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25.2.17

Filme: Jackie (2017)


Depois de ter ido ver o filme "La La Land" , a minha maratona de filmes para os Óscars continua, desta vez com o filme "Jackie" ( não sei se "maratona" é o termo correto, uma vez que, com o pouco tempo que tenho, é provável que me fique por estes dois). 

Sou uma pessoa que adoro saber tudo sobre a História, portanto não poderia deixar de ver este filme, sobretudo com uma atriz fantástica como a Natalie Portman.

Sinopse


Jacqueline Kennedy tinha apenas 34 anos quando o seu marido foi eleito Presidente dos Estados Unidos. Elegante, chique e inscrutável, tornou-se instantaneamente num ícone, uma das mulheres mais famosas do mundo, com o seu gosto pela moda, artes e decoração amplamente admirado. Mas a 22 de novembro de 1963, durante uma viagem de campanha a Dallas, John F. Kennedy é assassinado, e o fato cor-de-rosa de Jackie é manchado com o sangue do marido. Ao embarcar no Air Force One de volta a Washington, o mundo de Jackie ( incluindo a sua fé), está completamente destruído. Traumatizada e transtornada, na semana seguinte enfrenta o inimaginável: consolar os seus dois filhos, desocupar a casa que ela restaurou, e planear o funeral do marido. Jackie rapidamente percebe que os próximos sete dias determinarão como a história irá definir o legado do seu marido, e como ela própria será lembrada  ( Trailer: aqui).


A minha opinião



Depois de tantos filmes sobre o assassinato de John Kennedy, achei que este se fosse centrar na relação conturbada do casal.  No entanto, "Jackie" faz um retrato da primeira-dama na semana que se seguiu à morte do marido. Este retrato vai, de forma gradual, deixando de ser apenas de uma mulher magoada, e passa a ter alguns contornos políticos, passando também por Jackie no papel de mãe.

Sem revelar muito sobre o filme, a história é contada em três momentos: a do assassinato, uma entrevista e uma conversa com um padre. Achei bastante interessante a forma como o filme se foi desenrolando à volta destes três momentos.

Esta é uma grande história sobre perda, honra e legado. Jackie não faz o funeral do marido só por causa dela própria, mas também para se certificar que John Kennedy não fica para sempre lembrado apenas por três palavras ( " Monroe", "Fidel" e " mísseis"), e para se certificar que a família Kennedy fica bem retratada na História. Daí a sua vontade quase obsessiva do marido ter um funeral tão grandioso como o do  Abraham Lincoln. 

Todos nós sabemos algo sobre esta época da História e sobre o casal Kennedy. Por esse motivo, fiquei bastante confusa quando a relação deles foi retratada como perfeita, quando todos sabemos que  esteve muito longe disso ( é, porventura, uma das minhas únicas críticas a este filme). 

Independentemente das qualidades e defeitos de Jacqueline Kennedy, ela teve, de certa forma, mérito, por ter organizado o funeral do marido desta forma. Nem todas as mulheres, após as mortes dos maridos, têm que lidar com tantos detalhes logo na semana a seguir à sua perda. Jackie teve que preparar todos os detalhes de um funeral digno de um Chefe de Estado, teve que lidar com a imprensa, com as preocupações de segurança, ao mesmo tempo que tentava consolar os seus filhos pela perda bastante precoce do pai.

A prestação da atriz Natalie Portman foi, tal como esperava, brilhante. Trata-se de um papel muito exigente, que certamente exigiu muita preparação por parte da atriz que, ao longo do filme, fez muitos monológos, teve muitas cenas sozinha, e basicamente, retratou sozinha o papel de uma ex-primeira dama conturbada e traumatizada. Entre ela e a atriz Emma Stone, do filme " La La Land", a corrida para o Óscar de melhor atriz vai estar muito renhida ( eu, pessoalmente, quero que a Emma Stone ganhe, porque adorei o filme, mas talvez a Natalie Portman mereça mais o prémio).

É um filme cativante, hipnotizante, ideal para aqueles que adoram História e querem saber mais sobre um dos acontecimentos mais marcantes que já aconteceram na Casa Branca.


E vocês? Já viram o filme? O que é que acharam?


8 comentários: