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29.9.17

Como realmente é passar de uma escola privada para uma universidade pública

Como realmente é passar de uma escola privada para uma universidade pública

Se passar do Secundário para a Universidade já é uma grande mudança, passar de uma escola privada para uma universidade pública é ainda maior. Existem bastantes diferenças entre uma escola privada e uma universidade pública. Contudo, isso não quer dizer que tenhamos mais dificuldades que os alunos das escolas públicas. Apenas estamos a passar por experiências diferentes.

Quando eu contei aos meus colegas que, no 10º ano, iria para uma escola privada no Secundário, muitos foram aqueles que me criticaram. Disseram-me que nunca na vida fariam tal escolha, porque depois não seriam capazes de passar de uma escola privada para uma universidade pública, que nunca me iria adaptar, e alguns tiveram a crueldade de dizer até que eu reprovaria no 1º ano de faculdade. Por isso, para destruir estas crenças e esclarecer as coisas, hoje decidi escrever um post sobre aquilo que realmente é passar de uma escola privada para uma universidade pública. Existem muitas mudanças, sim, mas não são propriamente negativas, como poderão ler a seguir.


1. Escola pequena para um grande campus: A maioria das escolas privadas são muito pequenas comparando com as escolas públicas. Isto significa que, bastam alguns dias para já conheceres todos os cantos da escola. No entanto, andar pelo campus universitário pela primeira vez é como explorar uma cidade grande como Londres. O campus da Universidade do Minho, por exemplo, é enorme. Só o edifício principal ( o CP2), por si só, já é muito maior do que a minha escola secundária. Mas, felizmente, acabamos por nos habituar. Pode parecer um grande labirinto no início, mas depois já estás à vontade para andar pelo campus sem te perderes.

2. Conhecias toda a gente e toda a gente te conhecia: A minha escola secundária tinha mesmo poucas turmas ( por exemplo, no 12º ano só existiam 3 turmas, enquanto que numa escola pública existem, provavelmente, mais de 10 turmas). Por isso, era muito fácil conhecermo-nos uns aos outros. Passado um ano lá, já conhecia toda a gente, e todas as pessoas já me conheciam a mim, mesmo que apenas vagamente.  Nas universidades públicas, é completamente diferente. Uma turma universitária, por si só, já tem 100 alunos, quanto mais o resto das faculdades. Porém, podemos olhar para isto pelo lado positivo. Mais pessoas significam mais oportunidades de fazer muitos amigos e de conheceres pessoas que te inspiram e com quem te realmente te identificas.

3. Na Universidade, poderes estar envolvido em todas as atividades possíveis e imaginárias: As escolas privadas também têm associações e atividades extracurriculares, mas não tantas como numa escola pública. Por isso, quando chegas à Universidade, ficas surpreendido/a com as opções infinitas que tens. Podes fazer parte da Tuna, da associação de estudantes, de algum desporto...

4. Consegues adaptar-te na mesma ao estudo e métodos de avaliação da Universidade: Existe um mito muito enraizado que diz que os alunos que passam de colégios para universidades públicas não se conseguem adaptar ao método de ensino e de avaliação da faculdade, o que é totalmente falso. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, não nos dão as notas de graça numa escola privada, matamo-nos a estudar como toda a gente. Obviamente que temos mais vantagens, como apoios ao estudo e professores mais disponíveis mas, tirando isso, temos que "dar o litro" como toda a gente. Por isso, quando chegamos à universidade sim, temos um grande embate, mas é um embate igual ao que os alunos das escolas públicas têm. Não somos mais burros do que eles.

5. Podes decidir o teu próprio caminho na faculdade: As escolas privadas até te podem oferecer muitas opções, mas chega a um certo ponto em que não podes ir mais longe. Ou porque não existem disciplinas opcionais suficientes, ou porque a escola é maioritariamente direcionada para uma área ( a minha era sobretudo para alunos de Ciências e Tecnologias), ou porque basicamente o teu horário é completamente decidido pelos professores. Na faculdade não é assim, tens muita mais liberdade. Além de teres muitas opções no teu próprio curso, podes ainda escolher fazer cadeiras de outro curso e/ou teres aulas extracurriculares como fotografia. Tens muita liberdade para aprenderes o que quiseres.



