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2.10.20

5 coisas: setembro 2020

5 coisas: setembro 2020

Setembro marca mais um início de um novo ano no calendário da Cherry, uma pessoa que se recusa a abandonar os anos letivos, mesmo já não sendo estudante - aliás, este é o primeiro ano em que eu não volto à universidade, para o que quer que seja,  como assim?! 

Sinto que, em 2020, mais pessoas do que o habitual abraçaram setembro como um mês de renovação.  Quer estejamos a entrar no primeiro dia de aulas ou a regressar ao trabalho pela milésima vez, todos vamos ter um rotina diferente este ano. Ainda estamos a viver um momento sensível na História da Humanidade, e depois de um verão erroneamente descontraído, estamos a ver outra vez os casos diários a atingir picos - aqui a enfermeira bem avisou, não foi? Preparamo-nos para passar um inverno em que muitos vão andar aflitos a tentar distinguir gripe de Covid, outros no apoio para manter tudo a andar sobre rodas e, por isso, mais do que nunca, o planeamento é crucial para nos mantermos centrados numa altura em que tudo ainda vai estar muito longe "do normal". 

Setembro já acabou, mas ainda vão a tempo de pegar numa agenda bonita (ou até quem sabe, num Bullet Journal como o acima), caprichar nuns sublinhadores bonitos (mas não digam que fui eu, amante de papelaria, que vos desencaminhei) e deixarem-se levar pelas imensas páginas que ainda podem preencher. Que novos desafios ainda querem agarrar? Que coisas querem deixar para trás? Que coisas ainda querem manter igual, após estes meses atípicos todos? Escrevam tudo aquilo que vos presenteie com este sentimento de renovação que o mês de regresso a Hogwarts vos pode trazer (mesmo que nunca tenham chegado a receber a carta).

5 coisas que aconteceram


1. 6º aniversário do blog: Este ano, no meio de tanto trabalho, o aniversário do blog passou um pouco mais despercebido, porém, tal como acontece desde 2014, não ficou por assinalar. Foi assinalado de uma forma muito curiosa até - foram vocês que escreveram a própria mensagem, através dos mais de 50 000  comentários deixados neste espaço (foi uma ideia muito criativa conseguida com a ajuda do meu namorado e programador sempre a serviço). 

2. Comecei um Bullet Journal: Já andava há séculos para começar um Bullet Journal, porém deixar que as fotos aesthetic que via pela Internet me travassem sempre - como perfecionista crónica que sou, tenho um problema que, por vezes, acho que se não for para fazer perfeito mais vale nem começar. Neste setembro, deixei-me destes pensamentos tolos e decidi fazer um. Apesar de não ter a caligrafia mais bonita do mundo nem ser muito dada a artes, até estou a gostar do resultado e, mais importante que tudo, estou a divertir-me a fazê-lo. Se ainda não me seguem no Instagram, façam-no porque estou prestes a partilhar os layouts de outubro. 

3. Primeiros proper aniversários desde a pandemia: As reuniões familiares já ocorrem desde meio de maio - com todas precauções, claro - todavia, só agora, com a época de aniversários daqueles que me são chegados oficialmente aberta (de setembro a dezembro é muita malta seguida) é que temos arranjado mais ocasiões para estar juntos. Após alguns aniversários (como o meu), através de videochamada, é tão bom poder fazer festas como deve ser, mesmo que os abraços ainda não possam fazer parte dos presentes. 

4. Visitei o Mosteiro de Tibães: De acordo com as minhas pessoas, eu já fui ao Mosteiro de Tibães, quando era pequena. A cena é que foi, lá está, quando era pequena, eu só me lembro das coisas a partir dos meus 4/5 anos, por isso nunca me lembro de ter ido. O que é um bocadinho vergonhoso, tendo em conta que eu moro a 15 minutos de um dos edifícios mais antigos de Braga (eu bem digo que conheço mais do resto do país do que a minha própria cidade). Anyway, fui lá passar numa tarde solarenga de domingo, após uma semana chuvosa, e adorei passear por dentro do mosteiro, conhecer toda a sua história arquitetónica e religiosa, e caminhar pelos seus amplos jardins (sou a única que acho que a escadaria de lá parece uma mini versão da do Bom Jesus?). Quando fui lá, também estava a decorrer o Festival GreenFest, com o tema "Retoma Sustentável no Pós- Pandemia", em que deu para conhecer produtos ecológicos numa feirinha (na qual eu tive que me segurar muito para não comprar nada) e assistir a algumas palestras. 

5. Um verão sem idas à praia nem à piscina: A missão de não pôr os pés na praia nem em piscinas municipais permaneceu bem firme durante todo o verão. Para ser sincera, no meio de trabalho, passeios ao ar livre e tantos outros planos alternativos, em nem senti muita falta. Quem diria que a Cherry de 2020 iria passar, na boa, os três meses de verão sem pisar a areia uma vez? A Cherry de 2015 não diria, de certeza - é uma das coisas que adoro no facto de ter um blog, poder ver o quão drasticamente o nosso pensamento pode mudar ao longo do tempo. Ainda gosto de praia, mas este ano preferi ter sossego do que sujeitar-me a tantas pessoas possíveis transportadores de bicho. Agora que já não estamos em época alta, talvez dê um saltinho numa ou então aproveitei o relaxamento de uma piscina interior. 


5 coisas que adorei


1. Bullet Journal FAQ+ Spread: Este post da Leonor foi a minha motivação para aderir de vez a este método de organização. Principalmente a última parte, em que ela derruba de forma assertiva o meu argumento que é preciso ter jeito para criar um lindo BuJo. Apenas um dias depois, lá estava eu na FNAC a comprar o meu primeiro Bullet Journal, por isso obrigada Nô. 

2. Caderno do Bullet Journal: Para o meu BuJo, comprei um Leuchtturm1917 por recomendação da Leonor e, deixem-me vos dizer, que não é à toa que este caderno é o mais famoso na comunidade de Bullet Journals. Para começar, conquistou-me logo pela capa dura (como todas as agendas que comprava antes), as páginas são lindas e pontilhadas para ser mais fácil de desenhar, e tem dois marcadores que compensam o facto de não ser de argolas (com as agendas de argolas eu metia-as sempre abertas no próprio dia, assim é meter os marcadores que vai dar ao mesmo). O único defeito é que a tinta das canetas passa de um lado para o outro, mas estou disposta a ignorar isso em prol da restante qualidade do caderno.

3. Só  mais 5 minutos com Malfada Sampaio: Gosto muito de seguir a Mafalda Sampaio (conhecida internauticamente por Maria Vaidosa) porque, ao contrário da grande maioria das youtubers de moda/beleza, ela é uma pessoa que aparenta ser tão normal! E desde que se iniciou nas aventuras da maternidade, que ainda mais a acompanho (porque ninguém resiste à fofura que é a Madalena, não é verdade?). Assim, adorei ver esta entrevista feita pelo podcast "Só mais 5 minutos", em que fala sobre todo o seu percurso digital desde 2014, sobre marketing, sobre criatividade, sobre ser mãe e um pouco da vida em geral. 

4. Among Us: Já deu para ver que eu estou muito viciada neste jogo por causa desta publicação, não já? "Among Us" teve imensa hype em setembro, e aconselho a não instalarem se quiserem continuar a ter uma vida para lá de estarem (ainda mais) agarrados ao telemóvel. Conselho de amiga, que aqui deste lado é tarde demais.

5. Ted Talk "A Feminist comes to terms with the Men´s Right Movements": Considero-me uma pessoa de mente aberta e, portanto, de vez em quando, gosto de me desafiar a conhecer outros pontos de vista, mesmo que estes entrem em confronto direto com os meus. Foi assim que decidi ver o documentário "Red Pill" logo após ter me sido sugerido. Em complemento deste documentário, vi também esta TED Talk que nos mostra, de forma mais aprofundada, os conflitos internos pelos quais a jornalista passou durante a produção do mesmo. Se ainda não viram, façam-no, este é um lado na luta pela igualdade de género pouco falada. 


(Foto: da minha autoria)

16.9.20

5 coisas: julho e agosto 2020


Pois, estou novamente a publicar uma rubrica 5 coisas com 2 meses nele. A última vez que algo do género tinha acontecido foi por causa do meu Estágio de Integração. Sei que já o estou a partilhar em meio de setembro, mas gosto de deixar coisas registadas aqui no blog, mesmo que temporalmente já não seja relevante para os de fora. Anyway, quem me segue pelo Twitter, já sabe a razão por detrás desta ausência e, mesmo quem não me segue por lá, suspeita. Porque, de cada vez que desapareço da face da blogosfera, significa que algo em grande está a acontecer na minha vida. Desta vez, foi porque me iniciei finalmente nas aventuras do mundo de trabalho.

Julho e Agosto, que costumam, que costumam ser típicos meses lentos de verão, foi de bom grado substituído por (muito) trabalho, o que é um privilégio, numa altura em que arranjar emprego é mais difícil do que nunca. Foram dias tão solarengos como se tivesse na praia. 


5 coisas que aconteceram


1. Divulguei finalmente o projeto: Julho começou com um projeto do qual já vos andava a aguçar a curiosidade há alguns meses mas não podia revelar. Fiquei mesmo feliz quando pude finalmente divulgar com vocês, e o vosso feedback foi fenomenal! Votaram imenso e, graças a isso, ficamos em segundo lugar. Infelizmente, morremos na praia, algo um pouco desanimamente visto toda a dedicação que eu e o meu namorado pusemos para que esta ideia se concretizasse. No entanto, aprendemos tanto enquanto participamos, e saímos com mais ferramentas para brilharmos mais na nossa área, no futuro. Ideias não faltam também para que isso aconteça!

2. Arranjei emprego: Após 4 meses desempregada, finalmente arranjei um emprego, aqui no Norte, como queria, e numa área que também queria. Como diz o tio Marcelo "conseguimos, esperávamos, desejávamos, vitória!". Exercer Enfermagem sem estar na sombra dos orientadores de estágio é algo assustador e entusiasmante ao mesmo tempo! 

3. Recebi o meu primeiro salário: E por falar em emprego, também já recebi o meu primeiro salário. Se ainda já fiz o famoso primeiro gasto, ainda não, ainda não arranjei uma forma criativa para depois responder bem à pergunta "em que é que gastaste o primeiro salário?". Admito, também me custa um bocado gastá-lo agora que sei o quanto custa ganhá-lo. Para já, está bem guardadinho  numa conta poupança para começar a guardar para sonhos do futuro. 

