"". Life of Cherry: atualidade !-- Javascript Resumo Automático de Postagens-->
Mostrar mensagens com a etiqueta atualidade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta atualidade. Mostrar todas as mensagens

15.4.19

Notre Dame, Tu Nous Manque Déjà


Tinha uma publicação agendada para hoje, mas não a consigo publicar dado o que aconteceu esta tarde. Nada do que publique esta noite vai distrair-me a mim ou a vocês do facto de hoje se terem perdido mais de 800 anos de História, num piscar de olhos. À hora que vos escrevo, o Governo já admitiu a possibilidade deste icónico monumento não poder ser salvo e ruir completamente.

A vida está a imitar a arte da pior forma: a Catedral também pegou fogo no filme "A Corcunda de Notre Dame", e aquilo que mais me consolava em criança era saber que esta cena era ficção e que, na realidade, a Catedral de Notre-Dame continuava em pé, grandiosa como sempre Hoje, no dia 15 de abril, esse pesadelo concretizou-se, e os nossos sonhos de criança estão a arder junto com este património histórico. 

Não consigo ver mais notícias nem imagens da Catedral de Notre-Dame a arder. Está a ser devastador! Nunca a vi ao vivo, mas quero recordá-la como na imagem acima,  em toda a sua opulência. Notre Dame, Tu Nous Manque Déjà

16.10.17

Parem de destruir o nosso país!



Nunca, em 20 anos de existência, pensei assistir a tamanha tragédia. Ontem vi logo que algo de muito errado se passava quando, por volta do final da tarde, o céu ficou de uma cor estranhamente alaranjada, começou a escurecer, e o cheiro a fumo e a queimado tornou-se de tal forma forte que, mesmo com as janelas e portas fechadas, alastrou-se rapidamente pela casa toda. Se eu nem sequer estava numa zona próxima de incêndios e senti isto, nem quero imaginar o terror que se viveu nos locais que estavam a ser devastadas pelo fogo. Durante todo o tempo estive em segurança, mas não deixei de sentir medo e horror ao constatar que à minha volta estava tudo em chamas. 

Acreditei, sinceramente, que depois da tragédia de Pedógrão tivessem aprendido a lição. Achei que a devastação, o desespero, a agonia das pessoas, as mortes, os lamentos serviriam para alguma coisa. Mas, pelos vistos, bastaram apenas quatro meses para voltar a repetir os erros do passado. 

Existem vidas perdidas, famílias destruídas, pessoas sem casa, quilómetros de património florestal perdidos e que vão demorar anos a ser recuperados. E ainda há quem encare isto de forma leviana. O primeiro-ministro afirma " que situações destas se irão repetir", a ministra da Administração Interna não quer saber, preferia ir de férias. Há quem aproveite para fazer campanha e comece a culpar os governos anteriores. E, no meio disto tudo, ninguém faz nada. 

Perdi a paciência. Apetece-me gritar " IDE TODOS À MERDA". Não quero saber de discussões políticas, se a culpa é deste governo ou do anterior, se este ou aquele se devia demitir... Se em vez de estarem aí a apontarem o dedo, fizessem realmente alguma coisa, nada disto teria acontecido. As vossas condolências, palavras de solidariedade, promessas e abracinhos aos cidadãos não vão trazer de volta aquilo que se perdeu. Parem de encarar isto como algo normal, inevitável, que irá acontecer muitas vezes nos próximos anos. Por amor de Deus, Portugal está todo a arder!

O terrorismo tem mil caras. Aquilo que aconteceu em Portugal não foi apenas fruto das alterações climatéricas. Foi fruto da crueldade do ser humano, de pessoas doentias que retiram prazer dos incêndios e do sofrimento que estes causam. Pessoas mais cruéis que estas são aquelas com poder para impedir isto, mas estão demasiado absortas nas suas vidas e nos seus próprios interesses para fazer alguma coisa. 

