"". Life of Cherry: aniversário !-- Javascript Resumo Automático de Postagens-->
Mostrar mensagens com a etiqueta aniversário. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta aniversário. Mostrar todas as mensagens

2.5.20

O meu 23º aniversário, em quarentena



Como todos os que rodeio me sabem, sou a maior entusiasta por aniversários. Mesmo agora, em que o tempo começa a passar inacreditavelmente depressa, em que penso "bolas, daqui a 10 anos, vou começar a ter rugas" (first world problems, I know), continuo a querer festejá-los com a mesma intensidade. Sei lá, há qualquer coisa mágica nos aniversários, o festejar de mais um ano vivos, de mais um ano cheio de conquistas, o suspense das surpresas que podem estar para vir no futuro.... Contudo, este ano foi diferente. Aliás, diferente foi um understatement. 

Nos dias que antecediam hoje, 2 de maio, dei por mim a não me sentir lá muito entusiasmada com a data. Quando dizem que há uma primeira vez para tudo, parece que há mesmo. No meio de uma pandemia, o que eu mais queria era não estar nela. Há quem diga, numa tentativa de otimismo que sai exagerada, que isto é um ensinamento do universo para nos tornamos melhores mas, por favor, poupem-me. O universo tem coisas mais importantes para fazer, não é uma entidade personificada que pensa "estou aborrecido, ora tomem lá um vírus para animar a coisa". Não, calhou mesmo, e vamos admito-lo em  bom português, é uma merda. Não nego que esteja a aprender imenso com esta situação mundial, que me esteja a tornar numa melhor pessoa, porque está, está a mudar muito a minha perspetiva da vida. Contudo, se pudesse aprender tudo isto de outra forma, era o que eu escolheria. 

Posto esta pequena dose de realidade que achei por bem incluir nesta publicação, nestes últimos dias, não fingi sentir a energia que senti nos anos anteriores. Mas também não me permiti cair demasiado nestes pensamentos negativos - lá está, perspetiva de vida, continuo uma privilegiada até neste cenário caótico, e isso merece ser celebrado. Além disso, maio sempre teve a sua magia, os aniversários sempre tiveram a sua magia e, sendo as nossas pessoas parte integrante deste encanto, acreditei que, estando perto ou longe, fariam de tudo para o tornar o mais especial possível, dentro das condições que nos foram impostas. E não me enganei.

A manhã de aniversário começou com uma entrega de flores lindíssimas em casa. Flores essas que decoraram a mesa ao longo do dia, como imagem de fundo para videochamadas de quem está longe mas sempre perto. Foram cantados os parabéns com um bolo de chocolate feito em casa, muito delicioso - e, se querem que seja honesta, é um hábito que vou adotar depois desta pandemia, os bolos caseiros são tão melhores que os comprados, vêem com o ingrediente extra de carinho. Foram "desembrulhadas" prendas virtualmente, de quem não teve a possibilidade de as mandar por correio, mas não quis esperar para mostrar. Existiram as típicas chamadas dos tios e tias de outras cidades à hora de jantar, como sempre existiram desde pequenina, que deram uma sensação tão bem vinda de normalidade. Com as devidas adaptações, houve direito a tudo aquilo a que caracteriza  um aniversário feliz - só faltaram os abraços e os beijinhos que, tenho a certeza, saberão muito melhor depois disto tudo.

É engraçado como achamos que, ao crescer, aprendemos a não tomar certas coisas por garantido, e achamos que estamos finalmente a perceber o que é isto de ser adulto, de valorizar as coisas, a fazer planos, até que a vida nos volta a trocar as voltas e nos obriga a redefinir tudo outra vez. Afinal, há todo um leque diferente de coisas que tomámos por garantido, afinal ainda há tanto para aprender, e os planos, esses, nunca foram 100% certos. Como overthinker crónica e  talvez um pouco obcecada pela organização que sou, esta foi a maior aprendizagem dos meus 23 anos. O mundo é o caos, nem tudo tem justificação, e nós apenas podemos controlar as nossas reações e aproveitar o melhor daquilo que nos é dado. Fui forçada a fazer anos em quarentena, e agarrei-me a todos os momentos que o tornaram tão bonito. 

O meu 23º aniversário foi atípico. Todavia, de certa forma, por incrível que pareça, também foi comovente. Nunca me senti tão ligada às pessoas como agora, e o esforço que todos estamos a fazer para não deixar datas passar em branco é absolutamente admirável. Foi uma pequena luz de esperança no longo caminho que ainda temos todos que percorrer. Que não há nada que não se consiga com amor incondicional, por muitas limitações que hajam, até quando esses limitações são um confinamento. Que a vida merece sempre ser celebrada, mesmo em tempos de incerteza. E que continuo a ter mais googolplex motivos (verdadeiros nerds entenderão; quem não entendeu google it) para sorrir do que para ficar triste. 

Parabéns a mim! Olá 23!

(Foto:  da minha autoria)

2.5.19

Im feeling 22!


I dont know about you, but Im feeling 22! Eu sei que, por esta altura, já todas as gajas que fizeram 22 anos começaram as suas publicações assim, mas lamento, eu esperei 6 anos para poder fazer isto também! É com estas vibrações da clássica música de Taylor Swift, divertida e refrescante, que entrei nos meus 22 anos.

Tornou-se uma tradição inconsciente aqui no blog escrever posts no meu aniversário, ora no início do dia ora no final do mesmo, após todos os momentos felizes. Eu vou alternando conforme aquilo que sinto que faz mais sentido em cada ano e, por coincidência, tem calhado sempre assim, certinho. Este ano, é agora, perto da meia noite, que celebro aqui no cantinho. Sei que já não é uma hora aceitável para publicar algo na Internet (#máblogger), mas quero que fique aqui registado. 

Por obra do destino, fui presenteada com uma folga da vida neste dia, sem estudos, sem estágio, sem trabalho. É a primeira vez que pude celebrar sem pressas nem preocupações. Deixei que o dia, que me recebeu com  sol e calor de verão, se desenrolasse espontaneamente, sem grandes expetativas, e que as pessoas me surpreendessem. E surpreenderam-me de que maneira! Mais do que os presentes ou as surpresas em si, aquilo que tocou o meu coração foi todo o carinho e empenho que depositaram nestes gestos, os olhos a brilhar e o entusiasmo que, a certo ponto, até ultrapassava o da própria aniversariante. Mesmo as que não estiveram fisicamente perto de mim, conseguiram-no surpreender ao provar que é  possível emocionarem-me mesmo à distância. Obrigada a todas as pessoas que, de uma forma ou de outra, festejaram comigo esta data especial.

Esta foi apenas uma pequena amostra de tudo o que vivi no meu 22º aniversário (escrita numa escapadinha entre fatias de bolo).  O resto ficará guardado no meu coração.

(Foto: da minha autoria)

10.5.18

Q&A 21º Aniversário


Há uns dias atrás, pedi-vos para fazerem-me umas perguntas, para festejar o meu aniversário de uma forma diferente. Hoje trago-vos as respostas. Um bocadinho atrasadas eu sei, mas maio está a ser um mês louco para mim, cheio de coisas para fazer (e agora com a semana do Enterro da Gata aqui à porta) mas, ao mesmo tempo muito feliz.

Não estava a contar que me colocassem tantas questões (muito obrigada àqueles que quiserem contribuir para este Q&A), pelo que não consegui responder a todas, até porque a publicação já está enorme. Tentei responder à maior parte, deixando de fora aquelas que já tinham respondido no último Q&A que fiz (que podem ver aqui e aqui) e também aquelas relacionadas com o Harry Potter. Fizeram-me perguntas tão engraçadas e originais que estou a pensar fazer um Q&A especial Harry Potter, portanto já tenho essas questões colocadas de lado para uma publicação futur que, provavelmente, sairá no verão (se quiserem acrescentar mais à lista, sintam-se à vontade para fazê-lo nos comentários). Sem mais demoras, aqui estão as minhas respostas. 


Há alguma categoria que gostasses de trazer para o blog, mas que foste adiando por causa do blog?
De momento, não me ocorre nada à cabeça. Antes de sair do anonimato, já me fui desleixando em algumas coisas. Aborrecia-me imenso não poder falar da minha cidade nem das viagens que fazia por isso, aos poucos, fui escrevendo sobre isso. Também fui, aos poucos, escrevendo sobre o meu curso. Introduzir categorias novas fez parte da minha transição gradual para um blog público. Aquilo que eu adiei mais devido ao anonimato foi publicações com fotos de mim própria. Era aquilo que eu mais ansiava quando revelei a minha identidade, poder publicar fotos minhas.

No teu álbum de memórias, qual é aquela que mais te faz sorrir?
Tantas! É difícil escolher apenas uma. Mas escolheria talvez os dias passados na praia com a minha família no verão, quando era criança. Ainda passamos momentos assim hoje em dia, mas na infância era diferente. A inocência da altura, as primeiras idas ao mar, os brinquedos na areia, os doces, as partidas,... As primeiras férias de verão em família ficam sempre na memória, e a praia da nossa infância vai ter sempre um lugar especial no nosso coração.

Qual é o álbum da tua vida?
"Laundry Service", da Shakira. Não por ser o melhor álbum de sempre, mas por ser o primeiro que recebi. As músicas deste álbum acompanharam a minha transição de pré-adolescente para adolescente, o processo de descoberta do meu corpo e toda a montanha-russa característica desta fase da vida.

Qual o teu animal favorito?
Os cães, por serem leais aos seus donos. No futuro, quando tiver o meu próprio apartamento, gostava de ter um cão para me fazer companhia.

Define-te em três palavras.
Sonhadora (mas com os pés bem assentes na terra), persistente e leal. 

Sobre o que é que mais gostas de escrever aqui no blog?
Adoro escrever sobre os mais variados assuntos (por isso é que nunca escolhi um específico para o meu blog), mas diria que os posts que mais me dão prazer a escrever são reflexões sobre a sociedade/vida em geral, livros, blogosfera e sobre o meu curso.