4. Finalmente ganhei um giveaway: Era de achar que, com a facilidade que é participar em giveaways (só seguir e colocar gosto no Instagram), eu já tivesse ganho um por esta altura. A verdade é que só agora é que ganhei um. Também não é que me tenha dedicado muito antes, só quando é viagens ou livros é que eu me meto a identificar pessoas à maluca. O giveaway que finalmente ganhei foi a propósito do 5º aniversário de "A Sofia World", e ganhei o livro "E se o Obama fosse Africano", cuja opinião irá ser publicada brevemente. 

5. Presente de aniversário (em agosto!): Em agosto, recebi uma prenda de aniversário, sendo que o meu aniversário é maio! Como assim?! Aparentemente, tratava-se de uma prenda da Inês que nós achávamos que tinha sido extraviada. Conto a história completa aqui, portanto só queria deixar registado o quão inesperado e caricato foi receber o presente uma altura em que já estamos todos, decerto, a acusar cansaço. Foi algo que iluminou a reta final de agosto. 


5 coisas que adorei


1. Tirar a carta de condução - uma experiência menos positiva: Tirar a carta é uma das coisas que se tomam como garantidas aos 18. Tudo o que seja divergente desse caminho é logo questionado. Eu faço parte do grupo de pessoas que não tirou a carta aos 18 (tirei aos 22) e que, apesar de ter tido uma experiência, no geral, bastante positiva, identifiquei-me bastante com esta publicação do Jota. Conduzir não é tão fácil como parece, todos nossos temos os nossos receios e ansiedades, e nem sempre aprendemos em dois/três meses porque outras prioridades impõem-se e, enfim, temos que fazer uma pausa (mesmo que isso implique gastar mais dinheiro em aulas). Para quem se esteja a iniciar agora na condução, recomendo muito esta leitura. 


2. É preciso ter lata para falar outras Línguas: Se estão antes investidos em aprender uma língua nova, recomendo muito que oiçam este episódio de podcast de "É Preciso ter Lata", da Mariana Soares Branco (que, by the way, é tão relaxante de se ouvir, a voz dela é tão bonita). A Mariana fala 5 línguas, é mesmo encantador ver a forma tão apaixonada como ela fala sobre este tem, para além, claro, das dicas muito úteis e práticas que ela, como poliglota, nos dá.

3. Anúncio "You Cant Stop Us" da Nike: Foi com alguma hesitação que coloquei aqui nos meus favoritos este anúncio da Nike, dado o seu historial como marca, mas cheguei à conclusão que quando fazem um bom trabalho em algo tem que se reconhecer. Este anúncio, que é uma continuação da série de publicidades "You Cant Stop Us" não só é uma excelente produção como muito inclusivo. Oxalá um dia cheguemos ao ponto de valorizar todos os tipos de desportos da mesma forma que no vídeo.

4. Séries - o seu lugar na sociedade e a forma como as consumimos: Há uns tempos, ainda durante a quarentena, dei por mim a pensar como as séries mudaram para acompanhar as mudanças na sociedade. Antes, em 2000 e tais, tínhamos que esperar uma semana para ver apenas um episódio da nossa série favorita, e elas tinham 30 ou mais episódios em cada temporada. Agora, plataformas de streaming como a Netflix lançam a temporada toda num dia, e cada temporada tem pouco mais que 10 episódios. E este é apenas um exemplo de mudanças que os produtores deste tipo de conteúdo tiveram de fazer para se adaptar. Neste texto, um post de colaboração da Andreia Moita com outro blog, Hemisfério, que fiquei a conhecer, são usadas como exemplo 3 séries e como estas teriam ou tiveram que se adaptar às exigências dos consumidores atualmente. 

5. Sandálias de pérolas da Zara: Nunca fui de usar sandálias não por falta de amor por este tipo de calçado, mas porque nunca encontrei nenhum que se ajustasse na perfeição ao meu pé. Além de ter uns pés de princesinha (calço o 37), tenho-os de tal forma estreitinhos que era impossível usar sandálias sem sentir que os meus pés estavam a "nadar" nelas (e quem me conhece sabe que eu não preciso de mais desculpas para tropeçar, eu já o faço com obstáculos inexistentes). Bem, neste verão encontrei finalmente os "sapatinhos de cristal" para os meus pés de princesa. São estas sandálias da Zara, com faixas de pérolas líndissimas que, ao mesmo tempo, são o que aquilo que dá suporte ao ajustarem-se perfeitamente sobre o dorso do meu pé.

(Foto: da minha autoria)

1.7.20

5 coisas: junho 2020

 5 coisas: junho 2020

Há uns dias, li um tweet com o qual acho que a maior parte das pessoas se identifica atualmente "já estamos em junho, mas ficamos todos parados em março de 2020"- bem, pelo menos as mais sensatas, não estou a incluir aqui as pessoas que nem sequer chegaram a saber o que era uma quarentena por não terem cumprido. Ainda estamos a pensar no que 2020 poderia ter sido, e as nossas regalias que nos foram dadas parecem-nos diferentes daquilo que nos lembrávamos. No seu sexto mês,  o plot twist que esperávamos que este ano tivesse parece-nos cada vez mais longe.

Apesar disso, pelo menos a meu ver, estão a ser dias mais solarengos. Tudo aquilo que mais precisava durante a quarentena era estar com as minhas pessoas, o que maio trouxe. Agora tudo parece mais descomplicado. Estou a aprender, em conjunto com elas, que tudo se improvisa e que todos os planos podem ser adaptados e igualmente divertidos, sem prejudicar a saúde pública. Têm sido dias mais relaxados, em que o Covid já não é o assunto mais presente nas nossas mentes e vamos também aos poucos, fazendo mais afazares rotineiros que nos dão uma sensação de equilíbrio e que estamos a reorganizar, aos poucos, tudo o que tinha ficado pendente nas nossas vidas.



5 coisas que aconteceram


1. Novidades do projeto académico: Lembram-se de vos ter contado em abril que estava envolvida num projeto académico? Bem, estou prestes a poder dar-vos mais novidades (saberão já agora no início de julho), vem aí uma votação se irá realizar pelo Instagram, na qual vocês poderão contribuir se quiserem dar uma ajuda. Realizei este projeto com o meu namorado (algo que nos ajudou também a encurtar a distância durante a quarentena) e estamos orgulhosos do resultado final. Mesmo com as dificuldades impostas com o confinamento, a distância, a lentidão da net a atrapalhar, conseguimos criar algo que, a ser implementado, poderá revolucionar os hospitais que aderirem. 

2. S. João: Das coisas que mais senti falta até agora, em 2020, foram, por mais engraçado que pareça, as festas populares. Não sou muito de sair à noite, mas adoro o ambiente de festas de aldeia, para começar por ser ao ar livre, pelas iluminações, pelas farturas, pelos carrinhos de choque (sou uma eterna criança, que se há-de fazer).... O S. João aqui em Braga, à semelhança do Porto, é uma grande festa que, pela primeira vez, não se festejou com pomposidade. Ainda assim, não faltou o cheirinho a sardinhas pelas ruas, as conversas animadas na casa das pessoas e as habituais músicas pimba. Foi tudo muito civilizado aqui no Norte, todas as orientações da DGS foram cumpridas, o que não me surpreende, neste tipo de festas sempre achei que as pessoas seriam capazes de cumprir, porque é muito fácil transferirem as festividades para as suas casas. 

3. Idas ao centro comercial e uma forma diferente de fazer compras: Neste momento, tenho me mantido ao máximo longe da confusão da cidade, só abri exceção para uma coisa - para os centros comerciais. Em dias da semana e horas estratégicas, meus amigos, nunca pensei dizer isto, mas aquilo é o paraíso! Nunca vi um centro comercial com tão poucas pessoas, nas duas ocasiões em que fui lá  (sempre para compras que já andava a precisar há que tempos). Tirando a Primark, isso aí são filas daqui até à China, aquilo é sempre um campo de batalha (já não vou ser patrocinada por eles, but I dont care). Não sei se não se deverá ao facto de não ser tão atrativo passear lá agora, não se podendo experimentar roupas ou estar muito tempo dentro de uma loja. Parece que estamos a fazer compras de supermercado, vamos lá buscar o que queremos, trazemos roupas duplicadas para poder decidir se, por exemplo, nos fica melhor um S ou um M, e voltamos lá no dia a seguir para devolver o que não queremos. É quase tão rápido como se tivéssemos a comprar online, com a vantagem em que realmente podemos ver o tecido como ele é antes de comprar.  Mais eficaz era impossível!

4. Ecovia do Vez: A escolha dos meios rurais em detrimento da cidade tem sido mesmo a minha aposta para passear durante esta pandemia. Não há nada como ir um dia literalmente para o meio do nada, sem rede, sem mensagens/chamadas, sem hipótese de publicar fotos no Instagram na hora, para esquecer temporariamente o resto do mundo. No final de julho, decidi aventurar-me por um dos muitos trilhos que Arcos de Valdevez tem para oferecer, a Ecovia do Vez. Numa de coragem e talvez um bocado de maluquice, fiz o percurso completo (são 32 km!) . As paisagens são tão bonitas que nem notamos os quilómetros. Pode soar um pouco masoquista, mas quero fazer mais trilhos este verão - ok, mas só depois de me esquecer com as dores musculares que fiquei, que agora ainda pareço uma velhinha a andar. 

5. Normalização de recusar os planos por questões de saúde pública: Dando uma de diário de quarentena outra vez (por esta altura, diário de desconfinamento) porque ainda não há muito para contar em rubricas mensais, gostaria de falar aqui de uma coisa: o problema que as pessoas já estão a ter em recusar planos. Voltou a ser mal visto recusar planos sociais mais depressa do que se esperava, para desgraça de todos os introvertidos que andam por aí e não só. Para alguns, quase que parece mal visto continuar a cumprir certas precauções para evitar a propagação do vírus. Não estou a falar por experiência própria nem por experiência dos meus familiares/amigos, mas noto isto na malta jovem, sobretudo nos adolescentes. Se são uma dessas pessoas, que está a sentir pressão para aceitar planos, quero que percebam algo: não têm de se justificar. Se um plano não vos agrada, simplesmente rejeitam. Se, por exemplo, o plano consistir em ir para uma esplanada na praia cheia de pessoas e não se sentem confortáveis, não se sintam esforçados a ir só porque o vosso grupo de amigos já o faz. Parecendo que não, ainda estamos numa fase inicial de desconfinamento (tanto que nem está a ser igual em todas as regiões do país, algumas já tiveram que retroceder), e também todos nós estamos a desconfinar de modo diferente, de acordo com o nosso bem estar e preferências. 