19.7.16

5 coisas que deves fazer quando és bombardeado/a com más notícias


Nos últimos dias, temos sido bombardeados com más notícias em todo lado, nos jornais, telemóveis, televisão e rádio. Ora é por causa de um atentado em Nice, ora por causa de uma tentativa de golpe de Estado na Turquia, ora um tiroteio na América... Parece que o mundo está à beira da sua auto-destruição!

As notícias boas propagam-se depressa, mas as más notícias propagam-se ainda mais depressa, como se de um tsunami se tratassem. Em tempos como este, parece impossível escapar a esta "onda" de más notícias. Ninguém fica indiferente, mas algumas pessoas lidam melhor com este tipo de notícias do que outras.

No meu caso, as más notícias trazem-me muita ansiedade, como se os problemas das outras pessoas se tornassem de repente os meus problemas. Olho para todos estes crimes e atentados e penso que a humanidade está perdida, que já não se pode confiar em ninguém, e que um dia podemos ir de viagem para um sítio e nunca mais voltar a casa, porque entretanto morremos num atentado. Sei que secalhar vivo as más notícias com uma intensidade maior do que aquela considerada "normal", mas é assim que sou.

Todos sabemos que, quando algo muito mau acontece, as televisões passam dias e dias a fio a repetir a mesma notícia, mesmo quando mais nada foi descoberto acerca do assunto. Por muito que nos custe, tentar estar a par de toda a informação não adianta, não há nada que possamos fazer a maior parte das vezes.

Por norma, gosto de me manter informada sobre os assuntos da atualidade, mas quando me sinto bombardeada por más notícias, costumo fazer estas 5 coisas.


1. Evitar notícias a todo o custo: A maior parte das pessoas têm dificuldade em desligar-se das notícias. Não querem ser vistas como pessoas incultas, desinteressadas e ignorantes, ou querem ter sempre um tema de conversa com os amigos/ colegas de trabalho. Outras têm simplesmente medo de estarem desatualizadas de tudo aquilo que se passa no mundo, não querem perder uma pitada porque, caso contrário, podem perder-se. Embora eu defenda que devemos manter-nos a par das notícias que marcam a atualidade, em situações como esta o melhor que temos a fazer é desligarmo-nos um pouco do mundo, e isso implica obviamente não ler as ditas notícias que nos estão a afetar de maneira negativa. Não estamos a ser ignorantes, estamos apenas a querer preservar a nossa sanidade mental e a escolher o lado mais positivo da vida.

2. Fala sobre tudo o resto menos as ditas notícias: Há pessoas que acham que , se não tiverem as notícias como um dos tópicos de uma conversa, esta vai parecer fútil e sem sentido. Meus caros amigos, existem tantos tópicos de conversa que podem ser igualmente ou mais interessantes e que são muito mais positivos, como falar de séries, livros, filmes, viagens, lições de vida que retiraram de uma experiência, relações amorosas, dicas,... Eu acho que o mais importante numa conversa não é o tópico abordado, mas sim a pessoa com quem estamos a falar, a maneira como lhe damos atenção, como a respeitamos, como a abordamos. Por exemplo, eu por vezes tenho conversas sem sentido com os meus amigos, mas o importante mesmo é estarmos juntos. O que eu quero dizer é que não precisam de ter  a obrigação de incluir as notícias nas conversas, sobretudo quando é algo que vos faz sentir pior.

3. Enche a tua Internet com coisas positivas: Não é por acaso que esta está cheia de memes, de imagens com frases inspiracionais ou motivacionais... Porque é algo que faz bem às pessoas, que as liberta de toda a negatividade e stress das suas vidas, e enche-as de positividade e gratidão. Portanto, toca a alterar o vosso feed de notícias do facebook e a seguir páginas mais positivas, sigam contas de Instagram inspiracionais, sigam contas do Tumblr engraçadas... Enfim, usem a Internet para coisas positivas.