E vocês? Fizeram a transição de uma escola privada para uma universidade pública? Contem a vossa experiência nos comentários.

8.4.17

Viagens de finalistas e uma espécie de desabafo


Como sabem, por esta altura milhares de jovens estão em Espanha, na sua viagem de finalistas, naquela que dizem ser a melhor semana das suas vidas. E, o facto de estar a acompanhar pelo facebook e pelas notícias estas viagens, pôs-me a pensar: às vezes, desejava ter ido à minha viagem de finalistas de 12º ano.

Não posso dizer que esteja arrependida de não ter ido. Para estar arrependida, era preciso eu ter tido a opção de poder ter ido a essa viagem, coisa que não tive. Os meus pais nunca na vida me deixariam viajar para um sítio onde sabiam, de antemão, que estaria rodeada de milhares de outros jovens, álcool e muitas, muitas festas ( obviamente que compreendo os seus receios, os pais querem sempre o melhor para os filhos). Já foi um Deus que me ajude convencê-los a deixarem-me ir a Londres, quanto mais a uma viagem dessas. Portanto, não posso dizer que esteja arrependida.

A minha escola secundária, no meu ano, organizou três viagens: uma a Londres ( em fevereiro), outra a Nova Iorque ( pela altura da Páscoa) e a viagem de finalistas ( a Marina d`Or ). Os meus pais só me deixavam, no máximo, ir a Londres, por ser dentro da Europa e mais barato. Contudo, mesmo que tivesse escolha, eu continuaria a escolher Londres, porque era um dos meus sonhos conhecer esta cidade, que não só correspondeu às minhas expectativas, como ultrapassou-as.

No entanto, por vezes, gostava de ter ido à minha viagem de finalistas. Não porque seja propriamente uma rapariga de festas e de beber álcool ( porque não sou) mas, por vezes, sinto falta da loucura e da diversão extrema que esse sítio me proporcionaria. Acho que certas experiências só se vivem uma vez, com uma certa idade, e esta era uma delas. 

Sempre fui uma jovem certinha, boa aluna, e que raramente quebrou as regras ( das poucas vezes que as quebrei, foi com coisas mínimas, faltar a aulas de Ed. Física só para ficar a conversar no bar com as amigas), por isso, não sei o que é estar do outro lado, do lado dos jovens que se conseguem divertir  à grande e cometer irresponsabilidades de vez em quando. Cometer erros e loucuras, quer se queira admitir ou não, faz parte de ser jovem, e sinto que vivi pouco essa parte, que estive demasiado concentrada em outras coisas. 

Por este post, parece que estou arrependida das escolhas que fiz e de como as coisas se foram desenrolando na minha vida. Mais uma vez, não estou.Tudo o que aconteceu e todas as escolhas que eu fiz moldaram a pessoa que sou hoje, e não troco isso por nada. Contudo, por vezes, penso, como seria se as coisas tivessem acontecido de forma diferente, que experiências teria vivido e que memórias teria criado... Enfim, foi apenas uma espécie de desabafo.

19.9.16

5 coisas que deves esquecer depois do Secundário


Numa altura em que muitos estudantes ingressaram nos Ensino Superior ( parabéns aos novos alunos!), e em que estão a experimentar pela primeira vez o ambiente universitário, as aulas, as praxes, está na hora de começarem a largar alguns hábitos que tinham no Secundário, e pôr de vez esta etapa para trás.

Algumas coisas destas que eu vou referir eu já não fazia no meu Secundário, que foi excecionalmente calmo, mas fazia no Básico ( o meu Básico equivaleu ao Secundário em termos dos problemas existenciais que todos os adolescentes enfrentam) mas também passei por outras coisas destas que tive que ultrapassar na  universidade. A universidade é quase como se fosse um mundo diferente, por isso há certas coisas que temos que esquecer quando entramos nesta etapa.