Já que és autora best-seller de listas, gostava de saber qual foi a tua lista preferida de escrever até hoje?
Tive que investigar os meus próprios arquivos para conseguir selecionar a lista merecedora de tal distinção. Após muito refletir, penso que a minha lista favorita de sempre é "Como o meu blog mudou a minha vida". Quando, numa tarde muito descontraída de sempre, criei o "Life of Cherry" nunca imaginei o impacto que este teria na minha vida. É realmente impressionante como uma simples plataforma como um blog pode ser uma rampa para tantas oportunidades, para tanto crescimento e para o começo de tantas amizades. Ainda hoje, após quase 4 anos nesta aventura virtual, isso continua a ser surpreendente para mim.

O que te motiva a não desistir?
A lista das coisas que me motivam a não desistir é diferente em cada dia. Tal como a Alice do País das Maravilhas pensa em 6 coisas impossíveis antes do pequeno almoço, eu costumo pensar em razões para não desistir de tudo aquilo que realmente quero. Mas, no geral, aquilo que mais me motiva a não desistir é meio cliché, mas resulta sempre: pensar na oportunidade que é estar viva e não querer desperdiçar oportunidades por medo ou achar que não sou capaz.

Em quem te inspiras?
Poderia referir aqui figuras públicas que fazem trabalhos notáveis ou ações humanitárias que marcam a diferença na vida das pessoas, mas prefiro dar destaque às pessoas mais perto de mim. Inspiro-me nos bloggers que sigo, inspiro-me nos meus professores, inspiro-me nos pacientes que já passaram por mim, nos meus amigos, na minha família... Além de todas estas pessoas, também me inspiro em mim própria. Pode parecer estranho e até egocêntrico, porém é algo em que acredito mesmo. Somos a nossa própria inspiração. Ou, pelo menos, eu tento ser. Quando estou desmotivada ou sinto que não sou capaz de algo, tento pensar em todos os obstáculos que já ultrapassei, em todas as minhas conquistas e depois penso "se eu já fiz aquilo, porque não haveria de fazer isto agora?".

Quem é para ti, o teu herói?
Não tenho ninguém em específico que considere um herói. Para mim, os meus heróis são todas as pessoas que eu amo, que estão sempre ao meu lado nos bons e maus momentos, que não me deixaram cair nos momentos mais baixos da minha vida e que contribuem para a minha felicidade.

Como é que conseguiste sair do anonimato de blogger, e passaste a ser tu mesma?
Eu sempre fui eu mesma na blogosfera, apenas com mais filtros. Naturalmente, como anónima, era mais contida, e só quando saí do anonimato é que me senti verdadeiramente eu mesma, mas fui sempre sincera e genuína em tudo o que escrevia, desde o início. Bem, a transição do anonimato para um blog público foi um processo gradual para mim, o que ajudou bastante. Teria sido um choque ainda maior se tivesse sido de um dia para o outro. Quando comecei a ficar farta dos filtros que ser anónima me impunha, comecei a "desleixar-me" um pouco e a dar mais informação sobre mim. Eventualmente, comecei a colocar algumas fotos de mim própria, mas de costas. A partir desta altura, já sabia que corria o risco de pessoas conhecidas descobrirem o meu blog, mas ainda não estava preparada para isso, ainda tinha medo da reação das pessoas. Eventualmente, o que eu temia aconteceu: a minha turma universitária descobriu o meu blog. Contei a história detalhada aqui, mas basicamente uma rapariga descobriu e espalhou pela turma toda. Na altura tive vontade de me meter num buraco mas, à medida que fui recebendo um feedback tão positivo das pessoas, perdi essa vergonha e comecei-me a orgulhar daquilo que escrevia. Uns meses depois, quando toda a agitação que a revelação do meu blog causou já tinha atenuado, senti-me finalmente confortável para tornar o meu blog público, e hoje estou muito orgulhosa da decisão que tomei. Um dia destes vou escrever uma publicação a falar mais especificamente daquilo que me ajudou a sair do anonimato, porque é uma pergunta que me têm feito com frequência.

A tua família sabe que és blogger?
A minha família descobriu que tinha um blog poucos dias depois de o tornar público. Achava que iria ter mais tempo para me preparar mentalmente, mas as sugestões do Facebook atraiçoaram-me (tive amigos a meterem gosto na página, e isso fez com que aparecesse nas sugestões dos meus familiares). Ao início, foi um choque para alguns, mas agora encaram tudo com normalidade e até tenho familiares que gostam muito de me ler. Mas ainda é estranho ser lida por familiares, confesso.

Achas que ficaste mais "famosa" pela blogosfera quando saíste do anonimato ou continua tudo na mesma?
Não diria que fiquei "famosa", mas o número de visitas aqui no blog aumentou, sem dúvida. Não foi uma diferença brutal, até porque antes já tinha muitas mais visualizações do que aquelas com que contava. Normalmente, quando somos anónimos na blogosfera temos mais dificuldade a criar o nosso público, porque não podemos revelar muito sobre nós (além de não nos levarem tanto a sério porque " ah dizes isso, mas não dás a cara..."), logo é mais difícil de criar empatia. Por isso, eu considero-me sortuda porque, apesar de ser anónima, consegui conquistar um um grupo de seguidores muito fiéis. Modéstias à parte, durante o meu percurso blogosférico, eu consegui tornar o meu blog numa marca. Quando eu saí do anonimato, ouve uma leitora que escreveu algo que me derreteu por dentro, por comprovar isto: " Fico muito feliz por saíres do anonimato, mas para mim não faz diferença, por Cherry já é uma identidade pela qual ficaste conhecida por aqui". 

O que mudou para ti desde que desta a cara pelo blog?
A minha confiança. Agora que tenho um blog público já não me tenho que esconder atrás de imagens do Tumblr, já não tenho que omitir datas ou locais nem tenho que andar por aí a escrever publicações às escondidas. Posso escrever sobre aquilo que quiser, e saber que existem pessoas que me conhecem e que me adoram ler deu-me ainda mais confiança para continuar com este espaço que tanto estimo.

Se tivesses que escolher entre praticares Enfermagem e não poderes mais livros ou leres todos os livros que quiseres e não poderes praticar mais Enfermagem, qual escolherias?
Tive vontade de chorar quando li esta pergunta, Mas que crueldade Nani, porque é que me fizeste isto? Este dilema quase explodiu com a minha cabeça! Bem, o meu primeiro instinto era escolher Enfermagem, mas depois comecei a refletir sobre o impacto que os livros tiveram na minha vida, e tive que mudar a minha escolha para esse lado. Grande choque, i know! Mas deixem-me explicar. Antes de saber ler ou escrever sequer, eu já tinha o meu coração entregue aos livros. Já ouvia atentamente todas as histórias que o meu pai me contava antes de adormecer e, em vez de adormecer, eu queria ouvir mais uma história e tentava memorizá-las para poder dizer que sabia ler. Os livros sempre foram os meus companheiros, os meus amigos, portas para lugares desconhecidos ou para lugares que não poderia visitar de outra forma, conselheiros em alturas em que mais ninguém me conseguia aconselhar. Os livros já me salvaram a vida, ao darem-me consolo em momentos de desespero e coragem para superar os vários obstáculos que já se atravessaram no meu caminho. Por tudo isto e muito mais, eu nunca vou conseguir abdicar dos livros. São praticamente os meus segundos pulmões, sem estes eu não respiro. Seria uma pessoa muito incompleta por ter de abdicar de Enfermagem, que é outra das minhas grandes paixões, mas acabaria por arranjar forma de trabalhar em algo da área da saúde que fosse o mais próximo disso. Ainda bem que isto só é uma situação hipotética e que eu posso fazer as duas coisas na realidade, ufa!

Porque é que escolheste enfermagem?  
Nunca fui daquelas pessoas que sabe aquilo que quer ser desde pequena. Quando era criança, já quis ser bailarina, cantora, cabeleireira, atriz, veterinária, até já quis trabalhar num supermercado (achava muita piada à forma como as senhoras tocavam nas teclas da caixa registadora, com as suas unhas pintadas). Mudava de profissão todos os dias, basicamente. Só por volta do meu 6º ano é que comecei a ter ideias mais definidas acerca daquilo que queria fazer no futuro. O meu coração sempre andou dividido entre letras e saúde, mas um conjunto de fatores e experiências fez com que eu escolhesse a segunda como profissão. Para começar, alguns familiares meus trabalham na área da saúde, pelo que cresci a espreitar livros de anatomia e a ver, à socapa, vídeos de operações que eles viam na Internet para estudar. Depois, claro, vi " Anatomia de Grey", que é responsável por metade dos jovens que se meteram em Medicina e Enfermagem (mesmo tendo percebido, mais tarde, que nem tudo era como na série). Mas aquilo que foi mais determinante e que mais me incentivou a ser enfermeira foi os profissionais de saúde que me acompanharam e que acompanharam as minhas pessoas. Ver enfermeiras com tanto gosto pela profissão, a tratar-me a mim e aos meus familiares com tanta empatia deu-me vontade de também eu vestir a "bata branca" e contribuir para melhorar a saúde e o bem estar dos outros. 

Qual a maior força e fraqueza em Enfermagem?
A nossa maior força é a proximidade que temos com as pessoas. Cada vez mais nós, estudantes de Enfermagem, estamos a ser instruídos no sentido de não nos limitarmos a fazer aquilo que está protocolado (dar injeções, colher sangue, dar medicação, fazer tratamentos a feridas,...)  e dedicarmos mais tempo a estabelecer uma relação terapêutica com o doente. Há uns 30 anos atrás já existia esta preocupação,naturalmente (não é à toa que Enfermagem é considerada uma ciência humana), mas cada vez mais existe esta preocupação, em trabalhar na relação com o doente, perceber os seus receios, reservar tempo para o ouvir, para permitir que ele exprima as suas emoções... Às vezes, estar ali simplesmente a ouvir um doente é mais terapêutico que um comprimido. Portanto, considero que esta relação terapêutica que estabelecemos com os doentes é o nosso ponto forte. A maior fraqueza em Enfermagem não tem propriamente a ver com a profissão em si, mas sim com a forma como a sociedade perceciona a nossa profissão. Sinto que grande parte da população ainda vê Enfermagem como uma profissão de segunda categoria, dos ajudantes dos médicos, dos jovens frustrados que não conseguiram entrar em Medicina...Acho que só quem já teve familiares ou pessoas próximas internadas num hospital é que deixa de ter esta visão de os enfermeiros e que percebe realmente aquilo que nós fazemos. Sinto que ainda temos um longo caminho a percorrer neste sentido de mudar a forma como as pessoas nos vêem. 