4. Desliga-te das tecnologias: Apesar dos esforços que fazemos no ponto 3, por vezes não há maneira de escapar às más notícias. Em situações extremas ( como as que vivemos nos últimos dias) é impossível ignorá-las, pois estas vêm de todo lado, das redes sociais, da televisão, da rádio,.. Nestes casos, o melhor é desligar todas as tecnologias e ficarmos offllines até toda a loucura passar. Se tal não for possível, devemos tentar passar o mínimo de tempo possível a usar tecnologias.

5. Abraça o lado mais positivo da vida: Tal como disse no ponto 1, o importante é escolher o lado mais positivo da vida. De nada adianta fazer os passos anteriores se, no final, não adotarmos uma atitude mais positiva. No final do dia, nós é que controlamos os nossos pensamentos, e escolhemos se queremos estar sempre a pensar em tragédias ou se queremos concentrarmo-nos nos aspetos mais positivos da nossa vida. A escolha é nossa.


Para terminar, não quero que este post sirva de desculpa para se manterem desatualizados. Devem estar sempre a par do que se passa no mundo e, se possível, mostrar solidariedade em situações trágicas como as que vivemos agora, mas se sentirem avassalados com tanta notícia má, aí devem desligar-se e seguir estas dicas.

E vocês? O que fazem quando se sentem bombardeados com más notícias?

5.5.16

Sobre " ser alguém na vida"


Tenho constatado que cada vez mais há uma maior pressão na sociedade atual para se "ser alguém na vida".  Se chegares aos 30 anos e ainda não tiveres um bom emprego, uma boa casa, um bom carro e não estiveres casado/a ( ou vá, estiveres a viver com o teu namorado/a, sociedade de hoje já é um bocadinho mais permissiva nesse sentido), bem podes esquecer tudo porque falhaste na vida.

Mas não é só aos 30 anos que se tem de ser alguém na vida. Desde o momento que entras na escola, tens que ser sempre um aluno/a excelente e com boas notas. Tens de ser sempre um filho exemplar, obediente e não ser opinativo, porque isso pode parecer que não respeitas os teus pais nem a tua família. Aos 18 anos, tens que entrar obrigatoriamente na Universidade e, de preferência, no curso de Medicina, numa Engenharia qualquer ou em Economia/Gestão. Se não entras num destes cursos, é porque não tens notas ou então é porque és burro/a, vais acabar a trabalhar numa caixa do Pingo Doce. Se decides tirar um ano sabático ou um "Gap Year" para ter descobrires a ti próprio/a e descobrires a tua vocação estás é a enganar os outros, na verdade não tiveste foi notas para ingressar no Ensino Superior. O caminho que tens de seguir, é ir para a Universidade, depois ter um bom emprego, casar e ter filhos, e qualquer pessoa que se desvie desse caminho não deve ser boa da cabeça e, provavelmente, vai acabar sozinho/a e sem dinheiro.

Se fores mulher, tens pressão acrescida. Tens que ser magra e bonita, porque senão nenhum homem te quer ( a sério?). Tens que casar com um homem bom, de preferência da mesma etnia que tu, que tenha dinheiro suficiente para te proporcionar uma vida boa. Tens que lhe dar pelo menos um filho, porque senão ainda pensam que és infertil ou então uma cabra egoísta. Depois da gravidez, tens que emagrecer o mais depressa possível para mostrares aos outros o quão maravilhosa que és, que perdeste os 10 quilos da gravidez(?) em 2 semanas. Tens que ter sempre a casa arrumada, cozinhar maravilhosamente bem, tens que cuidar bem do teu filho, ao mesmo tempo que também tens um emprego a tempo inteiro com as suas exigências.

São estas e outras coisas estúpidas que uma pessoa tem que ouvir diariamente. Acho que é uma crueldade a sociedade pôr tanta pressão nos jovens e obrigá-los a seguir determinado caminho. Isto só vai fazer com que estes jovens tornem-se adultos frustrados,infelizes e revoltados com a vida . É mesmo isto que nós queremos para esta geração?