1. Amigos falsos: Quando vês as mesmas pessoas todos os dias numa turma pequena, é muito fácil ser amigo/a de pessoas com quem, na verdade, não te importas realmente ( nem elas), e com quem nem tens grande afinidade. Além disso, depois do Secundário, é muito provável que nunca mais se falem. No entanto, continuas a ser amigo/a dessas pessoas, porque queres se" fixe" ou estás a tentar integrar-te numa turma. Sei que nem toda a gente cria estes amigos falsos, mas quem criou precisa de saber o que vou dizer a seguir. Na universidade, esquece os amigos falsos. A sério, não precisas de te aproximar dessas pessoas. Gostava de dizer que não existirão amigos falsos na faculdade, porque sim, continuam a existir, mas não precisas de ter que lidar com eles, porque agora estás numa turma universitária grande, com uma grande variedade de pessoas de vários sítios. Por isso, encontra pessoas com que te realmente identifiques e que se preocupem contigo porque, quem sabe, são estas as amizades que ficarão contigo para o resto da vida.

2. Ser demasiado " fixe" para certas coisas: No Básico e no Secundário, temos a necessidade de nos afirmar, de dizer aos outros que já somos adultos e, como tal, deixamos de fazer certas coisas que até gostávamos de fazer, mas ou é demasiado " infantil", ou então são coisas que as pessoas mais fixes não fazem. Na universidade, vais perceber que o tempo passa mais depressa do que pensas, por isso esquece isso de ser "fixe", faz o que gostas, fica entusiasmado/a que nem uma criança com as novidades, segue as tuas paixões...

3. Não estar aberto/a a coisas novas: Tendo estado no sistema educacional durante os últimos 12 anos, certamente que já terás descoberto as atividades que não gostas e que não gostas, o tipo de pessoas com que te identificas ou não, o tipo de matéria que mais gostas, mas isso não significa que deves rejeitar tudo o resto e ficar fechado/a para coisas novas. A universidade é também uma etapa que significa frequentemente sair da zona de conforto, experimentar coisas novas. Existem tantas possibilidades, não as rejeites sem antes as experimentares.

4. Tentar ser "aceite": Isto também tem um pouco a ver com o ponto 2, tentar ser fixe para poder ser aceite por determinado grupo e ser popular. No meu Básico eu tive essa necessidade, mas no Secundário já não tive, no entanto compreendo porque é que muitos jovens fazem isto, porque sendo as turmas do Secundário tão pequenas, temos uma pressão enorme para nos integrarmos e, por vezes, acabamos por fingir ser algo que não somos para nos integrarmos mais facilmente. Esquece isso na universidade. Na universidade, como já referi, existem tantas pessoas diferentes que, mesmo que não encontres o teu grupo de amigos logo à primeira, é uma questão de tempo. A praxe ajuda imenso a conhecer novas pessoas e a integrares-te na tua turma e no teu curso, mas existem tantas festas e jantares que também te podem ajudar imenso. Até os trabalhos de grupo te ajudam a fazer amigos. Curiosamente, eu e a minha melhor amiga da universidade conhecemo-nos num trabalho de grupo.

5. Maus hábitos de estudo: Se no Secundário pertencias aquele grupo de pessoas que até tirava notas boas sem estudar muito (que sorte!), não penses que vais conseguir fazer a mesma proeza na Universidade. A matéria de uma licenciatura é muito complexa, os professores são mais exigentes, as frequências muito mais complicadas, e é muito mais difícil uma pessoa que estude tirar boa notas, quanto mais uma pessoa que não estude. Por isso, se até aqui não desenvolveste grandes hábitos de estudo, é melhor começares a desenvolvê-los agora.


E vocês? Que coisas esqueceram depois do Secundário?

