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13.1.17

5 razões pelas quais os caloiros adoecem na Universidade


Antes que se assustem com o título do post: calma. Não estou a dizer que todos os caloiros vão adoecer na Universidade, estou a dizer que pode acontecer e que, na verdade, é algo bastante comum e até normal. E não é normal só no primeiro mês de integração, também pode acontecer passado três ou mesmo cinco meses. Isto porque muitas pessoas demoram tempo a adaptar-se ao ritmo agitado que a universidade exige. Além disso, estamos no final do semestre, aquele que vai ser, para muitos, a primeira época de frequências ( no caso das faculdades que as concentram neste período)  ou a primeira época de recursos. Portanto, tudo isto ainda pode ser bastante assustador para muitos caloiros.

Muitos caloiros deixaram a casa dos pais no início do ano para embarcar nesta nova aventura que é o Ensino Superior.  E, como já devem ter percebido por esta altura, isto acarreta muitas responsabilidades, não é só liberdade e festas. Com a saída da casa dos pais, muitos jovens não prestam atenção suficiente à sua saúde ( porque sempre tiveram quem se preocupasse com isso), e podem ficar doentes.

Mesmo que não tenham saído da casa dos pais, podem ficar doentes na mesma. Isto porque uma nova etapa exige sempre períodos mais ou menos difíceis de adaptação, e a Universidade não é exceção. Não fiquei doente no meu primeiro ano de faculdade, mas andei com enxaquecas terríveis nos primeiros tempos devido ao stress que tinha.

Muitos caloiros ( e, às vezes, até estudantes mais velhos, por ainda não terem aprendido tudo)  podem ficar doentes pelas mais diversas razões, e aqui estão algumas.


1. Stress: O stress é a primeira coisa que se manifesta quando estamos numa situação nova. Os caloiros têm stress quando se inscrevem na faculdade ondem entraram, quando vão às primeiras aulas, conhecem os colegas, vão às primeiras praxes... Mas também têm stress com a chegada das primeiras frequências, os primeiros trabalhos de grupo, apresentações,... A acrescentar a estes novos desafios, alguns alunos podem sentir ansiedade pois estão longe da família, dos amigos e de tudo aquilo que conheciam. O stress, temporariamente, é uma coisa boa, até nos estimula a ser melhores e mantêm-nos alerta para possíveis perigos ou medos passíveis de se tornarem realidade ( por exemplo, reprovar numa frequência) contudo, quando em excesso, estes pode ter efeitos nocivos no nosso organismo, causando-lhe os mais improváveis desequilíbrios, como muitas constipações, problemas gastrointestinais, acne...

2. Falta de sono: Se ainda não entraram na universidade, quando entrarem vão descobrir que é muito difícil conseguir dormir 7/8 horas por noite. Muitos estudantes universitários, devido aos horários das aulas, às festas, ao estudo e aos trabalhos cortam frequentemente nas suas horas de sono, o que é errado. É difícil conseguir dormir bem na Universidade, mas não é impossível. É preciso é ter uma boa gestão de tempo, organização e seguir estas dicas . Muitas pessoas dizem aos estudantes universitários que não precisam de dormir muito, que precisam é de estudar, nem que para isso façam diretas, mas isso é um mito! Dormir é essencial na faculdade, para estarem mais concentrados e terem um melhor rendimento. Caso contrário, andarão exaustos, desconcentrados, e terão o risco de desenvolver doenças, pois o vosso sistema imunitário andará mais fraco devido à privação de sono.

3. Dieta: Quando a mãe não está a ver, podes comer o que quiseres. Isso até seria bom se tudo gostares muito de fruta e legumes, mas se te virares para os doces, para os fritos e para as gorduras, poderás estar a prejudicar gravemente a tua saúde. Muitos estudantes universitários, por preguiça, gulosice e/ou falta de tempo, começam a comer muitas porcarias e, embora seja aceitável fazer isso quando estamos numa fase de muito estudo e precisamos de uma gulosice ( um chocolate de vez em quando não faz mal), a longo prazo pode ser extremamente prejudicial para o nosso organismo.

