensei coisas horríveis acerca de ti. Fiz sempre tão pouco, e esperei sempre tanto de ti. Durante anos, andei em guerra contigo, sem saber que estava a prejudicar-nos a ambos. Concentrei-me mais nos nossos erros do que nas nossas vitórias. Por tudo isto, peço imensas desculpas. Com este carta pretendo documentar este pedido de desculpas, e contar a história de como voltei a amar-te.

Sinto-me arrependida pelos dias que passei triste, por ser demasiado magra e alta comparativamente com as outras raparigas. Olhando para trás agora, sei que foi parte do meu crescimento, cresci mais rápido do que o que contavas, pelo que não conseguiste fazer com que ganhasse peso num tão curto espaço de tempo. No entanto, quando eu tinha 10 anos, não fui capaz de compreender isso, e culpei-te, por me fazeres sentir tão estúpida, esquisita e tão deslocada. Numa tentativa de remediar a situação e parecer-me mais com as raparigas populares que eu considerava bonitas, comecei a comer inúmeras gulosices sem fome, numa tentativa de ganhar peso, mas sempre em vão. Parecia que te recusavas a engordar, e todas as minhas tentativas foram falhadas. Vi-me obrigada a parar quando a minha mãe reparou que comia às escondidas. A partir daí, sobre a vigilância constante da minha mãe, não pude fazer mais nada, mas continuava a odiar-te e a culpar-te por me fazeres sentir tão mal.

Eventualmente, cresci, e tu também. Evoluíste para formas mais bonitas e mais saudáveis. Por volta dos meus 15 anos, eu e tu andámos numa fase de paz, em que eu te elogiava, admirava-te e respeitava-te, tal como o merecias. Sentia-me bonita, tinha um bom metabolismo, podia comer tudo o que quisesse sem engordar, e os comentários maldosos que diziam o contrário não me convenciam. Era tudo inveja. Andávamos, eu e tu, felizes, e parecia que nada poderia estragar essa felicidade. Contudo, isso foi sol de pouca dura.

Por volta dos meus 17 anos, por ironia da vida, passei do 8 para 80. Se antes me queixava da minha magreza extrema, comecei a queixar-me de estar a engordar. A pílula resolveu os meus problemas de acne, mas fez-me ganhar formas de mulher e engordar rapidamente.  Voltei a odiar-te e a tratar-te mal. Embarquei em muitas dietas restritas, mas que não me garantiam bons resultados. Perdia 1 quilo numa semana, mas ganhava 2 na seguinte. Comecei a ficar obcecada com as calorias, contava todas as que comia. Comecei a ficar cada vez mais triste e revoltada e, se a minha prima nutricionista ( na altura, estudante de Nutrição), não tivesse intervindo, não sei o que é que nos teria acontecido.

A minha prima ajudou-me a criar uma dieta em que eu perdesse peso, não tivesse fome e, sobretudo, me alimentasse de forma saudável. A pouco e pouco, fui perdendo peso, voltei a sentir-me bonita e, mais importante que tudo, voltei a amar-te. Deixei de pensar e dizer coisas horríveis sobre ti, deixei  de te maltratar e deixei de te insultar. A pouco e pouco, fui construindo uma relação de amor e confiança contigo.

O nosso caminho foi longo e duro mas agora, finalmente, consigo compreender tudo. Obrigada pela paciência que tiveste comigo, durante todos estes anos, para aturar e suportar todo o mal que fiz. Obrigada pelas lições valiosas que me deste, sobre autoconfiança, amor próprio e, sobretudo, por me ensinares a tratar-te da maneira que mereces. Abriste-me os olhos para a realidade de que todos nós só temos um corpo, e é nosso dever tratar deste como se fosse algo sagrado, um templo, porque a nossa saúde é algo que devemos estimar.

Mas a maior lição que aprendi com isto tudo é que a nossa beleza não se define pelo número que aparece na nossa balança. A nossa beleza define-se pelo quão saudáveis e felizes somos. E ninguém, nem mesmo a estúpida da sociedade, nos pode dizer o contrário.