15.6.16

Coisas que deves considerar antes de te candidatares ao Ensino Superior


Nesta altura do ano, muitos jovens finalistas do Ensino Secundário preparam-se para fazer os seus últimos exames nacionais antes de entrarem na Universidade. A pouco mais de um mês do começo das 1º fase de candidaturas ao Ensino Superior ( já começa no dia 20 de Julho), ainda existem muitos alunos que não sabem que curso vão escolher.

Hoje em dia, existe tanta variedade de cursos em todas as áreas, como Saúde, Economia e Letras, que se torna uma decisão bastante complicada para muitos jovens. Por um lado, querem encontrar o curso dos seus sonhos, mas também querem que esse curso tenha saída e que agrade os pais. A dúvida persiste: seguir a cabeça ou o coração? Na altura das candidaturas ao Ensino Superior, deves usar os dois.

Poderia dizer-vos para simplesmente seguirem o coração, o que seria um bom conselho até, mas talvez não o melhor. Claro que devem seguir o vosso coração, mas também devem usar a cabeça, pois a escolha de um curso envolve diversos fatores além do gosto pela profissão. É desses fatores que eu vou falar hoje.


1. A tua média final de Secundário: A primeira coisa em que deves pensar antes de te candidatares ao Ensino Superior é na tua média final de Secundário. Não estou a falar na média interna nem na média dos exames nacionais, mas sim na soma destes dois. É importante teres em consideração a tua média para saberes os cursos que estão ao teu alcance. Não podes , por exemplo, quereres ir para Medicina se não tens média para tal ( mas se for mesmo o queres, aconselho-te a ficar a melhor notas).

2. Quais as áreas que mais te atraem: Depois de teres considerado a tua média, e teres percebido quais são os cursos que estão ao teu alcance, está na altura de perceberes que área te interessa mais. É saúde aquilo que te move? É as artes? É economia? Perceber qual é área que gostas mais, vai fazer com que excluas certos cursos e diminuas o número de possibilidades, o que torna a decisão mais fácil.

3. Quais são as áreas para as quais tens mais jeito: Provavelmente, estás a perguntar-te agora " Qual é a diferença em relação ao ponto 2?" Pode parecer que não, mas gostar de uma área e ter jeito para isso são coisas completamente diferentes. Por exemplo, eu posso gostar de desenho e não ter jeitinho nenhum para isso, logo não posso ir para artista. É uma questão de fazer um balanço entre aquilo que gostas e aquilo que tens jeito. Como, muito provavelmente, tens mais do que uma área de interesse, é uma questão de veres qual é a área que gostas e para que tens jeito.

4. Provas de Ingresso: Depois de realizares os passos acima, muito provavelmente já terás alguns cursos em mente. Está na altura de veres quais são as Provas de Ingresso que cada curso exige, e qual a nota mínima que os mesmos exigem. Imagina que um determinado curso exige como Prova de Ingresso Física e Química e Biologia, em que tens de ter um mínimo de 14 nas duas, tens 14 a Biologia, mas a Física e Química tiraste 13,9. Já não podes entrar nesse curso, mesmo que tenhas média para tal ( dei o exemplo do 13.9 para perceberes o rigor que exigem, não arredondam notas de exame).Como te falta uma Prova de Ingresso, já não te deixam candidatares sequer a esse curso ( se tentares candidatar-te a esse curso, aceita no PC, mas quando saem os resultados aparece " não aceite" à frente dessa opção).

5. Ver os planos de estudo de cada curso: É muito importante conheceres os planos de estudo de cada curso para saberes o que esperar do mesmo. Às vezes, estás indeciso/a entre dois cursos, e o plano curricular pode ser aquilo que define a tua decisão. Por vezes, um mesmo curso pode ter planos curriculares diferentes de instituição para instituição de ensino, e deves tê-los em consideração para saberes em que cidade tirar esse curso. Na minha altura, não tive em consideração isto, em parte porque os meus pais já tinham definido que entraria na universidade da minha cidade, mas devia ter feito isto para saber melhor o que esperar ( embora eu tenha tido a sorte de ter escolhido aquela que é, na minha opinião, a melhor escola de enfermagem).

