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sábado, 29 de abril de 2017

Como os meus hábitos saudáveis estão a mudar a minha vida


Quando somos novos, não valorizamos a nossa saúde. Achamos que temos muitos anos pela frente, tantos que até parece que somos imortais, portanto não temos cuidado nenhum com a nossa saúde, nem preocupação se somos saudáveis ou não. Os erros que cometemos só se fazem sentir quando somos mais velhos, e é nessa altura que nos arrependemos de metade do que fazemos. Só quando perdemos a nossa saúde, é que percebemos o quanto importante esta é.

Sempre fui uma pessoa relativamente saudável, porém também tive a minha dose de erros. Erros que continuei a cometer até ver o meu corpo a começar a reagir. Aí fiquei mais alerta para este, percebi que não seria nova para sempre, pelo que devia começar a preocupar-me com a minha saúde e em desenvolver hábitos de vida saudáveis, não só para ter mais energia e bem-estar, mas também para prevenir doenças e ter uma melhor qualidade de vida.

Desenvolver hábitos de vida saudável não se trata apenas de perder peso, de ver quem é a mais magra, como muitas pessoas acham hoje em dia. Trata-se de desenvolver hábitos que promovam a nossa saúde, o nosso bem-estar, e que promovam uma melhor relação com o nosso corpo.

Ao longo do tempo, tenho vindo a desenvolver novos hábitos saudáveis que mudaram completamente a forma como eu vivo a minha vida e como eu me sinto em relação a mim e ao meu corpo. E é incrível verificar o quanto eu mudei ao longo do tempo, física e mentalmente. Hoje partilho com vocês algumas das mudanças que, lentamente, estão a mudar a minha vida.


Comida


Até ao final do meu secundário, eu nunca tive uma relação saudável com a comida. Quando era mais nova, até aos meus 13 anos, eu nunca tinha fome, saltava refeições, e comia pouco. Por volta dos meus 14 anos, com o aparecimento da minha menstruação e todo um conjunto de mudanças corporais que me foram transformando numa mulher, comecei a ganhar muito apetite e a comer porcarias. Só para terem noção, eu lanchava todos os dias um croissant com manteiga e um Ice Tea de limão no intervalo da manhã. Continuei a alimentar-me desta forma até chegar aos 17 anos, altura em que o meu metabolismo mudou, e ganhei quase 5 quilos num curto espaço de tempo. Felizmente, a minha prima nutricionista, na altura estudante de nutrição, fez-me um plano alimentar, adequado às minhas necessidades, que me fez recuperar o meu peso normal, e que até hoje mantenho. Não passo fome, e posso comer gulosices de vez em quando. Com esta experiência, percebi que a comida saudável é igualmente saborosa, e que não precisamos de nos privar para sermos saudáveis e termos o nosso peso ideal. O segredo de uma relação saudável com a comida está na moderação. Uma guloseima ou outra não fazem mal, desde que sejam em moderação e de vez em quando.

Outra das coisas que mudei com esta dieta foi a quantidade de refrigerantes que bebia. Quando era mais nova, eu bebia refrigerantes como se fosse água, era impressionante! Bebia ao lanche, ao almoço, ao jantar,... Basicamente, eu só não bebia ao pequeno-almoço! Quando comecei a reduzir nos refrigerantes, notei logo diferença na minha energia e até na minha pele. Beber muito água melhorou significativamente a minha pele, a minha energia, e até os problemas de enxaquecas com que me debato há anos (apesar de ainda sofrer de enxaquecas, estou muito melhor!).

É incrível como a nossa alimentação afeta diretamente a nossa saúde, o nosso bem-estar, a nossa energia e até o nosso humor. Só percebi isto quando adquiri hábitos mais saudáveis. É incrível como existem certos alimentos que melhoram a nossa pele, outros melhoram a nossa concentração... É como se fossem fármacos, só que naturais!