Peço, mais uma vez, desculpa por todo o sofrimento que te causei, e agradeço-te por teres sido paciente e teres esperado para que eu aprendesse as minhas lições. Daqui para a frente, tudo será melhor. Espera-nos um futuro que, certamente, nos irá trazer muitos alegrias, se ficarmos sempre unidos.


(Este post insere-se no projeto "#BeatyBeyondSize", trazido à blogosfera portuguesa pela Sónia Pinto do blog " She Writes". Para mais informações, cliquem aqui)

12.9.16

Uma carta para os meus antigos bullies


Não vou começar esta carta com "queridos bullies" . Por muito que tenha ultrapassado todo o sofrimento que me causaram e até vos tenha perdoado, nunca esquecerei o que me fizeram e, provavelmente, nunca seremos amigos.

Esta carta dirige-se aos meus colegas do 3º ano que me receberam mal, quando eu me mudei temporariamente para uma escola antes de ir para aquela que foi a escola que me acolheu de braços abertos. Dirige-se também ao grupo de raparigas más que fez questão de fazer a vida num inferno de toda a turma do Básico, e a um grupo de rapazes que gozava comigo por ser demasiado magra e alta para a minha idade.  Todos vocês tiveram a mesma missão de me deitar abaixo mas, lamento dizer-vos, todos vocês falharam nessa missão, embora ao início a vitória parecesse garantida.

Provavelmente já não se lembram de quem eu sou. Na altura, eu achava que era o principal alvo das vossas brincadeiras de mau gosto, mas agora sei que existiram muitas outras vítimas que sofreram nas vossas mãos. Na altura,  achava que eu é que era a estúpida, que era feia e que era uma má pessoa, que merecia ser alvo do vosso gozo e divertimento, porque era fraca. Agora sei que as únicas pessoas que foram sempre fracas foram vocês.

Durante 5 anos achei que o problema era meu, que eu era demasiado feia, parva e e estúpida. Durante os 5 anos a seguir, comecei a perceber que o problema não era meu, era vosso. Vocês gozavam comigo e com outras pessoas, porque se sentiam inseguros, e achavam que a única maneira de manter o vosso grupo de amigos e de serem " fixes" era rebaixarem os outros. Durante esses anos a seguir, eu comecei a erguer-me, a reconstruir a minha personalidade, a ser mais confiante e mais feliz. Claro que, em grande parte, tenho que agradecer ao maravilhoso grupo de amigos que tive no Secundário, que me inspiraram e me ensinaram a ser eu própria.

Teria sido muito mais fácil carregar toda a dor, sofrimento e raiva durante estes anos todos. Foi uma tarefa muito mais difícil ter que me libertar de todo esse peso e reconstruir a minha personalidade. Apesar de ter ultrapassado tudo com sucesso, ficarei com sequelas para a toda a vida, da mesma maneira que uma pessoa que sofreu um grave acidente de carro fica com cicatrizes. Quando chamam "feia" a uma rapariga, a palavra só fica 2 segundos na vossa cabeça, mas na mente de uma rapariga fica lá durante muitos anos, e não interessa as vezes que os pais dela lhe dizem que é bonita ( anyway, os pais têm quase como obrigação dizer aos filhos que são bonitos).

Agora, passado todos estes anos, e estando finalmente em paz comigo mesma, eu só vos quero agradecer. Sim, eu agradeço pelo que me fizeram passar. Teria sido muito mais fácil não passar pelo sofrimento todo que me causaram, mas não teria aprendido metade das lições que aprendi com vocês nem me tornaria naquilo que sou hoje. Tentaram deitar-me abaixo, mas eu usei os vossos insultos como motivação, e levantei-me sempre de todas as vezes que caía. Ensinaram-me que nem todas as pessoas são de confiança, mas também me ensinaram a reconhecer quem são os meus verdadeiros amigos. Ensinaram-me que, independentemente da fase negra e difícil que estejamos a passar ( e mesmo que pareça que o nosso mundo vai desabar), há sempre uma luz ao fundo do túnel, há sempre esperança e a possibilidade de levantarmo-nos e construirmos uma vida melhor.

