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sexta-feira, 17 de julho de 2015

A importância das crenças.


Hoje fui ao exame da segunda fase a Português. Não é que precisasse da nota, mas quis fazer alguma justiça aos meus conhecimentos e o 13 ficou muito aquém daquilo que eu sei que consigo. Portanto, foi mais uma questão de orgulho do que propiamente da média. No exame, saiu no primeiro grupo, na parte A, um poema da Mensagem de Fernando Pessoa "As Ilhas Afortunadas", que se relacionava com o mito sebastianista, na parte B saiu um excerto também sobre o mito sebastianista de Frei Luís de Sousa , e na composição saiu para escrevermos uma dissertação sobre os ideais/crenças.

E, no meio do exame, dei mesmo por mim a refletir acerca do assunto (não tinha outro remédio, mas por acaso fiquei mesmo a pensar no assunto) e colocar mesmo a questão " Porque é que os ideais/crenças são tão importantes para os seres humanos?". Portanto, decidi partilhar neste post as conclusões a que cheguei. Não vou partilhar obviamente a dissertação que eu escrevi no exame, porque são 300 palavras (espero não as ter ultrapassado) , não vos quero dar um secão e não quero te  a prova anulada na eventualidade do professor corretor se cruzar com o meu blog (se bem que é improvável). Portanto o que eu vou escrever aqui não foi o que eu escrevi no exame, é apenas um apanhado das ideias que me surgiram durante o mesmo.

Ao longo da história, a crença  em ideais (como políticos, religiosos,mitos,etc.) tem assumido um papel importante na vida dos seres humanos. Mas porque é que é tão importante?

O ser humano não tem estes ideais simplesmente porque assim o quis: é algo mais forte do que ele, é quase um instinto de sobrevivência. Se não acreditarmos em nada, não temos esperança e , se não tivermos esperança em algo, não estaremos a viver , estaremos apenas a sobreviver. Sem as crenças  que temos, a nossa vida não teria qualquer significado.

Peguemos por exemplo no caso da religião. A religião não é uma invenção do mundo atual, já existe há muito, muito tempo.. Já na Grécia Antiga as pessoas acreditavam em vários deuses, faziam orações, ofertas a estes deuses,etc.

Mas porque é que a religião é tão importante para as pessoas?  Talvez porque não suportamos a ideia
de que podemos estar sozinhos no mundo e que, após a morte, não existe mais nada a não ser o vazio.    Se pensarmos um bocadinho, a maior parte das religiões promete que existe a vida eterna após a morte.

Podemos ser céticos em relação a muitas coisas, mas escolhemos acreditar na religião. A religião passa a vida a chocar com a ciência, mas nós escolhemos acreditar na religião. Talvez porque o facto de a "Terra girar à volta do Sol" não nos apague o sofrimento da morte de um familiar nosso, mas a religião nos console com a promessa que podemos ver esse mesmo familiar noutra vida, "numa vida eterna", em que não há fome, não há ricos nem pobres, nem guerra, em que há apenas felicidade e paz.

Não sou daquelas pessoas que acredita a 100 % em tudo o que a minha religião diz. Sou um bocado cética, só acredito naquilo que vejo, mas quero acreditar que existe algo superior a nós. Sei, porque o sinto, porque já vi certas coisas acontecerem, e nenhuma teoria científica ou ideia racional pode explicar aquilo que eu vi acontecer. No entanto, ainda tenho muitas perguntas sem resposta.

Chamo-lhe Deus porque é assim que as pessoas o chamam, mas não necessariamente com o mesmo significado. Acredito num Deus bom e generoso, e não no Deus vingativo e que castiga do Antigo Testamento. Certamente que lhe gostaria de perguntar porque existe tanta pobreza e sofrimento no mundo, mas limito-me a ficar calada e a acreditar. Porque só desta forma é que a minha vida tem sentido.

Não importa em que é que acreditamos, o importante é acreditar. Enquanto acreditarmos há esperança.





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10 comentários:

  1. Concordo completamente, e como pessoa que hoje também foi à 2ª fase hoje debati-me imenso com essa questão

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  2. Tens uma perspectiva muito correta. Não cais em delirios, mas não deixas de ter crenças. Sou como tu, acredito numa força maior que eu, bondosa, mas também tenho algumas questões. Nunca me identifiquei com nenhuma religião e acho que na maioria dos casos, 'Deus' serve como desculpa para atos desumanos. E não é preciso irmos ao médio oriente para vermos crueldades a serem feitas em nome de Deus, os cristãos já há muito que pregam injustiça. Mas, crenças são crenças. E se a pessoa B é mais feliz e sente-se mais protegida por acreditar numa determinada figura de Deus, desde que a crença não ofenda a liberdade de outrém, então eu não me manifesto contra. Todos nos precisamos de acreditar em algo maior que nos, porque somos demasiado pequenos para arcar com o peso do mundo.

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    1. Concordo contigo, fazem muitas crueldades em nome de Deus. Também acho ridiculo as "guerras santas" que aconteceram antigamente, como quando os cristãos queriam espalhar a fé cristã.
      É verdade, somos pequenos de mais para carregar com o peso do mundo, precisamos de acreditar em algo para mantermos a esperança viva.

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  3. Gostei muito e concordo.
    Mas segundo a escritura sagrada (bíblia) todo esse sofrimento que esta a acontecer tem de acontecer para se cumprir o que esta escrito. ate o próprio cristo filho de Deus sofreu quem somos nos?
    o que ele sofreu jamais sera igualado ao que se esta a passar no mundo... tudo isso são sinais .

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  4. Gostei muito e concordo.
    Mas segundo a escritura sagrada (bíblia) todo esse sofrimento que esta a acontecer tem de acontecer para se cumprir o que esta escrito. ate o próprio cristo filho de Deus sofreu quem somos nos?
    o que ele sofreu jamais sera igualado ao que se esta a passar no mundo... tudo isso são sinais .

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  5. Gostei muito e concordo.
    Mas segundo a escritura sagrada (bíblia) todo esse sofrimento que esta a acontecer tem de acontecer para se cumprir o que esta escrito. ate o próprio cristo filho de Deus sofreu quem somos nos?
    o que ele sofreu jamais sera igualado ao que se esta a passar no mundo... tudo isso são sinais .

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    1. Pois, algum sofrimento faz falta, para podermos valorizar a felicidade, caso contrário não daríamos valor a nada, mas há tanto sofrimento no mundo que às vezes me questiono sobre isto.

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