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6.5.16

A Gata não perde o fôlego


No dia em que começam as Monumentais Festas do Enterro da Gata, não poderia deixar de falar sobre o tema deste ano.

Quando há umas semanas atrás anunciaram o tema do Enterro da Gata deste ano ("A Gata não perde o fôlego"), não o poderia adorar mais. Adorei mesmo o tema deste ano! 

É um tema muito melhor comparado ao tema do ano passado, " A Gata dá à sola", que remetia para a emigração cada vez mais frequente dos jovens. Embora ache que emigrar pode ser uma experiência muito enriquecedora, fazer desse um tema de uma semana académica universitária não é de todo uma boa ideia, porque é partir do princípio que todos os jovens, quando acabarem os seus cursos, não vão ter emprego aqui em Portugal e vão ter que emigrar. Portanto, não gostei nada do tema do ano passado.

Porém, acho o tema deste ano absolutamente fantástico! Dou os meus parabéns à Associação Académica da Universidade do Minho por este tema. Leiam o motivo pelo qual a Associação o escolheu:

"Em 2016, o tema do Enterro da Gata honra o esforço dos estudantes, que mantêm a esperança numa geração capaz de construir um futuro mais próspero. Apesar das dificuldades que se fazem sentir, " A Gata não perde o fôlego"."


Tudo o que disseram é tão verdade! Não há melhor maneira de encerrar um ano do que ter um tema como este para o Enterro da Gata. Para muitos caloiros, o Enterro da Gata é o culminar daquele que foi um grande ano, senão o melhor da vida deles.Para muitos finalistas é o fim de uma grande etapa da vida deles, o fim de um ciclo, por isso este tema é tudo o que eles precisam para se lançar com toda a  força no mundo do trabalho. 

Isto mostra a geração forte que somos! Uma geração que, apesar da crise que se faz sentir, das dificuldades económicas porque passa, dos esforços que têm que fazer para continuar a estudar e pagar as propinas, apesar do desemprego e de todos os obstáculos que se atravessam no caminho para os seus sonhos, não desistem e não perdem a esperança num futuro melhor.

Somos uma geração com jovens criativos, inovadores, que lutam todos os dias por um futuro melhor e que arranjam sempre maneira de conseguirem o que querem, mais cedo ou mais tarde. Podem achar que somos a geração com mais regalias dos pais e mais mimada de sempre, o que até pode ser verdade, mas também sentimos na pele as falhas do sistema de educação, as dificuldades que os nosso pais passam para pagar a nossa formação, e trabalhamos arduamente para terminar os nossos cursos. Podemos não ter tanta experiência de vida comparada com os nossos pais, mas sabemos a dedicação, paciência, sacrifício e perseverança que é preciso ter ao longo de um curso. Mesmo que, um dia mais tarde, não trabalhemos na área que em que nos formámos, as pessoas que nos contratam que saibam que estão a depositar a sua confiança nas pessoas certas.

Nada nem ninguém nos fará desistir daquilo em que acreditamos. Porque, apesar de todas as adversidades e obstáculos, " A Gata não perde o fôlego"!


(Foto: Associação Académica da Universidade do Minho)



24.4.16

O respeito pelo Traje Académico ( ou a falta deste)


Há uns dias atrás, vi esta publicação na página do facebook Memes UM e fiquei ao mesmo tempo chocada, triste e revoltada. Partindo do princípio que o que se vê na imagem é mesmo verdade ( pois não está muito claro se, de facto, os Doutores estão sem a capa), a mesma levanta vários problemas: primeiro, os Doutores não estão a respeitar nem o Código de Praxe nem o próprio traje, segundo porque os caloiros estão a aceitar ser praxados por Doutores que não estão devidamente trajados para o fazer. Portanto, é difícil dizer o que é que me perturba mais nesta imagem.

Ainda nesta publicação, surgiram vários comentários, uns a defender o bom uso do Traje Académico e outros a dizer " ah e tal, mais vale trajar mal do que andar por aí a comer caloiras...". A essas pessoas, sinceramente, não sei o que é pior, a mim parecem-me ser igualmente más e, mesmo que não fossem, não me parece que comparar uma coisa má a outra pior, torne algo menos mau.

O Traje Académico não é um simples conjunto de roupa, é algo cheio de simbolismo, tradição e História. O Traje representa a uniformidade social e económica, significa a igualdade entre todos os estudantes universitários ( quer sejam da praxe ou não). Custa-me ver pessoas que não percebem o simbolismo associado a este, e que trajam só por trajar.