5 coisas que adorei



1. Ler Harry Potter aos 27 anos: Há ainda um grande preconceito na literatura, associado ao facto de se ler livros infanto-juvenis na idade adulta. Como se os livros tivessem uma idade limite! Todos os fãs de Harry Potter então passam a vida a ouvir "mas tu ainda lês isso?". O que é estúpido, porque até é bastante comum muito destes fãs só se cruzarem com a saga em adultos, como é o caso da Andreia. Numa publicação muito completa, a Andreia mostra-nos como é entrar no universo de Hogwarts aos 27 anos. Reflete também sobre os prós e os contras que a jornada exige numa idade mais madura. 

2. Tempo de mudança: Com a morte chocante de George Floyd, o racismo voltou a ser muito debatido em julho. Em pleno 2020, os polícias brancos continuam a justificar a morte de pessoas negras na estrada com a típica frase "eu tenho família e tenho medo", desconsiderando completamente que as pessoas mortas pelas suas mãos também tinham uma família e não tiveram sequer hipótese de defender. Foi, portanto, muita a informação que surgiu na Internet a respeito deste tema, alguns mais claros do que outros. De todas as publicações/vídeos que vi, o da Mariana Gomes foi o mais completo. Juntamente com o namorado, Duarte, debateram o conceito do racismo, a história toda por detrás do mesmo e, no final, também sugeriram vários documentários, filmes e livros sobre o tema. 

3. Portuguesa demais para ser Africana, Africana demais para ser Portuguesa: Ainda sobre a discriminação racial, a Lyne partilhou no seu Instagram um vídeo da "Uma Africana", que me fez compreender melhor o modo como dois conceitos  distintos, nacionalidade e etnia podem coexistir dentro de uma pessoa. Como luso - africana,  a resposta à pergunta "De onde és?" nunca será curta para ela porque, tal como ela explicou, vive na interceção das duas culturas.

4. 3º episódio de "20 min de criação"- Gramática: "20 min de criação" é uma série de vídeos de Instagram, criado pela Sofia Costa Lima e Diogo Simões, para falar sobre escrita. Todas as temáticas abordadas até agora foram muito interessantes, mas o 3º vídeo, sobre gramática, é um must-watch! Tal como a Sofia disse a determinado momento, não damos gramática o suficiente na escola, e é essencial mantermo-nos atualizados. A Sofia e o Diogo, no final, partilham ainda sugestões de livros que nos ajudam a dominar melhor a gramática.

5. Estátuas Derrubadas: No calor dos protestos, "Black Lives Matter", deu a sensação que poucos foram aqueles que consideram as estátuas derrubadas como um ato de vandalismo. Apesar de ser a favor da causa, não posso compactuar com atos como estes, que mostram que muitos não sabem interpretar os acontecimentos históricos com o devido distanciamento. Neste texto, a Leonor apela que se contextualizem estes acontecimentos históricos em vez de os apagarmos para sempre, impedindo as gerações futuras de aprender com os erros do passado. 


Lembrem-se, a pandemia ainda não acabou, portanto aproveitem o verão da forma mais segura possível.

(Foto: da minha autoria)

2.6.20

5 coisas: maio 2020

5 coisas: maio 2020

Maio sempre foi o meu mês favorito, todos os anos. Contudo, este ano, não foi. Após 2 meses de quarentena, começou o desconfinamento, o mundo começou lentamente a voltar ao normal, os raios de sol começaram a aparecer, o calor, e a esperança que o dia em que voltaremos a chegar às nossas rotinas banais chegará. Foi uma lufada de ar fresco numa quarentena que foi dura, mas não foi o suficiente para colocar este maio à altura dos outros. 

Isto é capaz de soar ingrato tendo em conta as coisas boas que caracterizaram o meu mês de aniversário, mas é a mais pura das verdades. Ainda assim, se medir as coisas pelo cenário atual de uma pandemia, maio continuou a brindar-me com a sua magia, quebrando a letargia que o confinamento me deixou e substituindo-o por dias mais alegres em que penso que, mesmo quando o mundo está o caos, eu continuo a ser privilegiada, sobretudo pelas pessoas que tenho na minha vida, que foram as responsáveis por todas as surpresas que tive neste mês. 


5 coisas que aconteceram


1. Um aniversário em quarentena: Tal como já suspeitava em março, o meu aniversário foi em quarentena. Foi atípico, sem dúvida alguma, mas também foi comovente ver o quanto as minhas pessoas se esforçaram para que fosse o mais parecido possível com o que teria sido se nada disto tivesse acontecido. Calhou no último dia de quarentena, o que significa que nem do concelho podia sair, pelo que toda a celebração foi feita com muita ajuda das tecnologias, mas nem por isso me senti menos ligada, muito pelo contrário, até me senti mais. E com a promessa que já faltava pouco para os ver presencialmente, custou menos.

2. Começaram os reencontros: Após uma semana de desconfinanento - decidi esperar uma semana não fosse a coisa correr mal e voltar tudo ao mesmo, mesmo que possa ser pessimista, uma pessoa tem que prevenir - começaram finalmente os reencontros com todos aqueles que mais ansiei ver nos últimos dois meses, sempre com os devidos cuidados, claro. Deu para matar as saudades e foi a principal motivo de alegria do meu mês.

3. Motivação a voltar lentamente ao normal: Isto de não ter saído de casa durante 2 meses deixou-me com um cérebro de banana. Porém, este mês, com o sol e o facto de já poder sair para mais sítios está a fazer a minha motivação e os meus níveis de produtividade regressarem lentamente ao normal. Acho que até o simples facto na televisão já transmitirem mais coisas para além de COVID COVID anima um bocado - prefiro mil vezes mais ter debates de desporto em barulho de fundo (sim, porque televisão comigo é só quando não me apetece ter a casa demasiado silenciosa).  Eu até fiz muito durante a quarentena, mas nada comparado com o que fazia antes. Bem, o importante é que agora o desgaste psicológico já não se faz tanto sentir e, aos poucos, estou a recuperar o ânimo com que comecei 2020 - embora já não vá ser o ano que todos esperámos que fosse, ainda há maneiras retirar algo bom dele.

4. Um verão sem idas à praia: Apesar de já ter ido visitado familiares, feito passeios mais longos que o habitual (principalmente noturnos, aquele ar fresquinho de uma noite de verão sabe mesmo bem), tenho feito um desconfinamento de modo meio contido. A verdade é que não tenho grande interesse em ir a certos sítios até a pandemia passar, porque não é a mesma coisa com todas as medidas de segurança que têm de ser cumpridas. E um desses sítios são as praias. Por esta altura, num ano normal, eu já teria posto os pés na areia pela primeira vez e aberto oficialmente a minha época balnear porém, este ano, não estou a ver isso a acontecer. Para começar, eu em épocas normais já abomino demasiadas pessoas por metro quadrado de areia - graças a Deus que aqui no Norte não enchem assim tanto, pelo menos não como no Sul. E agora que a malta toda apanhou-se desconfinada, têm ido aos milhares! Nahh, este ano não me apanham na praia. No máximo, assim na loucura, poderei dar umas caminhadas por lá mais para o final do verão, mas não vou estar lá estendida na toalha. Paciência, há muitos outros locais mais sossegados onde poderei aproveitar para repor os meus níveis de vitamina D.

5. A apoiar negócios locais: Para quem, como eu, bem ao estilo dos introvertidos, prefere evitar as multidões nos primeiros tempos de desconfinamento, há formas de fazer com que essa escolha não afete a economia, principalmente os negócios locais que a pandemia deixou em risco. Os take-aways  e compras de bolos em cafés para trazer para casa têm sido, para já, a minha principal aposta - até para matar saudades de todas as gulosices que não pude comer na quarentena e o que não falta em Braga são cafés e restaurantes. Dizem que os sabores estão ligados a memórias e, neste momento, dão-me uma sensação de normalidade. 


5 coisas que adorei


1. Revenge of the 90s Home: Antes da pandemia se instalar, eu ia ver os "Revenge of the 90s" na noite do meu aniversário, já os tinha visto no Enterro da Gata o ano passado e a minha expetativa num espetáculo próprio deles era ainda maior. Infelizmente, tal não chegou a acontecer, mas este espetáculo pelas redes sociais chegou quase à altura do que seria ao vivo. Talvez seja um bocado injusto eu compará-lo aos que aconteceram previamente na quarentena, porque obviamente os outros artistas não tiveram outra possibilidade para fazê-lo que não nas suas próprias casas. O que é certo é que, graças ao início do desconfinamento, este grupo de noventeiros teve a possibilidade de brilhar mais, ao fazê-lo num estúdio - sempre com o distanciamento social assegurado - o que abriu um leque de todo um novo tipo de interações, nomeadamente a partilha de ecrã com os fãs, os ecrãs verdes para efeitos especiais e, principalmente, uma qualidade de som muito superior. Assisti, para já, a dois dos sábados em que o evento online se realizou e foi mesmo divertido!

2. Terapia de Casal: Há já algum tempo que ouvia falar maravilhas deste podcast, até porque sigo atentamente o blog da Rita da Nova, porém só agora é que me comprometi a ouvi-los regularmente, na minha rotina de exercício físico. "Terapia de Casal" é o podcast que pode acabar com o casamento do Guilherme Fonseca e da Rita da Nova, mas até agora estão a safar-se desse trágico destino. Talvez porque os terapeutas sejam mesmo bons, apesar não terem formação para tal - na verdade são humoristas como eles. Entre os convidados, já apareceram o Ricardo Araújo Pereira, a Bumba na Fofinha e o Salvador Martinha. Há ainda episódios sem nenhum terapeuta, em que são apenas os dois a ler mails que recebem dos ouvintes com as perguntas mais hilariantes. Os temas abordados são essencialmente uma sátira da vida a dois, como discutir na Internet, adormecer a ver séries, revelar ou não a existência de Exs, trair nos sonhos (?) entre outros temas, cada um mais aleatório do que o outro. 