Por isso, muito obrigada. Espero que se sintam envergonhados daquilo que fizeram às pessoas, mas também espero que tenham aprendido com os vossos erros, que se tenham perdoado, que estejam bem e que estejam a construir uma vida melhor para vocês, tal como eu construí para mim.

4.3.16

Carta para uma pessoa insegura.


Querida pessoa insegura,

Neste momento, estás a sentir-te insegura. Estás a sentir que não és boa o suficiente. Que não és bonita o suficiente. Que não és inteligente o suficiente. Sentes que estás a esforçar-te tanto, mas que nunca é suficiente.

Lá no fundo, sabes que tens tantas capacidades, tantos talentos, tanto potencial, mas sentes que não estás a usá-lo. Não porque não o queiras, mas sim porque não te sentes em ti neste momento, não te sentes completamente tu este momento.

Quero relembra-te de umas coisas. Quero te lembrar que és uma pessoa linda, independentemente dos padrões de beleza da sociedade. O número que vês na balança, o cabelo e a roupa que vestes não te definem. Quero te lembrar também que és inteligente. A tua inteligência não é definida pelas notas que tens na escola/ faculdade nem pelo trabalho que tens. Quero-te lembrar que és amada por muitos pessoas, mesmo que elas não te digam isso. Quero-te lembrar que és forte e que és capaz de ultrapassar todos os teus medos e problemas que estejas a passar neste momento. Quero-te lembrar que és uma pessoa única, com as tuas capacidades, talentos e personalidade. Tu podes fazer a diferença neste mundo. O mundo não seria o mesmo sem ti, acredita.

Não acredites nas pessoas que te dizem " Tu és feia." , " Tu não vales nada". , "Nunca vais ter amigos", " Nunca vais ter um bom emprego". Essas pessoas só querem deitar abaixo outras para subirem na vida. Tu não és um problema, a sociedade é que é.

É normal sentires-te insegura, toda a gente se sentiu assim em algum momento da sua vida. Porém, não deixes que isso te paralise. Não deixes que isso te impeça de viver a vida e ser feliz. Não te compares aos outros. Não sabes se as outras pessoas a quem tu te estás a comparar, que parecem ter uma vida perfeita, estão na verdade a sentir-se também inseguras.

Sê melhor do que as tuas inseguranças. Sê maior que as tuas fraquezas. Pára de te criticar a ti própria, reconhece os teus defeitos e inseguranças, mas segue em frente. Lembra-te que as inseguranças são normais, fazem parte de ti, mas não deixes que te definam. As inseguranças só existem na tua cabeça. Tu és que escolhes se estas te vão afetar ou não.

Lá no fundo, bem no fundo, tu sabes aquilo que vales. Só precisas de alguém te lembre disso.

" Controla a tua mente ou ela vai-te controlar" ( Budha).

25.2.16

Carta para a pessoa que ambiciona ser blogger.


Querida pessoa que ambiciona ser uma blogger,
Eu era como tu.

Eu era a pessoa que encontrou uns blogs e começou a lê-los. Já não me lembro bem como os encontrei, talvez tenha sido uma pequena pesquisa de algum assunto que me interessava na altura, e que acabou por me levar para o mundo vasto e complexo que é a blogosfera. Mas lembro-me que o primeiro blog que encontrei foi um blog de moda, o Moda e Beleza, que na altura adorava ( e que ainda hoje adoro, é muito giro ter acompanhado o crescimento da blogger). Lia-o de uma ponta à outra, mas o que mais gostava de ler eram os posts pessoais da blogger. Mais tarde, já nem sei bem como, cruzei-me com os blogs de lifestyle, esses pelos quais me apaixonei e que comecei a ler compulsivamente.

Nunca comentava os blogs que seguia. Limitava a acompanhá-los todos os dias, a ler os seus posts, e a encontrar mais e mais blogs para seguir todos os dias. Aos poucos, fui descobrindo que com estes eu estava a aprender coisas novas, a rever-me nas experiências dos bloggers, a ser entretida e a ser inspirada.