6.  Pedir opinião de estudantes universitários: Para teres ainda mais noção do que podes esperar de um determinado curso, nada melhor do que pedir opinião a estudantes universitários que estejam a estudar na faculdade na qual estás  interessado. Se não conheceres ninguém que te possa ajudar, podes sempre pedir opiniões em fóruns como no do Uniarea , ou então podes ler os posts da rubrica Tempo de Antena: Ensino Superior, onde poderás ler textos sobre vários cursos, escritos pelos próprios estudantes.

7. Valores profissionais: Além do gosto na profissão, é importante ter em consideração este fator. Para muitos alunos, a paixão pode não ser o suficiente para seguir uma profissão. Para uns é mais importante o estatuto social, para outros é mais importante a renumeração...

8. Ir para outra cidade ou ficar na tua cidade : Depois de teres visto os planos de estudo, é preciso saber se o curso que te interessa existe na tua cidade ou se tens que ir estudar para outra cidade, ou ainda se tens o curso na tua cidade mas preferes ir estudar para outra. Caso estejas a pensar em ir estudar para outra cidade,  é preciso teres em consideração se tens dinheiro para os gastos no transporte, alojamento, alimentação,...

9. Propinas: O preço que terás de pagar para tirares a tua licenciatura também é algo muito importante a considerar, e é diferente de instituição para instituição de ensino.

10. Contigentes especiais: Depois de teres decidido o teu curso, está na altura de te informares e saberes se vais concorrer com um contigente normal ou se vais concorrer por contigente especial ( candidatos oriundos dos Açores ou da Madeira , candidatos emigrantes portugueses e familiares , candidatos militares em regime de contrato ou candidatos portadores de deficiência física ou sensorial). Deves informar-te sobre as regras de cada contigente especial e a documentação que precisarás de apresentar.


Espero que estas dicas tenham ajudado os futuros caloirinhos.

E vocês? Que dicas dão ao quem pretende concorrer ao Ensino Superior?


27.4.16

12 coisas que tens de fazer antes do Secundário acabar


O final do ano letivo está mesmo aí à porta, e para os alunos do 12º ano isso significa o fim de mais uma etapa das suas vidas, o fim do Ensino Secundário. Por mais stressante e cansativo que seja o Secundário, sei que muitos alunos vão ter saudades quando o acabarem. Não estou a falar obviamente, das saudades das aulas seca e das maratonas de estudo, mas saudades dos professores, dos amigos, dos bons momentos...

O Secundário em Portugal, infelizmente, não é como nos filmes americanos, em que há claques, festas espetaculares, bailes de Inverno e de Primavera,... ( as escolas secundárias dos filmes são tão fixes, reality sucks ). No entanto, existem sim, maneiras de tornar o Secundário mais fixe e de aproveitá-lo ao máximo, e é isso que vou partilhar com vocês hoje, uma lista de coisas que têm de fazer antes de sair do Secundário. E acreditem no que eu digo, porque eu já passei por ele!

Se és aluno/a do Ensino Secundário, este post é para ti. É principalmente dirigido aos do 12º ano, mas os que estão no 10º ano já podem começar a fazer algumas coisas desta lista.


1. Ir ao baile de finalistas: Apesar de o baile de finalistas não ser nada como é nos filmes que retratam as escolas americanas, é uma festa que representa a última etapa do secundário e a despedida dos teus colegas antes de entrares para a universidade. Por isso, não a deves perder. No meu ano, não fui ao baile de finalistas organizado pela escola, eu e os meus amigos fizemos o nosso, num restaurante. Se voltasse atrás, gostava de ter ido ao da escola, porque era uma festa muito maior num local próprio para a ocasião ( o restaurante à que fomos nem sequer tinha música), mas na altura foi a decisão dos meus amigos. De qualquer das formas, o que interessou foi a companhia.