3. Malinha da Cavalinho: Acho que é a primeira vez que coloco aqui um favorito relacionado com moda (é por isso que sou pobre, se tivesse um fashion blog estava a nadar em dinheiro), mas tinha mesmo que colocar este aqui! Sou uma rapariga tipicamente apaixonada por malas grandes, tal como já admiti aqui. Gosto de andar com uma quantidade absurda de tralha atrás de mim, garrafa de água, um livro ou o meu Kindle, maquilhagem para retocar... Contudo, ultimamente, tenho a andar a apostar mais em malinhas pequenas, até porque não dá jeito ir sempre com coisas grandes para todo lado, e também porque são peças mais clássicas. Por isso, fiquei apaixonada por esta malinha da Cavalinho quando a recebi. Tanto que o meu namorado, que ma ofereceu, já se arrependeu, porque esta paixão está a abalar a nossa relação - ok, estou a brincar, mas facilmente podia ser verdade, com uma mala assim. Aquilo que mais gosto nela - além do seu ar arrojado com a combinação de vermelho e azul - é o facto de ter vários compartimentos por dentro e por fora, o que aumenta consideravelmente a quantidade de tralha que posso transportar, dão mesmo imenso jeito! É o melhor dos dois mundos para uma pessoa que gosta de carregar a casa às costas mas quer apostar em acessórios minimalistas.

4. Maio Vazio: Maio, o mês mais académico de todos, este ano foi muito triste para todos os estudantes universitários. Até para mim, que já estou a ver "de fora", me custou ver perderem todas as festividades académicas que merecem. Sobretudo os finalistas e os caloiros. A Leonor é caloira este ano e, neste texto, partilha aquilo que é para ela um maio vazio, tal como o título indica. Mando-lhe um abracinho apertado e que as celebrações dos próximos anos compensem o vazio desta.

5. Story Diver: Para quem não viu no stories do meu Instagram, eu estou a reler a triologia "The Hunger Games" para poder ler o novo livro que a Suzanne Collins lançou, " The Ballad of Songbirds", que é uma prequela com o Snow na sua juventude (promete!). E, portanto, o vício de "The Hunger Games" voltou, parece que estamos em 2012 e eu tenho 16 anos outra vez. Quando estava a rever os trailers dos filmes (assim só pela nostalgia), cruzei-me com o canal "Story Diver" . Nos seus vídeos, a youtuber partilha teorias sobre os tributos, sobre como seriam as outras arenas anteriores, quais seriam os Quarter Quells se a revolução nunca tivesse existido... Há certas teorias que nunca me ocorreram, e reler a saga ao mesmo tempo que vejo estes vídeos está a dar-me uma visão muito diferente da história. O melhor de tudo é que a youtuber atualiza o canal frequentemente, e também está a ler o novo livro.


Como foi maio para vocês? Mais animado também?

(Foto: da minha autoria.)

1.5.20

5 coisas: abril 2020


Se março, o primeiro mês de quarentena, já se arrastou penosamente devagar, que dizer de abril? Um mês tipicamente alegre, da Páscoa, que antecede as festas académicas (mesmo já não sendo universitária, estas estarão sempre perto do coração), desta vez ficou marcado pela palavra mais portuguesa de todas: saudade. Saudade das pessoas, do seu afeto, saudades de uma rotina (mesmo que, por vezes, fosse aborrecida), saudade de lanchar numa esplanada... 

Saudades de ser livre. O cansaço já se faz sentir. Ando a contar os dias sem saber quantos dias faltam. E agora, naquilo que quero acreditar ser a reta final desta quarentena já demasiado longa, já só quero uma coisa: voltar para os abraços das minhas pessoas.

Mas enquanto isso não acontece, acompanhem-me em mais um resumo mensal aka de quarentena.


5 coisas que aconteceram


1. Uma Páscoa diferente: Não costumo ligar muito à Páscoa (tirando os chocolates, heheheh), mas este ano senti tanta falta de uma Páscoa em família. Até senti saudades do tocar dos sinos e do beijar a cruz (um ritual com o qual não me identifico muito). No entanto, cá em casa fizemos os possíveis para trazer um pouco do espírito desta festividade católica para o nosso isolamento. Arranjámo-nos como sempre o fazemos todos os anos, fizemos um bom assado, comemos os ovinhos da Páscoa deixados à porta por familiares e, no final da tarde, comemos o ovo cozido para evitar dores de cabeça o ano todo (só não deu para ser em cima de uma ponte). 

2. Uma vizinhança unida: O que começou como um gesto de agradecimento aos profissionais de saúde, as palmas às 22h, com o passar das semanas foi-se tornando num momento de convívio entre a minha vizinhança. As palmas foram dando lugar aos "Tudo bem?" gritado das janelas, aos "Força!", aos "Boa Noite". Começaram a ser cantadas também músicas, buzinadelas e outras cenas aleatórias para fazer os vizinhos rir. Se antes nem achava muita piada às 22h (sim, foi um gesto comovente nos primeiros dias, porém todos sabemos que agora os profissionais de saúde precisam bem mais do que palmas), agora é a hora que mais anseio todas as noites. Porque estamos não só a agradecer, como a fazer companhia uns aos outros, um momento do dia em que estamos todos a dizer aos nossos vizinhos, à nossa maneira, "não estás sozinho/a".

3. Projeto académico: Em dias em que é difícil ser produtiva, envolvi-me num projeto académico que me dá um sentido de responsabilidade, ambição e propósito. Ainda não posso revelar o que é, mas é algo em que vou precisar da vossa ajuda e prometo que não é um questionário chato, é algo empolgante.

4. Uma ode ao pijama: Se em março ainda fiz um esforço para me vestir de roupa normal em casa, em abril os dias foram passados maioritariamente de pijama. Este é um tema que têm causado polémica, usar pijama durante o confinamento. Se durante os fins de semana, na nossa vida pré-pandemia, era tão bom e saudável passar o tempo de pijama, o cenário, supostamente, é outro em quarentena. Existem várias pessoas e até especialistas a dizer que faz mal à nossa saúde física e mental, que faz com que nos desleixemos da nossa imagem corporal, que nos desmotiva... Lamento ter que ir contra a palavra de influenciadores queridos e de especialistas, mas vou ter que discordar. Não é por usar pijama todo o dia que me sinto menos bonita. Aliás, se se sentem feios de pijama obviamente que não estão a usar os pijamas certos. Os pijamas são peças de roupa que podem ser tão giras, com os seus padrões, cores vivas,... Dão-me tanta felicidade! O melhor: são mesmo confortáveis! E, guess what, eu posso estar de pijama e maquilhar-me na mesma, ou pôr uns brinquinhos para ter um ar mais chique. Não se preocupem, também não estou há mês e meio sem tomar banho ou lavar os dentes. E, sim, consigo me sentir bem disposta na mesma. Não preciso de me enclausurar sempre em calças de ganga para me sentir com mais produtividade. O meu problema com a produtividade é mesmo o estar em confinamento, não há peça de roupa que mude isso. Ainda me visto de vez em quando para videochamadas e para passeios higiénicos na minha vizinhança, mas de resto é assim que me  tenho mantido. Dizem que devemos manter as rotinas pré-Covid, e é isso que eu estou a fazer, meus amigos. Sempre estive em casa de pijama, porque a casa é o meu refúgio (principalmente agora), e seria-me irreal estar sempre toda arranjada, estaria ainda mais desconectada da minha realidade.

5. Um pequeno life update das minhas pessoas: Na edição da rubrica do mês passado, desabafei com vocês que tenho familiares doentes, inclusive uma delas com coronavírus. As ótimas notícias é que esse familiar está oficialmente descoronado! Quanto a outros familiares, têm-se mantido em estado estável, dentro dos possíveis, continua é aquele aperto de coração de não os poder ver. Bem, o  importante é que continuamos todos fortes. 


5 coisas que adorei


1. Popsugar Fitness: Apesar da desmotivação, tenho me mantido bastante firme no que toca a exercício físico. O esforço por tornar este rotina essencial à saúde mais divertida continua, e a descoberta deste mês foi este canal, que mistura cardio com dança. Sou sincera, se fossem simplesmente aulas de cardio (que o canal também tem), eu não conseguiria fazer sem me aborrecer passado 5 minutos, por isso esta é a combinação perfeita para queimar as calorias que uma boa aula de cardio permite com a diversão da dança. 

2. Espetáculo "De Passagem": O Guilherme Duarte, autor do blog "Por Falar Noutra Coisa", é um dos meus humoristas preferidos, e tive imensa pena de não ter ido ao seu espetáculo o ano passado, aqui em Braga - calhou no mesmo dia que a minha Imposição de Insígnias e, com tantas cerimónias no mesmo dia, não tinha garantias que fosse chegar a tempo. Por isso, admiro imenso a generosidade dele que, à semelhança de outros artistas nesta quarentena, disponibilizou gratuitamente este espetáculo para nos entretermos. Foi tão bom como imaginava que seria, principalmente aquele intro. Que intro! Quando virem, vão entender o quão boa é. 

3. Movie 36 em Quarentena: Lembram-se do Movie36? Pois bem, a Lyne decidiu ir buscar ao baú de recordações este projeto, e voltar a trazê-lo até nós numa versão quarentena. Desafiou-nos a ver um filme todos os dias, durante 15 dias. Confesso que este desafio veio mesmo a calhar porque, ultimamente, ando mais numa de séries do que filmes. Foi uma cura para a ressaca cinematográfica, de certa forma. As minhas escolhas foram, essencialmente, filmes levezinhos e documentários, as quais podem ver no meu Instagram, está lá um destaque com todos os escolhidos. 

4. Mini bandas de cera depilatórias Veet: As esteticistas não tardam a abrir já na próxima semana, contudo, para aqueles que quiserem esperar mais um bocado (até porque, malta, lembrem-se sempre, vamos todos com calma, vamos desconfinar gradualmente), tenho uma solução para vocês. Sou uma sortuda porque os meus pêlos demoram imenso a crescer, e só no segundo mês de quarentena é que tive que começar a pensar numa solução para depilar o buço e as sobrancelhas. Já tenho uma máquina de cera em casa para as pernas, mas nem pensar usar na cara! Até que uma prima minha descobriu estas mini tirinhas de cera depilatórias que, oh, são uma maravilha! Fácil de remover e não ficam com marcas. Como vêem, há solução para tudo, só não cumpre quarentena quem não quer. 

