"". Life of Cherry: 5 lições de vida que o livro " A Culpa das Estrelas" me ensinou !-- Javascript Resumo Automático de Postagens-->

4.7.16

5 lições de vida que o livro " A Culpa das Estrelas" me ensinou


( Atenção:O post contém spoilers. Se não leste o livro, não leias este post).

Quem segue o meu blog, já deve ter percebido que adoro ler. E todas as histórias de todos os livros que leio ficam sempre no meu coração, e marcam-me sempre de alguma forma. No entanto, há livros que nos marcam mais do que outros, e nos dão lições de vida tremendas, como foi o caso do livro " A Culpa é das Estrelas".

Li este livro o ano passado ( se não me engano, leio tantos livros que já nem sei) e adorei. Não chorei como muitas raparigas, porque para eu chorar é preciso muito ( em toda a minha vida só chorei a ver dois filmes), mas confesso que fiquei com "a lagriminha no canto do olho"quando acabei este livro.

Há dias atrás estava sem nenhum livro para ler, portanto decidi olhar para a minha estante, e acabei por pegar neste livro e voltar a lê-lo. Voltei a recordar não só a escrita brilhante de John Green ( que faz histórias simultaneamente engraçadas e comoventes) como as grandes lições de vida que aprendi com este.


1. Não devemos temer o esquecimento: Numa parte do livro, Augustus Waters  refere que o seu grande medo é o esquecimento. Ele não queria morrer sem deixar um grande legado no mundo, mas Hazel Grace tinha uma perspetiva diferente, com a qual eu concordo. O esquecimento é inevitável. Existem tantas pessoas neste mundo que é impossível marcá-las todas de igual forma ( nem sequer metade conseguimos marcar), quanto mais sermos  recordados por estas. O importante não é sermos recordados, mas inspirarmos alguém, nem que seja apenas uma pessoa em apenas um momento. Todos nós somos importantes para este mundo, talvez não para todo o mundo, mas para as pessoas que nos amam. É mais importante sermos amados profundamente do que vastamente.

2. A vida nunca acontece exatamente como nós planeámos: As personagens Augustus e Hazel não planeavam ficar doentes, no entanto ficaram. Este talvez seja um dos aspetos mais frustrantes desta vida. Fazemos tantos planos, como construir uma carreira, viajar pelo mundo e constituir família, mas de um momento para o outro uma doença pode destruir-nos os planos todos. Devemos fazer planos apesar desta hipótese, obviamente, mas devemos viver mais no presente.

3. O mundo não é uma máquina de realizar de desejos: Esta é uma das minhas frases favoritas do livro. Todos nós fomos habituados a acreditar , desde pequenos ( com os filmes da Disney) em finais felizes mas, infelizmente, na vida real nem sempre existem finais felizes e nem todos os nossos desejos se realizam, e o livro " A Culpa é das Estrelas" transmite-nos essa forte mensagem. No entanto, devemos sentir-nos gratos por tudo aquilo que temos, e apreciar os bons momentos e memórias que vamos fazendo porque, embora a viagem que é a nossa vida não seja perfeita, devemos aproveitá-la enquanto esta dura.

4. Aprecia os teus pais e pessoas que te protegem: Eu sei, eu sei, estão sempre a dizer-te para dares mais valor aos teus pais, apesar de eles serem um chatos na maior parte das vezes ( o que também é verdade!), mas é mesmo verdade. Nós tomamos os nossos pais e a nossa família por garantido, e em momentos maus esquecemo-nos frequentemente dos esforços e dos sacrifícios que estes fazem por nós.  Sei que há coisas que não concordas com os teus pais, que gostavas que não tivessem feito, mas eles fizeram tudo para o teu bem ( ou, pelo menos, aquilo que achavam que era o melhor para ti). Dá mais valor aos teus pais e agradece-lhes por tudo o que eles te fizeram. Porque não há amor mais incondicional neste mundo do que o amor que os teus pais têm por ti.

5. Respeita sempre as pessoas, não sabes as batalhas que andam a travar: Também me apercebi desta lição no meu estágio no hospital, e agora que passei por essa experiência, este livro ainda está mais no meu coração. Estamos sempre tão concentrados nos nossos problemas, que pensamos que a nossa vida é mais difícil do que a de toda a gente, e esquecemo-nos da pessoa que está ao nosso lado. Todos nós temos os nossos problemas e as nossas batalhas com o mundo, por isso respeita todas as pessoas de igual forma, porque não sabes os problemas que ela estará a enfrentar neste momento.


Já leram este livro? Que lições aprenderam com este?

(Foto: Etsy)

24 comentários:

  1. Eu só vi o filmes mas tenho a dizer que é um filme maravilhoso e que toca no coração das pessoas...
    Beijinhos
    Cantinho da tequis
    Facebook Cantinho da tequis

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    1. Eu também vi o filme, e até foi bastante fiel ao livro ( tirando algumas partes), gostei bastante também :).

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  2. Tão verdade! Li o livro e vi o filme e ainda hoje adoro. Não é um cliché, é uma história que, apesar de não ser real, podia perfeitamente ser. :)

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    1. É verdade, esta história podia ser perfeitamente real, e provavelmente é real para alguém deste mundo.

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  3. vi o filme e tenho o livro. mas ainda não consegui ler não sei porquê.

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    1. Devias ler, o livro é melhor que o filme :).