Comecei a pensar. "Será que eu podia fazer isto? Ter um blog? Será que eu conseguiria escrever todos os dias ( ou quase todos os dias) para este? Será que alguém se iria dar ao trabalho de ler os meus posts?" Comecei mesmo a pensar em criar um blog. Na altura eu escrevia num diário, escrevia textos só para mim, mas já não me fazia sentido escrever só para mim. Gostava de ter alguém que não me conhecesse pessoalmente a dar opiniões sobre os meus textos, alguém que não precisasse d fingir que gostava daquilo que eu lia só para ganhar o meu afeto. Além disso, gostava de ter um blog para poder ter também um cantinho onde pudesse documentar a minha vida, registar memórias, e partilhar experiências com os outros.

Decidi então criar o meu blog . Assim, no dia 1 de Setembro de 2014 nasceu este blog. Na altura, este blog estava hospedado na plataforma Sapo Blogs que me trouxe muitas alegrias, destaques, comentários e mensagens carinhosas. Fui muito feliz lá, mas sentia-a que precisava de mais liberdade e queria mudar de plataforma ( isto agora não interessa nada para este post, mas podem ler este para perceberem do que estou a falar).Mais tarde, quase um ano depois, viria a mudar o meu blog para a plataforma Blogger.

Na altura em que criei o blog, achava mesmo que ninguém me iria ler. Achava que o que eu escrevia não era interessante para ninguém, a não ser para mim. Mas disse a mim mesma que se não gostasse da experiência, que poderia eliminar o blog a qualquer momento, ou podia continuar a escrever quer tivesse ou não comentários. No entanto, depressa descobri que estava enganada. Existiam, de facto, pessoas interessadas em ler aquilo que eu escrevia, que me deixaram comentários fofinhos ou que partilhavam experiências comigo, que começaram a seguir-me e a voltar todos os dias para ver mais.

Eu era como tu. A pessoa que queria criar um blog, mas não tinha a certeza se iria ser bem sucedida. E aqui estou eu, blogger assumida e orgulhosa, a dizer-te a ti, pessoa insegura e a duvidar de si própria para arriscares. Arrisca, cria um blog. Escreve nele. As pessoas poderão vir a identificar-se com aquilo que tu escreves, poderão ser  inspiradas pelos teus posts... Poderás estar a animar o dia de alguém ou  ajudar uma pessoa a resolver determinado problema. Mas nunca saberás se não arriscares.

Cria um blog. Nem imaginas o retorno que poderás receber de cada vez que carregas no botão de publicar. Nem imaginas os seguidores que poderás vir a ter. As pessoas fantásticas que poderás conhecer. Quem sabe, as amizades que poderás vir a fazer ( porque sim, é mesmo possível fazer amigos online).

O meu blog tornou-se a minha casa. Um sítio onde posso ser  eu mesma. Onde escrevo sobre aquilo que quero, sem limites nem restrições. E onde os meus leitores são os meus convidados, que podem voltar sempre que querem e lhes apetece, sem ter de bater à porta, porque sabem que ela estará sempre aberta para eles. Tu também podes criar um espaço assim. A única coisa que precisas é de coragem.

Tenho dito desde o dia 1 deste blog que tê-lo criado foi a melhor coisa que já fiz. Este blog foi a melhor prenda que eu já recebi. Todos os dias acordo grata por ter este cantinho, um cantinho que já tem tantas histórias e memórias que irei recordar para sempre. Criei um blog do qual me orgulho e, do que depender de mim, irei escrever sempre nele.

Escrevi-te esta carta a ti, pessoa que ambiciona ser blogger, para fazeres o mesmo que eu. Cria um blog. Escreve nele. Vais adorar.

12.8.15

Carta para o meu "eu" de 13 anos.



Com o passar do tempo, começamos a pensar de maneira diferente, e percebemos que cometemos certos erros no passado. Não são erros dos quais nós nos arrependemos, mas se pudéssemos voltar atrás, faríamos certas coisas de maneira diferente. Por isso, achei engraçada a ideia de escrever uma carta para o meu eu mais novo, neste caso escolhi escrever uma carta para o meu eu de 13 anos, porque é o início da adolescência, onde ainda estava a formar a minha identidade.