5. Plano Quarentena - La Casa de Papel: O Professor de "La Casa de Papel" lançou, finalmente, o seu plano para esta quarentena. Ok, não foi o professor, foi o Guilherme Geirinhas, anyway, está igualmente genial! Meus Deus, o trabalho que deve ter dado a montar este vídeo. A voz a sussurrar como o professor está demais, as montagens on point... Ponham os olhos neste menino, se o José Rodrigues de Carvalho motiva na TV, ele motiva no Youtube.

(Foto: da minha autoria)

31.3.20

5 coisas: março 2020

Bem, meus amigos, what a month! 2020, que tinha começado tão bem, atira-nos um grande balde de água fria ao terceiro mês. Ninguém esperava isto, thats for sure! Os novos loucos anos 20 vão ser mesmo loucos, mas não da forma que esperávamos. Março começou com o meu certificado na mão, que prometia todo um novo mundo de oportunidades à frente mas, na segunda semana do mês, com o aumento exponencial de casos de COVID19 aqui em Portugal, foi-me imposta uma quarentena voluntária, que de voluntária não tem muito - aceitei porque é esse o conselho das autoridades mas ai, tantos planos que eu tinha... Bem, a saúde em primeiro lugar, principalmente a dos que nos estão mais próximos porque, como já todos sabemos, isto é uma questão de saúde pública.

Março foi então arrastando-se, a meio gás, com a única certeza que temos que levar um dia de cada vez, com o máximo de precauções possíveis. Assim, acompanhem-me na 3º edição de 2020 da rubrica, que mais parece um diário de quarentena (sim, eu sei que prometi não falar de COVID aqui no blog, e vou continuar a fazê-lo, mas neste resumo mensal não dá para ignorar o elefante no meio da sala).


5 coisas que aconteceram


1. Inscrevi-me na Ordem dos Enfermeiros: A inscrição na Ordem dos Enfermeiros era outra das grandes etapas que desejei durante todo o curso. É como se fosse uma validação de uma equipa de desporto, que nos entrega uma camisola e diz "agora também fazes parte disto". Só que aqui não nos entregam nada, deixam-nos é aceder ao computador para efetuar o nosso registo, com a promessa que dentro de 30 dias recebemos a Cédula que torna tudo ainda mais real, e ainda temos direito a tirar a foto da praxe à entrada. Como a que consta nesta edição da rubrica "5 coisas". Escolhi esta foto porque, apesar de os meus dias terem sido passados maioritariamente de pijama, é isto que eu mais quero recordar um dia, quando pensar em março de 2020.

2. Vida em suspenso: O coronavírus tem sido o assunto no momento nos últimos meses. Aqui em Portugal, foi em março que o assunto ganhou mais destaque, com o aumento exponencial de casos.  No que diz respeito a este vírus, estou numa posição privilegiada. Eu ainda não o contraí (e tenho um sistema imunitário bom caso isso aconteça), não tive aulas nem estágios cancelados por causa das medidas de prevenção, assim como não tive que desmarcar viagens nem grandes projetos que tinha em mente. Porém, não consegui deixar de sentir que a minha vida ficou em pausa. Acabei a licenciatura recentemente e tinha planos para ocupar todo este tempo "sabático": mini escapadinhas aqui no Norte, idas a formações e jornadas de Enfermagem, envolvimento em projetos de voluntariado... Todavia, todos esses planos foram cancelados e, com a incerteza que outros, no futuro, ainda  poderão vir também a ser  cancelados, o mês de março parece que se arrastou. Parece ser difícil continuar com as nossas vidas quando uma pandemia deixa as nossas vidas suspensas. Mas não desmotivemos. Procuremos motivação nos pequenos momentos do nosso quotidiano e nas nossas pessoas. Tudo isto vai passar e, em breve, os nossos dias voltaram à correria normal que tanto desprezamos mas que, em situações destas, nos faz sentir muitas saudades disso.

3. Uma vida alternativa em quarentena: Com milhares de portugueses na mesma situação que eu, em quarentena voluntária, criou-se uma espécie de rotina alternativa, uma réplica digital das nossas vidas antes de todo este caos começar, e foi mesmo engraçado ver o quão várias empresas, organizações e mesmo pessoas individuais se esforçaram para que esta réplica fosse o mais fiel possível à sua versão real. Assim, durante este primeiro mês de quarentena fui a museus, fui a um festival de música (o Festival "#EuFicoemCasa"), frequentei cursos online, compareci numa reunião em videoconferência (algo que nunca pensei que fosse fazer), fui a vários encontros com familiares e amigos através das videochamadas e até vi estreias de cinema no conforto da minha casa. Apreciei imenso toda a dedicação que depositaram para que sentíssemos o menos possível o quanto esta nova realidade nos abalou tudo aquilo que estávamos habituados a fazer.

4. Comecei a aventura da procura de emprego: A minha aventura pela procura de emprego não começou como esperava, mas isso não me impediu de tentar a minha sorte. As entregas de currículos em mão foram substituídos pelos currículos enviados por e-mail, as entrevistas de emprego presenciais pelas telefónicas... Apesar de, desta procura, ainda não ter resultado nenhum trabalho em concreto, tem sido uma boa aprendizagem. 

5. Um ponto dedicado às minhas pessoas: A parte mais difícil de estar em quarentena, além de não saber quando é que as coisas vão voltar ao normal, é não poder ver as minhas pessoas. Principalmente num momento difícil como este, em que tanto precisam de ajuda. Tenho pessoas que me são próximas que estão doentes, uma delas inclusive infetada com o Coronavírus (felizmente não em estado grave, contudo não deixa de ser uma preocupação), e isto é o que tem contribuído, em grande parte, para a minha ansiedade andar em pontos que nunca andou. Os dias até são fáceis de passar, vou mantendo-me entretida das várias formas que já enumerei, mas as noites custam, é cada vez mais difícil dormir bem. Fica aqui então este ponto dedicado a essas pessoas, penso em vocês todas as noites. Estou a torcer para que tudo melhore.


5 coisas que adorei


1. The Sims 2 - 50 fun little details not present in Sims 3 and 4: Se ainda não sabem que eu sou uma viciada em jogar "The Sims", serão mesmo fãs do meu blog? Bem, o que é certo é que eu sou, e ficam também a saber que o meu preferido dos 4 que foram lançados durante estes 20 anos, é o Sims 2. Não sei se é bem porque o jogo é, de facto, mesmo bom, ou pela nostalgia de ter acompanhado toda a minha infância, mas o que é certo é que é, na minha opinião, bem superior aos que foram lançados nos anos seguintes. Este vídeo mostra 50 pequenos detalhes que tornam o jogo simultaneamente mais realista e divertido, de uma forma que os seguintes não conseguiram fazer. Na verdade, é o primeiro de uma série deles que o youtuber fez, portanto preparem-se para um binge-watch de Sims!

2. 6 meses enfermeira - o que aprendi: Sendo eu uma licenciada quase acabadinha de sair do forno, estou interessada, mais do que nunca, em saber as experiências de quem já está há mais tempo nesta jornada, sobretudo se essa jornada se iniciou há pouco mais tempo do que a minha. A minha cara colega enfermeira da blogo, a Ana Garcês, já está há mais de 6 meses nesta aventura, e escreveu este texto a partilhar aquilo que já aprendeu. Ser-me-á, à semelhança dos posts de Enfermagem que ela  fez no passado, muito útil, repleto de conselhos que me irão ajudar agora a mim.

3. O Melhor Glow Up: Num mês em que todos sentimos que as nossas vidas ficaram em pausa, a Mariana Gomes brindou-nos com a sua tranquilidade característica e trouxe-nos um vídeo sobre self-love, um incentivo para valorizarmos todos os pequenos detalhes que podemos valorizar no nosso quotidiano. Numa altura em que a ansiedade de muitos anda a picos, foi bom ter algo que nos lembrasse das coisas boas.

4. O meu último semestre é online: Os finalistas universitários também foram apanhados por este caos. Ia o seu último semestre no início quando as aulas presenciais foram suspensas. Todas as celebrações académicas com que sonharam nestes 4 anos foram canceladas. Mas isso não os impede de acabar a licenciatura com a mesma força que dantes, ou até com mais. A Matilde foi uma das estudantes que foi obrigada a mudar planos por causa desta infeliz pandemia e, neste texto, relata-nos como é que é passar pelo último semestre de sempre  em frente ao computador.

5. ALC Dance- Gaia: Para acabarmos num tom mais feliz - sinto que este post está muito pesado devido à gravidade de tudo isto - deixo-vos uma sugestão para animar a vossa rotina de exercício físico. Durante março, foram muitas as coisas que fiz para tornar o meu momento de exercício de cada dia mais criativo - até fiz aulas de cardio pelo youtube, vejam lá o grau de maluqueira! Aquilo que mais gostei, de tudo o que experimentei, foram as aulas de dança online. Existem vários ginásios a oferecer aulas de dança grátis, mas este é o meu preferido. As aulas são, na sua maior parte, em diretos de Facdebook, mas também têm vídeos, e sempre podem ver os diretos do dia mais tarde, caso não os tenham apanhado na hora.


Como estão aí desse lado? Keep safe!

(Foto: da minha autoria)

3.3.20

5 Coisas: fevereiro 2020

5 Coisas: fevereiro 2020

Ahhh... Fevereiro! Um mês docinho a meio do Inverno, muito bem vindo após a depressão pós-festividades que caracteriza janeiro. Foi generoso com vocês? Comigo foi, muito!

Fevereiro, com os seus 29 dias, passou num ápice, como seria de calcular, mas trouxe consigo coisas tão boas que torna difícil a tarefa de escrever uma introdução digna desta rubrica. Portanto, avançamos logo para as coisas que adorei?