Exercício físico


Apesar de nunca ter gostado das aulas de Ed. Física ( como expliquei aqui), sempre fui uma pessoa muito ativa. Em criança, saltei muito à corda, corri, brinquei às escondidas, andei muito de bicicleta,... No entanto, quando cheguei à adolescência, parte disto se perdeu. Com o aumento da pressão escolar, passei muitos dos meus dias fechada em casa, a estudar todo o dia sentada, sem sequer dar um passeio pelo quarteirão. Quando não estava a estudar ia ao cinema ou almoçava com as minhas amigas, mas desleixava-me na atividade física. Quando ganhei peso abruptamente aos 17 anos, parte da minha mudança de hábitos também incluiu fazer mais exercício físico. Comecei a andar mais, a usar as escadas em vez do elevador, e a andar numa bicicleta estática quatro vezes por semana ou todos os dias, conforme o tempo. Além de ter perdido peso, reparei que fiquei com muita mais energia, menos ansiedade e mais concentrada. 

O truque para se sentirem motivados a fazer exercício físico é encontrarem algo que gostem de fazer. Não se sentirão motivados se tiverem a fazer algo que odeiam. Hoje em dia, existem imensas atividades interessantes, desde hidroginástica, zumba... Se não gostarem mesmo de exercício físico, arranjem distrações. Eu, por exemplo, quando ando na minha bicicleta estática, ouço música para me motivar. Além disso, não precisam de optar pelas atividades físicas tradicionais. Tudo conta como exercício físico, desde dançar, subir e descer escadas, ir a pé para o trabalho em vez de ir de carro...O importante é arranjarem forma de encaixar um pouco de exercício físico todos os dias.

Pele


Quando entrei na adolescência, não tinha borbulhas nenhumas. Causava inveja a muitas raparigas, porque tinha literalmente pele de bebé, perfeitinha ( só era um pouco seca, mas não era nada que um creme hidratante não resolvesse). Só quando cheguei ao secundário, é que comecei a ter muitas borbulhas. Ao início eram apenas pequeninas, que se escondiam facilmente com o cabelo. Porém, quando comecei a ter borbulhas enormes no meio da cara, soube que tinha que tomar a pílula. Acabei por tomar a Diane 35, assim meio  pressionada pela minha mãe e pela minha prima que também tomava ( eu sei, eu sei, devia ter ido a uma médica primeiro, enfim, não volto a cometer o mesmo erro). O que acontece é que o que funciona com umas não funciona com outras. E eu não me dei nada bem com aquela pílula. Apesar de me ter deixado a pele linda e sem borbulhas, dava-me enxaquecas terríveis e piorou  os meus sintomas menstruais, pelo que, passado um ano, deixei-a de tomar. Não me surgiram borbulhas até ao ano seguinte, ano em que a minha cara voltou a ser invadida por estas. Fui a uma dermatologista, que me aconselhou a voltar a tomar pílula. Ainda estava traumatizada da outra que tomei, pelo que ia recusar logo, mas depois a dermatologista, ao perceber a minha hesitação, receitou-me uma menos forte, junto com estes cremes, o que fez milagres na minha pele! Agora estou sem borbulhas, com a pele limpinha e bem hidratada e, até agora, tenho me dado bastante bem com a pílula.


E vocês? Que hábitos saudáveis estão a mudar a vossa vida?
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7 comentários:

  1. Tenho tentado melhorar os meus hábitos alimentares mas, muito por culpa do trabalho, há momentos em que me esqueço de comer e acabo por passar demasiadas horas sem comer. Também tomo a pílula, uma relativamente fraca como pedi à ginecologista, mas queria deixar de tomar porque noto que podia estar melhor se não a tomasse. Tenho que encontrar outro método de proteção a longo prazo que se adeque a mim.

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    1. Um truque para não te esqueceres de comer no trabalho, é levares snacks rápidos de comer, como bolachas maria ou um pão :). Se sentes que não te sentes bem com a pílula, o melhor que tens a fazer é mudar.

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  2. Posso saber qual é a pílula que tomas agora?

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  3. Eu comecei a ter mais cuidados, coisas simples como abolir os refrigerantes e reduzir os fritos e açúcares, e já noto bastantes resultados. A pele fica mais limpa e radiante e o inchaço no corpo diminuiu consideravelmente.

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