2. Faltar a uma aula para estar com os amigos: Não, não te ponhas a faltar a aulas importantes como Matemática, não arruines a tua média. Falta com os teus amigos a uma aula menos importante ( como Ed. Física) para irem para o bar da escola ou para o café ao lado falarem. Sei que pareço que estou a ser desencaminhadora, mas são estas cenas que fazem com que tu e os teus amigos criem memórias. Faltar a uma aula de vez em quando não faz mal. Agora por amor de Deus não me faltem a todas a dizer " Ai, eu li no blog da Cherry que devia faltar às aulas...". Já fiz isto algumas vezes, por norma eu e uma amiga minha, como não gostávamos muito de fazer Ed. Física e a stora nunca marcava faltas, faltavámos e iamos para o bar da escola falar ou estudar juntas. O engraçado foi que uma vez uma auxiliar que nos conhecia ( era uma escola pequena) perguntou-nos se nós  não devíamos estar em aula,e nós pedimos para guardar segredo.

3. Pregar partidas( inofensivas,claro): Foi algo que eu fiz muito no secundário,  apesar de, agora que olho para trás, ter pena de não ter feito coisas mais originais( fiz muitas coisas engraçadas, mas gostava que tivessem sido mais épicas). Bem, o que eu já fiz e aconselho a fazer é por a máquina gráfica do colega do lado em chinês, o capuz de um colega meu servir de caixote do lixo, esconder porta-lápis, colar posts-its nas costas das pessoas a dizer " sou gay" ou "bate-me com força" ( eu sei o que vocês estão a pensar, eu era e sou uma autêntica criança, mas ao menos sei divertir-me)... Acho que tenho que fazer um post sobre isto. Pregar partidas é uma arte!

4. Escrever o teu nome nas mesas ou nas portas da casa de banho: Não fiz este ponto com muita pena minha. É uma excelente ideia para deixares uma marca da tua passagem na escola, para depois futuros alunos lerem o teu nome e perguntarem-se "mas quem é que seria este gajo/gaja?". É um ritual giro, para eternizar a tua passagem na escola. Claro, escreve num sitio escondido, com caneta permanente ou a raspar, nada de estragar o material da escola. As portas das casas de banho normalmente tão cheias de desenhos e nones,  por isso, já ninguém quer saber se escreves lá alguma coisa. Para tornar ainda mais especial, podes combinar com o reu grupo de amigos para escreverem os vossos nomes todos juntos para eternizar o vosso grupo.

5. Tira 20 a alguma disciplina: I know,  I know,  é difícil,  mas tudo se consegue. Pode ser um 20 na pauta, num teste, num mini-teste ou trabalho de grupo. Eu nunca tirei 20 num teste ( o máximo que tirei foi 19,7 a Filosofia), mas já tirei 20 na pauta e 20 num trabalho.

6. Organiza um jantar com a turma: Eu sei que, por vezes, é um bocado complicado fazer isto, porque existem muitos grupinhos na turma e muitas rivalidades entre os mesmos. Mas se pudessem pôr de lado essas rivalidades por uma noite, o resultado poderá ser uma noite muito divertida e, quem sabe até, se não vos tornará uma turma mais unida.

7. Vai a uma visita de estudo/viagem: As viagens que a tua escola organiza são a oportunidade ideal para explorar novos lugares e, o melhor de tudo, na companhia dos teus amigos. Aproveita para ires às visitas de estudo e, se tiveres mais possibilidades económicas, vai às viagens com destinos noutros países. A minha escola organizou sempre viagens anuais para vários sítios fora do país. Se estiveres no último ano do secundário, vai à viagem de finalistas.No 10º ano, fui à Corunha dois dias, e no 12º ano fui a Londres durante 5 dias, um sonho que eu já tinha há muito tempo e tive a oportunidade de realizar nesse ano. Não fui à viagem de finalistas porque, pessoalmente, ir a Londres era muito melhor, porque poderia ver museus, monumentos, conhecer novas culturas ( Londres é uma cidade muito multicultural), enquanto que na viagem de finalistas só iria a festas e festivais, todas as noites ( o que até seria muito divertido, mas uma pessoa tem que fazer opções).