Trajar pode ser, sim, um bocado doloroso. Não é fácil trajar quando estão quase 40 ºC, quando a nossa única vontade  é estar toda a tarde numa piscina. Também não é nada fácil quando está um frio de rachar e está a chover " a potes". O próprio traje em si, em condições meteorológicas normais, já é desconfortável: "pica" muito e faz comichão na pele,os sapatos magoam muito e fazem bolhas nos pés,... No entanto, nada disto serve de desculpa para se trajar mal.

Independentemente das razões pelas quais o fazem, se querem trajar, trajem como deve ser. As regras do " bem trajar" variam muito de universidade para universidade, mas aqui na Universidade do Minho para se trajar bem tem que se usar TODOS os elementos do traje, incluindo o tricórnio na cabeça e a capa ( traçada, nos ombros ou no braço), as raparigas não podem usar maquilhagem nem qualquer tipo de bijuteria, e quando se traja não se pode usar guarda-chuva ( só outra pessoa não trajada é que pode usar guarda-chuva e " abrigar-vos"). Se forem da praxe, se quiserem praxar os vossos caloiros, só o poderão fazer bem trajados e com a capa "traçada". Se querem trajar , respeitem estas regras ou não o façam de todo.

Durante o tempo que eu tive na praxe, os meus Doutores respeitaram sempre estas regras. Além disso, fartavam-se de dizer que, quando algum Doutor não estivesse trajado ou não estivesse bem trajado, que não aceitássemos nem cumpríssemos as ordens desse mesmo Doutor. Sinto-me orgulhosa e sortuda por ter tido Doutores assim, que nos ensinaram bem o Código de Praxe e a "a arte de bem trajar, e que não fizeram figuras tristes como os da imagem que referi. Ainda não sei se vou trajar este ano, porque não sei se vale a pena gastar tanto dinheiro para só usar o traje em algumas ocasiões especiais ( além disso, não quero sobrecarregar ainda mais os meus pais com despesas), mas se trajar será como os meus Doutores me ensinaram.


( Foto: Jornal Online da UMinho)


12.11.15

Crónicas de quem mora ao pé da Universidade do Minho.


Se há sítio onde eu não conseguia viver era à beira da Universidade do Minho. Até podia ser muito fixe acordar às 7h45 para ir para a aula das 8 horas, mas as vantagens ficariam por aí ( além de que, no meu caso, só poderia usufruir desta vantagem no 3º ano, que é quando só tenho aulas de manhã). Atenção que escrevo este post sem estar a falar por experiência própia, mas sim por testemunhos de pessoas que conheço e que moram lá.

Para quem não sabe, perto da Universidade do Minho aqui em Braga existe uma rua cheia de bares, e nas quarta-feiras académicas fica uma animação ( leia-se um mar de pessoas, e perto das 6 horas da manhã,  um mar de bêbedos). Ora, é muito fixe viver nesta zona quando é para sair numa quarta feira, mas quando se precisa de ficar em casa a estudar e temos um amigo a tocar à porta de nossa casa para sair,imagino que já não tenha assim tanta piada.

Outras das coisas  desagradáveis  de morar ao pé da UM é que já há um despertador predefinido para as 8 horas,  ou seja, acorda-se a essa hora com os berros da caloirada que tem praxe ( e só não começam as praxes mais cedo, porque praxe antes das 8 horas da manhã é considerada praxe nocturna pelo "papa" , que é o equivalente ao  Dux de outras universidades).

Na altura da latada ou do cortejo, na semana da Receção ao Caloiro ou do Enterro da Gata, ou em altura de praxes noturnas, os estudantes que vivem perto da UM vêem as suas casas invadidas pelos seus colegas de turma. Não era grave se estivéssemos a falar de turmas do secundário, com 20 a 30 alunos, mas como estamos a falar de turmas que podem chegar a 100 alunos, a situação  é bastante grave. Normalmente, nestas alturas, podem chegar a estar 50 pessoas dentro de uma  casa universitária ,  para trocar de roupa para sair à noite, para deixar os seus pertences porque vão para uma praxe noturna, ou para guardar as latas e todo o material para a latada.