Na minha opinião, acho que é muito injusto exigirmos a um jovem de 18 anos que este saiba o que quer fazer para o resto da vida, apesar de este nem saber quem é enquanto pessoa , quanto mais saber realmente o que é a vida. A partir de Julho, vai começar outras vez toda a loucura das candidaturas, com muitos alunos sem saberem o que querem, as suas famílias a empurrarem-os para um curso que eles nem sequer gostam, e os pobres coitados não aguentam tanta pressão e acabam por ceder. Mais tarde, apercebem-se que não querem mesmo nada aquele curso, mas " ah e tal, já não vou para novo, já tenho 20 anos, já sou demasiado velho/a para começar outro curso". Jovens que tem a vida toda pela frente dizem isto.

Não há a "altura certa" para fazer as coisas. Não há uma idade específica para realizar determinado sonho. A sociedade em que vivemos faz-nos acreditar que sim, mas na verdade isso não passa de um mito. Apercebi-me disto, quando uma vez um professor meu de Farmacologia contou à nossa turma que só entrou na faculdade com 23 anos e acabou-a com 27 anos. Entretanto, tirou outro curso nos 4 anos seguintes. E agora é um excelente profissional. Fiquei mesmo inspirada pela história deste professor, que no fundo o que nos queria transmitir era que nunca é tarde para estudar, que só estuda quem quer e se não nos sentirmos bem num determinado curso, para sairmos.

 Fico zangada comigo própria quando, por vezes, me deixo levar por esta pressão do " ser alguém na vida". Ninguém deveria impor a ninguém aquilo que tem que fazer e quando tem que fazer. Cada um tem o direito de traçar o seu próprio caminho, e não existem caminhos certos ou errados, cada caminho leva apenas a experiências diferentes.

Não deveríamos ter que viver com esta pressão de "ser alguém da vida". Devíamos ter o direito de viver a nossa vida, um dia de cada vez, sem imposições nem pressões. Sem nos termos que sentir um fracasso por não estarmos a acompanhar a lista de " jovens milionários antes dos 30". Deveríamos aprender a viver no presente, a concentrarmo-nos nas experiências e aprendizagens do dia a dia, e não nos potenciais títulos e prémios que podemos obter. Parece que vivemos todos numa corrida maluca atrás de um troféu que na verdade não existe, não passa de uma ilusão.

23.2.16

O poder dos introvertidos.


Sempre que posso, gosto de ver os vídeos da TED ( acrónimo de Technology, Entertainment, Design ou, em português, Tecnologia, Entretenimento e Design)  que são uma série de conferências realizadas na Europa, na Ásia e nos Estados Unidos, destinadas à propagação de ideias. Há alguns vídeos que são palestras bastante seca e que não vale a pena ver, mas por vezes encontramos vídeos bastantes inspiradores que nos põem a refletir sobre a vida. E o que eu vi recentemente foi uma grande inspiração para mim.

O vídeo que vi recentemente foi "The Power of Introverts" (  tem legendas para quem não perceber bem o inglês, basta irem às definições, e porem legendas em português), de Susan Cain, uma oradora e escritora, autora do livro " O Poder dos Quietos", que fala sobre o que é ser-se uma pessoa introvertida numa sociedade ocidental que valoriza as pessoas extrovertidas e subestima as qualidades e as capacidades dos introvertidos. Devo dizer-vos que depois de ver o vídeo da conferência TED dela fiquei com vontade de ler o seu livro.

Sendo eu uma pessoa introvertida, identifiquei-me bastante com o vídeo. Quando era mais nova, era muito mais introvertida, quase a 100%, mas agora sou um pouco mais extrovertida com as pessoas que me identifico e consigo estar em ambientes sociais sem me sentir nervosa ( aos 13 anos, quando a minha timidez atingiu níveis muito altos, isto não seria possível). Diria que agora sou uma pessoa introvertida 70% das vezes, e 30% das vezes sou extrovertida. Sim, caso tenham ficado confusos, a própria Susan Cain afirma no vídeo que não existe um introvertido puro nem um extrovertido puro. " Se tal existisse, esse homem estaria num hospital para malucos", afirmou ela.