Achas genuinamente que vais ser uma boa enfermeira? Achas que tens perfil para isso?
Acho genuinamente que serei boa em tudo aquilo a que me entregar com todo o coração. É nisto que tento pensar, sempre que as inseguranças e os medos me tentam enganar e fazer com que acredite que não sou boa o suficiente para esta profissão. Nós, estudantes de Enfermagem, costumamos a dizer em tom de brincadeira que, num dia de estágio, sentimos vontade de desistir e de sermos enfermeiros incríveis mil vezes, tudo no mesmo dia. Os estágios exigem muitos de nós e por vezes, são tão exigentes que nos podem fazer esquecer a razão pela qual entramos no curso em primeiro lugar. Não estou a dizer que os estágios de outros cursos não são exigentes, mas os que estão ligados a saúde estão associados a maiores níveis de pressão, porque é com vidas humanas que estamos a lidar, e não há espaços para erros. Mas aquilo que conta ao final do dia é a nossa vontade insaciável de ajudar e de chegar a mais pessoas e o nosso amor pela farda branca. Apesar de já ter aprendido imenso, sei que ainda tenho muito para aprender, mas acredito que serei uma boa enfermeira, pois crio empatia com os meus pacientes, sou simpática e consigo identificar os problemas e preocupações dos outros. Uma pessoa que demonstre estas qualidades já é uma boa enfermeira, a experiência vem depois. 

O que mais gostavas de fazer após terminares do curso?
Além de exercer Enfermagem, gostava de viajar. Aliás, planeio fazer uma viagem logo após o curso, mas isso vai depender de muita coisa, nomeadamente do dinheiro disponível e do quão rápido eu arranjar emprego (gostava de poder estar a dizer, daqui a um ano, que não pude viajar porque arranjei logo emprego, seria bom sinal!). 

Qual foi o maior ensinamento dos teus 20 anos?
Que esta frase inspiradora é tão verdade: " Por vezes, tudo aquilo que é preciso são 10 segundos de uma coragem louca para mudar a tua vida". 

O que esperas dos 21 anos?
Aprendi, com o passar dos anos, a não criar grandes expetativas e metas muito fixas para cada idade, porque a vida troca-nos as voltas e fura-nos os planos o que, por um lado, até é bom, pois torna-a imprevisível e entusiasmante. Por isso aquilo que espero mesmo é ser feliz, independentemente daquilo que aconteça. 

2.5.18

Esta sou eu aos 21 anos


Os meus 20 anos foram um dos anos mais felizes da minha vida. Comecei os meus 20 anos de pé atrás, a recuperar de uma fase que me deixou emocionalmente fragilizada e a recuperar aos poucos a minha alegria e energia habitual. Não fazia a menor ideia da reviravolta que os meus 20 anos seriam.

Os acontecimentos dos meus 20 anos apanharam-me completamente desprevenida, tanto pela positiva como pela negativa. Tive altos muitos altos e baixos muito baixos. Fiz coisas que nunca me imaginei a fazer. Fui confrontada com monstros que nem sabia que existiam e dos quais, inconscientemente, me escondia há anos.  Consegui fazer coisas que já há muito tempo queria riscar da minha lista de desejos. Larguei medos e inibições. Abracei mais a minha identidade, sem vergonhas. Saí dos meus 20 anos uma pessoa mudada, como se tivesse renascido. Parece cliché dizer isto, mas um ano muda mesmo uma pessoa, e se não tivesse ainda não tivesse percebido isto no passado, iria percebê-lo este ano. 

Entro nos 21 anos uma mulher mais confiante, mais corajosa e mais completa. Sinto-me mesmo bem na minha própria pele, apesar de todos os medos e inseguranças que aprendi que nem sempre são para tentar superar, mas para aprender a viver com eles. Ainda tenho muitos sonhos e objetivos para cumprir, mas estou numa fase bonita da minha vida. Estou a um ano e meio de acabar um curso pelo qual cada vez mais estou apaixonada, tenho um blog (público!) que me tem dado tantas alegrias e estou rodeada de pessoas incríveis: amigos que são os melhores do mundo e uma família que está sempre ao meu lado, nos bons e maus momentos. Não faço ideia daquilo que o futuro me reserva mas, pela primeira vez em muito tempo, sinto uma paz interior indescritível. 

Esta sou eu aos 21 anos: leve e feliz. Olá 21!

(Foto: da minha autoria) 

1.5.18

20 coisas que aprendi com 20 anos

 20 coisas que aprendi com 20 anos

Amanhã completo 21 anos de vida. E, tal como já manda a tradição aqui no blog, hoje é dia de refletir sobre as lições que o último ano me trouxe.

Este ano foi um dos melhores da minha vida. Os acontecimentos dos meus 20 anos apanharam-me completamente desprevenida, tanto pela negativa como pela positiva, mas o balanço geral foi muito positivo. Aconteceram tantas coisas inesperadas que até custa a acreditar que foi tudo no mesmo ano. Dos meus 20 anos, surgiram aprendizagens igualmente inesperadas mas muito valiosas.


1. As coisas são sempre muito piores na nossa cabeça: As coisas nunca acontecem como nós as imaginamos, para o bem e para o mal. Frequentemente, fazemos um filme na nossa cabeça sobre determinada situação que receamos, ficamos ansiosos, sofremos, e quando essa situação finalmente acontece, não foi tão má como imaginávamos que íamos ser. Apesar de ter aprendido isto, isto não me impede de continuar a stressar pelas coisas mais aleatórias mas, infelizmente, a ansiedade não é fácil de controlar, e eu ainda não arranjei estratégias para lidar com a minha.

2. Ser anestesiada não é tão aterrorizante quanto parece: O ano passado tive que fazer uma endoscopia, um exame médico que envolve anestesia (pode não envolver mas, por uma questão de conforto, eu preferi assim). Nunca tinha sido anestesiada pelo que, para mim, a ideia de perder a consciência, mesmo por meros minutos, era aterrorizante. Na realidade, foi melhor do que o que eu pensava. Só me lembro de os enfermeiros me dizerem "pensa em algo bom para sonhares" e, antes de eu sequer ter decidido em que memória boa para sonhar, já tinha adormecido. Acordei muito calma, como se nada tivesse acontecido. Foi o melhor sono da minha vida heheheh!

3. Ninguém tem o direito de te rebaixar, independentemente da sua posição: Nem os teus professores, nem o teu chefe, nem sequer a tua família. Ninguém pode desrespeitar ou privar-te dos teus direitos como ser humano só porque estão numa posição superior à tua.

4. Não tens que dar justificações a ninguém sobre as escolhas que fazes na tua vida: Chega uma certa altura da tua vida em que já não és mais criança, és adulto e, portanto, és responsável pela tua vida. Nessa altura, a vida é tua e tu fazes dela aquilo que quiseres. Não tens que pedir autorização a ninguém para fazer determinadas escolhas nem podes permitir que escolham por ti. Podes (e deves até) informar as pessoas que te amam sobre as tuas escolhas,mas não tens que justificá-las nem pedires desculpa por as fazeres. Se não tomares agora controlo sobre a tua vida quando o vais fazer?

5. As pessoas que gostam verdadeiramente de nós vão apoiar-nos em tudo (mesmo naquilo que não concordam): Há certas decisões na vida que são arriscadas, pois podem fazer com que percamos o apoio de certas pessoas que amamos. Mas este ano aprendi que as pessoas que nos amam verdadeiramente irão apoiar-nos até ao fim do mundo, se for preciso. Por muito que não concordem com certas decisões e que fiquem chocados com estas, que nos abandonem no início, no final vão sempre perceber aquilo que é mais importante e vão voltar para o nosso lado, para nos apoiarem como sempre fizeram.

6. A Universidade muda mesmo uma pessoa: Todas as fases da nossa vida vão moldando a nossa personalidade, mas sinto que a Universidade muda mesmo uma pessoa. Estes 4 anos parece que passam num instante, mas ao mesmo tempo parecem uma vida. Sinto que já sou uma pessoa completamente diferente daquela que era quando era caloira. 

7. O meu "eu" online é diferente do meu "eu" real (e não tem problema nenhum): Em fevereiro, decidi refletir sobre algo que já assombrava a minha cabeça há algum tempo e cheguei a esta conclusão, o meu "eu" online é diferente do meu "eu" real, e isso é normal. Esta é uma batalha interior que terei sempre que enfrentar enquanto blogger, aceitar este facto e reconhecer que, embora estes dois "eus" sejam diferentes, fazem parte da mesma pessoa, da mesma identidade, da mesma vida.

8. Os planos são (quase) sempre ajustados: Quando reflito nos últimos 20 anos da minha vida, apercebo-me que quase nunca nada correu como eu planeei. Sempre gostei de controlar tudo, cada plano até ao mais ínfimo pormenor e depois a vida fazia das suas e virava-me tudo de pernas para o ar. Aprendi que devo, sim, continuar a fazer planos, mas deixar margem para os imprevistos da vida e ter capacidades e recursos para reajustá-los.

9. Nem toda a gente quer ser ajudada: Quero sempre ajudar as pessoas e fazer todos os possíveis para que elas possam ser a sua melhor versão, por isso foi preciso muito tempo e algumas más experiências para perceber que nem todas as pessoas querem ser ajudadas. Se uma pessoa não quer ajuda, provavelmente não está preparada para recebê-la, e ajudá-la pode causar mais danos do que benefícios.

10. Não te vão dar aquilo que queres se não pedires: Quer seja pedir uma boa nota a um professor, uma promoção ao teu chefe ou uma oportunidade a alguém, ninguém te vai dar aquilo que queres se não pedires.