E isto é o cenário mais positivo, porque ainda há hipótese de alguns colegas dormirem na casa destes pobres estudantes. Aí a casa vira um hotel, com a desvantagem que de que o estudantes que a cedem não recebem dinheiro nenhum. Chegam  a ter 20 "hóspedes" de cada vez. Felizmente, são" hóspedes" pouco exigentes: dormem no chão, não precisam de cobertores ( já ficam felizes se dormirem com o casaco, sempre é melhor que dormirem à porta de um prédio qualquer)... Mas não lá muito bem comportados... Poderão ter que lidar com "hóspedes" que apanharam altas borracheiras, e que portanto podem rir descontroladamente de tudo ou chorar por causa do ex-namorado/ex-namorada que acabou com eles à 500 anos. Isto, claro, se eles não se lembrarem de vomitar no edredom da cama.

Mas há sempre aqueles "hóspedes"que não foram convidados, e que portanto dormem na entrada do prédio. E ainda há aqueles não abdicam dos seus luxos e que levam mesmo colchões e cobertores para a entrada do prédio, e no dia a seguir, os pobres moradores têm que saltar por cima destes "convidados" indesejados para poderem sair e prosseguir com as suas vidas.

Conclusão: Se são de fora e vêem estudar para a Universidade do Minho, não aluguem quarto perto da Universidade. O tempo que poupam em transportes perdem em serviços de hotelaria/noitadas.

3.10.15

A minha Latada.


Esta quarta-feira foi a latada da Universidade do Minho em Guimarães ( desculpem só escrever agora, mas tenho andado bastante ocupada). E esta também foi a minha latada. 53 cursos desfilaram pelas ruas de Guimarães, fizeram barulhos com as latas, berraram e mostraram orgulho pelo seu curso. E o meu curso, Enfermagem, não foi exceção.

Adorei o dia da minha latada. Berramos até ficarmos roucos, mostramos orgulho pelo nosso curso, berramos  o hino nacional em frente ao castelo de Guimarães, ao lado dos nossos doutores ( momento que me comoveu um pouco admito, sou uma chorona xD). Berramos o hino de curso, molharam-nos com cerveja ( as pessoas que estavam a ver de fora tinham pena de nós, mas a verdade  é que estávamos com tanto calor, que soube mesmo bem. Além disso, dizem que a cerveja é um bom tratamento caseiro para o cabelo xD)....

 A latada foi o ponto alto deste primeiro mês de universidade e de praxes. Trabalhamos muito neste último mês para termos tudo pronto para a latada, berramos, divertimo-nos muito com os nossos doutores e com os nossos " coleguinhas bestas" ( para quem não sabe, os caloiros da Universidade do Minho são " bestas"), fizemos jogos, brincamos,... Digo-vos que nunca me diverti tanto na vida como neste último mês. E isto é apenas o princípio.

Enfermagem não ganhou a latada. Mas não ficamos desiludidos por isso. Demos o nosso melhor na apresentação numa praça de Guimarães e divertimo-nos bastante. Fomos os últimos a apresentar mas, como se costuma dizer, " os últimos são os primeiros".

Não interessa se ganhamos a latada ou não, o que interessa foi que representamos bem o nosso curso e deixamos os nossos "Doutores" orgulhosos.

Não há palavras para descrever o orgulho que sinto por pertencer a este curso e ter conhecido os meus coleguinhas e "Doutores" que, apesar de só os ter conhecido há um mês, já ocupam um lugar especial no meu coração.

Orgulho! Enfermagem <3.

( Escolhi a foto acima para este post para proteger a minha identidade e a dos meus colegas. A frase que está escrita na faixa é "Irresistíveis por fora, duros por dentro". Escolhemos o M&M amarelo como "mascote" que pintamos ao lado da frase, embora isso não esteja visível na foto.)

23.9.15

Primeiros dias como caloira.


Sendo eu agora uma estudante universitária ( ao ler isto ainda não acredito que sou mesmo), achei que deveria começar a partilhar as cadeiras que vou tendo, a minha experiência na universidade, as praxes... Já falei um pouco da minha entrada na universidade aqui, mas há tanto para contar, portanto a partir de agora verão mais posts deste género, para poderem acompanhar o meu percurso nos próximos 4 anos de universidade.

Como já devem ter reparado, tenho estado mais ausente do blog ( peço imensa desculpa), mas tenho passado muito tempo em aulas, na praxe, e o tempo que sobra é para dormir basicamente.