Mas antes de abordar este assunto, há que perceber a diferença entre ser introvertido e ser tímido. Sim, para quem não sabe, são coisas diferentes. Ser tímido é ter medo do julgamento social, de ser criticado, de não ser aceite. Ser introvertido é gostar de passar tempo sozinho, em silêncio, só com os seus pensamentos. Susan Cain referiu no vídeo que os extrovertidos gostam de muita estimulação, enquanto os introvertidos gostam de pouca estimulação social.

Para os introvertidos passar tempo sozinhos é tão importante  como o ar que respiram. E eu que o diga! Gosto muito de estar na companhia dos meus amigos e família, mas por vezes preciso de tempo sozinha, a refletir sobre a minha vida, as decisões que estou a tomar, ou então apenas para poder ser criativa e ter mais ideias para escrever no blog. E parece que a maior parte das pessoas não compreende isso.

No seu discurso, Susan também fala dos problemas que os introvertidos têm na escola. Antigamente, nas típicas salas de aula, as mesas estavam organizadas em filas separadas, e os alunos eram incentivados a fazer o seu trabalho de forma autónoma. Mas atualmente, nas típicas salas de aula, os alunos sentam-se dois ou dois, ou sentam-se mesmo em filas inteiras, todos juntos. Além disso, hoje em dia, na escola os alunos são estimulados a fazer muitos trabalhos de grupo, até na faculdade. E os introvertidos, que preferem trabalhar sozinhos para poderem tentar aprender por eles próprios ou apenas porque gostam de trabalhar sozinhos, são vistos como estranhos ou mesmo como um problema. Na faculdade, mesmo em cadeiras como Anatomia em que parece improvável haver trabalhos de grupo, faz-se trabalhos de grupo. É irritante! Cada vez mais noto que há excesso de trabalhos de grupo nas escolas e faculdades! E que tal começar a desenvolver mais o espírito crítico, a capacidade de chegarmos a conclusões por nós mesmos, fazermos reflexões usando somente a nossa cabeça?

Quando ela falou sobre a escola, fez-me lembrar a minha vida na escola. Os meus professores, nas reuniões que se faziam no final de cada período para falar das notas, passavam a vida a dizer isto aos meus pais " A sua filha é uma excelente aluna, com boas notas, muitas capacidades,... Mas só lhe falta uma coisa: ela devia participar mais, os professores às vezes ficam preocupadas com a sua filha, pois ela é tão caladinha..." Portanto, aos professores que diziam que eu devia participar mais nas aulas, aqui está a resposta!

Outras das coisas que se falou neste vídeo foi as dinâmicas dos grupos. Segundo pesquisas, num grupo nós tendemos a seguir as opiniões da pessoa mais extrovertida/melhor oradora. E não há evidência que prove que os melhores oradores têm as melhores ideias. Para além disto, quando estamos demasiado inseridos num grupo, passado algum tempo começamos a imitar as opiniões dos seus elementos, como se fôssemos um espelho. Isto, obviamente, diminui a nossa criatividade e a nossa capacidade de pensarmos autonomamente.

E por falar em criatividade, temos outro ponto aqui. De acordo com vários estudos, as pessoas mais introvertidas tendem a ser as mais criativas. J.K Rowling, autora da aclamada saga de livros " Harry Potter" revelou uma vez que era uma pessoa introvertida. Bill Gates, fundador da Microsoft, é introvertido. A atriz Emma Watson também é introvertida. E estes são apenas exemplos. Mas o que é que estas três pessoas têm em comum? Demonstraram ao mundo ser pessoas bastante criativas e criaram coisas fantásticas. A explicação para isto é que só é possível usarmos a nossa criatividade na solidão. Não podemos tentar escrever um livro, por exemplo, no meio de um concerto. Precisamos de passar tempo sozinhos, num ambiente silencioso, para podermos ser criativos. E isto é o que os introvertidos sabem fazer melhor.