11. As pessoas geralmente não se lembram dos teus momentos embaraçosos: Todos nós temos aquelas histórias embaraçosas que repetimos vezes sem conta na nossa mente logo após terem acontecido. Mas temos que parar com isto. A única pessoa que é torturada com estas histórias és tu. Todas as outras pessoas já se esqueceram do sucedido logo após acontecer. Não, ninguém se vai lembrar das vezes em que tropeças no paralelo, das vezes em que quais dos teus saltos, das vezes em que entornas uma bebida, das vezes em que ficas sem saber o que dizer a uma pessoa linda de morrer nem das vezes em que dizes algo incrivelmente idiota. Até podem demorar alguns dias a esquecer, mas eventualmente ninguém se irá lembrar. Quando vires que a tua mente está a tentar repetir essas histórias, foca-te no que estás a fazer no presente.

12. Fazer sem estar pronta: Já adiei muitas situações na minha vida e já perdi muitas oportunidades com a desculpa de "não estou pronta". Porém,este ano fui posta à prova e fui posta em situações sem estar pronta, e acabei por me sair muito melhor do que estava à espera. E com isto aprendi algo que andava há anos a negar, nós (quase) nunca iremos estar prontos para nada. Raros são os momentos em que nos sentimos "estou preparado(a) para isto!" Iremos sempre sentirmo-nos nervosos, com medo de fracassar ou com medo que alguém faça melhor que nós. O melhor que temos a fazer muitas vezes é pormo-nos a caminho e ter coragem para enfrentar os obstáculos.

13. Não te conformes com menos do que aquilo que mereces: Sempre me disseram que eu fui uma pessoa muito insatisfeita com a vida. Que parece que nunca estava bem com o que tinha, que queria sempre mais. E durante anos, estas afirmações fizeram-me sentir culpada por ser tão ambiciosa. Porém, percebi finalmente que querer mais não significa que não estejamos bem com aquilo que temos. E não, não temos que nos conformar com o mediano como a sociedade quer que o façamos.  Não nos temos que conformar com empregos que não nos dão prazer, com relações más, com pessoas que não nos acrescentam nada, com cidades que (já) não parecem ser o nosso lugar. Não faz mal em querer mais, tu mereces querer mais. Não se trata de ser insatisfeito com a vida ou mal agradecido, trata-se por lutar porque aquilo que tu realmente queres, com todo o coração.

14. Perdi a vergonha de escrever: Em setembro, toda a minha turma universitária (que tem quase 100 alunos!), descobriu o meu blog. E se na altura achava que ia morrer de vergonha, agora estou grata por isso ter acontecido. Porque se não tivesse acontecido eu ainda hoje achava que era uma vergonha ter um blog e admitir que escrevia. Desde então, sinto-me mais livre. Livre porque já não tenho que esconder os textos que escrevo no fundo da gaveta, porque já posso falar do meu blog à vontade  e porque posso falar do quanto adoro escrever. É realmente bom podermos falar das nossas paixões e podermos mostrá-las ao mundo sem vergonha. Agora que já não tenho vergonha de escrever, sinto que esta ainda está mais ligada a mim e faz-me ainda mais feliz.

15. Não precisas de carregar os teus problemas sozinha: No início de 2018, o peso dos meus problemas tornou-se demasiado insuportável de carregar. Nessa altura, tive que engolir o meu orgulho de "nunca incomodar os outros e ter tudo o controlado" e pedir ajuda. Nesses dias, estava um caco emocionalmente e não conseguia pensar. E foi bom ter pessoas que, por uns dias, assumiram o controlo por mim e ajudaram-me a levantar-me e a resolver os meus problemas. Fez-me perceber que não, eu não estou sozinha, mesmo quando penso que estou, e que tenho pessoas a quem posso recorrer. Ainda não aprendi a exprimir-me quando as coisas correm mal, ainda guardo muitas coisas para mim (é um vício terrível), mas descobri que tenho uma rede de apoio mais alargada do que o que eu pensava e que não preciso de fazê-lo.

16. Não faz mal mostrar a nossa vulnerabilidade: A ideia de sermos vulneráveis aterroriza-nos. Todos nós evitamos a todo o custo mostrarmos os nossos sentimentos e emoções, com medo de sermos ridicularizados, humilhados e magoados. Em qualquer situação que constitua uma ameaça (seja física ou emocionalmente), nós construímos como que um muro à nossa volta, que ninguém pode saltar. Mas, por vezes, é preciso saber deixar alguém entrar. Somos todos seres humanos e, como tal, todos temos sentimentos. De vez em quando, é precisamos partilharmos os nossos sentimentos com alguém, parar criar empatia, para mostrar que nos importamos, para os ajudar (ou para nos ajudar a nós mesmos). Isso não faz de nós pessoas fracas, faz de nós pessoas apenas.

17. Sê interessado(a) antes de ser interessante: Tenho constatado que as pessoas, frequentemente, não querem saber do quão interessante és até se aperceberem do quanto te interessas por elas.

18. Um bom batom é um grande boost de confiança: Não sei porquê, mas sempre tive a ideia que os batons de cores fortes me ficavam mal, por ter lábios mais grossos. Foi uma crença estúpida que tive durante muitos anos, em parte alimentada pelo facto de nunca ter encontrado o batom certo para mim, mas agora que o encontrei este tem sido o meu aliado em dias de apresentações, dias de estágio, dias de saídas noturnas e até em dias completamente banais só porque sim. Não são as coisas materiais que nos fazem sentir bem, a atitude tem que vir de nós mesmas, mas um bom batom pode nos dar logo outra confiança e postura. 

19. Nós nunca conhecemos verdadeiramente as pessoas: Por muito próximos que sejamos das nossas pessoas, nós nunca as conhecemos verdadeiramente. Existem facetas delas que nunca vimos, medos que elas nunca nos confessaram, erros que cometeram e que nunca chegamos a saber, talentos que nunca vimos,... Achar que sabemos tudo o que há para saber acerca de uma pessoa é um erro que cometemos frequentemente, mas não necessariamente mau. Dá um certo encanto às relações quando temos oportunidade de ver um lado do outro que nunca vimos.

20. De um dia para o outro tudo muda: Os principais acontecimentos dos meus 20 anos foram assim, de um dia para o outro. Tanto para o bom como o mau. Existiram dias que passaram depressa de aborrecidos para épicos. Outros que passaram de bons para angustiantes, quase a roçar no catastrófico. Isto fez-me ver como na vida tudo é tão volátil e frágil. Num dia temos tudo e no outro podemos perder tudo. Precisamos de ter sempre em mente como tudo é efémero, aproveitar ao máximo todos os momentos, e aprendermo-nos a adaptar depressa a novas situações.

21.4.18

Q&A 21º Aniversário: Deixem as vossas perguntas

Q&A 21º Aniversário: Deixem as vossas perguntas

Daqui a pouco mais de uma semana vou completar 21 anos de vida e, este ano, pensei fazer algo ligeiramente diferente para festejar o meu aniversário na blogosfera. Para além da habitual publicação de lições que sai sempre na véspera do meu aniversário, pensei fazer um Q&A. Já não faço algo deste estilo há dois anos (os últimos que fiz foram na altura do 2º aniversário do blog, aqui e aqui), pelo que entretanto já devem ter perguntas novas e também já há malta nova por aqui (incluindo pessoas que me conhecem pessoalmente. Vá, aproveitem o anonimato da Internet para perguntar aquilo que não tem coragem de perguntar na cara heheheh). Além disso, é o primeiro Q&A que faço desde que saí do anonimato, pelo que ainda terão mais questões, agora que sabem quem eu sou e podem perguntar coisas com menos filtros, porque eu já vos posso responder sem ter medo de que descubram a minha identidade. 

Podem deixar as perguntas aqui (pode ser em anónimo se preferirem), ou então pelo Twitter do blog ou pelo Instagram, nas respetivas publicações, se for mais fácil para vocês assim (bem sei que, às vezes, dá aquela preguiça de comentar blogs e que é mais fácil escrever através das redes sociais). Até ao dia 2 de maio receberei todas as vossas perguntas e, nessa mesma semana, sairá um post com as respostas. Eu sei, ainda falta alguns dias para eu fazer anos, mas assim têm tempo de pensar nas vossas questões e eu tenho tempo de respondê-las (maio é sempre, para mim, o mês mais ocupado do ano). Que me dizem?

Fico a contar com as vossas perguntas. Espero que gostem.

6.12.17

Uma carta para a minha prima, no seu 25º aniversário

Uma carta para a minha prima, no seu 25º aniversário

Quem já segue o meu blog há algum tempo, sabe que eu nutro um grande carinho pela minha prima. Sou filha única, mas ela é como se fosse uma irmã para mim. Somos muito próximas desde pequenas, partilhamos tudo e somos praticamente inseparáveis. Hoje ela faz 25 anos. Os nossos blogs não são um diário pessoal ( embora às vezes dê essa sensação), mas também acabam por retratar um pouco aquilo que é a nossa vida e aquilo/quem que é importante para nós. O " Life of Cherry" é feito das minhas opiniões e perspetivas sobre tudo, mas também é feito da minha vida e das pessoas de quem gosto, por isso não poderia deixar  passar esta data especial sem dedicar esta publicação à minha prima e eternizar estas palavras:


" Neste dia, há precisamente 25 anos, tu nasceste ( WOW, dá para acreditar? Estás a ficar velha priminha heheheh). Há precisamente 25 anos atrás o mundo ficou mais alegre, mais barulhento ( porque tu não sabes falar baixo, é impressionante!), mas sobretudo mais feliz. Bem, pelo menos é o que eu imagino, porque eu só te cheguei a conhecer 4 anos e meio mais tarde. Não sei o que seria a minha vida sem ti, porque já estás nela desde que eu nasci e, sinceramente, não quereria que fosse de outra maneira.

