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22.7.15

No meio da multidão.


 Gosto de apreciar pessoas desconhecidas. Gosto de me sentar numa esplanada num café qualquer no meio da cidade, e apreciar muito discretamente ( sem ser uma stalker)  as pessoas que vão passando na rua. Gosto de imaginar que vidas levarão, que profissão é que têm, se são ou não casados, se terão filhos, os problemas que têm e até mesmo os seus pensamentos, os seus desejos, o que temem e quais os seus sonhos.

E depois ocorre-me sempre o mesmo pensamento à cabeça: é engraçado como neste mundo existem cerca de 7 mil milhões de pessoas.  No meio de tanta gente, é difícil considerarmos alguém especial/diferente dos outros. Cada pessoa é mais uma no meio da multidão, com uma vida certamente igual à de tantas outras. Mas cada pessoa tem uma identidade única, uma personalidade única, sentimentos complexos e por vezes contraditórios, desejos diferentes e sonhos ambiciosos.

E, no entanto, no meio desta grande população mundial, existem pessoas exatamente como nós, que neste momento estão a enfrentar os mesmos problemas que nós, que têm exatamente os mesmos sonhos e desejos, que têm os mesmos interesses que nós e ,um dia, o acaso ou o destino farão com que os nossos caminhos se cruzem e essa pessoa, que começa por ser um mero desconhecido, torna-se depressa uma parte das nossas vidas e nós sentimo-nos sortudos por termos encontrado alguém que nos compreenda.

11 comentários:

  1. Faço a mesma coisa. Às vezes na escola sento-me num banco e fico a imaginar o que pensarão professores a alunos que ali passam...

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  2. Quando andava na escola fazia isso :)

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  3. Os meus intervalos na secundária, quando tínhamos aulas no monoblocos, eram passados assim :))
    Beijinhos*

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  4. Cherry, isto foi tão bonito. Gostei tanto, identifico-me muito com este pensamento, muitas vezes, penso no mesmo. Quantas vezes dei por mim, no comboio, a pensar sobre isso...

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  5. Respostas
    1. Obrigada :). Mas a foto não é da minha autoria, só o texto é que foi escrito por mim.

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