5 coisas que aconteceram



1. Sou oficialmente licenciada: No início de fevereiro, a única etapa que me faltava para concluir a minha licenciatura era a defesa do relatório, defesa essa que correu muito bem (quanto mais não seja porque, ao elaborá-lo e lê-lo tantas vezes à procura daqueles erros mínimos que nos parecem sempre escapar, eu já o sabia de cor). Sou oficialmente licenciada, e sinto-me de dever cumprido. Foram não só 4 anos de muito estudo, como quase toda uma vida a trabalhar nisto (16 anos e meio no total), e não podia sentir-me mais orgulhosa de todo o meu percurso académico. O pequeno acidente a meio do curso, no final, não fez diferença nenhuma: acabar o curso 6 meses mais tarde do que os meus colegas não me fará uma enfermeira mais fraca do que eles. Não importa o quantos desvios façamos no nosso caminho se, no final, conseguirmos realizar o nosso sonho.

2. A saga das idas aos serviços académicos: Uma das desvantagens de fazer o Estágio de Integração (das poucas, felizmente!) é ter que pedir uma pauta antecipada. Era de esperar que fosse apenas enfiar a nota na pauta, mas não, envolve muitas burocracias que eu desconhecia. A brincar, a brincar, já lá ando enfiada há três semanas a fazer pressão. As senhoras de lá já devem estar fartinhas de ver a minha cara laroca heheheh. No momento que vos escrevo, consegui finalmente que a pauta antecipada fosse lançada, e já tenho o meu certificado de conclusão de curso na mãos, yay!

3. Um ano de amor: Vou manter este pontinho curtinho porque, bem, o essencial já foi dito e mostrado por nós os dois ao longo do último ano (e este texto super fofinho que escrevi no dia 14 de fevereiro já está carregado de lamechices; se ainda não leram, corram já para lá que ainda vão a tempo de ler algo bonito). Registo apenas aqui o quão maravilhoso foi celebrar algo que se tornou tão precioso na minha vida. Ansiosa para viver mais disto. 

4. Concerto Harry Potter no Altice Forum Braga: Não sou de estabelecer resoluções de ano novo, mas um dos objetivos que estabeleci em 2020 é ir a mais eventos a nível local. Braga está a ter, cada vez mais, uma grande oferta cultural e, agora que estou livre dos horários académicos rígidos e que, no futuro, terei um horário flexível (vantagens de estar em Enfermagem), poderei ir a mais eventos. Então quando se fala de Harry Potter eu, fã como sou da saga, aproveito logo! Foi assim que fui a um concerto interativo no Altice Forum Braga, ouvir os melhores temas dos primeiros dois filmes da famosa saga, vestida a rigor (não, não fui de capa e cachecol da minha casa, Hufflepuff, mas fui com uma camisola amarela e levei uma varinha). A organização que promoveu o espetáculo fez também uma venda de alguns dos produtos alusivos ao universo de J.K Rowling, e eu trouxe para casa os "feijões" de todos os sabores, que há já muito tempo queria experimentar (se agora que os tenho já ganhei coragem para o fazer, isso já é outra história).

5. Voltaram as leituras de biblioteca pública: Só quando, no outro dia, fui renovar a minha inscrição na biblioteca municipal da minha cidade (a Biblioteca Lúcio Craveiro, para os curiosos) é que me apercebi que já não punha lá os pés há cerca de dois anos o que, para uma devoradora de livros como eu, é muito tempo! Culpa de modernices como o Kindle, que mudou imenso a minha forma de ler, e me permite ler todos os livros que quero, exatamente no momento em que me apetece, sem ter que me deslocar do conforto do meu sofá. Contudo, já sentia falta de ler livros em português, em papel e, para não estar sempre a comprar ou a pedir emprestado, decidi retomar um hábito muito presente durante a minha infância e adolescência.


5 coisas que adorei



1. Wabi-Sabi: A Arte da Imperfeição: Fevereiro ficou marcado por vários regressos à blogosfera, sendo um deles o da nossa querida Joana Sousa. O seu post de regresso fala-nos de um tema com o qual, muitos de nós, nos podemos identificar, Wabi-Sabi, a arte da imperfeição (ainda bem que a Joana pôs o significado logo à frente, quando estava a ler o título, por momentos pensei que iria falar deste wasabi; ainda hoje tenho um trauma com este molho japonês que provei uma vez para nunca mais).  Quantas vezes abandonamos uma ideia porque, por mais que tentemos, nunca fica perfeita, tal como a imaginámos na nossa mente? Quantas vezes nos esquecemos de trazer para o nosso processo criativo a imperfeição, aquilo que evitamos a todo o custo? Eu falo por mim, esqueço-me disto mais vezes do que gostaria de admitir, motivo pelo qual este próprio post está a sair no dia 3 em vez de no dia 1, como é suposto nesta rubrica. E é este o desafio que a blogger nos traz, a abraçar mais a imperfeição.

2. Kill This Love: Acho que é a primeira vez que partilho músicas no "5 coisas", mas não quis esperar pelos favoritos do ano para vos dar a conhecer os meus novos achados musicais. O segundo filme da triologia "To All The Boys I Loved Before" trouxe consigo uma banda sonora espetacular, sendo um dos temas "Kill This Love", das BlackPink, um grupo feminino sul-coreano que não conhecia. O ritmo é contagiante e dá vontade de dançar como elas dançam no videoclip (apesar de não o saber fazer, claro, maior tristeza desta vida!). Sem dúvida que despertou o meu interesse por mais músicas do género k-pop.

3. No Time To Die (Billie Eilish): 
As músicas da saga de filmes 007 parecem ser sempre um género muito próprio e, até agora, nunca houve nenhuma que não tivesse adorado. Aquilo que mais adoro é o facto de colocar uma aura mística em artistas em que não estamos habituados a sentir este tipo de vibe.  A Billie Eilish é um dos mais recentes exemplos. Se ainda duvidam que ela não sabe cantar, oiçam o minuto 3.21.

4. Youtuber Bárbara Cardoso: Descobri esta youtuber através de um vídeo da Mariana Gomes (como sabem, uma das minhas criadoras de conteúdo favoritas de sempre no youtube), e viciei! Apesar de, em certos aspetos, eu não concordar com a Bárbara, adoro a sua personalidade, o seu carisma e a sua criatividade nos vídeos, que são sempre diferentes, mesmo aqueles típicos desafios como "What I eat in a day". Aliás, nesse desafio em específico, ela dá-lhe um toque tão pessoal e espontâneo, com os gatos sempre como personagens secundárias, que eu agora ando a devorar vídeos vegan dela mesmo sem o ser e sem gostar de metade dos ingredientes que refere. Também gosto imenso de ouvir o podcast que ela tem, "Qualquer Dia é muito Tempo".

5. O mergulho de Van Gogh: Outro regresso à blogosfera foi da Carolina Santiago, com uma publicação relativa a uma exposição que está a realizar-se em Lisboa, sobre as obras e a vida do conceituado artista Van Gogh. Mais do que um mero relato sobre a sua visita, a Carolina reflete um pouco sobre o poder que a arte tem em fazer-nos "mergulhar" , em que como também provoca sensações no corpo do mesmo modo que mergulhar na água do mar provocaria.


Como foi o mês mais curto do ano para vocês?

(Foto: da minha autoria)

2.2.20

5 Coisas: janeiro 2020

5 coisas: janeiro 2020

Eis a primeira edição da rubrica "5 coisas" da década! Prometo que é a última vez que faço esta piada, o prazo acaba agora a partir de fevereiro, só queria uma introdução dramática para esta edição. Vamos mergulhar então no meu janeiro de 2020. 

Pela primeira vez em 4 anos, janeiro não começou com o típico stress universitário. Desta vez, começou mais calmo, com um estágio em reta final, um relatório que acabou por ser entregue dois dias antes do prazo e, no no final do mês, uma breve pausa para repor as energias e preparar-me para a apresentação final. Janeiro foi, para mim, um mês levezinho, apesar de todo o trabalho que tive, e um ótimo arranque de 2020. 



5 coisas que aconteceram



1. Início de década começou de uma forma diferente: Sou aquele tipo de pessoas que, por norma, passa o Ano Novo em casa (gosto de pensar que sou aquilo a que chamam "alma velha no corpo de uma jovem"), e têm sido sempre Passagens de Ano espetaculares (com um pouco de criatividade, dá para fazer muita coisa gira em casa). Os planos para o final da década eram para ser os mesmos, até surgir o convite de passá-lo fora de casa, com o namorado e os amigos. Uma boa forma de começar os novos anos 20, com espontaneidade. 

2. Fim do Estágio de Integração: O meu último turno da minha vida, enquanto estudante, foi um turno da noite. Andei 4 anos a explorar e aprender em vários serviços do Hospital de Braga e arredores, mas nenhum estágio me pareceu tão marcante como o Estágio de Integração. Neste derradeiro estágio, aprendemos a perder amor aos horários para comer, para dormir, aos fins de semana, aos planos, por um amor maior, aos nossos utentes, e fazemos isso com todo o coração. Uma pessoa pensa muitas vezes "Caramba, olhem eu, uma mera estudante, e daqui a uns meses sou colega destes enfermeiros espetaculares!" Ou, pelo menos eu, overthinker crónica, pensava isso.  Mas, sem me aperceber, fui evoluindo. Digo sem me aperceber porque, a certa altura, envolvi-me tanto com a dinâmica do serviço em que estagiei como se já lá trabalhasse. E após ter saído da avaliação final nesse mesmo turno, saí a sentir-me uma enfermeira inteira. Mais do que a excelente nota que tive, saí de lá emocionada por saber que marquei os profissionais que trabalharam lado a lado comigo, os pacientes que ficaram tristes por saber que já não iria regressar na semana seguinte, e com a  certeza que serei uma profissional que poderá acrescentar algo ao sistema. A próxima vez que voltar a pôr os pés num hospital será como uma enfermeira, dá para acreditar?!

3. Trabalhar no último relatório: Depois da grande conquista que foi o fim do estágio de integração, ainda faltava uma etapa antes de poder ter o canudo, a elaboração do relatório. No momento em que vos escrevo, o relatório já foi feito e enviado, agora só falta mesmo a defesa do mesmo. Na próxima rubrica "5 coisas", estarei a informar-vos que sou licenciada!