Há uns anos atrás, nunca imaginei que me viesses a inspirar tanto. Eu era como se fosse a tua irmazinha mais nova irritante, e tu eras a irmã mais velha que se estava sempre a meter comigo ( e, para ser honesta, ainda o és). Mas agora que sou mais velha e tenho mais maturidade é que me apercebi da sorte que tenho por te ter.

A qualidade que eu mais admiro em ti é que tu és inexoravelmente genuína. Acho que nunca desejaste ser alguém que não tu própria. Eu na adolescência fui tão diferente de ti, muito caladinha, insegura e sem saber quem eu era. Mas tu foste sempre tão alegre, tão confiante e tão social, e eu admiro-te por isso. Acho que é das melhores qualidades que uma pessoa pode ter, nunca percas isso. Parece que és uma luz e que atrais as pessoas e és a alma das festas (também o oposto de mim). Tens um forte sentido de liderança, um bom sentido de humor e consegues animar a malta toda em 10 segundos se for preciso. Sou completamente o oposto de ti, sou ( bastante) mais introvertida, mas se eu hoje sou mais alegre e mais confiante, em parte devo-te a ti.

És a única pessoa que me consegue dar-me cabo dos nervos num minuto e pôr-me a rir histericamente no minuto a seguir. Obrigada pelas inúmeras sessões fotográficas que fizemos só para encontrar a foto de perfil perfeita. Obrigada pelas vezes em que me deixaste ir ao teu roupeiro quando eu não encontrava nada perfeita para usar no meu. Obrigada por me atualizares sempre com todas as coscuvilhices familiares do momento. Obrigada por te juntares a mim para irritarmos todos os outros familiares. Obrigada por seres a melhor consultora de moda e de beleza. Obrigada por seres a minha companheira de viagens. Obrigada por me teres ajudado sempre que eu precisava. Obrigada por me teres feito rir até me doer a barriga quando tudo aquilo que eu queria era chorar por a vida ser lixada. Obrigada por seres a minha irmã emprestada e a minha melhor amiga.

Estou muito feliz por ti. Não só por ser o teu aniversário e por termos uma festa ( e uma viagem marcada para assinalar a data!), mas por tudo o que já alcançaste. És uma mulher de 25 anos divertida, uma eterna criança ( nunca percas toda essa alegria!), inteligente, confiante e com um coração de ouro. Acredito que irás chegar muito longe. 

Muitos parabéns, prima branquelas. Adoro-te."

8.5.17

O meu 20º aniversário (+ agradecimentos)


Como sabem, esta semana fiz 20 anos, na terça-feira. A grande festa só foi no domingo, mas também festejei no próprio dia. 

Passadas todas as festividades, decidi fazer uma retrospectiva do meu aniversário, e partilhar com vocês alguns detalhes da festa ( ou melhor dizendo, das duas festas). Se pudesse descrever o meu aniversário de 20 anos numa palavra, essa palavra seria "gratidão". Foi um aniversário tão especial que não poderia deixar de escrever sobre este aqui no blog. 

Preparem-se, que esta é uma publicação longa ( mas garanto-vos que vale a pena ler). 


Terça-feira, 2 de Maio ( o meu verdadeiro dia de aniversário)




Na terça-feira, dia 2 de maio, o meu verdadeiro dia anos, era mais um dia de estágio em Ortopedia. Porém, isso não significava que eu não pudesse festejar em horário de trabalho. Na semana anterior, pedi autorização à minha orientadora para levar um bolo para o meu aniversário ( em princípio, não haveria problema levar de surpresa mas, por uma questão de educação e caso houvesse algum problema, achei melhor pedir). Assim, no meu dia de aniversário, levei um bolo para o serviço, que toda a gente adorou. Os meus colegas, os enfermeiros, e até as auxiliares passaram o dia a "namorar" o bolo que se encontrava na copa dos enfermeiros. No final do turno, por volta das 15h30, finalmente tivemos oportunidade de celebrar. Cantaram-me os parabéns e comemos bolo ( o qual foi "devorado" num instante, toda a gente o achou delicioso, tanto que repetiram várias vezes). Foi uma forma diferente de ter passado o meu aniversário, com os meus colegas, os meus orientadores ( muito amor pela minha orientadora, que se lembrou de eu ter dito na semana anterior que fazia anos , e que me deu os parabéns mal cheguei) e os outros profissionais de saúde. Até a doente que me foi atribuída descobriu que eu fazia anos, e me deu os parabéns.


No final do meu dia de estágio ( que acabou por volta das 16 h), decidi tirar um tempinho para mim própria, e fui passear pelo centro da cidade. Aproveitei para dar um salto na Spirito, e comprei quatro cupcakes, um para cada convidado da mini-festa que iria fazer em casa, nessa noite. Vocês devem estar a perguntar-se: " então é o teu aniversário de 20 anos e tu não o festejas no próprio dia?". Inicialmente, o plano era mesmo esse mas, dado que grande parte da minha família se encontrava a trabalhar nessa noite ou tinha que trabalhar no dia a seguir, não deu para ser assim, teve que se adiar a festa propriamente dita para domingo. Por mim, nem havia problema eu fazer a festa no próprio dia, no dia a seguir, iria fazer tarde, só entraria às 14 h, foi mais por causa da minha família.

Anyway, à noite cheguei a casa e, no final do jantar, os meus dois primos/pseudo-irmãos passaram muito rapidamente pela minha casa, para se juntarem aos meus pais para me cantarem os parabéns ( sendo que o cupcake da foto  acima  serviu de bolo de aniversário). Foi uma visita rápida, cantaram os parabéns rápido, comeram os cupcakes e foram logo embora. Porém, foi uma visita que me aqueceu o coração, e tornou o meu dia ainda mais especial.



Domingo, 7 de maio ( a minha festa de aniversário em família)



No domingo, a minha família decidiu festejar o meu aniversário e o dia da mãe no mesmo dia, o que tornou tudo ainda mais especial. A festa foi na casa da minha tia, e foi organizada pela minha prima. Antes de mais nada, vamos tirar aqui umas linhas para elogiar a minha prima, pelo trabalho espetacular que fez. A minha prima podia ser organizadora de festas, tal é o talento que tem!  A minha prima já fez festas de ano novo incríveis ( às vezes, até melhores do que a dos restaurantes e discotecas), é sempre ela que trata de tudo no Natal ( bolos, decorações, etc.), por isso, sabia que entreguei a tarefa de organizar a minha festa à pessoa certa. E a festa do meu 20º aniversário não só não desiludiu, como ultrapassou as minhas expectativas. A festa foi incrível, o almoço foi bom, as decorações estão mesmo giras ( principalmente os balões dourados!),... A minha prima, com a ajuda dos restantes elementos da minha família, preparou-me imensas surpresas! 

E, por falar em surpresas, falemos do meu (lindo) bolo de aniversário. Não estava nada à espera! Duas semanas antes, eu tinha falado que queria um bolo personalizado, com desenhos de cidades. Mandámos mensagem à mesma pessoa que tinha personalizado o meu bolo de 18 anos mas, infelizmente, ela já tinha a agenda cheia. Desisti, e contentei-me com a ideia de que teria um bolo de chocolate, feito numa pastelaria qualquer , o que também não seria mau, até seria muito bom, porque há uma pastelaria em Braga ( a confeitaria Luxa ) que faz bolos de brigadeiro mesmo bons. Contudo, a minha prima não desistiu da ideia e, sem eu saber, falou com outra pessoa que também faz design de bolos, e encomendou o lindíssimo bolo que vêm na foto acima. Que surpresa que foi quando entrei na sala de jantar, e vi este bolo. Nem queria acreditar! Era bonito por fora, mas também era delicioso por dentro. 

No domingo foi uma festa de aniversário ainda mais especial, pois pude juntar a família toda, tive esta festa maravilhosa organizada pela minha prima, diverti-me, comi bem ( depois sofri as consequências, por causa dos meus problemas da tiróide, mas não falemos nisso...), convivi, e senti-me uma sortuda por ter uma família assim, que se importa comigo e me faz sentir tão especial.



Agradecimentos


Não poderia publicar este post sem reservar umas linhas para, mais uma vez, agradecer. .Pois aquilo que torna um aniversário especial são as pessoas. E o meu 20º aniversário foi duplamente especial, não só por marcar o início da minha vida adulta, mas também por me relembrar que, após tantos anos, ainda há pessoas que continuam na minha vida, que se importam comigo, e nos entretantos apareceram outras pessoas na minha vida que estou grata por ter conhecido. Eu sei que o meu blog é anónimo, e metade das pessoas a quem eu vou agradecer  não vão ler, no entanto, se/quando um dia este blog for público, poderão ler. Além disso, o blog também documenta a minha vida, e eu quero que aqui fique registado as pessoas que são importantes para mim

Quero agradecer aos meus colegas de estágio, aos meus enfermeiros orientadores e aos outros profissionais de saúde, por terem festejado o meu aniversário comigo. Um especial agradecimento à minha orientadora, por ter autorizado que eu levasse bolo, e aos outros profissionais de saúde por me terem cantado os parabéns, apesar de mal me conhecerem.

Quero agradecer aos meus amigos, por se terem lembrado de mim e por me mostrarem que gostam de mim, se importam comigo e me apoiam. Agradeço àqueles que também estavam a estagiar no hospital e arranjaram tempo, à hora do almoço, para virem ter comigo e àqueles que não tiveram oportunidade de estar comigo, mas ligaram-me e/ou mandaram-me mensagens amorosas.

Agradeço, do fundo do coração, à minha família. Aos meus pais, não só por me terem dado um prenda mesmo fixe ( um novo telemóvel, um Samsung Galaxy A5 2017, comprado a metade do preço por pontos), mas também por garantirem que nunca me faltou nada nestes 20 anos, por me terem dado uma boa educação, amor e carinho. Aos meus primos, por serem como irmãos para mim e, mesmo estando ocupados e cheios de trabalho, arranjarem tempo para estar comigo. À minha prima, por ser a minha "irmã gémea" ( somos mesmo parecidas, a "fotocópia" uma da outra), por ser a minha melhor amiga, e por ter-me organizado uma festa de 20º aniversário inesquecível. À minha família, por estar sempre lá para me apoiar, e por ser tão unida como é.