8. Faz uma direta: Mas não faças muitas, que fazer diretas mata os neurónios! Quando fui à Corunha, no 10º ano, como a viagem era uma noite e dois dias, sugeri às minhas amigas para ficarmos acordadas toda a noite para estarmos mais tempo juntas e aproveitarmos melhor a viagem. E elas aceitarão porque, mesmo que não aceitassem, ficariam toda a noite sem pregar o olho, porque estava uma autêntica festa no nosso hotel ( fomos 4 turmas, por isso era muita confusão obviamente). Nós ficámo-nos apenas por vaguear pelo hotel e ir ao quarto dos nossos amigos, mas houve pessoas que decidiram ir para o mar a meio da noite, em pleno Janeiro ( escusado será dizer que não apoiei este tipo de atitude, isso já foi ultrapassar os limites, foi uma irresponsabilidade).

9. Sai à noite com os teus amigos: É no secundário que muitos jovens começam a sair à noite. Claro que não te aconselho a começares a sair à noite com apenas 14/15 anos, mas com 16 anos já podes ir a uns bares ( se bem que agora a lei mudou, por isso provavelmente já não podes) e aos 18 anos já podes ir a uma discoteca. É bom começares a sair à noite ( mas não até muito tarde) agora no secundário, para começares a ter noção de como é que é e dos perigos, para na universidade já não seres tão apanhado/a desprevenido/a. Eu, por acaso, nunca saí muito à noite no secundário ( nem agora saio muito na faculdade, pensando bem), mas já fui com os meus amigos a alguns jantares e a alguns bares.

10. Agradece aos professores que mais te marcaram : Certamente, existiram professores no secundário que te marcaram mais do que outros, que te inspiraram ou que te incentivaram a seres melhor. No final do secundário, agradece a esses professores, mostra-lhes o quão importante eles foram para a tua formação e crescimento enquanto pessoa. Os professores adoram saber que tiveram alguma influência positiva na vida dos alunos.

11. Agradece aos auxiliares da escola pela dedicação: Uma escola não se faz só de professores e alunos, os auxiliares também têm um papel importante para o bom funcionamento de uma escola. Há auxiliares que contribuem para a limpeza da escola, outros que trabalham no bar/ cantina, outros que trabalham na reprografia... Sei que isto é inconcebível numa escola grande, mas se frequentares uma escola pequena ( como foi o meu caso), antes de saíres da escola pela última vez agradece-lhes e despede-te deles.

12. No final do teu último ano no secundário,  vai a todos os sítios da escola uma última vez: Foi algo que fiz no último ano, porque eu tenho uma bocado de "panca" nesta cena de primeiras e últimas vezes. Vai almoçar à cantina da escola uma última vez, vai ao  bar uma última vez, usa as casas de banho uma última vez... Se quiseres tornar a coisa mais engraçada, faz este percurso com os teus amigos e , em cada lugar, recordem os bons momentos que passaram juntos e que estão associados aquele lugar. Fiz isto com os meus amigos e adorei, foi mesmo incrível a quantidade de coisas que recordámos.


Quem está/já passou pelo Secundário? Que coisas fizeram?

2.9.15

ERA: A minha experiência no Secundário.


No início do ano letivo, muitos alunos vão transitar do Básico para o Secundário. Muitos alunos estão nervosos por as médias começarem a contar para a entrada na universidade, estão ansiosos e com mil e uma dúvidas sobre como será o Secundário, se será muito diferente do Básico... Por isso decidi fazer este post para esclarecer as dúvidas e ajudar os alunos que vão este ano entrar no secundário. 

Em primeiro lugar, o Secundário não é nenhum bicho de 7 cabeças. Quando entram no Secundário, ouvem todas aquelas histórias de que " sabes aquela aluna que tinha 5 a tudo no Básico? Chegou ao Secundário e só tira 12", ouvem também que é muito difícil e que muita gente não entra no curso que querem por umas décimas... Esqueçam essas histórias de "terror"... Embora as pessoas que contam estas histórias tenham boas intenções e só estejam a tentar ajudar-vos, o Secundário não é assim tão assustador como parece. É díficil , mas com esforço e dedicação tudo se consegue.