Vivemos numa sociedade que valoriza muito " o Homem da Ação" e desvaloriza o "Homem da Contemplação" ( são expressões de Susan Cain). Ser introvertido na sociedade ocidental é considerado um defeito, um problema, algo que deve ser corrigido com muitos trabalhos de grupo na escola e no trabalho, com incentivos para fazermos uma palestras para uma plateia de 100 pessoas, com psicólogos...

Não, não estou a querer dizer que devíamos começar a ser mais introvertidos, que devíamos acabar com todos os trabalhos de grupo e irmos viver todos para cabanas no meio da floresta. Estou a dizer que devíamos começar a aceitar os introvertidos tal como eles são, pois estes poderão trazer muitas vantagens para a sociedade e resolver muitos problemas. Temos que perceber que ser introvertido não é um defeito, é apenas um estilo de vida, uma maneira de ser diferente, mas que não é melhor nem pior do que ser-se extrovertido, é apenas diferente.  E, como tal, devemos aceitar as pessoas introvertidas tal como elas são.


E vocês? Também são pessoas introvertidas? Se sim, quais são as dificuldades que enfrentam?

23.1.16

O que esperar do Dia de Defesa Nacional.


Hoje vou falar-vos do Dia de Defesa Nacional, o que podem esperar deste e o que é que acontece exatamente. Quem me segue no Twitter sabe que fui a este dia nesta quarta-feira. Muita gente pediu-me para falar sobre o Dia de Defesa Nacional e o que esperar deste, portanto decidi escrever este post. Eu sei que já  fiquei de escrever este post há dois dias, mas tenho andado com tanto trabalho para fazer, que só deu para publicar hoje.

Antes de mais, peço desculpa pelo post longo, mas quero-vos dar todas as informações possíveis acerca deste dia. Quando estava à procura de informações sobre este dia, notei que nenhum site explicava exatamente quais as atividades que iria fazer e o que iria ouvir, por isso decidi escrever sobre este assunto.

Bem, eu achava que o dia de Defesa Nacional ia ser uma seca, que ia ser só propaganda militar, como nas feiras das profissões do secundário do tipo " venham todos para a tropa que estamos com falta de gente". Antes de ir a este dia, já estava a planear fazer um post sobre isto e, quando o estruturava  na minha cabeça, estava a planear pôr o título " Dia de Defesa Nacional ou Dia de Tédio Nacional?". É para verem as expectativas que eu tinha para este dia ( más como podem ver).  No entanto, depois de ter vivido este dia, a minha opinião mudou. Acho que foi muito interessante, até gostei.

No início, quando lá chegamos, os militares disseram-nos logo que sabiam que estávamos ali por causa da lei obrigar todos os jovens de 18 anos a cumprirem este dever militar, que não estavam a tentar convencer ninguém a ir para a tropa, que a única coisa que pediam era respeito e bom comportamento ( e foi triste observar que alguns jovens não respeitaram este pedido, mas não falemos nisso).

Achei que os militares iam ser bastante rígidos connosco, mas não foram: criaram um ambiente bastante descontraído, foram simpáticos connosco, a maior parte deles até tinha bom sentido de humor (ainda demos bastante risadas)... Estava à espera que fossem mauzinhos connosco, mas não, foram bastante simpáticos.

Bem, já conseguiram ter uma ideia geral de como foi o meu dia. Agora, vou escrever mais detalhadamente sobre o que é o Dia de Defesa Nacional e o que acontece exatamente neste dia.



O  que é que é o Dia de Defesa Nacional?

Como podem ler no site da Direção-Geral de Recursos da Defesa Nacional ( onde também podem consultar o dia em que têm que ir), a comparência ao Dia da Defesa Nacional é um dever militar obrigatório para todos os cidadãos portugueses, de ambos os sexos, que tenham completado 18 anos.


Atividades desenvolvidas durante o Dia de Defesa Nacional

As atividades podem variar um bocadinho de cidade para cidade mas, em geral, consistirá no mesmo.