Por fim, agradeço aos meus queridos leitores ( particularmente àqueles que tiveram paciência para ler este post gigante ahahah), por terem tornado o meu aniversário ainda mais especial, através de comentários e mensagens  queridas que me chegaram das mais diversas formas. Obrigada por estarem do outro lado do ecrã a acompanharem o meu blog e por, de certa forma, também fazerem parte da minha vida.


( Fotos: da minha autoria).

2.5.17

20 primaveras!


Hoje faço 20 anos! Duas décadas de vida! Segundo os psicólogos ( pelo menos, segundo alguns, que nesta cena das faixas etárias eles nunca se entendem), saí oficialmente da adolescência e tornei-me numa jovem adulta!

Sempre olhei para os jovens de 20 anos com uma certa admiração, achei-os sempre tão amadurecidos, tão adultos e já tão sábios. Obviamente que, quando tinha 13 anos, achava que os jovens de 15 anos eram muito adultos, e quando tinha 15, achava que os que tinham 18 é que eram adultos. Porém, sempre olhei com particular admiração para os de 20 anos. Sempre achei que os 20 anos seria aquela idade em que eu já seria adulta, independente e em que já teria a vida " encaminhada".

Agora que estou nos 20 anos, sei que isso não é verdade. Ainda me sinto uma criança, ainda sinto que não sei nada e, sobretudo, ainda não me sinto uma adulta, com a vida "encaminhada". Na verdade, acho que nenhum de nós alguma vez se sentirá adulto, todos nós estamos a fingir que sabemos tudo e sabemos o que estamos a fazer, quando o que realmente andamos a fazer é estarmos a aprender continuamente e a ir descobrindo, aos poucos, o que fazer a seguir.

Não consigo acreditar que já tenho 20 anos.Como é possível? O tempo passou a voar! Bem me avisaram que, assim que fizesse 18 anos, o tempo ia passar num ápice! Ainda nem tive tempo de recuperar da grande festa que foram os 18, e os 20 já me apanharam.

Quando penso nos 20 anos que já vivi, só consigo sorrir. Tive uma infância incrivelmente feliz. Nasci como filha única, mas cresci rodeada de dois primos incríveis, que são como irmãos para mim, e perdi a conta às brincadeiras que tivemos, aos bons momentos que partilhamos, as férias em conjunto que tivemos,...  Tive pais excelentes, que me educaram muito bem, que não me fizeram as vontadinhas todas nem me deram todos os brinquedos que eu queria ( o que eu agradeço porque, caso contrário, seria uma filha mimada e ingrata), mas que também me deram sempre prendas que adorei quando as merecia, que me deram a oportunidade de andar em boas escolas e, sobretudo, que me encheram de amor, carinho e apoio. Tive uma adolescência difícil, em que tive que combater muitas insegurança e medos, mas felizmente tive um grupo de amigos espetacular, que me aceitou tal como eu era, que me apoiou e com quem partilhei bons e maus momentos.

Apesar de não ter alcançado metade dos objetivos que tinha para os meus 20 anos ( porque a vida raramente corre como planeámos), sinto-me orgulhosa daquilo que já alcancei. Para começar, já realizei muitos sonhos, dos quais destaco a minha primeira viagem de avião, a minha viagem a Londres e a minha entrada na universidade. Durante estes anos, venci muitos medos, ultrapassei muitos obstáculos eultrapassei muitas inseguranças. Deixei de ser uma Cherry insegura e tornei-me numa Cherry confiante e que gosta de si mesma, deixei de ser uma eterna insatisfeita e passei a valorizar os pequenos detalhes do dia a dia. Eliminei pessoas tóxicas da minha vida e  aprendi que mais vale a qualidade do que a quantidade no que diz respeito a amizades ( e orgulho-me de ter amigos com personalidades diferentes, mas interessantes e, todos juntos, complementamo-nos uns aos outros, e apoiamo-nos mutuamente). Criei um blog que começou por ser um espaço em que escrevia simples devaneios, mas que agora ocupa um lugar especial no meu coração e que me permite documentar a minha vida.Completei todas as etapas académicas até agora com sucesso, vivi bons e maus momentos, cometi erros, caí inúmeras vezes e tornei-me sempre a levantar e, sobretudo, tentei saborear todos os momentos como se fossem a última fatia de um bolo ( nem sempre fui bem sucedida em tal tarefa porém, com a idade, fui aprendendo a valorizar cada momento).

Não podia acabar este post sem reservar, no mínimo, um parágrafo para agradecimentos. Obrigada aos meus pais, por me terem dado sempre tudo o que eu precisava, uma casa a que me orgulho de chamar lar, uma educação e, sobretudo, amor incondicional, apoio e carinho. Obrigada à minha família, que foi sempre uma família tão unida, que arranja sempre pretexto para se juntar, e que está sempre comigo, mesmo quando parece que todo o mundo me virou costas. Obrigada aos meus primos, que foram os irmãos que nunca tive, que me aturaram, que brincaram muito comigo em crianças, que partilharam muitos momentos comigo e que ainda agora,  em adultos, arranjam sempre tempo para estarem comigo. Obrigada aos meus amigos, que não são muitos, mas são bons, que são malucos até dizer chega ( mas no bom sentido), que me aceitam como sou, e que me apoiam nos bons e maus momentos.Obrigada a todos os professores que tive, por terem contribuído para o meu sucesso académico, por me terem inspirado, por terem contribuído para aquilo que sou hoje, e obrigada mesmo aqueles professores que não foram tão bons, mas que ainda assim me ensinaram algo ( mesmo que, por vezes, nem matéria tenha sido). Obrigada a todas as pessoas que se cruzaram na minha vida e que, de certa forma, me inspiraram e/ou ensinaram algo. Por último, obrigada aos leitores do meu blog, por me acompanharem diariamente, por todas as mensagens e comentários carinhosos que me escrevem, pelas opiniões que me vão deixando, e por terem pachorra para lerem posts gigantes como este.


Foram 20 anos muito felizes. Que daqui para a frente seja tão ou mais feliz como fui até aqui. Parabéns a mim!

1.5.17

19 coisas que aprendi com 19 anos


Amanhã faço 20 anos. Tendo em conta alguns psicólogos ( porque, nesta cena das faixas etárias, eles nunca se entendem), amanhã deixarei de ser adolescente, e começarei a minha vida adulta. Cá entre nós, ainda me sinto uma criança e, na verdade, nunca me sentirei uma adulta, porque haverá sempre algo que não sei fazer, e nunca me sentirei " segura e com tudo descoberto".

Com 20 anos parece que ainda sou muito nova, que ainda não sei nada, mas 20 anos são duas décadas de vida, duas décadas em que já vivi muito, em que já passei por muita coisa, em que já ultrapassei muitos obstáculos, fiz grandes conquistas, realizei muitos sonhos, vi muita coisa, fiz muitas amizades,... Ainda tenho muito para viver, isto é só o início, porém já aprendi bastante.

Aproveito o meu último dia ( ou melhor, as minhas últimas horas) com 19 anos para fazer um balanço de tudo aquilo que aprendi durante este ano. O meu blog é um espaço público e de partilha, mas também acaba por ser um espaço onde vou documentando a minha vida, pelo que ficarão aqui registadas 19 coisas que aprendi com 19 anos, e que me lembrarei durante toda a minha vida.


1. Sou capaz de mais do que aquilo que penso: Sim, parece que foi preciso chegar aos 19 anos para aprender isto, finalmente. Este ano, estagiei num serviço de Oncologia, um serviço muito duro psicologicamente, em que a morte era uma realidade com a qual tinha que lidar diariamente. Vou ser sincera, durante semanas achei que não seria capaz de terminar este estágio. Andava mesmo em baixo, pressionada por estar a ser avaliada e triste por ver tanta desgraça num mesmo lugar. Contudo, a certa altura do estágio, disse a mim mesma que tinha de ser corajosa, que tinha de esquecer o medo de ser avaliada, e de ir para lá fazer o que realmente era suposto, aprender. E, não só aprendi imenso sobre enfermagem e sobre a vida, como aprendi que sou capaz de muito mais do que aquilo que penso. Aprendi que, se me esforçar o suficiente, consigo tudo aquilo que quero, por mais difícil que pareça.

2. Rir é mesmo o melhor remédio: Como sabem, sou uma pessoa que sofre mais de ansiedade do que aquilo que gostaria de admitir e, por vezes, também sou insegura. No entanto, não há nada que combata melhor a minha ansiedade do que rir. Seja a ver um filme de comédia, a conversar ou a fazer coisas estúpidas, rir consegue-me aliviar muita da tensão que acumulo no meu dia a dia. Portanto, agora, quando me encontro numa situação bastante stressante, tento sempre fazer alguma piada com esta, porque é melhor rir do que estar sempre a queixar-me.

3. Mas, por vezes, chorar é mesmo aquilo que precisamos: Rir é o melhor remédio mas, por vezes, a única coisa que precisamos é de chorar, para aliviar a tensão de uma situação difícil, ou para aliviar o stress após uma fase má. Às vezes, precisamos de passar um bom bocado a chorar, para depois nos sentimos melhor e estarmos prontos para outra.

4. Pensa menos, vive mais: Já partilhei aqui no blog que sou uma pessoa que pensa demais. É algo que, por vezes, é mais forte do que eu! Sou capaz de pensar meticulosamente em cada situação, e pensar em mil e uma maneiras em como essa pode correr mal. Porém, é algo que, ultimamente, tenho tentado combater. Existe muita coisa na nossa vida que foge do nosso controlo, por isso estarmo-nos a preocupar com estas é uma perda de tempo. Ao fim de 19 anos percebi que não vale a pena estarmos sempre a pensar demais e a analisar todas as situações porque, enquanto estou a preocupar-me, não aproveito para viver o presente e usufruir de tudo o que está à minha volta.