" Querido eu de 13 anos,

Estou a escrever esta carta com a plena consciência que tu acharás tudo o que te contar uma treta e acharás que eu tenho a mania, o que não me surpreende porque tu não ligas à opinião dos outros, e no futuro também continurás assim, embora tenhas um bocadinho de mais juízo na tua cabeça.

Primeiro, pára de tentar ser igual aos outros, só para seres mais popular e teres mais amigos. Estás a atrair as pessoas erradas para a tua vida e, mais cedo ou mais tarde, elas irão abandonar-te, porque se vão aperceber que não és igual a elas, mas ainda bem que não és. Sê tu própia. Assim, vais atrair as pessoas certas para a tua vida. Além disso, vais perceber que tem mais piada sermos nós própios, sermos diferentes, do que sermos mais uma pessoa no meio de muitas.

Não fiques triste por teres poucos amigos agora. O que importa é a qualidade e não a quantidade. Valoriza os amigos que tens: vais perceber mais tarde que eles são mais importantes do que tu pensavas, pois contribuirão para a construção da tua identidade. Poderás no futuro não falar com eles com a regularidade que fales agora, por isso aproveita agora todos os intervalos das aulas para estares com eles.

Sei que de momento, estás apaixonada pelo rapaz que está ao teu lado nas aulas. Acreditas que o que sentes por ele é verdadeiro, e eu não vou dizer o contrário, porque sei que é aquilo que sentes mesmo, e sentirás o mesmo nos próximos quatro anos. Mas acreditas que vais namorar com ele, que irás casar com ele, e não vale a pena continuar a lista, porque , por muito que te custe, isso nunca irá acontecer.

 O rapaz não sente o mesmo por ti. Afasta-te dele, ele é demasiado possessivo. Porém, já sei que não me vais dar ouvidos, porque estás de tal maneira apaixonada que ficaste cega, e esse rapaz vai magoar-te. Daqui a um ano, vais dizer-lhe o que sentes, ele vai dizer-te que tu és louca, e tu vais para casa chorar e sentir o teu primeiro grande desgosto amoroso. Gostava de te poder dizer que vais ter mais sorte para a próxima, mas não vais ter sorte no amor nos próximos anos. Deixa lá, o rapaz por quem estás apaixonada também não terá sorte no amor nos próximos anos. Ele andará tão deseperado para arranjar uma namorada no secundário, que afungentará todas as raparigas. Não sabe a sorte que tem em uma rapariga como tu gostar dele. De qualquer maneira, no futuro tu já não estarás interessada nele.

Pára de te irritar com as pequenas coisas. Pára te explodir quando as pessoas te provocam, para de começar discussões... Pára de te irritares e de perder a paciência com pequenos problemas. No futuro, terás de lidar com problemas maiores, muitas pessoas irão provocar-te porque têm inveja de ti... Mantêm a calma! O que essas pessoas querem é deitar-te abaixo, a culpa é delas, mas se tu explodires e gritares, a culpa passará a ser tua.

Para de tentar agradar aos teus pais, de seres o que eles querem que tu sejas. Tu é que és dona do teu destino, não eles. Sê aquilo que tu queres ser. Não te importes com os outros. Não estudes muito nem tires boas notas para agradar aos teus pais: tira boas notas porque isso vai ser importante para o teu futuro, porque quando terminares o secundário, vais perceber que o teu esforço valeu a pena e poderás entrar para aquilo ue tu queres (leste bem, para aquilo que tu queres, e não para o que os teus pais querem).

Por fim, quero que entendas que a vida não vai ser como tu a imaginaste.Vais apanhar muitas desilusões, vais sentir-te frustada e vais ter vontade de desistir. Mas tenho que te dizer que ainda assim, vai ser MIL VEZES MELHOR do que tu a imaginaste. No entanto, vais falhar muitas vezes e muitas pessoas durante o caminho vão desiludir-te, mas nunca desistas.

Só mais uns conselhos:
-Sê tu própia.
-Não ligues aos que os outros pensam/dizem sobre ti.
-Arrisca mais.
-Para de adiar as coisas. Fá-las agora.
-Para de ser pessimista. Sê mais otimista. A vida é demasiado curta para só veres as coisas más e não olhares para as boas.

O teu eu mais velho e sábio,