4. Exposição a mais bactérias/vírus: Muitas universidades têm campus enormes, com muitas salas, lugares, muita variedade de pessoas,.. E grandes espaços cheios de gente significam  mais bactérias/vírus. Além disso, muitos universitários vivem em casas partilhadas, muitas vezes demasiado pequenas para tantos estudantes, com casas de banho também partilhadas, e níveis de limpeza duvidáveis. Por isso, muito frequentemente os caloiros ficam doentes com estas bactérias/vírus, por ainda não saberem as precauções que devem tomar contra estas e/ou como gerir a sua própria casa.

5. Abuso de substâncias: É sobretudo nestas idades que se criam os primeiros vícios, vícios difíceis de largar uns tempos mais tarde. Com as festas, começam a abusar no álcool, talvez experimentem tabaco, bebem demasiado café para se manterem atentos, tomam calmantes para apresentações... Muitos estudantes universitários começam logo no primeiro ano a cair em abusos de substâncias. O abuso de substâncias põe a saúde de muitos universitários em risco, pode causar várias doenças e até mesmo mortes.


E vocês? O que é que acham que leva os caloiros a ficarem doentes?

15 comentários:

  1. Adorei este post, é bastante interessante até porque a Universidade é uma coisa que se aproxima da minha vida.

    Um beijinho,
    Shampôos Secos | Qual o melhor?
    Sorteio do Desapego

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  2. Como caloira, posso afirmar que o stress é a "grande doença", assim como de vez em quando ter noites mal dormidas :)

    http://cidadadomundodesconhecido.blogspot.pt/

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    1. Com aluna do 2º ano, o stress ainda é a minha grande "doença".

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  3. Olha, que deves ter mesmo razão. Eu não sei porque não andei na universidade. Mas da maneira que explicas, é bem possível mesmo, que aconteça com frequência.

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    1. Infelizmente, acontece com muita frequência.

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  4. O stress, falta de sono e dieta acho que são frequentes em 100% dos estudantes e, quase de certeza, já os levaram a adoecer pelo menos uma vez.

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  5. O frio que faz na minha cidade académica, mas olha temos de nos tratar para não ficarmos doentes tão facilmente!

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    1. Exatamente, temos que estar sempre atentos aos sinais do nosso corpo, caso contrário estamos mais suscetíveis a doenças.

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  6. Mais um post super interessante e com dicas fundamentais.
    Para além de tudo o que escreveste, eu sou da zona centro, zona de Leiria, e estudei na UBI, na Covilhã, o que mais me custou foi mesmo a adaptação às temperaturas extremas, com invernos rigorosos e gelados, contrariamente aos verões extremamente quentes e secos. Claro que o pingo do nariz andava sempre lá no inverno e as constipações e gripes faziam parte. Mas é como dizes, são fases de adaptação, fazem parte e só temos de saber como nos adaptarmos, criarmos as melhores estratégias para nós próprios :)

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    1. Obrigada :):
      Imagino que tenha sido uma adaptação bastante difícil para ti, com essas temperaturas extremas. Exacto, é uma questão de arranjarmos estratégias :).

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  7. Já lá vão 26 anos desde que fui caloira, mas posso dizer que sofri de stress...muito stress. Mas foi só até à primeira Queima das Fitas.

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  8. Eu por acaso fiquei doente umas cinco vezes no primeiro semestre, mas foi essencialmente por falta de descansaço e gripes! Estudo numa zona bastante alta em Lisboa e por onde faz muito frio, e com estas mudanças de rotina, mesmo que a pessoa se agasalhe, nem isso resulta! Felizmente, o meu sistema já se está a habituar!

    A Vida de Lyne

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    1. Fogo, tu ficaste doente muitas vezes, coitada de ti! Mas é algo normal, sobretudo aí em Lisboa, em que o ritmo de vida é mais agitado, e na zona bastante fria onde estás. Mas ainda bem que já te estás a adaptar :).

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