Adiante,só passaram duas semanas desde que recebi o tão aguardado mail a dizer que entrei em Enfermagem na UM e, no entanto, já tive tantas experiências novas e já fiz tantas memórias. Mas ao mesmo tempo, estar na universidade está a ser uma montanha russa de emoções: se um por um lado estou muito feliz por ter atingido o meu objetivo, por estar na universidade que gosto, por outro lado estou com receio das novas cadeiras que vou ter, dos novos métodos de estudo,  ... Mas acho que o medo também faz parte.

Estar na praxe, tem facilitado bastante o processo de integração na universidade. Nunca pensei dizer isto, mas estou a adorar a praxe. Começo a perceber o sentido daquilo: fez-me perder a timidez ( ao fazer tantas palhaçadas em público), conhecer os meus colegas, criar um espírito de união e enteajuda... Sei que as praxes não são iguais em todas as universidades nem em todos os cursos ( eu já assisti a praxes muito duras na UM), mas gosto bastante da praxe do meu curso. Os nossos "Doutores" mostram-se sempre preocupados connosco, se temos problemas de saúde que impeçam algumas atividades da praxe, deixam-nos sair mais cedo para apanhar o autocarro, e até nos têm dado apontamentos e emprestado livros para fotocopiar para estudar para as nossas cadeiras.  Gosto muito dos meus "Doutores", são amigos e simpáticos, e já deram provas que não são "pessoas de preto" insensiveis que só gostam de nos praxar.

A praxe está a ajudar-me a conhecer imensas pessoas, já fiz imensos amigos, no entanto ainda estou um bocado assustada porque ainda não conheço bem os meus colegas, ainda não se formaram os "grupinhos" de amigos...

À único coisa que não gosto na praxe é de "encher" ( para quem não sabe , fazer flexões). Ainda ontem mandaram-no "encher" uma vez por cada caloiro que estava na praxe ( e erámos tantos caloiros, portanto "enchemos" muito). Já saí tantas vezes da praxe toda partida e cheia de dores. Mas olhemos o lado positivo da coisa: já não preciso de ir ao ginásio!

O mais difícil de estar na faculdade até agora é gerir o tempo. Tem sido díficil gerir o tempo para as praxes, para as aulas, para estudar, para sair e para escrever no blog (motivo pelo qual este tem estado mais paradinho). Ainda estou a tentar organizar-me e encontrar um equilíbrio no meio de tanta coisa para fazer, mas sei que vou conseguir.

Em geral, estou a adorar a minha experiência na faculdade. Ainda nem acredito que sou caloira! Embora chegue sempre a casa tarde e exausta, chego sempre feliz , com  novas recordações feitas e novas experiências vividas. Estou ansiosa pelas coisas que a faculdade ainda me irá trazer.

E os caloirinhos que estão aí desse lado, como estão a correr as primeiras semaninhas?  Alguém que ande na UM?

10.9.15

Life Update: Matrícula na Universidade e primeiro dia de praxe.


Esta semana tem sido uma semana em grande. Tenho pensado muito nesta semana que todo o esforço, dedicação e estudo destes anos forma finalmente recompensados. É como se eu tivesse sido um insecto este tempo todo, e agora tenha começado a entrar em metamorfose, para me transformar numa borboleta e começar a  bater asas em direção os meus sonhos.

Esta segunda-feira foi o primeiro dia de matrículas na Universidade do Minho e também foi o dia em que me inscrevi. Estive para me ir inscrever só na quarta, para apanhar menos fila, mas o primeiro dia tem sempre muito mais emoção, portanto foi no primeiro dia em que eu fui.

Na Universidade do Minho, para quem não sabe, as faculdades estão todas juntas num único sítio ( no Campus de Gualtar), e não há dias própios para as matrículas de cada curso, portanto aquilo foi mesmo "tudo ao molho e fé em Deus". Eu já tinha sido avisada que iria apanhar muito fila no primeiro dia, mas eu não sabia que "muita fila" significava 500 pessoas à minha frente! Quando cheguei à Universidade no primeiro dia, por volta das 10 horas ( meia hora após as matrículas terem começado) já estava ali uma população!