Apesar de o Secundário  não ser tão díficil como muitos fazem parecer, não é o Ensino Básico. Com isto quero dizer que não estejam à espera que haja os facilitismos que havia no Básico. Para começar, a escala é maior: no Básico era de 1 a 5 e no Secundário é de 1 a 20. Os testes também já não vão ser avaliados de 1 a 100%: serão avaliados também com a escala de 1 a 20.É normal que no ínicio achem que não estão a tirar as notas que tinham no Básico, mas quando se adaptarem à escala, vai ser mais fácil. Contudo, uma escala maior significa mais exigência:por exemplo, poderão tirar 17 em vez de 18 a uma determinada discilpina, porque um aluno participa mais nas aulas do que vocês.

Para vos ajudar a compreender melhor esta escala, vou mostrar-vos uma conversão possível da escala do Secundário para a escala do Básico ( não é uma conversão exata, é só para vocês terem uma ideia):

1 a 5 valores- 1

5 a 10 valores-2

10 a 14 valores-3

15 a 17 valores-4

18 a 20 valores-5

Pus aqui esta conversão para vos ajudar a compreender as notas, mas quando estiverem no Secundário, passado algum tempo já estarão habituados à escala de 1 a 20 , e já nem pensarão nesta conversão.

Apesar de as mudanças não serem tão radicais como muita gente o faz parecer, o secundário exige muito estudo. Se no básico tinham muitas atividades extracurriculares, pensem em abandonar algumas agora. Se antes saíam muito com os amigos, agora terão de reduzir o número de saídas. A verdade é que vão passar muitas horas a estudar no Secundário. A grande diferença no Secundário é que, enquanto no Básico  estudavam 10 páginas para um teste, no Secundário têm de estudar 40 ou 50 páginas para um teste, no mínimo ( isto porque já me chegou a sair 100 páginas para um teste de Biologia).

Vou falar agora um bocadinho do meu percurso no secundário. Eu frequentei o curso de Ciências e Tecnologias que, na minha opinião, é um curso muito exigente, uma vez que temos neste curso duas disciplinas muito díficeis, que são Matemática A e Física e Química. Não vou falar das disciplinas que tive neste post, para não ficar muito comprido, depois poderei fazer um post com as disciplinas que tive, se quiserem. Vou apenas falar no geral, do meu percurso nestes três anos.

O 10 º ano foi bastante tranquilo: exigiu muito estudo, mas no geral consegui boas notas. Tinha um horário bastante ocupado (só tinha uma tarde livre por semana), depois ainda tinha explicações a seguir às aulas, mas consegui tirar excelentes notas , aliás foi o ano em que tive melhores notas.

O 11 º ano foi mais complicado e eu considero até que foi o ano mais dífcil do secundário: horário igual ao do ano anterior, mas mais matérias para estudar, mais exigência, primeiro ano de exames... Foi um ano muito duro para mim, desci um pouco a média, mas ainda assim tive boas notas.

O grau de dificuldade do 12 º ano depende do quão bem se saíram no ano anterior: se tiraram boas notas nos exames e não vão repetir nenhum neste ano, vão ter um ano tranquilo, se vão repetir os exames do ano anterior, vai ser um ano igualmente exigente, embora menos cansativo. Eu enquadrei-me no segundo grupo de pessoas, tive que repetir o exame de Física e Química e repeti o de Biologia, só por uma questão de segurança, porque tinha tirado boa nota no ano anterior.Resumindo: fiz, no total, quatro exames num ano (Matemática, Português, Biologia e Física e Química), o que não foi nada fácil. No entanto, acho que o 12º ano foi mais fácil para mim, pois tinha um horário bastante bom ( aulas só de manhã e um dia sem aulas), e recuperei da descida do ano anterior.