5. Se odiares o teu emprego, não há dinheiro que compense isso: Ter oportunidade de entrar no mundo de trabalho cedo ( ao estagiar) fez-me confirmar que, se odiamos o nosso emprego, não há dinheiro que compense isso. São muitas as pessoas que, hoje em dia, vão para x curso porque é o que dá mais saída, mas depois odeiam-no de morte. Para mim, só faz sentido estar em Enfermagem se gostar mesmo disto. Enquanto houver paixão por aquilo que faço, eu continuarei a trabalhar nisto. Não faria sentido se não fosse assim, principalmente numa profissão tão exigente como esta, em que estamos a lidar com a vida das pessoas. Não há dinheiro que compense o facto de nos sentirmos presos e miseráveis numa profissão. Sim, o dinheiro faz falta, e temos sempre que considerar as saídas profissionais antes de irmos para um curso, mas também temos que ter em consideração o nosso interesse ( ou a falta deste) pela área que escolhermos.

6. Eu precisarei sempre dos meus pais: Quando era mais nova, tinha a ideia de que, quando me tornasse adulta, já não precisaria dos meus pais, porque já saberia fazer tudo e seria independente. Mas agora que estou no início da minha vida adulta sei que isso não é verdade. Ainda não sou independente, ainda moro na casa dos meus pais, mas não preciso de sair de casa para perceber que precisarei sempre dos meus pais. Eu nunca saberei tudo, pelo que recorrerei sempre aos conselhos deles e, mesmo quando saiba fazer as coisas, precisarei sempre do apoio e amor deles. Não consigo nem acho que alguma vez conseguirei imaginar-me no mundo sem eles.

7. A indecisão é destruidora, na dúvida toma uma decisão ( mesmo que seja a errada): Aliada à minha ansiedade e ao facto de pensar demais, também sou uma pessoa indecisa ( uma combinação perfeita, ahahahah, eu sei). Todos nós temos indecisões, nem sempre é fácil fazer escolhas. O perigo das indecisões é que, se perdes demasiado tempo com estas, elas podem ser destruidoras, destruírem as tuas outras certezas, a tua confiança, os teus sonhos e tudo aquilo em que acreditas. Eu descobri que, na dúvida, mais vale tomar uma decisão na mesma, porque é melhor tomar a decisão errada do que não tomar nenhuma, e perder o controlo das coisas.

8. Se tu não acreditares em ti, ninguém acreditará: Algo que eu aprendi da pior maneira. No meu estágio em Oncologia, parte do motivo pelo qual a minha nota desceu foi porque, nas primeiras semanas, eu andava insegura e não confiava nas minhas capacidades. Aquilo que eu descobri mais tarde foi que, ao eu não acreditar nas minhas capacidades, estava a fazer com que os meus orientadores também não acreditassem. Por isso, mudei a minha atitude, comecei a confiar em mim mesma e, por sua vez, os orientadores também começaram a acreditar em mim. A vossa mãe pode acreditar sempre em vocês, mesmo quando vocês não acreditam, mas o resto das pessoas, principalmente as do mundo do trabalho, não acreditarão se vocês não acreditarem em vocês mesmos.

9. Não leves a vida demasiado a sério: A maior parte das coisas que nos chateiam ou nos preocupam são tão triviais se pensarmos naquilo que realmente importa na vida. Nós vamos morrer e vamos, por isso mais vale aproveitar enquanto cá estamos.

10. Porém, devemos aproveitar cada segundo desta: Não devemos levar a vida demasiado a sério, mas também não a devemos levar só na brincadeira e desperdiçá-la. Por outras palavras, por muito cliché que seja, só vivemos uma vez, pelo que devemos aproveitar todos os segundos para realizar os nossos sonhos, e estar com quem nós amamos. Nós nunca sabemos quando a nossa vida poderá mudar e, de um momento para outro, perdermos tudo ( algo que também aprendi em Oncologia).

11. No fundo, ninguém quer saber: Nós preocupamo-nos tanto com o que os outros pensam e, lá no fundo, ninguém quer saber. Muitas pessoas são, sim, cuscas e metediças mas, ao final do dia, elas só querem saber delas próprias. Todos nós andamos concentrados em nós próprios.

12. Só quando perdemos a nossa saúde é que realmente a valorizamos: Apesar de nem sempre ter tido o estilo de vida mais saudável do mundo, preocupei-me sempre com a minha saúde. No entanto, só quando fiquei mesmo doente este ano é que aprendi a valorizá-la realmente. Este ano, andei meses a fio mal disposta do estômago, sem conseguir comer nada. Fui a vários médicos, e ninguém conseguia descobrir o que eu tinha. Finalmente, depois de ter feito umas análises que revelavam valores da tiróide alterados, fui a uma endocrinologista e descobri que tinha hipertireoidismo, o que me estava a causar  o tipo de sintomas que estava a sentir. Ainda não melhorei completamente, mas assim que melhorar, acho que nunca na vida agradecerei tanto pelo facto de ter saúde. Passar por isto fez-me perceber que, de facto, a saúde é um dos bens mais preciosos que temos e, quando não a temos, faz bastante falta pois, sem esta, não conseguimos trabalhar, estar bem dispostos e, no geral, usufruir bem da vida.

13. O tempo passa mais depressa quanto mais velho/a ficas: Sempre me disseram que, a partir do momento em que eu fizesse 18 anos, a vida iria passar num ápice. E, de facto, é mesmo verdade! Parece que ainda foi ontem que fiz 18, e agora já vou nos 20! O tempo passa mesmo depressa, e eu consigo avaliar isso, sobretudo pelas férias de verão. Antigamente, as chamadas " férias grandes" pareciam uma eternidade de anos, eu estava sempre a queixar-me que não tinha nada para fazer e, quando voltava às aulas, já nem sabia pegar numa caneta ahahahahah. Agora, tenho quase os mesmos 3 meses de férias, mas parece que passam muito mais rápido, e que nunca são suficientes para fazer tudo o que quero. Cada vez o tempo passa mais depressa, pelo que tenho tentado aproveitar cada segundo ao máximo. 

14. Estou grata por ter nascido onde nasci: Numa altura em que metade o mundo está em guerra e a outra metade está a querer entrar numa, eu estou grata por ter nascido onde nasci. Estou grata por ter nascido num país sem guerra, livre, e em que posso ser o que quiser. Há tanto gente no mundo, neste momento,  a lutar contra a guerra, a lutar para ter liberdade e, sobretudo, a lutar para ter uma vida minimamente digna, em que possam ter, pelo menos, comida e um abrigo onde possam descansar. Ver estas realidades faz-me sentir uma privilegiada por viver da forma que vivo.

15. Há sempre beleza, até nos piores momentos: Há sempre beleza por detrás da dor . Todas as situações, por mais más que pareçam, têm o seu lado positivo. Quando estamos a passar por uma situação má, de sofrimento e/ou humilhante, é difícil ver isso, mas todas as situações têm uma beleza escondida, se estivermos dispostos a vê-la.

16. Às vezes, mais vale estar calado/a do que dizer asneiras: Quando não sabes o que dizer, não digas nada. Isto é válido tanto para uma conversa desconfortável com alguém, como para uma discussão. Muitas vezes, dizemos coisas da boca para fora, quem nem sentimos, mas que magoam imenso a pessoa com quem estamos a falar.

17. Celebra a vida, todos os dias: Nunca esperes para celebrar a vida. Não há momentos certos para celebrar a vida. Cada dia merece uma celebração. Seja o teu aniversário, uma promoção no trabalho, uma boa apresentação que fizeste, boas notícias que recebeste ou, simplesmente, o facto de teres ultrapassado um dia mau, celebra isso. Na maior parte das vezes, todas as pequenas coisas da tua vida acabam por contribuir para algo maior, por isso merecem ser celebradas.

18. Escrever faz bem à alma: Já perdi a conta ao número de vezes em que escrever me ajudou a ultrapassar fases mais difíceis da minha vida, refletir sobre algo ou, simplesmente, desabafar sobre algo. Escrever é uma espécie de terapia para mim. Também é um hobbie, algo que me dá prazer em fazer, e uma maneira de partilhar e documentar a minha vida, através do meu blog.

19. Envelhecer não é tão mau como parece: Quando era mais nova, tinha um medo aterrorizante de envelhecer. Dizia que queria fazer 20 anos, e ficar parada nessa idade para sempre. Embora ainda não me desagrade a ideia de ficar parada nos 20 ( ser jovem e bonita para sempre, que maravilha!), envelhecer já não é algo mau para mim. Se há algo que a vida me tem ensinado é que envelhecer pode ser bom, e até nos pode trazer coisas espetaculares!  Se soubermos aproveitar a vida como deve ser, envelhecer significará ganhar mais experiência de vida, aprender mais coisas, viver muitos bons momentos, e ter experiências fantásticas. No meio disto tudo, ganhar rugas é um pequeno preço a pagar.


Ler também: 18 coisas que aprendi com 18 anos.

3.5.16

Olá 19!


Na prática, apesar de mentalmente ainda considerar hoje o meu aniversário ( porque ainda não fui para a cama), já é meia noite, por isso dou por encerrado o meu dia de aniversário. Esperei até agora para escrever este post para poder englobar todos os acontecimentos deste dia e garantir que agradeço a toda a gente. Gostaria de escrever este post noutro dia porque talvez tivesse mais inspirada e este texto saísse algo mais bonito, mas quero escrevê-lo hoje para eternizar aquilo que senti no dia do meu aniversário.

Os 18 anos passaram num instante.Bem me avisaram que quando fizesse 18 anos o tempo iria passar a voar! Anyway , os 18 anos trouxeram-me momentos maravilhosos que nunca vou esquecer: o final do Secundário, a entrada na Universidade, a praxe, amigos maravilhosos,... Não poderia estar mais grata por isto tudo. 

Os 18 anos começaram da melhor maneira possível e assim continuaram até meados de Janeiro deste ano. A partir daí, infelizmente, a minha vida foi abalada  por uma série de acontecimentos negativos, como a saída da praxe, o internamento e a doença do meu avô,... Não acabaram, de facto, da melhor maneira, mas não vou deixar que isso me abale e me impeça de ser feliz. A felicidade é algo que se constrói dia após dia, e sei que tempos melhores irão vir, não vou perder a esperança. 