No início do DDN ( permitem-me que use esta sigla? É um pouco cansativo para os leitores ler sempre o mesmo...),  quando chegam ao centro ou núcleo de divulgação do Dia de Defesa Nacional, a primeira coisa que vos pedem é o BI e a carta de convocatória do DDN , caso a tenham recebido ( a carta só serve para confirmar a morada, o que é estúpido, porque se recebemos a carta é porque a morada está certa). A seguir , é-vos atríbuida uma letra (A, B ou C) e vão para a sala dessa letra ( é um computador que vos atribui aleatoriamente uma letra, eu fui com três amigos e fomos separados pelas três salas, que crueldade). Nessa sala, vão assitir a várias palestras, sobre os seguintes assuntos:

  • O que é o Dia de  Defesa Nacional? ( aqui perguntam-vos o que sabem acerca do mesmo e  explicavam-vos o que vão fazer durante o dia, basicamente a programação do mesmo)
  • A forma de organização dos três ramos das Forças Armadas (Marinha, Exército e Força Aérea) ( Se seguisse a carreira militar, escolheria a Força Aérea, é o ramo que mais fixe na minha opinião).
  • As principais ameaças e riscos à sociedade portuguesa ( aqui vão ouvir psicólogos a falar sobre vícios , comportamentos obsessivos e segurança na Internet, vem a GNR falar sobre a sua função, fala-se também no terrorismo...).
Estas palestras estão distribuídas pela manhã e pela tarde, porque fazer tudo seguido seria muito cansativo. No dia em que eu fui, tive palestras de manhã sobre os dois primeiros pontos, e palestras de tarde sobre o último ponto.

Entre as palestras, têm a oportunidade de fazer coisas mais práticas, tais como ver algum equipamento militar (mochilas, colete anti-balas,...) e algumas armas (descarregadas obviamente, senão andava tudo aos tiros e eu não estaria aqui para contar a história) . Eu peguei numa pistola e numa G3). No meu dia, eu cheguei ainda a fazer uma atividade super gira: andar num tanque . Eu acho que aquilo não  era bem um tanque, mas era parecido. Fomos 7 de cada vez dentro de um, puseram-nos capacetes e lá demos umas voltas. Foi bastante fixe!

O almoço lá é grátis, mas como diz o ditado " quando a oferta é muita até o pobre desconfia": muito sinceramente, a comida de lá não presta. Eu  comi arroz frio e que se colava ao céu da boca, só se aproveitou o frango. Levem umas bolacinhas de casa senão passam fome.

No final do dia, pedem para fazerem vários inquéritos em tablets: um é para testar os vossos conhecimentos sobre segurança na Internet , e outros para vos perguntarem se usam drogas, se bebem álcool, se passam muito tempo na net,... Tem ainda que fazer  um inquérito sobre a vossa opinião sobre o Dia da Defesa Nacional: quais os ramos que vos atraíram mais, se estariam interessados em passar uma semana lá, o que acharam das pessoas que vos receberam, o que acharam da qualidade da comuda da cantina ( eu nesta pergunta pus a opção péssima, ahah, tive que ser sincera).... Todos os inquéritos que fazem são anónimos, por isso podem ser sinceros à vontade ( sim, podem dizer que a comida da cantina não presta, que eles não vão a casa matar-vos).

A última atividade do dia é a cerimónia do hastear da bandeira nacional.


A minha opinião sobre o DDN e o que achei do meu

Antes de ter ido ao dia da Defesa Nacional, achava estúpido obrigarem-nos a ir, afinal estamos no século XXI e somos pessoas livres de fazer o que quisermos, e achei que ao obrigarem -me a ir a este dia  estavam a interferir com a minha liberdade e livre-arbítrio. No entanto, depois de ter conhecido estas pessoas espetaculares, acho que não custa nada perder um dia da nossa vida para ver o que estes profissionais andam a fazer pela defesa nosso país. Afinal, são os militares que defendem o nosso país e que participam também nas mais diversas ações humanitárias. e muitas vezes a sociedade não lhes dá o devido valor.