4. Comecei a conduzir com mais confiança: Como sabem, em meados de outubro (mais precisamente no dia 17 de outubro), tirei finalmente a carta de condução. E, tal como temia, devido à fase do meu estágio em que me encontrava (a fazer turnos), passei algum tempo sem conduzir. O típico erro dos recém-encartados, I know! Nesse período de tempo, ainda cheguei a conduzir umas pequenas distâncias, mas nada de significativo. Quando terminei o meu estágio, decidi que tinha que começar a conduzir distâncias de gente e sem parar. A primeira vez que peguei no carro depois de tanto tempo parada não correu tão mal como pensava, aliás, correu bastante bem, e agora, pela primeira vez desde que tenho a carta, sinto-me 100% confiante ao volante. Não sei o que me tem dado, talvez a vontade de conduzir seja mais forte do que a minha autocrítica sempre muito dura. Anyway, mesmo que a experiência ainda esteja a faltar (essa que só vem com o tempo),  a atitude faz muito a diferença. 

5. Almoço nerd com a Ângela: No final de janeiro, reencontrei-me com a Ângela, coleguinha a dobrar, da blogosfera (autora do blog AR) e do meu curso. Apesar de andar nestas andanças há já 5 anos, nunca me deixo de surpreender  com o quão a blogosfera nos aproxima de pessoas tão parecidas connosco, e que poderiam passar despercebidas se não fosse este meio. A nossa agradável conversa girou entre várias paixões, entre elas Enfermagem e literatura, e ainda houve direito a uma troca de livros (o teu livro, Ângela, continua muito estimadinho e pronto para ser devolvido na próxima semana).


5 coisas que adorei


1. A vacina do HPV vai passar a fazer parte do PNV para rapazes em outubro deste ano: O anúncio foi feito no final de dezembro, mas como nessa altura já não temos nenhuma edição da rubrica "5 coisas", não queria perder a oportunidade de me pronunciar sobre o assunto. Já ando há que tempos a defender que vacina do HPV também deveria ser gratuita para os rapazes. O HPV sempre foi altamente divulgado pela comunidade feminina por ser a mais atingida, nomeadamente pelo cancro do colo do útero. No entanto, a população masculina não está livre das complicações provocadas por este vírus, que também podem chegar a ser muito graves, como verrugas genitais, neoplasias e cancro do pénis, da região perineal, perianal e anal. Não nos podemos simplesmente fiar que os homens terão  proteção indireta das mulheres. 

2. Margarida e as suas histórias: No final de 2019, graças a uma reportagem feita pela TVI, conheci a história de Margarida, uma menina de 8 anos que depende de uma garrafa de oxigénio que anda sempre atrás dela para poder viver, causada por uma doença respiratória crónica grave. Fiquei mesmo surpreendida com a energia que aquela rapariga tem, parece uma adulta a dar TED Talks sobre a vida, tal a maturidade que tem! Desde aí, tenho-a acompanhado-a no Instagram para aquela dose diária de inspiração.

3. 1 segundo por dia, por Inês Mota: A Inês, em 2019, decidiu pegar na ideia de gravar 1 segundo por dia, e olhem o quão ternurento ficou! Aparece ela a arriscar com os seus batons, acompanhada do seu chá, os seus livros, a Belka, a sua família, amigos, o Diogo, a Joaninha, a Lyne, a Leonor, as suas viagens,... Vou regressar a este vídeo quando precisar de motivação em 2020, esta linda aesthetic que criou com os seus dias vai-me inspirar a tornar os meus dias ainda mais bonitos.

4. Leandro Rodrigues: Eu tenho uma tendência para ver as coisas mais aleatórias no Youtube (daí ter criado a rubrica "Weird Youtube") e, por conseguinte, os youtubers mais aleatórios. E quando digo mais aleatórios, também inclui aqueles mesmo parolos. Leandro Rodrigues é um desses que se encaixa nesse categoria, com aquele sotaque do norte dos pesados, que só diz merda porteguesmente falando, mas que nos põe 5 minutos a rir. É a versão feminina da Inês Rebelo (se também seguem esta youtuber, digam-me que eles não parecem irmãos separados à nascença)!

5. A Poem About The Bus Scene from "Sex Education": Aviso já que este favorito pode ter ligeiros spoilers da 2º temporada de "Sex Education", pelo que não leiam se ainda não viram. Avançando então em segurança, quem viu a nova temporada desta série incrível (que consegue abordar temas tão importantes de forma descontraída sem, no entanto, retirar-lhes a sua seriedade), sabe que uma das cenas mais marcantes foi a cena do autocarro. Este vídeo, com um poema recitado pela escritora escocesa Erin May Kelly, torna a cena ainda mais poderosa (e aos 32 segundos?! A sincronização com o vídeo é espantosa!), não há palavras, só mesmo vendo!


Como foi o vosso arranque de 2020?

(Foto: da minha autoria)

19.12.19

Uma espécie de "5 coisas" dos 3 meses em que estive ausente

(Mini batota: a quarta foto não foi tirada este ano sequer, mas eu queria algo que representasse o meu Estágio de Integração. Vamos todos fingir que é de 2019)

Voltei à blogo outra vez! Que saudades já tinha de escrever por aqui, mas a vida é assim mesmo, de vez em quando obriga-nos a redefinir prioridades e, mais uma vez, o blog teve de passar para segundo plano. Porém, venho com muitas novidades, algumas das quais pretendo contar-vos hoje, nesta publicação.

Já que não tivemos a rubrica "5 coisas" de setembro, outubro e novembro, eu pensei fazer uma espécie de versão especial da rubrica englobando os últimos três meses, como se fosse a little catch up. Na verdade, fui aos arquivos e acabei de me aperceber que também não tivemos um resumo sobre o mês de agosto, portanto vamos englobar um pouco dele também.

Também vamos ter na mesma o segmento "5 coisas que adorei" porque, apesar de ter passado muito do meu quotidiano offline nos últimos tempos, também fui vendo o que se passava pela blogo, pelo youtube e noutros meios.

Fazendo agora um balanço dos últimos meses de 2019, estes foram muito cansativos (a razão principal pela qual estive ausente), mas também foram muito felizes, porque já atingi alguns objetivos e estou perto de atingir outros para os quais já trabalhava há muitos anos. Setembro foi o habitual início entusiasmante de ano (já sabem que, para mim, o ano começa em setembro e não em janeiro), outubro foi a spooky season e trouxe consigo mais conquistas, e novembro é aquele mês que nunca tem muito a oferecer, é mais a antecipação do que vem em dezembro mas que, ainda assim, teve os seus pontos altos. Acompanham-me no último balanço do ano? (o próximo só vem em 2020, na próxima década, can you believe?)


5 coisas que aconteceram


1. Fui a Lisboa: Ainda em agosto, fiz uma viagem em Lisboa. Regressei a muitos sítios, como o LX Factory, porque alguns dos meus companheiros de viagem nunca tinham ido lá, e fui a outros novos. Foi tão bom regressar à capital e constatar que, ultimamente, tenho tido oportunidade de o fazer com mais frequência. Qualquer dia conheço Lisboa tão bem como o Porto. 

2. Comecei o meu estágio de integração: Os leitores mais atentos e que me seguem há mais tempo devem saber que, o meu 2º ano de Enfermagem não foi nada fácil para mim, tive uma doença (um problema de intestinos) que até hoje me afeta um bocado e, portanto, num dos estágios não tive tanto aproveitamento como gostaria de ter tido. Este ano, repeti esse estágio em fevereiro, e agora, desde setembro, estou a fazer o meu Estágio de Integração à Vida Profissional. Decidi manter durante algum tempo esta parte da minha vida em privado, porque, no fundo, o facto de acabar o meu curso com seis meses de atraso era algo que ainda me afetava um pouco psicologicamente e não me sentia pronta para falar disso no blog. Agora, mesmo na reta final do meu Estágio de Integração, sinto que é a altura de abordar o assunto e provar (a mim mesma e aos que me lêem) que a vida por vezes não corre como planeámos mas que, no final, tudo bate certo, como peças de um puzzle.

3. Dediquei-me mais aos meus hobbies e explorei novos: Passar mais tempo fora da blogosfera deu-me a flexibilidade que eu precisava para ter mais tempo livre para dedicar às coisas que me dão prazer, como ler, ver filmes e séries, e também para novos hobbies, como origami (a panca começou por causa de "La Casa de Papel", também quero fazer origamis como o Professor) e aprender como funciona o Wordpress (é possível que eu vou me mudar para esta plataforma em 2020). Confesso que esta pausa blogosférica também era necessária para renovar a inspiração, ocupar-me com coisas diferentes, e voltar com novas ideias.

4. Tirar a carta: Em outubro, finalmente atingi o objetivo de tirar a carta. Sim, demorei uma quantidade absurda de tempo a obter a minha licença (quase um ano), entre estágios de enfermagem, outros compromissos pessoais e ansiedade. Porém, graças às pessoas fantásticas da minha escola de condução, ao meu instrutor, às minhas pessoas e, claro, à minha resiliência, e agora sou mais um perigo na estrada, como se costuma dizer. 

5. Comecei a fazer noites: A primeira parte do meu Estágio de Integração foi em centro de saúde, e em novembro comecei a segunda parte, em contexto hospitalar. A novidade do último, derradeiro estágio, é trabalhar nos turnos da noite. Fazer noites não foi uma adaptação tão difícil como eu pensava que seria. Como é natural, os primeiros turnos custaram um pouco porém, com o passar do tempo, e com a criação de estratégias (que partilharei mais tarde com vocês) foi-se tornando cada mais fácil. Agora, aquilo que ainda custa um bocado são os dias a seguir, que parece que são de ressaca heheheh, e a incompatibilidade de horários com os outros (ai ai, os convites aos fins de semana que já recusei). 


5 coisas que adorei


1. Vídeos da Mariana Gomes sobre o Japão: Foi um bocado difícil para nós, seguidores da Mariana Gomes, estarmos um mês no verão sem vídeos dela, mas sabemos que foi por uma boa causa. O namorado dela, o Duarte, estava a fazer Erasmus no Japão e, em agosto, foi o reencontro tão esperado, numa viagem inesquecível no país dos palácios imperiais, dos templos grandiosos, dos parques montanhosos e da comida com pauzinhos. Deu um gosto enorme ver, não só pela aesthetic habitual dos vlogs da Mariana, como também pelo brilho no olhar que os dois tinham por estarem juntos após imensos meses a comunicar exclusivamente pelos meios tecnológicos (couple goals!). São quatro vídeos (mais alguns extras a explicar a organização da viagem), correspondentes às quatro semanas em que esteve lá, que vale mesmo a pena ver. 