Estou a ultrapassar uma fase menos boa da minha vida e isso refletiu-se um bocado no meu 19º aniversário. Apesar de tudo, este aniversário foi especial porque me fez perceber quais as pessoas que realmente importam na minha vida, e a todas essas pessoas muito obrigada por terem tornado o meu dia especial. 

Muito obrigada também à minha priminha pelo bolo de aniversário que fez ( o da foto acima). Este ano decidi não encomendar um bolo de aniversário de uma pastelaria para poupar dinheiro , e também porque os bolos caseiros são sempre mais saborosos. Confiei a tarefa de fazer o meu bolo de aniversário à minha prima, pois ela tem sempre muito jeito para estas coisas e sabe fazer bolos fantásticos. Não estava à espera de um  elaborado, porque a festa também não o era, mas a minha prima surpreendeu-me e fez este bolo incrível, com uma decoração linda. Foi tudo planeado ao pormenor: o lacinho, o facto de eu adorar bolo de chocolate (aliás, eu adoro tudo o que seja ou tenha chocolate,já perceberam que eu sou uma viciada), e até os M&Ms são de chocolate, porque ela sabe que eu não gosto dos normais com amêndoa. A minha prima pensa em tudo!  Já lhe disse que ela tem mesmo jeito para isto, podia abrir uma pastelaria paralelamente ao seu trabalho como nutricionista. Obrigada, priminha! 

As melhores coisas que recebi neste aniversário não foram coisas. Foram todos os "Parabéns" ditos e cantados, todas as mensagens que até mais pareciam testamentos, todas as frases simples mas que disseram tudo. Nunca esperei receber tanto amor num dia! Muito obrigada a todas as pessoas! Todas as palavras e mensagens que me mandaram estão gravadas no meu coração. Tornaram o meu dia muito mais especial e puseram-me um grande sorriso rasgado na minha cara.

Por último, gostaria de agradecer à blogosfera. Porque já fazem parte da minha vida, e porque também tiveram um papel especial no meu aniversário. Recebi  e li como mensagens de leitores e bloggers. Obrigada pelo tempo que dedicaram a escrever as vossas bonitas mensagens, obrigada pelas vossas palavras. Li cada uma de coração cheio. 

Não foi de todo, o melhor aniversário que já tive. Ando numa fase muito stressante, cheia de frequências, e para agravar a situação, também ando com alguns problemas a nível familiar. Não tive uma festa de arromba como imaginava o meu aniversário de 19 anos há uns anos atrás ( lá as expectativas elevadas, como referi no post anterior, tenho que parar com isto) nem grandes jantares.  Mas se pensar em termos de amor e de palavras e mensagens que recebi, então foi um aniversário incrível. Acho que não consigo agradecer vezes suficientes a toda a gente. Fizeram-me sentir tão especial e feliz!


Que os meus 19 anos sejam ainda melhores que os meus 18 anos, e que me tragam novos desafios, experiências, momentos e lições. Olá 19!

(Foto: da minha autoria)

1.5.16

18 coisas que aprendi com 18 anos


Os meus 18 anos passaram a voar. Quando me disseram que a partir dos 18 anos o tempo passa a voar, não imaginei que fossem assim, num piscar de olhos ter 18 anos e no outro já a fazer 19 anos.

De qualquer das maneiras, os meus 18 anos trouxeram-me coisas fantásticas. Entrei na universidade, tive novas experiências, alegrias e tristezas e, sem dúvida alguma, muitas lições. No último dia em que tenho 18 anos, decidi escrever 18 coisas que aprendi com esta idade.



1. A ideia de liberdade que ganhas aos 18 anos é uma ilusão: Tirando o facto de já puderes votar e tirar a carta de condução, não ganhas liberdade nenhuma aos 18 anos. Se não fores estudar para outra cidade, tens a mesma liberdade que tinhas com 17 anos. Em ambos os casos, se continuares a estudar, continuas dependente dos teus pais. O que conta agora é o poder económico, só tens liberdade quando o tiveres.

2. Deves ser egoísta e pensar em ti de vez em quando: Claro que deves ser altruísta e ajudares o próximo mas, por vezes, é preciso saber dizer não para te poderes concentrar mais em ti. Às vezes, tudo o que precisas é tempo para ti próprio/a para poderes concretizar os teus planos, e não o podes fazer se tiveres sempre ocupado/a a ajudar os outros.

3. O que os outros pensam de ti não importa: As pessoas estão e estarão sempre prontas a criticar-te, a criticar cada passo que dás. Mas o que os outros pensam de ti não importa, o que importa é aquilo que tu pensas de ti e como te vês.

4. Não deves viver segundo as expetativas dos outros: As pessoas querem que sigas determinado caminho, que sejas "alguém na vida", mas tem que ser de acordo com os padrões delas. Ninguém tem esse direito, de te impor que caminho deves ou não seguir. No final do dia, a vida é tua e tu é que decides o queres fazer com ela.

5. À medida que cresces vais tendo menos amigos: E isso não é necessariamente mau. Significa apenas que começaste a perceber quem são os amigos verdadeiros que estiveram sempre ao teu lado, e quem eram os falsos que só estavam contigo por interesse. O que importa é a qualidade das amizades e não a quantidade.

6. A praxe é a família que escolhemos: A praxe é a melhor coisa que te pode acontecer na universidade, ao contrário do que os media insistem em dizer. A praxe não é como a TVI a pinta, com atividades violentas e humilhantes, isso é uma pequena percentagem delas ( que nem deveriam chamar-se praxe). A praxe é a família que te acolhe quando vais para a universidade, que estão sempre presentes para te ajudar em todo o teu percurso académico, principalmente nos momentos em em que estás longe da tua família e amigos e de tudo aquilo que conheceste. Os laços que crias na praxe podem durar anos e anos, ou mesmo toda a vida.

7. A vida é difícil, mas é um bocadinho mais fácil se olhares para o lado positivo das coisas: Se te focares sempre no lado positivo de tudo, verás que a tua vida se tornará menos difícil e que ultrapassarás todos os obstáculos com mais facilidade.

8. Os pais também erram: Embora muitas vezes não o admitam. Quando era pequena tinha esta ideia de que os pais eram seres perfeitos, que sabiam sempre tudo e conseguiam sempre fazer tudo. Agora sei que eles também são humanos, também cometem erros, há coisas que não sabem fazer e não possuem todo o conhecimento do mundo.

9. No fundo, tudo aquilo que os pais querem é o teu bem: Os pais desejam sempre o melhor para os filhos, o que os leva frequentemente a fazer coisas que até podem não ser o melhor. Há coisas que os meus pais acham que são o melhor para mim que para mim não o é e não sou obrigada a seguir todos os caminhos que eles querem, mas tento sempre compreender que eles têm sempre a melhor das intenções, embora às vezes tenham formas estranhas de o manifestar.

10. A vida adulta é uma seca a maior parte das vezes: Já estão muito longe os dias em que a tua única preocupação era acordar às 6 horas da manhã para não perderes um episódio dos teus desenhos animados. Agora a tua vida está cheia de preocupações, com muito estudo e trabalhos para entregar. Em breve, terás um emprego e horários rígidos para cumprir. Tudo isto é uma seca. Mas cabe-te a ti quebrares a rotina de vez em quando e fazer tudo aquilo que gostas.

11. Todas as pessoas boas ou más, contribuíram para algo na tua vida: Gosto de acreditar que todas as pessoas foram colocadas na nossa vida por alguma razão. As boas pessoas foram colocadas na nossa vida para nos apoiar nos maus momentos, para nos inspirarem e para se rirem connosco nos bons momentos. As más pessoas servem para nos mostrar aquilo que nós não queremos ser e dão-nos também valiosas lições de vida.

12. Não cries demasiadas expectativas, podes acabar desiludido/a: A vida é imprevisível, nunca sabes aquilo que vai acontecer no dia a seguir  e que te pode dar a volta aos planos. Faz planos sim, mas deixa alguma margem para o imprevisível e para o inesperado. Não coloques expectativas em pessoas, existe uma grande probabilidade de elas te desiludirem.

13. Coisas mágicas acontecem quando saímos da nossa zona de conforto: Quando enfrentas os teus medos e inseguranças, pões-te à prova e sais do teu ambiente "normal", coisas incríveis acontecem. Além disso, ganhas novas experiências e lições.

14. Na realidade, ninguém sabe mesmo o que está a fazer: Quando era pequena, via os adultos como pessoas perfeitas, seguras de si mesmas, que sabiam sempre o que estavam a fazer. Com o passar do tempo, fui percebendo que até os adultos se sentem inseguros e, muitas vezes, não sabem aquilo que estão a fazer, estão sempre a andar um dia de cada vez, ir improvisando e a descobrirem-se a si próprios.

15. O nosso crescimento não termina na adolescência: Apesar de, no final da adolescência, já estarmos com mais maturidade, o nosso processo de crescimento não fica por aqui. Há sempre coisas novas para aprender, novas experiências e novas lições. O processo de nos descobrirmos a nós próprios dura toda a vida, do nascimento até à morte.

16. És capaz de mais  do que aquilo que pensas: Temos sempre tendência para nos subestimar e achar que somos pouco fortes ou temos pouca resistência mental, e só percebemos o contrário quando somos "empurrados" para uma situação-limite em que somos obrigados a agir.

17. Nada nem ninguém te define: Não és só um tipo de pessoa, és um conjunto de pessoas numa. És um aluno/a, um filho/a, és uma pessoa com várias vidas e facetas numa vida e, acima de tudo, estás sempre em constante mudança ou transformação. Nunca deixes que nada te define. Nunca deixes também que ninguém te defina, que ninguém te diga aquilo que és ou não és.

18. A idade é apenas um número: Escrever este post fez-me perceber que não importa a idade que temos, importa como a vivemos. E dito isto, não há "a idade certa" para fazer determinada coisa ou realizar determinado sonho. Nunca é tarde de mais para nada. Se quiseres, poderás ser eternamente jovem, mentalmente.


Que venham os 19 anos, estou pronta para eles!