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  4. Eu só vi o filme e concordo plenamente com aquilo que tu disseste aqui. Tirei as mesmas conclusões quando vi o filme, ensina-nos imenso :)

    http://cidadadomundodesconhecido.blogspot.pt/

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  5. já li este livro há algum tempo e confesso que a maior parte destas lições me passou ao lado; na altura concentrei-me mais na historinha bonita e no facto de o gus ter morrido, que era exatamente o que eu não queria. ao ler o teu post percebi que, de certa forma, o próprio final do livro nos mostra que temos que lidar com coisas que não queremos, que nem tudo é um conto de fadas.
    mas adoro o livro pela perpetiva realista que nos dá sobre a vida e adorei as tuas reflexões!
    beijinhos, Noelle :) http://supergirlinconverse.blogspot.pt/

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    1. Eu fiquei tão destroçada com o final do livro! Pois, bem visto, o final é uma prova que temos que lidar com coisas que não queremos.

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  6. Posso acrescentar algo? Na parte famosa em que o Augustus mete o cigarro na boca e diz ser uma metáfora, também podemos retirar uma lição. Sabemos o que nos faz mal (e como teimosos que somos!) continuamos a fazer o mesmo ou utilizar o mesmo.

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    1. É bem visto, mas eu não interpretaria a metáfora dessa forma. Eu interpreto da seguinte forma: todos nós temos o poder para cometer crimes ou cair em vícios ( como o caso de fumar), mas todos os dias escolhemos não o fazer. E acho que a metáfora de Gus é precisamente essa: ele podia muito bem fumar o cigarro, mas escolheu não o fazer, escolheu apenas metê-lo na boca sem o acender, para não se matar aos poucos a fumar.

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  7. Se não estou em engano também o li o ano passado e fiquei realmente apaixonada pela história além disso ensina-nos imenso!

    Beijinhos, Hellen
    http://instantesimprovaveis.blogspot.pt/

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  8. Não li o livro, apenas vi o filme e comoveu-me... Por vezes julgamos sem saber o que está por detrás da capa que todos temos!

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  9. John Green é, de facto, um ótimo escritor! Não chorei com o livro nem com o filme, mas gostei imenso de toda a história (apesar do meu preferido dele ser o À Procura de Alaska).

    Quais foram os dois filmes em que choraste? Fiquei curiosa :p

    Beijinhos, Dalila ♡ | The Lost Louboutin Blog | GIVEAWAY A DECORRER ❤ |

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    1. Curiosamente, esse também eu o meu favorito :).

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    2. Chorei a ver o Titanic ( sim eu sei, mas eu tinha 10 anos) e a ver o " Menino de pijama listrado" ( o final deste foi tão deprimente).

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    3. A sério? Eheh.

      Eu sou uma chorona no que toca a filmes, esses dois também não escaparam às minhas lágrimas x) já viste o A Vida é Bela? (Também tem a ver com a 2GM, daí lembrar-me) Dos meus favoritos, chorei baba e ranho!

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    4. Também vi esse, mas não chorei,apesar de ter adorado e tera ficado triste com o final.

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  10. Acrescentaria um outro ponto à tua lista: para mim, o livro (ao contrário do filme) não é sobre o cancro. É sobre pessoas, crianças, famílias que têm de lidar com esta doença. O livro retrata o cancro de uma perspetiva muito positiva - no meu ponto de vista - e, tal como tu, sendo eu estudante de Enfermagem, esta perspetiva agrada-me porque, durante o desenrolar do enredo, assistimos a adolescentes que nunca o deixaram de ser, apesar das circunstâncias. Assistimos também ao crescimento das personagens, às suas opiniões (por exemplo, a Hazel é vegetariana), aos seus desgostos de amor...
    Gostei de ler o livro porque, para mim, retrata muito mais do que "O Cancro" e os "coitadinhos" que tiveram cancro. Concordo com tudo o que disseste!

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    1. Adorei a tua abordagem do livro :). Foi disso que eu também gostei no livro, dá-nos uma lição que as pessoas são muito mais do que a doença que têm, as suas doenças não a definem.

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  11. Sim já o tinha lido e gostei bastante de ler as lições que retiraste do livro, especialmente a primeira. Acho que foi apenas a primeira e terceira lição que eu tinha retirado.

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  12. Confesso, fui das pessoas que chorou tanto com o livro como com o filme. Adorei a forma como o John abordou este assunto do cancro de forma tão subtil, moldando personalidades bastante distintas. Apesar do grupo de amigos partilhar do fator "doença", uma das coisas que aprendi com eles foi a valorizar as minhas amizades e o que os meus amigos podem fazer por mim, principalmente na parte em que eles vão atirar ovos à casa da ex. do Isaac. Embora fossem impossibilitados fisicamente, o Gus e a Hazel Grace foram lá com o Isaac e ajudaram-no a livrar-se daquela frustração de ter sido rejeitado por causa do cancro...
    Incluindo as tuas aprendizagens e esta que aqui incluí, "A Culpa é das Estrelas" ensina-nos muuuuuita coisa! Talvez um dia destes o releia! :P

    A Vida de Lyne

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    1. Eu não chorei cim o filme, mas fiquei com " a magriminha no canto do olho".
      Essa também é uma das grandes lições que John Green nos deu : a amizade. Cobordo contigo, adorei o facto de o Gus e a Hazel, apesar das suas limitações físicas, irem ainda assim para casa do Isaac apoiá-lo. Todas as pessoas deveriam ser assim.

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  13. adoro as liçoes que este filme nos transmite. não li o livro completo mas o que li adorei!

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