Adiante, entrei na Universidade, um pouco intimidada com a imensidão do lugar e com o nervosismo típico dos caloiros no seu primeiro dia , e colam-me logo um autocolante antes de me perguntarem sequer para que curso que ia. Depois fui direcionada para uma fila para preencher uns papeis, e depois tive que ir para outra sala completar a matrícula, só que entretanto perdi-me, mas um professor de lá (acho eu) rapidamente me pôs outra vez no caminho certo. Entretanto conheci umas raparigas, também caloiras, que não eram do meu curso, mas que eram muito simpáticas e que me acompanharam no resto da fila. No total, estive 3 horas na fila! 3 horas! Já estava cheia de sede e de fome.

Bem, à saída da Universidade, fui apanhada pelos "Doutores" do meu curso ( e eu pensei " Finalmente, já estava a ver que não vos ia encontrar"). Pintaram-me logo a cara, perguntaram-me o meu nome , perguntaram-me se queria pertencer à praxe e eu disse que sim. Depois perguntaram-me se eu tinha alergias, algum problema de saúde e eu disse que não. Pediram-me então o número para me contactarem mais tarde.

Depois do dia das matrículas, tinha ficado com a impressão de que os "Doutores" eram simpáticos, amigos e preocupados realmente com os caloiros. Mas eu, tal como muitas pessoas, fui bombardeada por histórias de primos meus sobre as praxes, por medos dos meus pais, e até pelas própias notícias da comunicação social. Portanto sim, apesar de ter achado os meus "Doutores" simpáticos, ainda tinha muito medo da praxe, mas pensei em dar-lhes uma oportunidade. Já aconteceram muitas coisas, mas nunca ninguém morreu no primeiro dia de praxe.

Na noite de segunda feira, recebi uma sms a dizer que iria ter praxe no dia a seguir. Fiquei surpreendida, porque ainda a semana das matrículas não ia a meio mas já nos estava, a marcar praxe. Pensava que ia ter uma semana inteira para me preparar psicologicamente! Mas não, tive que  ganhar coragem e encarar a realidade.

Lá fui eu , no dia a seguir, à hora marcada encontrar-me com os " Doutores". Já lá estavam muitos caloiros ao lado dos "Doutores", a abrigarem-se da chuva. Começaram a perguntar os nossos nomes, e , antes de começar, disseram que não estavam ali para lixar ninguém e que quem não se sentisse bem em fazer alguma coisa, que dissesse e não fizesse.

Apesar do medo, estava com uma leve esperança de que iria gostar da praxe e sabem que mais ?Gostei  mesmo!O ambiente foi leve, divertido, cantámos, aprendemos o hino do nosso curso, apresentámo-nos ao grupo e cada um falou um pouco sobre si e contou também uma história engraçada sobre si. Não houve humilhações, choros nem vergonha. Só houve risos, quando os "Doutores"o autorizavam ,claro (mas nesse caso  sem mostrar os dentes, que os "Doutores " não querem ver os nossos dentes "amarelos" xD) ,muitos gritos (eu saí de lá rouca), e muito orgulho no nosso curso. 

O que mais me admirou na praxe  é que os nossos "Doutores" pareciam preocupar-se mesmo connosco. Não nos deixavam apanhar chuva,  levavam um kit de primeiros socorros, davam-nos uma pausa para lancharmos e bebermos água...  Antes de fazer qualquer tipo de brincadeiras, verificavam sempre que estávamos em segurança e que não tínhamos nenhum problema de saúde que nos impedisse de realizar determinada "tarefa"...

No final, saí do meu primeiro dia de praxe com novos amigos, com muito orgulho do meu curso, um pouco cansada de tanto cantar e de fazer flexões, mas saí de lá sobretudo com uma felicidade enorme, que já não sentia há muito tempo.

(Isto é a opinião de uma pessoa que só foi a duas praxes, mas tenho um feeling que vou gostar da praxe.)


Quem entrou para a Universidade, o que estão a achar? Já tiveram praxes?


6.9.15

Universidade do Minho, aqui vou eu!


Entrei na Universidade do Minho em Enfermagem!!! Estou tão feliz! Quando vi o email da DGES, às 22h15 até chorei de alegria. Eu tinha quase a certeza que entrava, porque tenho a média muito acima do pedido, mas horas antes de saírem os resultados, o nervosismo invadiu-me.

Só vos pude informar agora porque isto foi uma festa cá em minha casa, mais ligar a amigas e publicar no facebook...

Agora começa uma nova etapa da minha vida. Que estes quatro anos sejam recheados de muito sucesso, experiências, amizades e bons momentos. Universidade do Minho, aqui vou eu!

Alguém entrou também em Enfermagem na UM? Contem-me lá onde entraram.