2. Maquiei um cadáver e olha no que deu: Há uma nova tendência no Youtube que promete revolucionar a beleza, que é a necromaquilhagem, porque todos nós temos direito a arrasar, mesmo quando morremos. Neste vídeo aprendem a melhor forma de maquilhar um corpo já em várias fases de decomposição. Estou a brincar, é apenas mais um vídeo de humor do canal Porta dos Fundos, que está genial e muito bem feito. Palmas para a Tia Rossana, que parecia estar mesmo morta. Que atriz!  O mais engraçado é que este vídeo, tal como muitos do Porta dos Fundos, é uma sátira, neste caso às youtubers de moda/beleza que fazem tutoriais sobre tudo e mais alguma coisa, e também às espectadores, que consomem todos os seus conteúdos sem refletir. 

3. It Takes a Village- a importância da comunidade: A Sofia definiu na perfeição aquilo que sinto em relação a este mundo dos maravilhosos dos blogs. A comunidade é o mais importante na blogosfera, aquilo que a torna tão bela, muito para além dos números. No seu texto, a Sofia faz uma comparação que eu adorei, que passo a citar "Há um ditado, de origem africana, penso eu, que diz: it takes a village to raise a child. Acho que conseguimos aplicá-lo aos blogs. Talvez não seja necessária uma aldeia para criar um blog. Mas é necessário uma aldeia para o manter, para lhe acrescentar valor. Até para sentir que não estou aqui sozinha, a escrever só para mim."

4. Trello: Como já todos sabem por esta altura, eu faço listas para tudo. E também o faço no telemóvel, para poder aceder a elas facilmente em todo lado. Há alguns anos, utilizava a app Todoist, depois passei a utilizar uma app qualquer estilo post-its, mas comecei a sentir que nenhuma destas duas correspondia às minhas necessidades. São listas demasiado estáticas que, ao final do dia, não permitem registar o meu progresso, e quando temos uma vida académica, trabalhos, blog e tudo mais para gerir, é muito limitador. Recentemente, descobri a aplicação Trello e era algo que me teria dado bastante jeito no tempo em que tinha aulas. Permite-me fazer listas fluídas e dinâmicas de todas as minhas tarefas e, ao mesmo tempo, visualizar todos os detalhes sobre as mesmas, o progresso, e eventuais prazos se existirem. Com outras ferramentas, não existia meio termo - ou fiz aquele relatório, por exemplo, ou não fiz. Daqui a uns tempos, quando estiver mais familiarizada com o Trello, talvez faça uma publicação. 

5. Lilsimsie: Recentemente, deu-me as saudades de jogar Sims, mas como ainda estou em estágio e todos os viciados em Sims sabem que, quando se volta a jogar, não se consegue parar, em vez de ligar o jogo, decidi então ver trailers antigos dos Sims (yep, quando não estou a jogar sims estou a ver vídeos sobre Sims). Pelo caminho, e com as recomendações do Youtube, descobri uma comunidade que nem sequer sabia que existia, os youtubers simmers. A minha preferida até ao momento é a Lilsimsie, uma estudante universitária de teatro, que fala demasiado depressa,  que faz casas incríveis super detalhadas, e que consegue fazer vídeos hilariantes a partir de meras coisas aleatórias que acontecem durante o jogo. Daqui alguns dias, vou fazer uma publicação com outras recomendações (e, preparem-se, não vai ser a única publicação, vêm aí muitos posts sobre Sims).


Contem-me agora vocês? Quais são as vossas novidades dos últimos meses?


(Foto: da minha autoria)

6.8.19

5 coisas: julho 2019


Julho foi não foi o meu mês habitual de férias, foi atipicamente agitado, embora não necessariamente no sentido negativo. Foram muitas as coisas programadas na agenda e foi preciso alguma ginástica para me dividir pelos vários planos e pessoas, mas todo o esforço resultou em dias bem aproveitados. Vivi e aprendi imenso durante este mês, por isso acredito que valeu a pena adiar as férias para agosto.


5 coisas que aconteceram


1. Primeira sessão de depilação a laser: A depilação a laser pode ser considerada uma opção cara para alguns mas, para mim, é um grande investimento que vai compensar muito no futuro, com a promessa de que nunca mais me vou ter que preocupar com pêlos em determinadas zonas do corpo nem com a dor que a depilação a cera causa. Pensava que ia doer um pouco ou queimar, mas não senti nadinha, só um leve desconforto em determinados momentos da sessão (isto deve-se ao facto de eu ter a pele branquinha, quem tem a pele mais escura sente mais dor, deve ser por este motivo que eu li experiências sobre pessoas com uma opinião diferente). Vou fazer uma publicação sobre o assunto, porque ainda são muitas as dúvidas que as pessoas têm sobre este método de depilação, algumas das quais eu partilhava antes de o fazer. 

2. Baile de Finalistas: O meu último baile de finalista de sempre foi o acontecimento mais especial deste mês (daí ser também a foto de capa desta edição da rubrica) e o mais especial de todos os bailes dos meus 16 anos como estudante. Já tive baile de finalistas no 9º ano, no 12º ano, mas nenhum soube tanto a despedida como o da faculdade. Talvez por irmos todos especialmente formais, por ser o derradeiro e por estar acompanhada pelas pessoas que mais me marcaram durante estes quatro anos (as minhas cândidas <3).  Fui com o vestido azul que vêem na foto, mesmo ao meu próprio estilo (sinto-me sempre mais eu própria de azul, a minha cor favorita). 

3. II Encontro de Feridas: Não costumo destacar aqui nesta rubrica todas as formações a que vou, mas esta tenho mesmo que destacar, sobretudo para a malta de Enfermagem como eu. Sinto que ao longo da licenciatura não é  trabalhada tão a fundo esta temática de tratamento de feridas, e foi por isso mesmo que me inscrevi imediatamente nesta palestra organizada pela APTFeridas mal soube dela. Foi abordado um pouco de tudo, muito mais pormenorizadamente do que esperava (a certa altura foi tanta informação que tive de tirar fotos aos powerpoints), foram apresentados casos clínicos para aplicar na prática, foram oferecidos materiais de penso (aleluia que oferecem coisas em eventos de Enfermagem, para satisfazer a nossa necessidade de "roubar" coisas em congressos),... Aconselho mesmo a irem a um evento organizado por esta associação, porque aprendem imenso! O próximo será em Novembro, no Pavilhão Multiusos de Gondomar, e abordará o tema "Produção e Difusão de Conhecimento" . O site da associação  tem  também disponível um repositório com vários documentos muito úteis relativamente a tratamento de feridas, é um bom complemento. 

4. Dias de praia e de piscina: A época balnear começou oficialmente à moda da Cherry, a rebentar as havaianas (podia ter acontecido isso no final do verão ao menos, não era?). Juntando ao horário muito ocupado um verão tímido, foi difícil arranjar dias para ir à praia ou à piscina. Apesar disso, ainda deu para apanhar uns bons banhos de sol, o que já  fez com que sentisse um pouco o sabor das tardes de verão despreocupadas. 

5. Quatro meses de voluntariado: No final de julho, despedi-me da instituição que me acolheu durante quatro meses como voluntária. Para quem não sabe, decidi estrear-me no voluntariado em abril, quando surgiu a oportunidade perfeita para tal. Ao longo destes quatro meses, foi-se tornando numa rotina que me apaixonava, e confesso que me custou muito sair. Saí de lá com novas aprendizagens, histórias de seres humanos incríveis e com vontade de voltar lá um dia, assim como envolver-me em mais projetos de voluntariado. 


5 coisas que adorei


1. 9 coisas que a mãe do Ruca faz e eu não consigo: Não sou mãe, mas identifico-me totalmente com esta publicação. Em criança, nunca fui muito fã do desenho animado "Ruca", mas só em adulta é que este se tornou um ódio de estimação (graças a Deus que  não tenho primos pequenos senão teria suportar isto a dar na TV). Tal como a autora do post refere, não é o Ruca que causa mais incómodo (fazer birras, estar sempre a questionar as coisas, tudo isto é normal), é mesmo a mãe que é irrealista, e estes são apenas 9 exemplos. 

2. Dicas e Factos sobre a Disneyland Paris: A Disneyland Paris é a viagem de sonho de quase todas as crianças e, muitos de nós, adultos, ainda não desistimos de ir lá (eu incluída!). A Inês revisitou este local mágico, 10 anos depois, e deixou-nos conselhos/curiosidades preciosas, que merecem ficar  guardados nos favoritos do nosso navegador para consultar quando chegar a nossa vez de viver a magia da Disney no parque temático mais famoso do mundo. 

3. La Casa de Pastel: Os vídeos promocionais da Netflix são sempre qualquer coisa de espetacular, pela total aleatoriedade (cheira-me que, um dia destes, ainda vamos ter uma edição especial Netflix da rubrica "Weird Youtube"). No entanto, com a série "La Casa de Papel" eles deram-lhe bem! Depois do grande sucesso da chamada do Marcelo a Raquel (agora conhecida como Lisboa) , eles fizeram ainda melhor. Como? Puseram a Lisboa a roubar o segredo mais bem guardado de Portugal.  Até a intro desta "nova parte" de "La Casa de Papel" fizeram. 

4. Things nursing students say: Queridos leitores e leitoras, estes foram os meus pensamentos durante os 4 anos da licenciatura de Enfermagem, resumidos em 3 minutos. Igualzinho! Para os futuros estudantes, este é o trailer da comédia/drama que vão viver. 

5. Uma enfermeira inteira- a minha Queima das Fitas: Obrigada à minha querida colega enfermeira Ana Garcês por expôr, mais uma vez, Enfermagem como realmente é, sem florzinhas. Neste texto em que a Ana reflete sobre esta etapa que acabou, ela fala sobre como o seu percurso nem sempre foi fácil, como teve vontade de desistir, como sofreu com as cargas horárias malucas, enfim, como todo o curso no geral foi bastante exigente e que testou os seus limites, mas também como, no fim, tudo valeu a pena. À medida que lia, revivi muitos momentos do meu próprio percurso e que me fizeram chegar onde cheguei. Boa sorte à minha fellow nurse, o resto da tua vida começa agora, como bem disseste.


E vocês? Como foi o vosso julho?

(Foto: da minha autoria)