Agora, depois de ido ao DDN, percebo qual a finalidade de existir um dia assim: é preciso sensibilizar os jovens para o facto de que nós não somos apenas um aglomerado de pessoas a viver num mesmo território, somos uma nação que tem de conservar os seus costumes  e tradições, e que tem que lutar como um só para manter a paz.

Mesmo que não queiramos seguir uma carreira militar, devemos ter pelo menos consciência de como funciona a defesa do nosso país e quais os orgãos que a constituem.

Fazendo um balanço geral do meu dia, acho que foi bastante positivo, pois tive a oportunidade de mudar a minha visão sobre o que é ser-se um militar, e basicamente por tudo o que já referi acima. Gostei muito das pessoas que me receberam, foram simpáticas, prestáveis e criaram um ambiente descontraído, no qual foi possível criar-se alguns debates sobre questões importantes. Adorei as atividades mais práticas ( quando é que eu iria ter oportunidades para pegar numa arma G3 igual às do jogo "GTA"? ).

No entanto constatei que, apesar de todo este ambiente descontraído, tudo foi extremamente organizado e planeado ao mais ínfimo pormenor: demos os nossos dados pessoais e fomos divididos em três grupos logo no início ( A, B e C), fomos distribuídos por três salas diferentes ( consoante a letra que nos foi atribuída anteriormente), tínhamos de andar sempre em fila indiana ( até na cantina), e até quando realizámos os inquéritos no tablet , tínhamos que o entregar posteriormente de capa aberta ou fechada, consoante a a bateria tivesse mais ou menos 40 % ( esta última até é bastante inteligente, assim sabe-se exatamente quais os tablets que precisam de ser carregados)... E é por este motivo que eu não daria para a tropa, pois eu sou a desorganização em pessoa.

Para concluir, gostei muito do meu dia, aprendi e diverti-me bastante, e pude encontrar-me com amigos que já não via há muito tempo.


Quais são as vossas expectativas para o Dia de Defesa Nacional ? Se já foram, o que acharam dele?

14.11.15

Pray For Paris.


Hoje é um dia triste. Hoje, Paris, a cidade da luz, acorda negra e em luto. Mas não é só Paris que está em luto. Todo o mundo está em luto. Porque este ataque terrorista não foi só a Paris mas a toda a humanidade.

Ontem morreram cerca de 127 pessoas nos atentados em Paris. 127 pessoas que tinham um futuro que lhes foi retirado injustamente. 127 pessoas que tinham família e amigos e que não puderam se despedir deles. 127 com sonhos, objetivos e ambições que nunca poderão concretizar. 127 pessoas que partiram cedo de mais. Os dados oficiais dizem que 127 pessoas faleceram ontem vítimas desta tragédia, mas sabemos que , em situações caóticas como esta, estes dados nem sempre correspondem à realidade: poderão ter morrido muitos mais infelizmente.

Estou ainda chocada com os atos desumanos e cruéis que assisti ontem em direto de Paris, pela televisão e pelas redes sociais. Não há palavras para descrever aquilo que estou a sentir. Foi uma tremenda injustiça o que aconteceu ontem. Nenhuma cidade deste mundo merecia passar pelo mesmo que Paris passou ontem. Não há nada que justifique tamanho atentado à humanidade como este.

O medo instalou-se nas ruas de Paris. Os parisienses estão revoltados com o que aconteceu, com medo e assustados. Sentem-se sem forças, sem esperança e sentem que a vida deles nunca mais voltará ao normal.

Mas eu e o mundo todo estamos a rezar por vocês, parisienses. Não deixem que o medo se infiltre nas vossas vidas, não deixem que o terrorismo vença, não deixam que a cidade da luz fique submersa na escuridão. E acima de tudo nunca se esqueçam dos vossos princípios:"Liberté, Égalité, Fraternité".